Two Worlds Collide

6 Cap. VI — À La Berry


Notas iniciais
O encontro das meninas *-*
Espero que gostem.

— Amo você, sabia? — Quinn disse sorrindo quando Rachel abriu a porta de sua casa.

— Também te amo, e oi — acrescentou a outra com um sorriso, se é que era possível, maior que o de Quinn. — Por que trouxe o violão?

Quinn entrou e prensou Rachel contra a parede, seus rostos tão próximos que podia mergulhar nos castanhos dos olhos dela e ser feliz lá para sempre. Aproximou-se mais da boca de Rachel e lhe roubou um selinho. Sorrindo, se afastou e continuou a conversa como se nada tivesse acontecido.

— Ainda temos que ensaiar, esqueceu? Nossa apresentação é amanhã.

— Ah, é... — respondeu Rachel, ainda atordoada pelo selinho de Quinn. Desgrudou-se da parede e a seguiu pelo corredor até à cozinha. — Você escolheu a música?

— Sim, um clássico da...

— Barbra? — interrompeu Rachel animada. — Quinn, você me ama mesmo!

— Demi Lovato — corrigiu a garota em tom de desculpa, antes de Rachel a abraçar.

— Caramba, Quinn, você anda muito Disney por esses dias! — Rachel exclamou, irritada, desistindo de envolver a Fabray em seus braços. — Que música é essa?

— Two Worlds Collide.

Rachel parou de gritar. For a primeira música que encontrara após perceber o que sentia por Quinn. Não sabia quem cantava ou quando fora lançada; apenas queria ouvi-la para se sentir perto dela, pelo menos um pouco.

— Ela é diva, não é? — sorriu Quinn. — Sempre sabe o que cantar; o que dizer para alguém. Ela é perfeita.

— É fã dela — deduziu Rachel. Quinn confirmou com a cabeça. — Porque nunca disse? Poderíamos ter feito algo sobre ela no Glee.

— Convenhamos, eu não faço o tipo de “fã da Demi”.

Rachel concordou, mas esqueceu do assunto quando o timer do forno apitou. Assustada, pegou sua luva térmica com desenhos de vaca e tirou o macarrão do forno. Sorriu para Quinn.

— Macarrão à La Berry — apresentou Rachel, mostrando à Quinn a travessa, dividida em lasanha e macarrão com almôndegas. — Eu mesma fiz quando tinha sete anos. Faço para meus pais a cada quinze dias desde então.

Ela colocou a vasilha na mesa e serviu Quinn. Sentou-se e pôs seu próprio prato. Antes de comer, observou a garota loura perfeita à sua frente experimentar sua invenção de criança. Imaginou, e teve certeza, que Quinn Fabray era mais perfeita que Demi Lovato.

— Caramba! — exclamou Quinn com a boca cheia. — Que delícia! Definitivamente, estou de amando mais.

As duas sorriram. Comeram e conversaram sobre coisas corriqueiras, como a escola, os ex-namorados em comum, o Glee Club e, é claro, sobre música. Rachel percebeu que era fácil conversar com Quinn. Gostavam das mesmas coisas, riam das mesmas piadas e o melhor: estavam apaixonadas. Por que passara tanto tempo odiando a garota que poderia ser a escolhida da sua vida?

— Lembra de quando ficamos bêbadas aqui? — perguntou Quinn, rindo após uma hora de lembranças hilárias do Glee.

— Finn me falou que você é a bêbada brigona, que grita demais — respondeu Rachel às gargalhadas. — Ele também me disse que sou a bêbada carente.

— Você estava precisando de alguém naquela época — riu Quinn.

Rachel tentava manter a expressão séria, mas era impossível depois de lembrar a ressaca do dia seguinte e a expressões dos amigos de total descrença. Riam de tudo no quarto dela, deitadas na cama. O violão jazia no chão, intocável.

— É, mas agora eu tenho você — Rachel parou com o ataque de risos e, ofegante, encarou os belos olhos verdes de Quinn.

— Tem mesmo — concordou a outra, passando a mão delicadamente pelos cabelos castanhos de Rachel. — Para sempre, né?

— Não — disse Rachel. Quinn a encarou. — Para sempre não existe, então será até onde nosso amor puder chegar.

— Que coisa mais Twilight — sorriu Quinn.

— Você pode gostar de Disney e eu não posso gostar de Twilight, é?

— Tem é que gostar de mim.

Quinn ficou em cima de Rachel e sorriu maliciosa. Chegou perto do rosto da Berry e deu-lhe outro selinho, dessa vez, mais demorado. Rachel puxou Quinn para mais perto de seu corpo, colando-os. Abriu a boca lentamente, permitindo a entrada da língua de Quinn. Faziam movimentos iguais, demorados, cada uma aproveitando o momento.

— É — sussurrou Rachel no ouvido de Quinn quando se soltaram —, eu realmente gosto de você.

E continuaram com os amassos.