Notas iniciais
Gente, esse é o antepenúltimo capitulo. Amanha vou postar os dois últimos! bjs

Estava na sala assistindo a um jogo de basquete com Thomas, o namorado de Jenny. Agora me dava bem com o garoto, mas é claro que não esquecia o meu papel de irmão mais velho e protetor da minha irmã. Jenny e mamãe estavam pintado as unhas no outro lado da sala. Meu celular tocou. Vi que era da casa de Hannah.

— Alô?

— Billy, é a Brenda!

— Oi Brenda!

— Oi...Billy, a Hannah esta ai com você? Porque ela me ligou há uns cinquenta minutos e ainda não chegou.

Me endireitei no sofá chamando a atenção de todos.

— Não. Ela não esta aqui.

— Oh meu Deus!

— Ela falou comigo também a mais ou menos esse tempo dizendo que estava voltando para a casa.

— Oh, eu estou entrando em pânico! Liguei para a Sasha e ela me disse que a Hannah já havia saído de lá. Liguei para o J também e ele não esteve com ela. O Davis e a Sarah ligaram para os amigos e nada também. Liguei para o celular dela e também não atende. – ouvi que Brenda começou a chorar. Comecei a ficar nervoso. Me levantei.

— Ela não atende o telefone?

— Não! – Brenda estava chorando muito. Ouvi uma voz ao fundo e vi que era o tio Alex. Ele pegou o telefone.

— Billy!

— Sim.

— Eu vou sair para procurá-la com o Davis.

— Eu também vou!

— Ok, entre em contado se acha-la.

— Ok. – disse pegando minhas chaves do carro. Desliguei o telefone.

— O que foi filho? – minha mãe, Jenny e Thomas estavam atrás de mim.

— É a Hannah, ela ainda não chegou em casa.

— Oh meu Deus! – disse minha mãe colocando as mãos no rosto.

— Vou sair para procurá-la.

— Eu vou com você! – disse Thomas.

O olhei surpreso.

— Valeu Thomas. Vamos! – ele deu um beijo em Jenny e minha mãe e saímos.

Fui em direção a casa de Hannah primeiro. Queria conversar com Brenda, mas prestava atenção em qualquer pista de Hannah no caminho. Thomas estava atento também. Quando estávamos a três quarteirões da casa de Hannah, vimos um movimento na estrada. Meu coração deu um salto quando eu vi o carro de Hannah. Estava o carro do tio Alex junto com Davis. Parei o carro e sai rapidamente. Thomas estava atrás de mim.

— Tio! Onde ela está? – me aproximei deles e vi que estavam nervosos. Olhei para o carro e estava vazio. Meu sangue gelou. – Onde ela está?

— Achamos o carro abandonado aqui. Nada da Hannah! – disse Davis preocupado.

Me senti enjoado. O que tinha acontecido?

— Chamei a policia! – disse tio Alex desligando o telefone. Ele tremia um pouco.

— O que vamos fazer? – disse começando a ficar ansioso.

— Billy, parece que a Hannah foi levada. O carro dela esta aqui, mas ela não! – disse tio Alex.

Outro carro apareceu e de repente parou. Era Nico.

— O que houve? Acharam a Hannah?

—Não! Só o carro dela aqui que está abandonado. – disse Thomas.

— Mais que droga! – disse Nico olhando para dentro do carro. – Vocês já olharam dentro pra ver se tem alguma pista?

— Olhamos, mas não encontramos nada que de alguma pista. – disse Davis.

Nico pegou a bolsa de Hannah.

— O que você esta fazendo? – perguntei.

— Olhando. Fuçando. – ele mexia dentro.

— Será que você pode parar de mexer aí!

— Ela usa celular não é?

— Sim.

— E onde esta?

— Não achamos! – disse tio Alex.

Nico nos olhou com um olhar pensativo.

— Chamaram a policia não é?

— Claro!

— Espero que a policia daqui tenha rastreador de chamadas, porque se ela ainda esta com ele, vamos achá-la.

