Two Pieces

10 Quadrilha!


Notas iniciais
Heeey! Eu sou uma péssima autora '-'. Desculpa de verdade geente, não era minha intensão não ter postado quarta, é que eu não encontrava inspiração entende? E tempo. Então, aqui tá o capítulo. Não sei se vão gostar, mas espero que sim. Ele é o maior capítulo da fic *-*. Enfim, eu espero que vocês curtem e eu vou comentar logo as fics q eu leio ta bem? Um beijo

Capítulo 9 – Quadrilha!

Acordei de um sonho ruim. Apesar de não me lembrar bem do que se tratava sabia que era algo sobre fogo, meu pai e eles. Havia tido aquele pesadelo quase a noite toda e a única coisa que me lembrava com nitidez era de uma voz falando: “você não pode se esconder para sempre”. Sem dar muita importância fui até o banheiro a fim de fazer minha higiene pessoal.

Assim que cheguei à cantina, fui abordada por Ketlen, a “jornalista” da escola.

—Aproveite o último dia para votar em quem você quer na barraca do beijo. — sei que é diferente, mas todo ano há a votação para a escalação de quem vai ficar na barraca do beijo. Por apenas 1 real, qualquer um poderia dar um selinho a pessoa mais bonita. Geralmente todos entravam na brincadeira. Eu já fui escalada para a barraca do beijo uma vez e nunca mais me quiseram de volta. Só de pensar na quantidade de garotos chatos que beijei já sinto calafrio.

—Não obrigada! — agradeci sorrindo. — mas como vai à votação? Quem são os beijoqueiros desse ano?

—Nada de revelar antes da hora. — respondeu Ketlen.

—Está certo. Que vença quem tiver que vencer. — saí de lá, caminhei até a cantina, peguei alguns lanches. Caminhei até a mesa em que geralmente sentamos. Juliano, Joyce e Marcelo estavam lá. Marcelo mexia entediado na comida, enquanto Juliano e Joyce conversavam e trocavam carícias.

—Não respire Marcelo. — disse eu em tom de alerta. Marcelo levantou a cabeça com um olhar curioso. — porque o amor está no ar. — Marcelo e eu rimos.

—Bom dia salvadora! Pode me dizer por que casal ama deixar as velas de fora da conversa? Já não é ruim o bastante ser vela? — ri dele. Sentei-me a seu lado e começamos a conversar. Marcelo era um garoto muito legal, sempre animado e viciado em esportes.

—Então por que não está lá no salão? — pergunto.

—E ficar escutando aguentando o ataque de Geovanna? Não, obrigado. Ouvi dizer que ela está uma pilha de nervos hoje.

—Não duvido. Ela é extremamente perfeccionista. Porém acho que um beijo do príncipe aqui acalmaria os nervos dela não? — perguntei apontando para Marcelo mesmo com um sorriso malicioso. Ele corou violentamente.

—Certo sua diabinha, como soube? — ri.

—Não deveria tratar assim a melhor amiga da sua namorada. Eu posso falar coisas horríveis de você a ela.

—Aposto que sim. Mas sei que você é uma pessoa gente boa. E sabe que eu não vou magoar a Geovanna. Além do mais, foram só conversas, nada de beijo. Decidimos ir devagar e tal.

—Entendo. — continuamos conversando até dar a hora de nos encontrar no salão.

O salão ficava a alguns metros do colégio. Era um espaço grande e bem bonito. Assim que chegamos podemos ver Geovanna histérica no centro de um circulo cheio de alunos de todas as idades. Abri caminho entre as pessoas e cheguei até o local onde ela estava.

—Certo certo. Quantos você já fez chorar hoje Geo? — perguntei e escutei algumas risadas.

—Isso, fica rindo enquanto eu faço tudo. Finalmente chegou atrasada, o que estava fazendo?

—Comendo. Então, já que estavam esperando só a presença da diva aqui podem dizer. O que vamos fazer?

—Certo! Sexto ano quero que fique com a decoração da mesa principal. Sétimo ficará responsável em organizar as mesas. Oitavo, por favor, decore as mesas. Nono e primeiro quero que arrume do lado de fora. Segundos e terceiros vocês ficarão com as músicas. Garotos quero que vocês confiram as mesas e ajude a mim e as meninas a decorarem coisas no alto. Menos Marcelo e Rafael. Vocês dois eu quero que ajude Kamilla na cozinha, carregando a comida que chegar e verificando-a. Vamos pessoal, temos até as quatro para terminar. — todos se dispersaram para suas tarefas.

