Two Worlds Collide

10 Cap. X — Jesse’s Return


Notas iniciais
Mais uma vez, desculpe a demora. Boa notícia: dependendo nos reviews, posso postar até sábado, então comentem galera!
Outra coisa, quero que leiam ouvindo Rolling in the Deep, o cover do Glee mesmo, para dar mais "emoção" ao capítulo, beleza? O link: http://www.youtube.com/watch?v=O0cvzbn0D-c&feature=player_embedded
Espero que gostem!

— Membros do Clube Audiovisual, será que posso ensaiar uma música para o Baile? — perguntou Rachel ao entrar no auditório, onde alguns garotos do A/V Club pintavam e decorava enfeites para o Baile, dali a três dias.

A música não era exatamente sua primeira escolha, mas Quinn insistiu ao dizer que era apaixonada por ela e que a amaria mais, música e Rachel, se a fizesse. Embora a Fabray ainda estivesse trancada no escritório do diretor Figgins para resolver sua desistência à candidatura a Rainha, Rachel queria ensaiar a canção logo e encaminhou-se sozinha para o auditório.

— Gostaria da opinião de vocês. Digam-me se fui brilhante ou simplesmente magnífica.

Sentou-se ao piano e começou a cantar.

There's a fire starting in my heart

reaching a fever pitch and it's bringing me out the dark


Quinn tinha razão, a música combinava com sua voz. No entanto, antes de começar o segundo verso, outra voz, masculina, que fez os pêlos da nuca de Rachel eriçar, não de medo, mas de surpresa, a interrompeu e cantou no seu lugar.

Finally, I can see you crystal clear

Go head and sell me out and I'll lay your ship bare

See how I'll leave with every piece of you

don’t underestimate the things that I will do

Não é possível, pensou, e, entretanto, era: Jesse St. James estava parado à porta do auditório, cantando Adele, cantando com ela, descendo as escadas de modo rápido e dramático, a fim de chegar perto da garota que destruíra no ano anterior.

There's a fire starting in my heart

reaching a fever pitch and it’s bringing me out the dark

The scars of your love remind me of us

they keep me thinking that we almost had it all

the scars of your love; they leave me breathless

I can't help feeling


We could have had it all

Rolling in the deep

You had my heart inside of your hand

And you played it to the beat

O coração de Rachel bateu mais forte, ela desejando por tudo no mundo que fosse raiva, ódio ou qualquer sentimento relacionado, por que ela com certeza morreria (nas mãos de Quinn ou em próprias) se aquela palpitação tivesse alguma relação com o amor.

Throw your soul through every open door

Count your blessings to find what you look for

Turn my sorrow into treasured gold

you pay me back in kind and reap just what you sow

— Yeah, we could’ve had it all... — cantou Jesse e Rachel deixou escapar um sorriso. Eles podiam ter mesmo tudo… Mas voltou a ficar com raiva ao lembrar-se de tudo o que ele lhe causara. Estava com Quinn agora, e ela era, sim, algo seu com quem poderia ter mesmo tudo.

We could have had it all

rolling in the deep

you had my heart inside of your hand

and you played it to the beat

Jesse lhe ofereceu a mão, mas Rachel a ignorou e levantou, adquirindo distância do antigo namorando, embora ainda cantassem. De repente, veio à cabeça de Rachel se Quinn sabia de tudo o que havia sofrido com Jesse e por isso tinha sugerido aquela música.

But you played it

you played it

you played it

you played it to the beat

— É bom te ver de novo, Rachel — cumprimentou Jesse.

— Jesse — disse Rachel friamente, com um sorriso breve no rosto.

— Mas diretor! — reclamava Quinn para Figgins. — Por que eu não posso desistir?

— Já disse Srta. Fabray, isso nunca aconteceu na história do McKinley! Não posso permitir tal ato!

Quinn se permitiu um grito de raiva. Que diabos era aquele indiano! Havia quase meia hora que tentava convencê-lo a sair da disputa à Rainha do Baile, mas não tivera tanta sorte. Mandara Rachel esperá-la do lado de fora do escritório, mas um olhar rápido pela massa de alunos circulando pelo corredor e o sofá vazio da secretaria a denunciaram que ela já estaria há muito tempo no auditório, provavelmente terminando de cantar a última música do CD de Adele. Não a culpou: faria o mesmo se estivesse em seu lugar.

Encarou o diretor outra vez. Como não permitira desistir da candidatura? Xingou-o mentalmente de inúmeros nomes antes de falar.

— Eu terminei com o Finn... — disse lentamente. — Não seria legal se nós concorrêssemos juntos se não estamos juntos mais. Seria quase humilhante.

Figgins permaneceu em silêncio. Quinn continuou fitando-o, esperando sinceramente que seu semblante estivesse tão persuasivo quanto estava em sua cabeça.

— A resposta ainda é não — decidiu o diretor, finalmente falando.

— Tudo bem! — exclamou Quinn, levantando-se. — Eu aceito, mas é melhor que eu ganhe!

Ela saiu da sala em passos largos, ganhando o corredor em direção ao auditório, seu cérebro trabalhando freneticamente. Que ideia a sua querer Rachel Berry para si justo duas semanas antes do Baile. No fundo, queria muito aquela coroa, tanto quanto queria ir com Rachel. Mas sabia que ter um seria o mesmo que desistir do outro. Quinn era ambiciosa, mas valia à pena trocar aquela garota louca, de voz maravilhosa, e fofa só por uns minutinhos de glória?

Antes de abrir a porta do auditório, ouviu vozes. Não cantavam, conversavam, e Quinn reconheceu a de Rachel. Ela falava em um tom raivoso, mas misericordioso ao mesmo tempo. Com quem ela estaria conversando?

—... e, sem explicação, jogava ovos na minha cabeça — dizia Rachel.

Ovos na cabeça? Quinn contou mentalmente quantas pessoas haviam feito isso com ela, além dela mesma, para realmente quebrar seu coração. Só lhe veio à mente uma pessoa.

Jesse St. James. Ele estava de volta, talvez querendo sua Rachel.

Não ia permitir isso, não mesmo.

— Quinn! — exclamou Rachel surpresa ao ver a Fabray esgueirar-se pela porta do auditório, tentando, obviamente sem sucesso, não ser vista. — Demorou com o Figgins.

— Sim, desculpe. Olá, Jesse — cumprimentou Quinn, cuspindo as palavras sem querer.

— Quinn Fabray — disse Jesse, educadamente. — Sempre linda, sempre.

Quinn corou enquanto o garoto beijou sua mão delicadamente.

— Obrigada. Por que voltou?

Rachel deu-lhe um puxão na manga de seu cardigã, alertando-a, mas Quinn continuou a olhar Jesse com uma falsa preocupação sobre ele ter sido expulso da faculdade, sua mente estando muito longe dali.

Precisava de alguém para Rachel, alguém com quem, mesmo odiando-o profundamente por ter magoado sua garota no passado, ela pudesse confiá-la, e Jesse simplesmente aparecera ali, para sua sorte. Não precisava contar a ele que estavam namorando (ou ficando, Quinn não sabia muito bem como chamar sua relação com Rachel), só precisava de uma cobaia, e Jesse St. James era perfeito para o papel.

— Então... — interrompeu Quinn, sorrindo maquinalmente — pretende levar nossa Rachel ao Baile?

Rachel arregalou os olhos para Quinn.

Jesse sorriu.

— Estava mesmo pensando nisso. Aceita, Rachel?

Ela olhou para Quinn outra vez. A Fabray fez um gesto quase invisível com a cabeça, pedindo para Rachel concordar.

— Claro... Jesse. Vou com você.