Two Worlds (Somewhere Only We Know) -The Scientist
22 Segunda Temporada - I Live my Life You
Notas iniciais
*Esse é um capítulo bombástico, pelo menos eu acho. Bom, chega de falar. Nos vemos nas notas finais.
*Mais um capítulo para vocês
*Boa leitura!
“Você não está sozinho
Juntos nós ficaremos em pé
Estarei ao seu lado
Você sabe que segurarei a sua mão
Quando fizer frio
E parecer ser o fim
E não tiver para onde ir
Você sabe que não desistirei
Não, eu não desistirei”
-Keep Holding On, Avril Lavigne
POV EDWARD
Cheguei ao hospital, me identifiquei e fui direto para a area infantil, onde ficava as crianças com leucemia.
Entrei no quarto e lá estava ela, deitada com aparelhos ligados a ela, com uma carinha cansada, com um lenço amarrado na cabeça, pois seus cabelos avia caído com a quimioterapia, pálida, mas sempre sorria ao me ver.
Ela é a minha pessoinha favorita, mas é dos assuntos mais difíceis da minha vida... A minha filha, Taylor de 4 anos.
Durante a minha infância eu era um inconsequente, achava que tudo era diversão e como a maioria dos garotos do meu bairro comecei cedo a ter uma vida sexual, com 14 anos.
E durante esse tempo eu tive uma namoradinha. Jane Volture, minha namoradinha na época, uma inconsequente igual a mim, nisso ela acabou gravida.
Meu mundo caiu ao descobrir isso e ai eu percebi o quão imbecil eu era, Jane ficou desesperada também.
Meu pai e os pais dela brigaram, e a briga foi feia que jane foi expulsa de casa.
Ela morou comigo e a minha família durante os nove meses de gravidez, mas quando a criança nasceu ela sumiu no mundo, foi embora. Depois de um ano eu descobri que Jan avia se metido com trafico de drogas e a mando de um traficante foi morta, do mesmo jeito que a grande maioria doa adolescentes do meu bairro.
Daí em diante foi acontecendo várias coisas, minha mãe morreu de câncer, eu finalmente tomei jeito, e amadureci e descobri que a minha Taylor tinha leucemia, mas o pior de tudo foi descobri que ninguém da minha família, ou meus amigos era compatível para o trasplante, ninguém podia salva-lá.
-Papai! -Disse com a voz rouca e cansada.
Sorri, é muito bom escutar isso.
-Oi, pequena -Me senti na cadeira ao lado da cama dela -Hoje é o papai que vai ficar aqui com você -Ela sorriu.
-Que bom! -Ela segurou minha mão -Eu estava com saudade, papai -Corei.
Eh! Sou muito tímido, até com a minha filha.
-Eu também, pequena -Dei um beijo na testa dela e sorri.
Bem diferente de mim, Taylor sempre foi mais aberta, comunicativa e carinhosa, não que eu não fosse carinhoso com ela, mas ela sempre foi de demostrar mais os sentimentos do que eu.
Só a personalidade dela que era diferente de mim, pois fisicamente ela é a minha cópia.
Tinha cabelos castanhos-acobreados, que caíram com a quimioterapia, lábios rosados, mas cor dos olhos eram diferentes, é a mesma cor dos olhos da minha mãe, cor de mel, quase amarelos.
-Papai, você está bem? -Esqueci de mencionar que ela era bem mais observadora do que eu, resumindo, ela é bem melhor que eu -Parece triste -Sorri desanimado.
Com ela era diferente, além de sermos pai e filha, nós somos amigo... Melhores amigos. Ela me conta tudo, seus segredos, medos e etc. E eu conto tudo que acontece comigo.
Mas, creio que falar sobre Annabeth para ela não será muito bom, pois ela também é uma grande fã dela... Não como eu era, ainda bem.
-O papai está bem, pequena -Sorri -Só um pouco cansado -Ela me encarrou, e sempre que ela fazia isso eu tinha a sensação de que ela podia ver a minha alma.
-Eu não acredito -Rimos -Mas, se você diz -deu de ombros.
-Está duvidando do seu pai? -Perguntei, fingindo incredulidade -Ela sorriu largamente -Por isso que eu vou te por de castigo, sabe qual é o castigo? -Ela assentiu negativamente, sorrindo -Cosquinha!
Fiz cosquinha e ela gargalhava alto, era muito gostoso ouvir essa gargalhada, fazia muito tempo que eu não escutava.