Achei que Geovanna iria colocar Rafael e eu para trabalharmos juntos. Mas ela não seria tão filha da mãe. Desde o dia que nos beijamos, eu o venho evitando. No começo ele até tentou conversar, mas depois entendeu que eu não queria falar. E assim se deu a uma longa semana de tarefas chatas sem nenhuma conversa trocada. Estávamos sem graça e irritados de mais para falar algo.

Não que eu não quisesse beijar Rafael. Mas é que eu não conseguia entender meu impulso de querer beijá-lo. Isso nunca havia acontecido antes e eu estava espantada. Não conseguia entender porque eu sempre tremia quando Rafael estava perto, ou porque meu coração sempre martelava contra as costelas quando eu o via. E aquele sorriso? Como um simples sorriso pode fazer com que eu queira dar bom dia a qualquer um que me aparecer?

Enfim, eu simplesmente não conseguia me entender e precisava de tempo. Longe de seus beijos e de seu toque eu conseguiria pensar direito e chegar a uma conclusão do que eram todos aqueles sintomas. Geovanna, aquela boba apaixonada me dizia que era paixão. Mas, como eu disse antes, ela era uma boba apaixonada. Achava que qualquer tremida de mão significava amor. E se eu tivesse com mal de Parkinson? Nunca se sabe ora.

Chegamos à cozinha no exato momento que a entrega chegou. Escutamos a buzina e fomos até o furgão. Marcelo e Rafael foram direto até a traseira do mesmo pegar os salgados e eu fui assinar as papeladas. O rapaz me entregou os papéis e uma caneta.

—Confira o dia, os salgados que você pediu e seu nome, por favor. — assim o fiz. Olhei o nome, os salgados pedidos e a data. Franzi o cenho.

—Espera, hoje é que dia?

—1° de Junho. — respondeu Rafael. Arquejei. Então era hoje. Era por isso que eu tinha sonhado.

—Está tudo certo moça?

—Está! — entreguei rapidamente os papéis para o moço e olhei para Rafael. Ele estava me analisando com um olhar preocupado. Preparei-me para uma mentira.

—Eu... Eu preciso ir ao banheiro. — saí de lá andando o mais devagar que consegui. Assim que sabia que não havia como eles me verem corri até o prédio do colégio. A única coisa que vagava em minha mente era: é hoje! É hoje! É hoje! Hoje era o aniversário do meu pai.

Essa data era a única que eu me permitia chorar. Era a única em que eu podia sentir dor e que eu queria sentir dor. Ele adorava aniversários e fazia de tudo para serem especiais. Todos os anos depois de sua morte eu me trancava no quarto e ali chorava. Nos primeiros anos que fiz amizade com Geovanna eu a contava e até chorava em sua frente. Porém ela não conseguia me oferecer o conforto do qual eu precisava e isso só fazia a ela e a mim sofrer. Então, de acordo com os anos, eu fui parando de chorar na frente dela, dizendo a ela que superei. Não sabia se ela acreditava, mas ela sempre me deixava só nesse dia.

Meus pés não conseguiram me levar até o quarto. Na metade do caminho eu estava ofegando e minhas pernas doendo. Estava no jardim. Parei perto de uma árvore e me sentei embaixo dela. Agarrei os joelhos e abaixei a cabeça deixando as lágrimas caírem livres. Pensei em meu pai. Nos seus olhos, o sorriso e o tom doce que usava comigo. Sua risada e seu abraço forte. Era desse abraço que eu sentia falta. Do abraço apertado do fundo do peito com todo amor. Nunca mais achei um abraço tão bom quanto aquele.

—Kamilla? O que aconteceu? — congelei. Era a voz do Rafael, tinha certeza. Tinha um tom preocupado tanto quanto deveria estar seus olhos ao me encararem daquele jeito. Não vi o que aconteceu, mas quando ele falou de novo senti sua voz mais próxima, como se tivesse se abaixado para ficar de frente a mim.

—Vai embora! — disse com a voz embargada.

