Two of us

2 Disclosure


— Regina... — Emma relutava em deixar a prefeitura sem antes dizer algumas palavras.

— Eu sei que você está aí, posso ver as luzes acesas e não vou sair daqui até que abra essa porta.

Do outro lado, se encontrava uma mulher totalmente absorta em pensamentos que nem a mesma entendia. Estava sentada com o rosto entre os joelhos, tentando fazer o mínimo barulho possível a fim de que a intrusa desistisse e fosse embora.

Alguns minutos se passaram e Emma continuava exatamente aonde estava. Sua vontade era de chutar aquela maldita porta que a impedia de se explicar para aquela mulher. Aquela mulher. Mulher essa que povoava seus pensamentos desde o primeiro contato visual, mulher essa que Emma sonhava em jogar sob a mesa daquele escritório e foder tão forte que ela suplicaria por um pouco de piedade. Forte, duro, quente. E então pegar nos braços, abraçar e falar palavras doces afim fazê-la sentir todo o amor que emanava de seu corpo.

— Se você não abrir essa porta eu vou ser obrigada a usar de mágica, e nós duas sabemos que nem sempre funciona. O que está acontecendo? Me deixa entrar. — Emma tentou mais uma vez usar uma calma que ela se forçava a acreditar que tinha, mas a verdade é que todas as suas células estavam em polvorosa. Estava prestes a invadir a sala quando ouviu um barulho e o trinco da porta de mexer. Regina apareceu na sua frente e tudo o que a loira queria naquele momento era abraçar a mulher com os olhos marejados e rosto vermelho a sua frente, dizê-la o quanto ela permanecia linda mesmo com os cabelos desgrenhados e o quanto era desejosa, gostosa, perfeita.

— Seja lá o que for, seja rápida. — Regina disse enquanto dava passagem para Emma entrar. Estava frustrada, ansiosa, e completamente invadida pelas imagens de outrora na delegacia. Ver a mulher que sempre lhe confundiu os sentimentos ali à sua frente parecendo vulnerável e, no entanto, tão altiva fazia seu subconsciente perder o controle.

— E então? — Se permitiu falar, logo após fechar a porta, mas não se afastando da mesma.

— Você é linda. — Emma que até então estava ocupada demais admirando o corpo da mulher mais linda que ela já havia posto os olhos, se permitiu confidenciar.

— Você é tão linda, Regina Mills. E a mais fodidamente complexa, frustrante e desafiadora pessoa que já conheci na vida. E sabe o que mais? Eu amo tudo isso em você. — Emma falava como se tivesse tirando uma sobrecarga de suas costas já calejada, se aproximando cada vez mais da mulher até estar a poucos centímetros do rosto dela.

— Sempre amei. Desde o primeiro instante. — Regina não se movia. A forte carga de adrenalina disparada por todo seu corpo não permitia, não após ouvir a declaração que ela esperou por miseráveis 6 anos. Ela achou que era fraca por suportar ver seu amor com outra pessoa e não fazer absolutamente nada para mudar isso, mas ela estava errada. Ela era fraca agora. Nesse instante. Ela era fraca por ouvir tudo isso e não conseguir fazer nada mais do que molhar todo seu rosto com lágrimas passadas, há muito impedidas de sair por ela não se permitir admitir o inegável. E, no entanto, ainda assim ali estavam elas.

— Emma... — Emma estava agora com um pequeno sorriso de lado no rosto e suas lindas órbitas azuis fixas no olhar negro de Regina. Uma de suas mãos passeava pelo rosto da morena, colocando uma mecha de cabelo por trás da orelha, enquanto a outra ia de encontro a sua mão. — Sim. Eu... E você, Regina. Nós. — Emma e Regina pareciam estar em transe e o mundo poderia acabar lá fora e elas ainda estariam ali, uma para a outra, como se aquilo fosse predestinado desde que a prefeita adotara o filho da salvadora e ele decidira colocar uma na frente da outra.

