Notas iniciais
Oiii gente! Nao morri não (na verdade quase morri sim, fiquei doente, mas okay). Então, sei que demorei muuuuito pra postar outro capítulo, mas fiquei muito enrolada com faculdade e tudo mais. Enfim, boa leitura! LEIAM AS NOTAS FINAIS***

— O que é que você quer? — Karin perguntou impaciente, estava claro que ela não me queria ali.

— Vim ver como você estava? — me mexi incomodada.

— Você mente muito mal. — se encostou no batente da porta e cruzou os braços. — sei que veio só porque o Sasuke mandou que ficássemos juntas.

— B-Bom, vai ser legal poder te conhecer melhor, sabe como é, só há nós duas de meninas…

Ela ficou me olhando por um tempo que pareceu uma eternidade, eu sabia que meu rosto estava cada vez mais vermelho, mas mesmo assim tentei parecer firme.

Ela suspirou e se afastou da porta.

— Entra.

O quarto de Karin era igual ao de Suigetsu, exceto que parecia mais organizado e ao invés de inúmeras garrafinhas de água, havia livros e folhas de pesquisa por todos os lados, além de objetos de medicina e um pequeno sofá.

— Desde quando é médica? — perguntei encarando alguns tubos de ensaio que continhas substancias coloridas e viscosas.

— Não sou. Apenas estudo química.

— Então é cientista.

Ela deu de ombros.

— Se quiser chamar assim. Suigetsu diz que sou alquimista.

— É um termo legal também. — fingi estar encarando alguns papeis, mas a verdade não tinha mais assunto. Já havia sido um grande trunfo ela me permitir entrar em seu quarto. Fingindo não ver e já vendo, acabei encontrando uma pesquisa a respeito de transferência ocular e sobre o Mankegyou Sharingan. Peguei o papel e o encarei. — você ia fazer a cirurgia do Sasuke?

Ela deu de ombros e começou a organizar alguns livros que estavam sobre a cama. Suspirou e depois voltou a me olhar.

— Eu havia pesquisado sobre tudo. Visto os riscos e chances de dar errado. Passei noites acordada estudando as ervas para desacelerar o efeito da cegueira... E como ele me agradece? Tentando me matar...

Senti pena de Karin mais uma vez. Queria dizer que tudo ficaria bem, mas eu não podia, pois não sabia o que ia acontecer. Eu não podia me desculpar por Sasuke, isso era entre ele e ela. Eu pigarreei antes de falar, escolhendo as palavras com cuidado, evitando o assunto Sasuke da melhor forma.

— Então foi você que descobriu aquela fórmula com as ervas? Estava muito bem estruturada e balanceada, tenho certeza de que eu nunca chegaria àquele resultado sozinha.

— Obrigada, mas não precisa puxar meu saco.

— Não estou. Falo sério Karin, você é ótima no que faz, não é à toa que Sasuke te escolheu. Só não deixe as coisas que ele diz influenciar você de modo negativo.

Por um momento achei que ela fosse me xingar e me expulsar do quarto dela, mas no fim apenas suspirou e assentiu. Depois procurou mais coisas na mesa e me ofereceu um papel e um lápis.

— Pode me dizer como fez a cirurgia?

Eu sorri e peguei os materiais.

— Claro!

SASUKE’S POV

— Fala a verdade, você fez de propósito, não foi? — Suigetsu me encarava por sobre a mesa da sala de reuniões. Estávamos discutindo planos e possíveis estratégias para parar Tobi antes que ele tocasse Sakura ou tentasse atacar Konoha sozinho. Nada estava dando certo, até porque não sabíamos nada a respeito de Tobi, nem mesmo Juugo.

— Não sei do que está falando. — voltei a atenção para o esboço a minha frente — talvez ficar aqui seja mais arriscado do que ir atrás dele. Nem Karin é capaz de rastreá-lo.

— Do jeito que ele é, provavelmente já sabe tudo o que estamos falando. — Juugo se ajeitou na cadeira.

— Sim, já pensei nisso e no fato de Zetsu ter sumido. Nunca confiei naquele cara.

— Sasuke, responda! — Suigetsu me cutucou da maneira mais irritante possível e eu o encarei.

— O que você quer? — perguntei entredentes.

— Sakura e Karin. Foi de propósito não foi? Deixa-las o dia inteiro juntas.

— Sem querer é que não foi.

— Você entendeu!

