Two ways a destination
1 Angel to Demon
Notas iniciais
Desejo à todos uma ótima leitura! ♥
Havia nevado naquela noite, o chão do pátio e do jardim estavam cobertos por uma camada de neve fofa e convidativa, ela podia ouvir as vozes das outras crianças brincando na rua, se divertindo na neve, mas ela só podia assistir de longe, por de trás da grande janela de seu quarto, as delicadas unhas rosadas arranham o vidro em sinal de desespero, nunca havia saído de casa, não sem estar acompanhada de médicos e cuidadoras, por estar naquela condição desde o nascimento, era provável que já havia se acostumado, mas não, não ela. Sophie volta-se de costas para a janela e limpa uma lágrima solitária de seu rosto.
- “Não preciso disso...contanto que eu tenha eles...”
A menina que saí do quarto e caminha até o quarto do irmão mais velho, Angelus. A porta do quarto estava cerrada e ela espia por entre a fresta para encontrar o irmão concentrado na leitura de um livro, ele estava sentado em uma larga poltrona muito elegante e sua atenção ao livro era tamanha que ele não percebe a chegada da irmã, só quando ela passa os braços em volta do pescoço dele, dando-lhe um abraço pela lateral do corpo. O menino surpreso fecha o livro que lia e puxa Sophie para seu colo, para em seguida abraça-la de fronte.
- Nii-san...você pode descer comigo até o jardim?
- Sophie, o que você quer fazer lá no jardim? Não viu que nevou bastante? E pode ser perigoso para sua saúde...
Ela já esperava aquela resposta vindo de “Angie”, tão responsável e sério. A menina se levanta e suspira desanimada, o jeito era pedir para “Dami”, isso é, se ela o encontrasse, parecia que ele andava ocupado com novas amizades, o que deixava Sophie enraivecida, como ele podia deixa-la?
- Sophie, não faça essa cara para mim, é um golpe baixo.
Angie se levanta e abraça a irmã por trás, o coração da menina começa a disparar. – É difícil dizer não para você.
- A-Angie... – Ela gagueja o nome dele, ficando com as maçãs do rosto levemente coradas, ela se afasta do abraço do irmão e agora o encara tímida. – As pessoas normais brincam na neve...
- Você não é uma pessoa normal, Sophie. Você é especial, tão especial que requer cuidados, não posso permitir que nada aconteça com você, irmãzinha. – A voz de Angie era suave e alcança a loira como uma melodia.
- Papai fala que se eu sair de casa eu posso morrer e...
Antes de Sophie terminar sua frase, Angelus puxa o corpo da menina para si, abraçando-a fortemente, quase a sufocando, os braços dele fazem uma leve pressão nela que fica assustada com aquele ato. Angelus aperta os olhos e acaricia os longos cabelos da irmã.
- Não diga isso, nunca permitiria que isso acontecesse. Eu te prometo Sophie, irei protegê-la de tudo e todos, mas não deixe de estar ao meu lado!
- A-Angie, está me machucando...
- Prometa então!
- Não vou deixar você, nii-san e nem quero...
O menino solta Sophie e a encara, olho a olho, ela parecia confusa e acuada pela reação dele, mas quando ela disse a palavra morte o corpo dele agiu sozinho e a segurou com força, aquilo era inimaginável, não conseguiria ficar sem Sophie. Mas as palavras dela o tranquilizavam e ele esboça um sorriso no canto dos lábios para ela.
- Não se esqueça das minhas palavras Sophie.
- Angie...
Os dois ficam se encarado por um tempo, o coração da menina estava disparado e suas delicadas cútis ficam ainda mais roseadas, ela sentia-se feliz por Angelus ser tão protetor e desejar o bem estar dela, mas... Ela era apenas a irmãzinha que precisava de cuidados, não era o mesmo sentimento que ela tinha por ele. Ao se pegar pensando naquilo, ela saí correndo do quarto do irmão mais velho, deixando-o sem entender a razão daquela fuga.
Mais tarde, Sophie continuava a olhar as crianças da vizinhança brincarem na neve, as gargalhadas e gritos incomodavam, como ela queria estar junto deles, como queria ter amigos, sua condição era deplorável, qualquer resfriado podia ser fatal para ela. A menina vestia-se com um pesado casaco de frio, luvas e um chapéu de pele, um pouco demais para aquele dia sem sol, mas não tão gelado.
