Typical

1 Capítulo 1 - Not like the movies


Notas iniciais
Primeiro capítulo, galerinha õ/ Espero que vocês aprovem -se tiver alguém lendo-. E eu nem preciso dizer que não dá pra entender nada da história no primeiro capítulo, não é? Mas eu não sou de ficar forçando a barra, pedindo pra darem uma chance u.u Então, se vocês acharem que isso aqui tem futuro, fiquem comigo!

- Estar atrasada no meu primeiro dia era tudo que eu não queria. — A garotinha emburrou-se, apoiando os cotovelos nos últimos degraus da escada.

- Não enche meu saco. — Holland apertou o cigarro no canto da boca,revirando os olhos. Jogou a mochila sobre as costas e se arrastou até as chaves do carro. — Se não quer demorar mais, não deveria estar rolando no chão. Vai se sujar, Charlie.

- Quando você vai resolverme levar?

- Olha só... -A loira colocou os cabelos atrás a orelha e apertou as mãos da irmã contra as suas.-É o dever da sua mãe te levar pra escola, mas eu não vejo problema nenhum em fazer isso. Tudo o que eu te peço é um pouco de paz e de colaboração, pelo menos hoje. Não é um dia bom. — Holland sorriu fraco e levantou a garota do chão, delicadamente, levando-a em direção ao carro. Direcionou os olhos até o quarto da madrasta. A porta estava quase fechada, mas aindahaviaum mínimo espaço aberto que levava o cheiro de álcool para os outros cômodos da enorme casa.

- Certo, certo. — Charlie puxou o cigarro da boca da mais velha, pisoteando-o no chão. Nunca aprovou ovícioque a irmã tinha, mas ainda era uma criança, não podia fazer nada para mudar a situação. — O que aconteceu?

- Reformatório novo. — Com um suspiro pesado, Holland terminou o assunto. Passou grande parte de sua juventude presa em reformatórios e sendo expulsa deles por mau comportamento. Seu pai mudava de cidade a cada ano, na esperança de que a filha melhorasse. A garota nunca gostou de expressar seus sentimentos, muito menos de mostrar o quanto aquelas mudanças a afetavam.

- Você quer chorar? — A mais nova segurou o rosto da irmã com as duas mãos. Forçou um sorriso, na esperança de anima-la. Encarou os olhos azuis á sua frente e, por um minuto, parou para pensar se havia semelhanças ali.

- Desde que o papai morreu você é meu único motivo para continuar aqui, sabe? Eu poderia arrumar um emprego em algum hotel falido, ganhando dez reais por mês e estaria tudo bem. Eu estaria livre, pelo menos.

- Eu prendo você?

- Não. É só que... Eu poderia fazer isso, mas sinto que tenho de terminar meus estudos e, finalmente, dar um futuro digno pra você. Tudo o que nós temos e aquela mansão, mas de que adianta? Nós já passamos meses sem comer porque sua mãe gastou todo o dinheiro que ainda nos restava com bebidas. E eu não quero largar você com ela. Ela nem, ao menos, sai daquele quarto. E se sair é tombando pelos cantos, apenas para pegar mais uma garrafa de vodka. Eu... Sinto muito. Sei que ela é sua família, mas não quero acabar como ela.

- Não se desculpe. Eu não tenho orgulho de ser filha dela. Pra mim é bem melhor ouvir você falando sobre onossopai, do que daminhamãe. Eu só quero que você seja feliz, é tudo o que importa.

- Eu quero comprar uma casa pra gente, só nossa. Quero arrumar um bom emprego e colocar aquela maluca numa clínica de reabilitação. Esse é meu sonho, mas eu ainda sou uma criança. E uma criança não pode ter outra. É por isso que eu sinto muito. Não sou o que você merece.

- Nem ela é. — Charlie encostou a cabeça no banco, escondendo o rosto no capuz do casaco. Não queria chorar agora, queria mostrar que é forte o suficiente para conseguir libertar a irmã de tudo isso, mas não era a verdade.

- Eu sei. — Holland tirou um novo cigarro do bolso e o prendeu entre os dentes. Conferiu as malas no banco de trás e focou a atenção na estrada.

Notas finais
É isso, meus elfos! Até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.