Suigetsu estava me importunando com isso desde que Sakura havia sumido pelo corredor que levava ao quarto de Karin. E, claro que eu sabia que ele estava pensando que elas deviam estar se matando agora, mas precisavam começar a se dar bem, já que ficaríamos muito tempo juntos, eu disse isso ao Suigetsu, mas ele apenas me olhou como se eu fosse louco e disse algo sobre eu não poder fazer isso já que não me dava bem com Karin também e algo do tipo. Como sempre eu o ignorei e tentei me concentrar nos planos ridículos e inúteis que estávamos formulando.

— Foco Suigetsu. — Juugo o repreendeu.

Ele suspirou alto e exageradamente, depois bebeu um pouco de água.

— Nada disso vai funcionar, vocês sabem. Eu estaria mais preocupado com o fato de Karin e Sakura estarem trancadas no mesmo quarto, mas vocês não parecem ligar, por isso vou lá buscar o almoço, sinto que vai ser mais produtivo do que ficar aqui e pensar em nada.

Pela primeira vez na vida concordei com Suigetsu: não estávamos indo a lugar nenhum. Claro que me preocupo com Sakura e Karin, mas elas não se matariam e até agora não ouvi grito nenhum. De qualquer forma eu checaria mais tarde, por via das dúvidas.

***

Assim que Suigetsu voltou com nosso almoço eu fiz questão de levar o das meninas. Como eu disse, precisava checar. Não ouvi nada por todo o percurso e o quarto de Karin parecia tranquilo.

Dei duas leves batidas na porta.

— Entra! — Karin gritou e eu o fiz.

Confesso que me assustei um pouco com a cena. Elas estavam analisando algum tipo de órgão de animal, que aparentemente se movia por estar ligado a algum tipo de corrente continua de chacka.

— Oi! — Sakura parecia animada. Segurava uma pinça enorme com as mãos enluvadas.

— Trouxe o almoço.

— Ponha na cama. — Karin ordenou.

Sempre que estava perto de Karin eu me sentia estranho, não estranho bom, mas estranho incomodado, isto é, parte de mim queria não ter que lidar mais com ela, parte de mim queria que ela realmente estivesse morta, mas outra parte — provavelmente a parte que estava sendo moldada por Sakura — sabia que ela não tinha culpa e que eu devia pedir desculpas por tudo. Não era para as coisas terem chegado a esse ponto, quer dizer, eu estava feliz com Sakura, se eu soubesse que estaria com ela novamente, jamais teria ido atrás de Karin. No entanto essa é uma história para outra hora.

— O que vocês estão fazendo? — Sakura perguntou, ainda com aquela pinça de aparência desconfortável.

— Eu devia perguntar a mesma coisa. O que significa... isso? — apontei para o órgão estranho e as outras coisas bizarras.

— Estamos pesquisando o efeito que o nosso chacka curativo, de modo continuo, tem sobre células mortas e quase mortas. — foi Karin quem respondeu e eu não gostei. Não havia perguntado a ela. Eu sei, eu sei, essa atitude é incrivelmente infantil, mas como eu disse não posso evitar sentir raiva dela. Não sei o que é isso, parece que está programado no meu cérebro. Eu fiz uma careta de desgosto e ela percebeu, embora tenha quase certeza de que associou ao experimento peculiar e não a ela mesma.

Sakura, por outro lado, me fitava de uma forma curiosa, como se soubesse o que eu estava pensando. Fiz a minha típica expressão de indiferença e levei a comida até a cama. De repente deixar Sakura aqui não parecia ter sido uma ideia tão boa, ainda mais quando vi as duas trocando um olhar estranho. Sakura meneou minimamente a cabeça e Karin assentiu, foram movimentos bem rápidos, mas o suficiente para que eu percebesse.

Tentei ignorar. Olhei para Sakura.

— Venho te buscar mais tarde. — ela fez que sim e eu saí dali, me sentindo incrivelmente mal. Mas que droga estava acontecendo comigo? Seria a culpa me consumindo? Consciência pesada?

Mal tinha chegado ao final do corredor quando alguém me alcançou e me virou. Karin me encarava de queixo erguido. Ela não precisava inclinar tanto a cabeça para me olhar quanto Sakura, já que era quase uma cabeça e meia mais alta que ela.

— O que foi? — minha voz saiu automaticamente grossa.

— Olha, eu sei que não me quer aqui, talvez nem precise de mim aqui... Mas eu vou ficar porque não tenho para onde ir e embora eu saiba que nunca vai admitir isso, você me deve uma. Você me negou por tanto tempo que eu á me acostumei, mesmo sabendo do que o Orochimaru havia preparado para nós...

— O que você sabe sobre isso? — minha voz saiu firme e incrivelmente rude. Pela primeira vez Karin recuou.

— Eu sei tudo. Sei que foi você quem me escolheu...