- “Dami nii-chan ainda não voltou, Angie nii-san está tendo aulas agora...”
Sophie havia tido aulas de francês, mas a professora saiu mais cedo o que a deixou sozinha na ampla biblioteca, por algum motivo suas criadas estavam ocupadas, bem como os tutores, parecia que a família Campbell receberia uma visita do alto Conselho da Seita para um jantar e todos os 50 empregados da família haviam sido mobilizados, era a chance perfeita para Sophie sair de sua gaiola.
De forma discreta e calculada, a menina gênio saiu pela portinhola do jardim, o vento estava frio e parecia que começaria a nevar novamente, mas ela não deu importância e saiu para a rua. O que os belos olhos azuis contemplavam eram algumas crianças fazendo bonecos de neve, outras jogando bolas de neve uma nas outras. Todas aquelas crianças eram de famílias nobres como Sophie, brincavam perto de suas mansões e uma ou outra tinha a supervisão de algum criado, o ambiente era alegre e divertido, diferente da mansão Campbell.
- Ei, aquela ali não é a caçula do Angelus e do Damian? – Um menino ruivo comentava com uma menina de cabelos bem escuros.
- Sim, mas eu pensei que ela não pudesse sair de casa. Ouvi dizer que ela é muito doente e que qualquer coisa pode matá-la... – A menina tinha o olhar um pouco entristecido. – Deve ser difícil viver assim...
- Vamos até ela!
O menino puxa a menina pelo braço e os dois seguem em direção à Sophie, mas antes deles poderem chegar, três garotas um pouco mais velhas cercam a menina. Sophie fica assustada, mas sorri para as garotas de forma gentil.
- O-Olá... – Ela diz tímida.
- Você é a irmãzinha do Damian e do Angelus, não é? – A mais alta pergunta, encarando Sophie de forma intimidadora.
— S-Sim...me chamo Sophie.
- Olha só, as roupas que ela está usando! Nunca vi casaco tão bonito, você pode me emprestar para eu experimentar? – A garota com sardas se aproxima de Sophie e retira o casaco dela. – Afinal, amigas emprestam as coisas uma para as outras, não é? Você quer ser nossa amiga, Sophie?
- Sim! Por favor, pode experimentar o casaco, mas depois me devolva...
- Seu irmão Damian não quis sair comigo, você não pode dar um jeito nessa situação? – A terceira garota que usava óculos encara Sophie.
- S-Sair com o Dami nii-chan?
- Sim, você vai me ajudar? Eu amo o Damian.
- A-Ama!? – Aquelas palavras deixam Sophie surpresas e no fundo do coração sentia uma vontade de estrangular aquela garota, o Damian pertencia a ela!
- Que injusta Marie, eu também quero sair com o Angelus, ele é tão apaixonante... – A garota com sardas diz interessada. – Me ajude também, Sophie!
Sophie encarava as três meninas um pouco confusa e sem saber como reagir. Como elas tinham o disparate de dizer que amavam os irmãos dela? Angelus era só dela, Damian era só dela, Sophie nunca permitiria que alguém tocasse ou levasse seus irmãos, definitivamente não permitiria.
- Não posso fazer isso. Meus irmãos são as únicas preciosidades que eu tenho...- Sophie responde abaixando a cabeça, trazendo para frente algumas mechas de seu lindo cabelo loiro claro. – Não posso deixa-los com vocês, me desculpem.
- Hã? Você não estava escutando menina? Você vai nos ajudar sim! – A garota que havia pegado o casaco dela empurra Sophie no chão, fazendo-a cair sobre a neve.
- Essa não! Precisamos avisar alguém da casa dela! – A menina de cabelos escuro que tudo acompanhava com o menino ruivo estava assustada, aquelas três garotas eram cruéis com crianças mais novas que elas, principalmente se não obedecessem.
- Eu vou avisar e você fica aqui, mas não faça nada! – O menino corre em direção aos portões da mansão Campbell.
Já dentro da mansão, o alvoroço era tamanho pelo desaparecimento de Sophie, como os pais não estavam em casa, o mordomo e a criada responsável por Sophie foram até Angelus e relataram que ninguém encontrava Sophie em lugar nenhum.
- Pequeno mestre, o que faremos? – A empregada parecia aflita, temia por ela própria acima de tudo.