Estava tão nervoso que nem havia me lembrado disso.

— Você tem razão! – disse.

— Vamos torcer por isso, caso contrario espero que ela não tenha perdido o telefone.

Mais uns dois minutos, o carro da policia parou. Era o delegado Lence. Ele que havia prendido meu pai. Ele ficou fixo na policia da cidade desde então.

— Senhor prefeito! – delegado Lence se aproximou.

Tio Alex estava explicando quando seu telefone tocou.

— É a Brenda! – ele atendeu. – O que foi querida?

Percebi que ele ouvia atentamente, mas ouvia também que Brenda parecia gritar ao telefone. O que havia acontecido? De repente tio Alex arregalou os olhos.

— Eu não posso acreditar! – disse ele nervoso.

Eu estava mais ainda.

— Já estamos indo querida. – ele desligou.

— O que houve? – eu já estava começando a falar aos gritos.

Tio Alex passou a mão pelo rosto.

— Pai, por favor, diga alguma coisa? – disse Davis nervoso.

— É o pai da Hannah...ele esta com ela.

Uma sensação de terror tomou conta de mim. Hannah me contou sua história. Contou o que seu pai fazia com ela e sua mãe. Ela não merecia passar por isso de novo.

Fomos todos para a casa do tio Alex. A polícia também. Estava tão anestesiado com tudo que foi Thomas que dirigiu. Chegando lá, Brenda estava em pânico. May tentava lhe acalmar.

— Alex, ele ligou e disse que estava com ela...ele a levou...ele vai matá-la...ele disse que iria fazer isso...

Tio Alex não conseguia dizer nada, ele só abraçou Brenda que chorava muito.

— Senhora White, sou o delegado Lence. – ele se aproximou de Brenda – Me diga exatamente o que esse homem disse.

Brenda falava e chorava. Ela estava em pânico. Todos ali estavam nervosos. Mas eu de repente senti uma raiva enorme por esse monstro. Se eu tivesse a chance de colocar as mãos nele eu faria.

Brenda deu as descrições dele ao delegado que ligou para mais homens. Eles viriam para ficar na casa e monitorar o suspeito. Ele ligaria outra vez.

Mais gente começou a chegar a casa. Minha mãe e Jenny também vieram e os nossos amigos. A notícia havia corrido rápido.

Já eram quase duas da madrugada quando o telefone tocou outra vez. Brenda decidiu que ela falaria com o monstro. E era ele.

— Joe? – perguntou ela. Mas então ela começou a tremer – Filha!

Todos ali ficamos atentos, mas ela fez um sinal que ficássemos quietos. Ela ouvia atentamente. Brenda tremia. Ela estava falando com Hannah. Me senti incapaz de ajudá-la naquele momento. Estava preocupado com ela.

— F-Filha, vai ficar tudo bem eu prometo...

Então percebemos que Brenda ficou tensa.

— Joe, por favor não machuque minha filha! – disse ela suplicando.

Um dos homens do delegado Lence fez um sinal para que fizesse mais tempo ao telefone com o suspeito, pois eles iriam rastreá-lo.

Brenda só ouvia o que ele falava. Assim que os homens rastrearam a chamada, eles fizeram um sinal que estava tudo bem. Ele foi achado.

— Ok, nos vamos fazer o que você pediu...mas por favor, não a machuque... – Brenda olhou para o telefone com lagrimas nos olhos – Ele desligou.

— O que ele disse querida? – perguntou tio Alex.

— Ele quer dinheiro...quinhentos mil!

— Meu Deus! – tio Alex colocou as mãos na cabeça.

— Mas não se preocupe senhora, ele já foi rastreado. E ele não vai ganhar nada a não ser punido. – disse o delegado.

— Mas isso não foi fácil demais? – disse Davis.

— Também achei! – disse concordando.

— Joe nunca foi um homem de complicar as coisas, ele gosta de fazer espetáculos. – disse Brenda se sentando no sofá.

— Esta dizendo que ele queria ser achado? Ele sabia disso? – perguntou tio Alex.