— Cala a boca! — quase rosnei — não diga nada sobre isso nunca.

— Por que você me trata assim sempre? Eu não te fiz nada Sasuke! — ela também estava quase gritando.

Eu não respondi, apenas a encarei, aquela raiva retornando e me fazendo esquecer que ela não tinha culpa, eu sim.

— Responde! — ela estava muito vermelha, como se prendesse o choro — Se não vai falar o porquê, apenas me diga se existiu alguma chance para mim. Se a Sakura não tivesse aparecido... talvez...

— Se ela não tivesse aparecido você estaria morta. E talvez isso fosse muito melhor do que tê-la no meu caminho novamente. Você foi só mais um dos meus grandes erros.

Me virei e segui o mais rápido possível para fora da caverna.

SAKURA’S POV

Assim que reproduzi resumidamente a cirurgia de Sasuke no papl para Karin, ela me mostrou um projeto antigo que envolvia chacka e nós começamos a trabalhar nele.

Foi divertido ter algo assim para fazer e ela estava sendo paciente comigo, o que era um começo. Ela não falava muito, mas falava o suficiente, até que subitamente voltamos ao assunto “Sasuke”.

— Gostaria muito de saber o que você fez para que ele gostasse tanto de você. — ela estava mexendo no coração mergulhado em formol.

— Não fiz nada.

— Até parece.

— Conheço ele há muito tempo, deve ser isso.

— Não. Ele estava muito diferente daquele que você conheceu e você literalmente o transformou em outra pessoa...

Parei de abastecer um recipiente especial com meu chacka e olhei para Karin.

— Devia tentar falar com ele. Resolver as coisas entre vocês. Como você disse, ele está diferente.

— Ele não me ouviria. Não sei se percebeu, mas Sasuke me odeia.

— Por que acha isso? Ele mesmo foi atrás de você para segui-lo, não foi?

Ela hesitou e eu tive certeza de que iria dizer alguma coisa comprometedora, mas apenas fez que sim com a cabeça e voltou a mexer no coração.

­— Fale com ele. Ele vai ouvir. — tentei sorrir, mas desisti. Era estranho ter essa conversa com ela e uma parte pequenininha não gostava da ideia do Sasuke conversando sozinho com ela.

Algumas horas mais tarde Sasuke trouxe o nosso almoço e eu encorajei timidamente Karin a ir atrás dele quando este saiu para o corredor. Nada de errado poderia acontecer em uma conversa civilizada, não é?

Conti a vontade de ir atrás e escutar a conversa alheia, seria uma atitude muito infantil. Simplesmente esperei sentada na cama de Karin. Até que quase meia hora se passou, eu sabia graças ao relógio que ganhara de Sui, e ela não tinha voltado. Respirei fundo e saí do quarto hesitante.

Não parecia haver ninguém na caverna e eu me assustei. Estava tudo tão escuro e frio. Olhei em todos os corredores e quartos até que um barulho na entrada me chamou atenção. Segui em silencio até lá, tomando o cuidado de prender a respiração.

Estava pronta para socar o intruso quando vi que era Sasuke. Ele me encarou por alguns segundos e sorriu minimamente. Parecia bem melhor do que estivera algumas horas mais cedo.

— Oi. — disse.

— Todos sumiram. O que houve? — perguntei desconfiada, olhando para além dele, na esperança d ver mais alguém.

— Suigetsu e Juugo foram até a cidade, eu estava treinando e Karin devia estar com você.

— Bom, não está. Ela tinha ido falar com você.

Ele deu de ombros.

— Ela vai voltar logo então. Já almoçou?

Fiz que não, me perguntando porque ele estava tão estranho. Eu havia aprendido a ler os movimentos de Sasuke e no instante em que pronunciei o nome de Karin ele trincou o queixo, o que significava que ela era assunto proibido por agora. Resolvi conter a curiosidade por algum tempo, ele falaria quando quisesse, ou não, nunca se sabe quando o assunto é Sasuke.

Notas finais
Esse foi um capítulo bem curto mesmo, mas ele vai ser importante no decorrer da história, é como se fosse um filler kkkkk, okay nem tanto. Outra coisa, vocês devem ter visto que o título tem parte 1, consequentemente vai ter parte 2 kkkkkk (nossa autora, jura mesmo?). Enfim, só que essa segunda parte provavelmente não vai ser o próximo capítulo, deve ser mais pra frente e tals. Era só isso mesmo, beijos pra vocês e vou tentar não demorar muito, mas não prometo nada, só que não vou abandonar a fic. Beijos ♥ ♥ ♥ P.S. Nao odeiem o Sasuke nem a Karin, tudo será explicado na segunda parte.