Então, uma enfermeira apareceu na porta e fez um sinal de silêncio com o dedo, ficamos quietos e ela saiu, imitei a enfermeira de forma debochada e Taylor riu alto, logo a enfermeira voltou e olhou feio para gente, ficamos quietos e ela saiu, rimos baixo dessa vez.
-Papai, lê uma historia pra mim -Pediu com os olhinhos brilhando.
-Qual historia?
-Qualquer uma -Deu de ombros -È só ir na prateleira.
Fui até a prateleira, escolhi um livro e lá para ela, logo ela dormiu.
Parecia um anjinho, mas saber que o meu anjinho tem que ficar nesse hospital e longe de mim me dói o peito. Queria tanto tira-la daqui e lava-la para casa, onde é o lugar dela... Perto de mim e da família.
Acabei adormecendo.
(...)
-Papai? Acorda, papai! -Abri os olhos -Você dorme muito, papai -Disse rindo.
-Que horas são? -Perguntei meio grogue.
-Não sei, não papai -Riu.
-Para de rir do seu pai -Disse rindo, também.
-Mas, você é engraçado, papai -Sorriu.
-A sua sorte é que eu gosto de te ver sorrindo -Pisquei pra ela, que corou -Mas... -Suspirei -O papai tem que ir, tenho aula hoje -O sorriso dela murchou -Não faz assim, Taylor -Os olhinhos dela se encheram de lágrimas -Se o papai prometer vir ta visitar mais vezes, você sorri para mim? -Ela mordeu o lábio inferior e fingiu pensar.
-Sim! -Sorriu largamente.
-Então, tá -Sorri -O papai já vai -Dei um beijo na testa dela.
Senti uma dor horrível no peito, quando sai do quarto. Fiz minha higiene matinal no banheiro do hospital mesmo, fui para estacionamento, peguei minha bike e fui para a escola, já estava atrasado.
Quando cheguei na escola, não aguentei, guardei minha bike e corri direto pro teatro e desabei a chorar.
Dizem que homens não choram, isso é a mais pura mentira... Tentamos ser fortes o tempo todo, dando uma de “super-heroi”, mas tem horas que explodimos e muitas vezes choramos.
-Eddie? -Disse Alice -Você está bem?
Limpei as lágrimas com as mãos e assenti.
-Estou sim... -Alice percebeu a minha voz chorosa.
-Meu Deus! -Disse assustada -Aconteceu algo com a Taylor? -Perguntou preocupada.
-Claro que não, Alice! -Exclamei -Ela está ótima -Ela suspirou aliviada.
-Então, por que está chorando? -Se sentou na minha frente.
-È só que... Qual é, Alice?! A minha vida está horrível! A garota que eu amo mentiu pra mim, a minha filha está internada em um hospital e não encontra um doador! Será que dá par ficar pior?!
-Nunca diga isso, Edward, pois sempre tem um jeito de ficar por. O que devemos fazer é se previnir desse “pior” -Suspirei.
As aulas foram iguais ontem, chatas e tediantes, a lanchonete, por sorte, não estava o inferno de ontem, mas mesmo assim minha cabeça expludia.
Alice, desde que eu vendi o meu carro, ia para casa e para escola com o Jasper, o que a deixou muito feliz.
Mas, eu, infelizmente, tinha que ir de bike para casa. Não que fosse horrível, mas quem mora na area mais afastada de Forks e passa o dia inteiro de pé é muito cansativo.
Cheguei em casa quase de madrugada, guardei minha bike e quando ia para pota, uma coisa estranha aconteceu:
Uma BMW preta estacionou na casa da frente... “Mas, porque um carrão desses ia vir para parte pobre de Forks?” — Pensei.
Então, uma garota, não muito alta, com cabelos castanhos-avermelhados saiu do carro e as roupas deixava bem claro que ela era a tipica patricinha de Nove York, pois na blusa dela estava escrito “I Love Nova York”. Revirei os olhos.
Ia entrar em casa, mas algo me chamou a atenção.
Uma outra garota saiu do carro, mas essa parecia triste e abatida. Estava com um conjunto de moleton preto e usava um capuz na cabeça. Mas então, ela tirou o capuz e eu não acreditei no que eu ví.
Ela estava de volta.
Notas finais
*Espero que tenham gostado!
.
P.S: Gostaram da nossa nova capa? Pois, eu gostem muito! E olha que é difícil eu gosta de muitas das capas que eu faço ^^. Essa e a antiga capa, são duas que eu simplesmente A-M-O!!
Bjokas, LilizIris^^
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