— Sim.

— Esse homem é louco! – disse o tio Alex.

— Se ele quer jogar, vamos jogar também! – disse o delegado Lence.

— Mas é a minha filha que esta lá, não podemos brincar com ele...ele pode mata-la.

Fiquei tenso. Não suportaria perder Hannah.

— Achamos o lugar delegado! – disse um dos policiais.

Descobrimos que eles estavam na cidade depois da nossa. Pelo que eles descobriram, era uma antiga fabrica.

— Vamos! – disse o delegado sendo seguido por seus homens.

— Eu vou junto! – disse.

O delegado Lence me olhou atentamente.

— Filho, deixe isso para a policia! Pode ser perigoso!

Ele se virou e saiu. Olhei para o tio Alex abraçando Brenda. Ela estava inconsolável. Davis andava de um lado para o outro. E eu com uma vontade de fazer alguma coisa, não importava que fosse arriscado. Era a minha namorada correndo perigo. Faria tudo por ela.

Não disse nada a ninguém. Simplesmente sai da casa em direção ao meu carro. iria ajudar Hannah.

Estava ligando meu carro quando ouço alguém bater no vidro da janela. Olhei surpreso achando que era o tio Alex, mas não, era Nico. Abaixei o vidro.

— Você vai até lá? – disse ele.

Bufei.

— Por favor Nico, não diga nada! Só preciso...só preciso ajudá-la. Não quero ficar aqui parado.

— Você sabe que isso é perigoso não é?

— Eu sei...mas não importa.

Ele me olhou por alguns segundos.

— Eu vou com você!

Fiquei surpreso e aliviado também. Pelo menos não iria só. Já estava começando a gostar do garoto.

Assim que pegamos a estrada, não levou muito tempo para estarmos perto do lugar onde estava Hannah. Vimos de longe os carros da policia parados em frente a antiga fabrica.

— É melhor pararmos aqui para que não nos vejam. – disse.

— Esta bem. – disse Nico abrindo a porta e saindo.

Fomos caminhando com cuidado por uma parte de grama alta. Iluminávamos o caminho com nossos celulares. Quando nos aproximamos mais, ouvimos o delegado Lence falando em um megafone. Ele estava negociando com o monstro. Temia por Hannah. Estava com medo de algo ruim acontecer com ela.

— Temos que entrar Nico! – disse a ele.

Ele olhou atentamente tudo o que estava acontecendo.

— Eu sei, mas podemos fazer assim. Esperamos o cara começar a falar com o delegado e entramos. Ele vai estar ocupado negociando. Provavelmente esse lugar tem varias portas.

— Tem razão.

— Mas não podemos entrar e logo salvar a Hannah, temos que fazer isso na hora certa.

— Ok. De acordo.

Como Nico havia dito, o homem apareceu em frente a entrada da fabrica se protegendo atrás de uma porta e começou a negociar com o delegado. Então foi a chance de Nico e eu entrarmos. Corremos em direção ao outro lado da fabrica. Não víamos quase nada. A luz da lua estava um pouco ruim, pois ainda estava nublado.

Assim que nos encostamos na parede, fomos andando devagar até achar uma porta. Nos achamos. Ela estava trancada.

— Que droga! Esta trancada! – disse decepcionado.

— Esse é um lugar velho, um empurrão com mais força abre. Tente!

Olhei para Nico ate dar uma empurrada com o ombro com mais força. A porta se abriu e eu cai porta adentro.

— Tudo bem? – disse Nico me estendendo a mão.

— Sim. – disse me levantando.

Começamos a entrar na fabrica. Estava escuro e parecia que não iríamos conseguir andar mais alguns passos a frente. Então de repente a luz da lua iluminou tudo onde estávamos. As nuvens haviam sumido. Isso era bom.

Eu e Nico começamos a nadar cuidadosamente pelos corredores. Então mais alguns metros nos vimos Hannah. Ela estava em um espaço em que parecia mais o refeitório da antiga fabrica. Ela estava amarrada e um banco. Sua boca estava com uma mordaça e ela estava com os olhos fechados. De longe eu vi que seu rosto estava machucado. Senti uma necessidade de ir até lá sem me preocupar com as consequências.