- PROCUREM MELHOR, ACHEM MINHA IRMÃ!!! – Angelus gritava forte, estava assustado e preocupado, os belos olhos verdes tremiam em sinal de desespero, pela primeira vez um medo e terror imenso atingiam o menino de óculos, tirando-o de sua calma e seriedade.
Sophie estava começando a sentir muito frio e as três garotas haviam começado a jogar bolas de neve nela, rindo maldosamente. Por mais que Sophie pedia para elas pararem, elas continuavam, como estava um pouco mais afastada das demais pessoas nenhum socorro foi provido para a caçula Campbell.
- Sua esquisita, como ousa dizer que não pode permitir entregar seus irmãos? Você gosta deles é? Sua esquisita!
- Sua suja! Vocês são irmãos!
- Você deveria se envergonhar em dizer isso na nossa cara, Sophie Campbell!
- P-Por favor... Eu tenho frio, devolvam meu casaco, me deixem ir... – A voz dela já era fraca e sua face estava bastante vermelha na região das maçãs do rosto e do nariz, ela também tossia. – Eu não me sinto bem...
As coisas em volta de Sophie começam a girar e ela começa a perder a consciência, no mesmo momento três vozes começam a ecoar pelo local, eram o mordomo, a criada e o menino ruivo que se aproximavam de Sophie e das três garotas que agora corriam cada uma para uma direção diferente, escapando de serem pegas.
- Santíssimo, ela desmaiou! – A empregada grita desesperada. – Está fria também!
- Rápido, vamos leva-la para casa! – Ordena o mordomo e a empregada pega o corpo inerte de Sophie nos braços.
- Espero que não seja grave... – A menina se aproxima do amigo ruivo e ele concorda com a cabeça, mas parecia que realmente as coisas estavam graves para o lado da inocente Sophie. Os dois observam o mordomo e a emprega entrarem na mansão Campbell.
Sophie é levada às pressas para seu quarto onde é imediatamente colocada na cama com todas as cobertas possíveis para esquentar o corpo da menina, o médico da família também foi chamado e disse ao mordomo e empregados que a situação dela não era boa, seu corpo não estava conseguindo suportar o extremo frio, apesar de ter sido medicada a única coisa a se fazer era esperar, ela podia ou não sobreviver.
Angelus presenciou e tudo ouvi, mesmo tentando ser distraído por outros empregados, ele estava estarrecido e com as pernas trêmulas, pensar que sua irmã podia morrer o deixou assustado, aflito e confuso. Caminhava de um lado para o outro do quarto de Sophie e a todo instante se aproximava do corpo da irmã, ele estava terrivelmente frio, os lábios roseados dela estavam pálidos, bem como o alvo e lindo rosto dela.
- Sophie, por favor...não me deixe!
Ele se debruça sobre a irmã e não contém o choro baixo e triste, ele inclina a cabeça sobre a testa de Sophie e beija, depois passa os lábios na bochecha dela e em seguida, beija levemente os lábios dela.
– Eu te amo e faria qualquer coisa para poder ver seus olhos novamente...
De repente, Angelus sentiu um calafrio percorrendo o corpo, o quarto de Sophie parece que havia escurecido mais e um ar pesado e ruim pairava naquela ambiente. O jovem loiro de olhos verdes tinha impressão que havia mais alguém ali no quarto e isso o deixa assustado, é quando ele escuta uma voz de homem ecoar ali. A voz era rouca e desdenhosa.
- Faria qualquer coisa pela vida dessa fêmea?
- Q-Quem está aí, quem é você? E-Eu vou chamar os seguranças...
- Ora ora, tente se puder, mas isso não vai mudar o fato de que sua irmã está morrendo e logo logo sua alma não pertencerá mais à este mundo, e sim à mim...
- Morrendo!? Não! Sophie, por favor! – Angelus sacode o corpo da irmã e logo em seguida tira as mãos dela, os dedos do menino pareciam ter tocado gelo. – SOPHIE!!!
- Calma menino, é só a morte, acontece com vocês, humanos. – A voz parecia estar despreocupada e aquilo deixou Angelus irritado.
- Afinal, quem é você? O que quer?
- Bom, eu vim aqui para propor um acordo com você. Eu fiquei responsável em buscar a alma impura desta garota, mas ao ouvir você dizendo que faria qualquer coisa por ela, isso me pareceu muito mais vantajoso...