—Milla, por favor! O que aconteceu? — levantei minha cabeça e não me espantei ao ver que ele estava do jeito que eu imaginei. Abaixado e com um olhar preocupado. Os cabelos loiros bagunçados e a expressão sem nenhum sorriso. Ao ver meu rosto seus olhos arregalaram. Ele se ajoelhou e abriu os braços. Sem pensar no que estava fazendo, me lancei a eles em busca de conforto.

E eu achei. Por incrível que pareça, eu achei conforto naqueles braços. Era o conforto que eu queria que eu precisava. Era quase o mesmo consolo que meu pai me oferecia. Aqueles braços tinham a morfina para a minha dor.

Rafael afagou meus cabelos enquanto eu molhava sua blusa com minhas lágrimas. Alguns soluços escaparam da minha boca e Rafael pôs-se a falar palavras de consolo. Quando finalmente me controlei, desgrudei-me dele.

—Obrigada.

—Quer me contar o que houve? Alguém falou algo para você?

—Não, não foi isso. É que... — hesitei, mas por fim as palavras acabaram saltando da minha boca. — hoje é aniversário do meu pai. Ou seria, se ele estivesse vivo.

—Ah! — ele agora parecia sem graça. Tentei sorrir.

—Está tudo bem. É só que dá saudade. Quando eu era pequena, comemorávamos os aniversários comendo porcarias e assistindo filmes o dia inteiro. Se fosse meio de semana ele faltava o trabalho, não se importava com isso. O primeiro filme que assistíamos era “Oscar, minha filha quer casar”. Ele morria de rir toda vez que assistia. Era como um sonho. Só nós dois em uma casa pequena no fim do mundo. Mas era o nosso fim do mundo.

—Eu entendo. — e ele parecia entender mesmo. Parecia saber disso, pois seu rosto era uma máscara de dor.

—Desculpa por isso. É que eu não sabia que a quadrilha seria hoje, havia esquecido. Vou voltar para o quarto. Pode dizer a Geovanna que eu estou mal?

—De jeito nenhum. — respondeu ele. Olhei espantada esperando uma resposta. —Não vou te deixar chorando aqui. Olha só, como você acha que seu pai ficaria se visse você chorando assim? — fiquei em silêncio. — exatamente, não gostaria. E olha só você vai voltar para aquele lugar, acalmar Geovanna e mais a noite vai se alegrar pelo seu pai.

—Não Rafa...

—Não aceito não como resposta. Vamos vai. Não vai ser tão ruim assim. Pense no que ele iria querer que você fizesse. Ou melhor, se você morresse, iria querer que ele chorasse por você? Pensasse em você com muita tristeza?

—Não. — respondi com um sussurro.

—Então levanta, sacode a poeira e vamos até aquele lugar por que eu deixei Marcelo sozinho com os salgadinhos e acho que eles não vão durar por muito tempo. — Ri. Marcelo era um comilão mesmo. Levantamos e fomos até o salão.

***

O dia passou rápido. Com sorte, quatro horas em ponto estava tudo terminado. Geovanna e eu voltamos para nosso quarto, exaustas. Assim que cheguei ao quarto, me joguei na cama abraçando o travesseiro.

—Ah cama! Como senti sua falta!

—Deixa de drama. —Geovanna disse rindo.

—Tá mais calma agora madame? Depois que viu que deu certo tudo.

—To, palhaça. — nós rimos.

—E você e o Marcelo?

—E você e o Rafael? — rebateu ela rindo. Mostrei língua.

—Perguntei primeiro. — levantei as sobrancelhas.

—Certo, mas você vai ter que responder minha pergunta depois. Naquele domingo do Araguaia eu e ele conversamos bastante. Não chegamos a ficar, porém ele ficava me lançando indiretas e ele conversou comigo de um jeito tão doce. Depois teve aquele dia das compras. Nós rimos tanto e foi tão bom. Não sei se quero ser só amiga dele entende? Sua vez.

—Certo. Fico feliz que tenha achado um cara que não seja safado. Ou pelo menos ele não parece ser. Eueorafaelnosbeijamos.

—Hã?

—Eu e o Rafael nos beijamos. — disse calmamente e afundei minha cabeça no travesseiro. Ainda sim não escapei da risada maldosa da Geovanna. Ela começou a bater palmas, cantando:

—Tá namorando! Tá namorando! — rimos.

—Chega! Quem tá namorando aqui é você palhaça. — disse tirando minha cabeça do travesseiro. Mas ela me olhou com um sorriso e olhar safado e eu afundei minha cabeça no travesseiro novamente, tentando ao máximo não mostrar que estava corando.