— Hannah! – disse com a garganta apertada. Dei um passo mas Nico pegou meu braço.

— Você esta louco? Espere um pouco!

Esperamos mais alguns minutos até o monstro aparecer na sala. Ele andava de um lado para o outro falando sozinho.

— Olhe! – disse Nico baixinho, mas eu ouvi. Ele fez um sinal para o homem – na cintura dele.

Era uma arma.

Ouvimos o interfone do delegado mais uma vez. O homem se virou e saiu novamente. Então eu olhei para Nico sem dizer nada. Ele entendeu. Era agora ou nunca.

Assim que tivemos certeza que o homem estava longe, descemos as escadas rapidamente e fomos em direção a Hannah.

— Hannah, amor... – a segurei nos meus braços e tirei a mordaça – Hannah! – a chamei novamente.

Ela abriu os olhos devagar.

— Billy? – ela disse com a voz fraca.

— Esta tudo bem agora, vamos leva-la daqui.

— Vamos logo! – disse Nico atento ao outro lado da sala.

— Consegue andar? – perguntei a Hannah desamarrando as cordas em seus braços e pernas.

— Sim. – disse ela se levantando com dificuldade.

— Eu ajudo! – disse Nico pegando Hannah do outro lado – Vamos logo!

Assim que nos viramos, mal demos três passos quando ouvimos alguém.

— Aonde vocês pensam que vão?

Senti um frio na espinha. Senti Hannah ficar tensa. Nos viramos devagar. O monstro nos olhava apontando a arma.

— Eu fiz uma pergunta! – disse ele com os dentes cerrados.

— Por favor, não machuque eles...

— Cale e boca sua pirralha! – disse o homem com ódio.

Senti uma grande vontade de arrebentar a cara desse sujeito. Mas no momento ele estava com a vantagem.

— Não fale assim com ela! – disse com raiva.

O homem me olhou com desdém.

— Eu falo como eu quiser com a minha filha.

— Sua filha? – disse Nico debochando – Que tipo de pai você é que mantém a filha refém? E ainda mais armado?

— Você não me conhece garoto. – disse o homem ameaçando.

Senti que Hannah segurou minha mão com força.

— Não cara...é você que não me conhece.

Foi muito rápido. Nico como em um bote de uma serpente se jogou no homem que caiu de costas com tudo no chão. Hannah começou a gritar. A coloquei para o outro lado a protegendo. Vi que Nico batia no rosto do homem como se tivesse possuído. Mas o homem também era bom nos golpes. Vi que ele estava sem a arma. Ela provavelmente voo da mão dele quando caiu. Enquanto Nico lutava com o cara, eu tentei achar a arma. Hannah ainda estava de baixo da escada gritando e chorando. Tudo estava sendo rápido. De repente ouvi quando o cara conseguiu dar um golpe em Nico o fazendo cair para o lado segurando a barriga. Não poderia ser um tiro, pois não havia ouvido o disparo. Era tudo frenético. O homem se levantou desnorteado e correu. Tentei ser mais rápido, mas então ele chegou em Hannah e a pegou. Ele estava com a arma.

— Se você não quiser que eu arrebente a cabeça dela, fiquem longe – ele disse apontando a arma na cabeça de Hannah que parecia prestes a desmaiar.

Será que aquele era o fim de Hannah? Não, não poderia ser! Demoramos tanto para ficarmos juntos e agora vamos terminar assim?

— Por favor não faça isso! Eu tenho dinheiro e posso dar a você! Mas por favor, não a machuque! – implorei.

O homem me olhou por alguns segundos.

— Não deveria ter brincado comigo!

Só vi na hora em que ele apontou a arma para mim. Logo depois um estalo alto. Algo me acertou. Parecia que me acertaram com fogo. Ouvi gritos e barulhos altos. Logo depois não vi mais nada.