- V-Você é a morte? – Angelus pergunta amedrontado e desconfiado. – Minha irmã possui a alma mais pura e inocente neste mundo...
- Ahh... – A voz masculina suspira. – Vocês realmente são muito limitados e não enxergam a verdadeira essência uns dos outros, mas enfim, não, eu não sou a morte, sou mais do que isso, sou um demônio, eu controlo a morte!
- D-Demônio? Ora, essas coisas não existem, são ridículas! – O menino ajeita os óculos com as mãos trêmulas.
- Ahhh, não diga isso menino... – A voz masculina ao final dá uma risada debochada e quando Angelus volta seus olhos para a cama da irmã, vê algo que o deixou totalmente sem palavras ou capaz de ter alguma reação, seus olhos tremiam em pânico. – Sou tão real quanto vocês...
Sentado na beirada da cama de Sophie estava um homem muito pálido, de olhos vermelhos carregados dos piores sentimentos inimagináveis, ele tinha as orelhas pontudas e longos cabelos negros bem lisos, seu lábio era igualmente pálido como o resto do corpo e ele trajava um elegantíssimo terno do mesmo molde que os da antiguidade, os dedos das mãos era compridos e longos, as unhas estavam pintadas de vermelho.
- Doce Sophie... – O homem acaricia o corpo dela por cima dos grossos cobertores que a cobriam, aquela atitude deixa Angelus nervoso e ele grita para que ele não toque na irmã.
- Está com ciúmes, não é? – O demônio debochava dele. – Eu entendo como você e aquele outro ficam por conta dessa fêmea humana, ela é realmente desejável e muito linda, é até lamentável que ela venha a morrer e este corpo se perca debaixo da terra, sendo comido pelos vermes que lá habitam...
- C-Como pode falar isso, e quem é esse outro que comentou? N-Não sei do que fala, francamente...
- Angelus, não banque o tolo, pois sei que isto não o é, seu desejo impuro no coração pela sua pequena irmã Sophie eu enxergo bem, mas não se preocupe, não o condeno por isso, pelo contrário, são essas situações que divertem um demônio.
- Não fale deste sentimento com tanta leviandade! Ele é um sentimento puro, mesmo ela sendo minha irmã! Eu a amo! EU A AMO MAIS DO QUE A MINHA VIDA!
Ao ouvir aquilo, os olhos do demônio brilham, ele se aproxima de Angelus e segura o rosto dele com uma das mãos, o menino não conseguiu reagir, parecia que suas forças estavam sendo sugadas por aquele demônio.
- Chegamos onde eu queria, Angelus! Posso oferecer a salvação da sua irmã por um preço que só você pode pagar e verá que é uma barganha!
- V-Você não é um demônio? Como pode proporcionar salvação de alguém?
- Meu caro, eu posso fazer muitas coisas que nem imagina! E se digo que posso evitar a morte da Sophie, é porque posso, mas preciso contar com a sua colaboração.
- Diga o que preciso fazer, mesmo que seja um demônio não me importo desde que verdadeiramente a minha irmã possa sobreviver!
O demônio ri maldosamente e solta o rosto de Angelus que observava atônito o demônio subir na cama de Sophie e retirar as cobertas de cima dela, o corpo da menina estava vestido com uma fina camisola branca apenas.
- Escute Sophie, seu irmãozão vai salvá-la, isso não é lindo? – O demônio carrega a menina em um dos braços e com a mão livre acaricia o rosto dela.
- D-Diga o seu preço, demônio... – Angelus ainda sentia as pernas trêmulas e a voz embargada, mas tomado de coragem e pelo amor que sentia por Sophie pergunta ao demônio que sorri triunfante.
- Seu corpo. – Ele responde. – Você vai me dar permissão para viver dentro de você, me alimentará com sua alma que a partir deste momento já pertence a mim.
- Deixar um demônio viver dentro de mim? Mas isso é...
- Isto ou sua irmã vem comigo e perceba que estou muito interessado em tê-la comigo, mas por esse preço tão mínimo ela pode viver e você viverá feliz ao lado de quem ama, mas eu estarei com você, claro. Para mim é muito mais vantajoso ficar neste plano e para tal preciso de um hospedeiro.
- E-Eu...