***

—E segue o passeio! — anuncia Elisa ao microfone. O teatro havia acabado e como sempre a noiva, Geovanna, saiu feliz da vida com Davi, o noivo. Casados após Juliano obriga-los a se casarem e com intercessão de Joyce a mãe de Geovanna. O Padre, Marcelo, assim que casou o povo, agarrou-se a daminha de honra, Jaqueline, e seguiu passeio logo atrás. Todos sorriam e faziam suas tarefas: as meninas balançavam o vestido e os meninos andavam com sorrisos largos no rosto, tirando o chapéu vez em quando. Eu estava sentada mais afastada de todos, rindo das caretas e palhaçadas que eles faziam durante a coreografia, principalmente os meninos que na hora do cavalinho carregavam uns ao outros em vez de suas parceiras.

Rafael estava do meu lado. Ele riu tanto do teatro e ria das palhaçadas como se fossem as coisas mais engraçadas do mundo. Eu acabava rindo da risada dele. Era tão contagiante, aquele som grave e rouco ao mesmo tempo. O olhar dele brilhava como se fosse uma criança recebendo o presente de natal. Estávamos assistindo a quadrilha até que notei que ele me olhava.

—O que foi? Estou tão feia assim? — perguntei sorrindo. Estava usando um vestido azul com roxo, as bochechas com pintinhas pretas, o batom era rosa e duas tranças uma a cada lado. Até que o vestido não era tão feio e a minha maquiagem nos olhos eram só o rímel e o lápis. Nada de delineador e sombra. Afinal eu já havia exagerado nas pintinhas. Havia um pouco de blush também.

—Não, é que você está... Bonita. Muito linda na verdade. — corei. Por sorte estava meio escuro e com o blush não deu para mostrar muito. Mesmo assim tinha a impressão de que ele havia visto, pois estava sorrindo brincalhão. Ele se aproximou mais e meu coração acelerou. Estava tão perto. Eu poderia até me esticar e beijá-lo...

—Está na hora. — sussurrou Ketlen no ouvido dele, porém eu consegui escutar. Ele pareceu sair de um transe e se afastou. Sorriu ao ver minha expressão, beijou minha bochecha e saiu acompanhado de Ketlen. Fiquei atordoada por um tempo, tentando entender o que havia acontecido. Então com muita irritação nas veias então me virei para continuar assistindo a dança.

Menos de dois minutos depois resolvo comer alguma coisa. Meu estômago não comia nada mais que barras de cereal desde que levantei e ele não estava exatamente satisfeito com isso. Fui até o caixa, pedi duas fichas, uma de pastel e outra de refrigerante, e fui aguardar na fila. Assim que fiz meu pedido fiquei observando o salão. Estava cheio de gente, e do lado de fora acontecia à quadrilha cercada por adolescentes e alguns empresários/amigos de Elisa. O moço do pastel me entregou o meu pedido e fui até a fila de refrigerante. Porém não consegui chegar, pois havia ficado paralisada com a cena que presenciei.

Rafael estava beijando uma garota.

Nunca tinha visto aquela garota antes. Desde quando ele a conhecia? E não havia nem dois minutos ele tinha quase me beijado e agora estava nos lábios de outra? Certo Kamilla, não pire. Você praticamente deu um fora no menino, não pode exigir que ele fique em cima de você. Você mesma não ficaria. Mas aquilo era inacreditável!

Caminhei até a fila de refrigerante e tentando controlar minha fúria pedi uma lata de coca. A moça desapareceu e reapareceu com uma lata de coca. Pegou a ficha e eu me virei para ir embora. Assim que me virei avistei Rafael, porém ele estava beijando outra. Outra garota desconhecida. Não era um beijo de verdade, era só um selinho. Porém era um beijo.

Ele se desgrudou da garota e se virou. Na sua blusa branca estava escrito com letras vermelhas: beijoqueiro de plantão. Agora tudo estava explicado. Ele tinha sido eleito um dos beijoqueiros da noite. Estava segurando uma caixa que dizia: “um beijo, um real”. Com dificuldade, vasculhei meu bolso e achei um real. Sorri satisfeita e me aproximei dele. Colocando as coisas em uma mesa próxima encarei Rafael que agora sorria.