— E... Eu... Isso não faz sentido algum. — Regina tentara ser firme, porém, sua voz não passou de uma tentativa falha de falar alto que se tornou um rouco sussurro.

— As melhores coisas da vida não foram feitas para fazer sentido. — Emma se aproximou mais ainda, se aproximou tanto que agora seus narizes se tocavam. Suas respirações que há tempos estavam descompassadas, dividiam o pouco espaço existente entre suas bocas entreabertas. Em um segundo lá estavam elas se olhando intensamente como se a qualquer momento aquilo se tornaria não mais que ilusão, noutro, lá estavam duas mulheres provando pela primeira vez a textura dos lábios uma da outra. O beijo fora calmo. Quem começou? Não importa. Emma enlaçou os curtos cabelos da prefeita por entre os dedos, puxando-a pela nuca afim de aprofundar ao máximo o beijo. Regina se permitiu sair da sua confusão e se doar ao beijo, abriu a boca dando passagem para Emma lhe invadir com a língua, iniciando uma tímida dança, no qual as mulheres caminhavam por um trajeto desconhecido até então.

Regina tocava o rosto de Emma, suas mãos, uma de cada lado em formato de conchas o acariciavam de forma calma, porém firme. O beijo, se antes era tímido, agora tornava-se afoito, acelerado e intenso. Emma empurrou o corpo de Regina até a porta, podendo-se ouvir um estalo e um pequeno gemido por parte da morena, pelo impacto de seu corpo contra a madeira. Emma riu, pensando em como aquele som parecia com os que ela criava em suas mais íntimas imaginações. A partir de então tudo acontecera muito rápido. As mulheres tateavam uma o corpo da outra, em busca de descobrir o novo, em busca de prazer, em busca de preencherem seus desejos, tirando cada peça de roupa tão rapidamente que quem visse, diria que elas faziam o mesmo processo todos os dias de olhos fechados. Emma parou todos os seus movimentos, beijos e carícias quando percebeu que Regina estava apenas de lingerie. Preta, sexy, enlouquecedora. Seria ela capaz de lidar com tanta perfeição?! Sim, ela seria!

— Senhor! Você é simplesmente perfeita, mulher. Eu te quero tanto. — A loira apertou os seios da outra com vontade por cima do sutiã, sentindo seu sexo pulsar pelo simples gesto. Regina arfou e tombou a cabeça para o lado.

— Me tenha. Hoje, agora, quando quiser, Miss Swan. — A voz rouca preencheu toda a sala no momento em que Emma virou a prefeita de costas para si. Levando suas mãos de encontro ao fecho do sutiã, arrancando a única peça que lhe impedia de tocar Regina mais à vontade. Beijos foram distribuídos por toda região dos ombros e pescoço da morena, que estava em total êxtase. Duas mãos desceram até a cintura de Regina, pegando a frágil calcinha e puxando as laterais até que um som muito conhecido foi ouvido. Emma havia não apenas tirado, mas a rasgado a pequena lingerie. Um gemido, uma mão passeando calmamente por entre as pernas de Regina, outro gemido.

— Você está tão molhada, jesus cristo. — Emma estava agora com uma de suas mãos acariciando o peito da morena, enquanto dois de seus dedos brincavam com o sexo da mesma. Dois dedos fazendo movimentos de vai e vem na intimidade exposta e molhada.

— Eu preciso de mais, Emma. Eu quero você, por favor. — Regina suplicara tão cedo quanto esperava Emma. — Ainda nem começamos, meu bem... Venha cá. — Emma tornou a virar a mulher para ela, beijando-a arduamente, enquanto pressionava seus corpos quase como meio de fundi-las em uma só. Em um simples levantar de braços, apoiou as pernas de Regina ao redor de seu quadril, apertando a bunda dela com força e arrancando mais um gemido, dessa vez mais forte.

— E eu amo sua bunda, desde sempre. E agora os gemidos. Você é a minha mais linda perdição, Regina Mills. — Emma brincou enquanto recebia mordidas no ombro. Regina parou o que fazia, apoiou as mãos nos ombros da loira, cabelos cobrindo quase todo o rosto.