- Não, você tem tempo para decidir, se acalme. Ela já está morta mesmo... – O demônio continua acariciando o rosto de Sophie, a mão dele desce do rosto para o peito dela e o demônio parecia gemer algumas palavras, seus olhos estavam famintos sobre Sophie e aquilo causou um sentimento de ódio profundo em Angelus.
- Eu aceito! Mas garanta que além da vida, a saúde da minha irmã não será mais frágil!
- Humm, você é muito exigente, mas eu aceito! Está feito, Angelus Campbell, seu corpo agora pertencem a mim!
Angelus sente uma forte dor no peito e caí de joelhos no chão, ele começa a grita de dor e lágrimas de sangue começa a escorrer de seus olhos verdes, o demônio ria loucamente daquela cena, finalmente conseguiu seu objetivo. Depois de um tempo, a dor que Angelus sentia desapareceu e ele ficou deitado no chão, completamente sem forças, ele só conseguia acompanhar as ações do demônio com os olhos.
Ele vê o demônio ainda carregando Sophie em um dos braços e agora ele a retirava da cama, com a mão livre que repousava sobre o peito da menina, ele usa para abrir os olhos dela, aquilo deixa Angelus desolado, pois não havia mais vida naqueles lindos olhos azuis de Sophie.
- Eu irei cumprir minha parte, se não, nosso contrato não será válido. Veja como sua amada irmãzinha volta a vida, Angelus Campbell.
O demônio inclina a cabeça e pousa a boca entreaberta no pescoço de Sophie, Angelus percebe caninos protuberantes na boca do demônio que crava seus dentes no pescoço da menina. O irmão também viu que de repente, o corpo de Sophie começa a mudar de cor, perdendo aquela aparência pálida e voltando a ter o tom costumeiro, as maçãs do rosto e os lábios de Sophie voltam a ser rubros e as batidas de seu coração são audíveis.

- Realmente, o gosto dela me excita... – Foram as últimas palavras do demônio antes de voltar com Sophie para cama, a menina voltou a fechar os olhos e agora parecia em sono profundo, mas a aparência de morte havia sumido dela.
- S-Sophie...
Angelus com certa dificuldade consegue se levantar e se aproxima de Sophie, ele não percebe mais algumas lágrimas dele caem sobre o rosto dela. Sentia-se tão aliviado, ficava pensando que agora poderia viver com Sophie uma vida muito mais ativa e que a menina seria mais feliz, ficou perdido em seus pensamentos até que sentiu os braços do demônio sobre os ombros.
- Não se esqueça de que agora faço parte disso também, seja bom e eu tentarei ser também...Agora, preciso descansar um pouco, meu hospedeiro...
Angelus sente um forte ardor no corpo e quando aquela queimação insuportável passa, o ambiente do quarto havia voltado ao normal, aquela presença pesada havia sumido, foi aí que a porta do quarto de Sophie é escancarada violentamente e um rapaz de cabelos loiro alaranjados e olhos azuis entra correndo no quarto.
- Damian? – Angelus o olha assustado. – Quando você chegou?
- Não faz muito tempo, mas me contaram o que houve com a nossa Sophie! Como ela está? Estou muito preocupado...
- Não se preocupe, ela está bem. – Angelus força um sorriso e Damian percebe que alguma coisa estava errada com o irmão mais velho. – Eu...eu vou para meu quarto...
- Hey, Angie, está tudo bem mesmo?
- Sim Damian, não se preocupe. Fique ao lado de Sophie quando ela acordar, ela ficará feliz...
- Não precisa dizer. – Damian ia tirando os sapatos e se deitando ao lado da irmã na cama, ele segura a mão dela delicadamente. – Nunca vou deixa-la...
Angelus sorri com a cena, Damian e Sophie eram muito ligados por terem apenas um ano de diferença, o jeito de ser de Damian era algo que Angelus admirava, mas vê-lo daquela forma com Sophie lhe deu uma sombra de raiva temporária.
“Será mais interessante do que eu imaginava, esse triângulo amoroso...”
Os olhos do demônio brilhavam na escuridão.
Notas finais
Nii-san ou Nii-chan - Sufixo usado para se referir ao irmão mais velho. O san é usado para demonstrar mais respeito, já que a tradução próxima de san é senhor. Já o chan é para demonstrar informalidade.
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