Two Pieces
13 Apenas diga sim
Notas iniciais
POV. Marcelo
Assim que abri meus olhos, as lembranças atingiram meus pensamentos. Geovanna estava tão linda aquela noite, com os olhos brilhando a luz do salão, o vestido que mesmo ridículo cabia tão bem, as tranças cuidadosamente feitas, a maquiagem que dava um brilho ao seu rosto. Geovanna era uma garota tão linda. E diferente. Sempre romântica e educada, bonita e inteligente. Parecia que Deus tinha escolhido as melhores qualidades e reunido tudo nelas. Acho que foi por isso que me apaixonei por ela.
As horas passa passaram anunciando a chegada de mais um crepúsculo, o tédio me definia naquele instante, após alguns minutos pensando no que fazer, optei por ir assistir um filme para passar o tempo. Assim que abro a porta da sala de estar me deparo com Geovanna sentada no sofá chorando distraída com algum filme. Resolvi me aproximar.
—Hum, o que foi Geovanna, por que está chorando? — disse me sentando ao seu lado.
—Nada.
Olhei para o filme que estava passando e reconheci o motivo do choro.
—Um amor pra recordar, é lindo esse filme.
—Hum, você já assistiu?
—Sim!
No momento em que a personagem principal, Rose, morre o choro se intensificou, me aproximei, senti a necessidade de abraça-la e foi o que fiz.
—Obrigada. — disse ela fracamente com seu sorriso no rosto pela atitude que tomei.
—De nada. Eu... Eu só não entendo gosto disso em você, mostra que você tem sentimentos.
—Marcelo, eu gosto de você!
—É, que bom, e eu te amo! — tomei coragem, tinha que falar e aquele momento era perfeito.
—O que? — perguntou ela.
—Você até pode me achar um todo, um bobo até mesmo achar que estou mentindo, pois, agora as pessoas tem esse lance de ficar não por gostar da pessoa e sim para suprirem seus desejos, desejos esses que quando saciados os tornam indiferentes como se aquilo fosse uma brincadeira, mas com você é diferente. Eu preciso de uma chance, e não, não estou sendo precipitado eu tenho certeza que quero você. Pode ter certeza que não vou deixar ninguém te machucar, ninguém quebrar seu coração, apenas diga sim, eu prometo que nunca a deixarei ir.
—Promete? — disse ela um tanto confusa após meu surto romântico.
—Prometo! — disse convicto.
Nesse instante fomos nos aproximando até colar nossos lábios. Eu o fogo ela a pólvora que em um beijo se consomem; quando respirar ficou difícil nos separamos e nos encaramos. Até que ela finalmente disse:
—Sim Marcelo, eu aprenderei a te amar!
Abri um sorriso mais sincero que dei em minha vida, mas nos separamos quando uma garota entrou na sala, pois não sabíamos o que tinha acontecido e não tínhamos certeza do que iria acontecer.
Fale com o autor