—Então, beijoqueiro é?

—Pois é. Parece que fui um dos escolhidos. — ele sorri. Repara na minha mão fechada e franzi a testa. — o que está segurando?

—Isto. — abri a mão e coloquei um real na caixa dele. Ele estava sorrindo. Sorrindo mais do que o rosto parecia caber, ele se aproximou e me beijou. Não foi um selinho. Foi um beijo calmo, doce e suave, quase como a carícia de uma brisa em minha pele. O toque de seus lábios nos meus provocava coisas estranhas em meu corpo e minha mente. Era como pular de paraquedas, porém sem paraquedas e no último minuto cair em uma cama enorme de travesseiros. Uma montanha russa de emoções e nenhuma delas era ruim. Era, por incrível que pareça, o melhor beijo que eu já tinha sentido.

Rafael se afastou de mim os olhos um pouco surpresos. Ele cochichou em meu ouvido um “já volto” e se afastou. Poucos segundos depois voltou sem a caixa de com a camiseta preta que havia vindo. Sentamo-nos à mesa que eu havia deixado minha comida e dividimos o pastel junto com o refrigerante. Quando terminamos, Rafael pegou minha mão.

—Vamos dançar?

—Parceira errada, fera. Não sei dançar e não consigo aprender.

—Por favor! Só uma música. — e lá estava a velha cara de cachorro sem dono. Aqueles olhos pedindo tão convincentes... Como dizer não?

A música que tocava era lenta. Era um forró suave. Entendam, não era exatamente romântica justamente porque estávamos em uma quadrilha. Nada aqui é romântico. Rafael passou a mão na minha cintura e eu coloquei a minha em seu ombro. Com a outra mão ele segurou fortemente a minha e nós começamos a rodopiar pelo salão. O ritmo que ele começou foi mais rápido do que eu imaginei. Pisei em seu pé. Ele fez uma careta e eu fiz menção de parar. Mas ele não deixou, diminuiu o ritmo e sorriu dizendo:

—Confia em mim. — respirei fundo e nós continuamos dançando. Lentos, como se só tivéssemos nós ali naquela pista. Ele realmente era um ótimo dançarino e sabia como me conduzir. Errei diversas vezes, principalmente nos rodopios. Mas com o tempo, fui pegando a manha e logo estava um pouco melhor. O ritmo da música, os braços firmes dele ao meu redor tornava tudo tão estranhamente superficial que era como se eu estivesse sonhando.

Quando a música terminou, ele me abraçou e voltamos à mesa. A noite se arrastou e diversas vezes Rafael e eu comemos brincamos nas atrações que tinham. Conversamos com todos que ali estavam e rimos das quadrilhas improvisadas onde até a Elisa dançou. Gabriel, pai de Rafael não foi por um imprevisto, porém ela tomou Rafael emprestado de mim e os dois dançaram uma quadrilha maravilhosa.

Por volta da meia noite a festa ainda continuava, com músicas de todos os tipos e bebidas sem álcool sendo distribuídas. Eu estava totalmente exausta e Geovanna pareceu perceber isso. Por isso, ela me dispensou. Ainda relutei em aceitar, pois ainda havia que ajuda-la a arrumar tudo. Mas Elisa apareceu e disse que arrumávamos tudo amanhã e que eu já havia feito muito. Então, Rafael como um bom menino me acompanhou até meu quarto.

O caminho não foi silencioso. Comentávamos sobre tudo que havia acontecido soltando risadas altas que provavelmente incomodaram algumas pessoas. Mas não nos importávamos. Foi uma noite incrível. Uma noite nossa. Ao chegarmos à porta do meu quarto Rafael segurou meu braço.

—Então, amanhã você vai fugir de mim? — sua pergunta me surpreendeu. Ele parecia tenso e um pouco receoso também. Sorri para tranquiliza-lo.

—Não costumo cometer o mesmo erro duas vezes. — ele sorriu também e me beijou.

—Boa noite Milla.

—Boa noite Rafa.

Notas finais
E aí? Gostaram, não gostaram, continuo ou paro?? Bem, façam seus comentários e por enquanto eu peço só três de novo. Se aumentar o número de leitores aí eu peço mais comentários. Não se esqueçam que eu sou abastecida pelas reviews de vocês viu? Nossa, como eu tava com saudade desse site. Um beijo pra todas/todos.