— Cala a boca e me fode de uma vez, Emma Swan! — Carregando Regina nos braços, Emma caminhou até a grande mesa da prefeitura, aonde com muita dificuldade, derrubou vários objetos no chão, liberando espaço para sentar a prefeita. Mais beijos, um chupão, outras mordidas e uma certeza: Regina teria de usar lenço no pescoço por um bom tempo. Emma encaixou-se entre as coxas da morena, beijou-a na boca para logo depois percorrer um caminho mais ousado, indo de encontro aos seios de Mills, onde deu beijo em cada um deles antes de iniciar uma série de mordidas e chupadas, deixando o colo branco da mulher, completamente avermelhado. Regina sentia seu corpo arder tamanha era a vontade de sentir a língua de Swan em seu sexo.

— Eu não aguento por muito mais tempo. — Emma desceu os lábios pela barriga de Regina, que a essa altura estava praticamente deitada sobre a mesa, trilhando um caminho de beijos e lambidas. Chegou próximo ao sexo da morena e a sentiu prender a respiração, sorriu de lado e desceu mais um pouco. Com os olhos atentos aos movimentos da morena, a loira deu um pequeno beijo na região à mostra e logo após, deu algumas lambidas, ora de baixo para cima, ora de cima para baixo. Regina observava tudo com a respiração entrecortada, mordiscando o próprio lábio.

— Pare de me provocar... — Swan riu, encaixou a cabeça entre as pernas de Regina, segurando suas pernas firmemente e começou a chupá-la. Passou a língua pelo clítoris da prefeita, em movimentos circulares, sugando logo após. Lambeu mais uma vez e penetrou-a com a língua levemente, apenas sentindo sua textura. Regina gemia cada vez mais alto e isso estava levando Emma a beira da loucura, e ela poderia apostar que não precisaria de muitos toques da morena para chegar ao ápice.

— Geme para mim, gostosa, fala meu nome. — Guiada pelos gemidos, Emma alternava entre lambidas e chupadas no sexo da morena, de olhos fechados ela provava do sabor delicioso que ela tanto desejava. E não podia negar, era milhares de vezes melhor que em todos os seus pensamentos. Regina arqueava o seu corpo o quanto podia para observar a mulher entre suas pernas, dando demasiado prazer, não conseguiu segurar mais seu corpo, começou a rebolar na boca da xerife, em buscar de aproveitar ao máximo a chegada do seu orgasmo, nunca parando de gemer e vez por outra dando gritinhos. Emma, que penetrava a morena com vontade, sua língua trabalhando agilmente entrando e saindo do sexo da mulher deitada, sentiu-a vir aos poucos. Sentiu sua língua ser apertada, sentiu a prefeita estremecer, então sua boca foi totalmente preenchida, Regina havia tido seu primeiro orgasmo da noite; ela como boa amante, lambeu todo o gozo que lhe era proporcionado, se deliciando de cada gota, para logo depois subir em direção a boca da prefeita, beijando e se permitindo compartilhar do gosto tão bom que era o de Mills com ela mesma. Completamente sensível, Regina tentava ao máximo controlar sua respiração enquanto Emma balbuciava alguma coisa.

— Aprovada, senhorita Mills? — Ofegante, mordeu o lábio de Emma e sussurrou. — Não tenho dúvidas de que você pode fazer melhor, senhorita, Swan. — Essa foi a deixa para que Emma levantasse seu próprio corpo, tirasse o sutiã juntamente com sua calcinha que ainda restava, e puxasse Regina brutalmente pelas coxas, encaixando seus sexos e a beijando ferozmente. — Vamos ver até onde você será capaz de aguentar hoje, prefeita.

Notas finais
bem... Aí está. Se quiserem me deixar saber o que acharam, vou gostar. Beijos Amor, você que está lendo, a fic é pra você.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.