Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
Quem visse a cena da sintonia que o jovem casal protagonizava naquele momento, poderia jurar que era um casal de recém-casados apaixonados. Bem... Apaixonados até poderiam estar, mas estavam longe de serem casados, pelo menos não era esse os planos do lindo moreno que vestia somente uma cueca boxer branca.
Quil estava auxiliando Claire na cozinha, ela se dispôs em fazer o café da manhã para o casal, e o moreno a ajudava em tudo que ela pedia. A sintonia entre os dois era imensa, eles combinavam e se completavam.
Claire estava feliz, parecia um sonho, por mais que não estivesse casada com o moreno e de inicio se sentia em pecado, pensou que deveria se acostumar com as opções que existia no mundo fora de sua comunidade. Estar ao lado do lindo moreno que tanto amava, já era o suficiente, pelo menos a princípio. Eles estavam se conhecendo mais intimamente e ela gostou disso.
Claire havia preparado panquecas com morango e mel, Bacons fritos, café fresco e suco de laranja. Tudo com o auxilio do moreno. Ela estava deslumbrada com tudo aquilo, estava realmente feliz, mas até quando? Ela pensou apreensiva. A mudança na fisionomia da loira chamou a atenção de Quil.
Antes ela estava nitidamente tranquila e feliz, mas agora parecia tensa e angustiada.
– O que foi Gatinha? Ficou triste de repente. – O moreno estava encostado na bancada central da cozinha e a puxou para se encaixar em seu másculo corpo.
– Nada Quil. Só estou pensando. – Ela falou cabisbaixa e sem lhe retribuir o olhar.
– Nada não! Te conheço e sei que você ficou triste de repente, de uma hora para outra. Foi nítida a sua mudança. Eu quero saber o que esta acontecendo pra te deixar assim. – ele falou segurando no queixo da loira, a forçando olhar em seus olhos.
– É que... Nós viemos aqui para o seu apartamento pra conversamos e nada foi dito até agora. O que vai ser da minha vida sozinha sem a Renesmee ao meu lado? – Ela falava com voz baixa, mas visivelmente angustiada.
– É isso que esta te incomodando? Eu falei que você não ficará sozinha, já iremos conversar sobre isso, mas vamos primeiro tomar esse maravilhoso café da manhã que você preparou pra gente, esta com cara de estar delicioso. – o moreno se afastava da bancada e puxava o delicado corpo consigo em direção à mesa posta para o café.
O casal comia tranquilamente, se deliciando com a saborosa refeição. Realmente tudo estava delicioso. Claire era muito prendada na cozinha, isso agradou o moreno. Nunca quis mulher alguma pra cuidar dele e de sua casa, pra isso ele tinha empregada, mas estar naquela situação o deixou feliz. Lembrou-se dos fartos cafés da manhã que sua mãe preparava pra família e se sentiu igualmente feliz como na infância.
O silêncio se fazia presente, mas o mesmo não era incomodo e sim tranquilizador. Trazia paz e bem estar ao casal. Claire estranhamente se sentia completa, como jamais se sentiu antes.
– Eéer... Como eu falei antes, você não esta sozinha, tem a mim. – Quil começou a falar assim que terminou de comer e dar-se por satisfeito. O que chamou a atenção da loira a sua frente.
– Eu sei disso Quil, você já me falou. Mas é estranho ter que voltar a fazer tudo que eu fazia antes, só que agora sem Renesmee. Quando eu saí da nossa comunidade pra vim conhecer New York, só fiz tudo o que fiz porque sabia que Renesmee sempre estaria ao meu lado... Mas agora me sinto perdida sem ela comigo o tempo todo. Sempre foi nós duas pra tudo... Isso desde que nascemos. – Claire tentava explicar seu ponto de vista para o moreno.
– Eu entendo gatinha. Eu também sempre fui muito apegado ao Jake, mesmo tendo meus outros irmãos e primos, mas sempre fizemos tudo juntos. Nossos pais e tios falavam que era como se fossemos gêmeos. – Quil sorriu ao lembra do fato. – Mas isso não significa que nunca mais faremos as coisas juntos. Ele esta casado agora, isso só significa que ele deu um passo a frente antes de mim. Mas sempre estaremos juntos em tudo. Tenho certeza que será assim também com você e a Renesmee.
– E sei. Só que eu me sinto na obrigação de proteger a Renesmee sempre. Ela sempre foi muito frágil e delicada. Sempre era eu quem fazia alguma coisa primeiro, e depois se desse certo eu a deixava fazer. Mas agora ela tá casada antes de mim... E eu não sei o que esperar dessa experiência pra poder aconselha no que ela deve fazer ou não... Isso faz me sentir perdida e duplamente com medo; por mim e por ela.
O que a loira disse deixou o moreno um pouco apreensivo, ele percebeu que a ligação com a amiga ia muito além do que ele imaginava. E sabia que mediante a tudo isso, o seu “relacionamento” com sua loira esta de certa forma ligado ao “casamento” do irmão. Um só daria certo se o outro desse também.
– Claire também não é assim. Ela é capaz de dá um passo a frente sem ter você como exemplo. – o moreno tentava mudar a forma da loira ver a situação.
– Não Quil, eu sei o que estou dizendo... Renesmee é muito frágil, isso desde que nasceu. Minha mãe sempre disse que tia Esme perdeu muitos bebês antes da Renesmee. Ela teve que passar a gravidez inteira deitada encima de uma cama pra que não perdesse o bebê. Renemee foi o único bebê da nossa comunidade a nascer em um Hospital. Tem noção do que isso significa em minha comunidade Quil? Era algo muito sério. Tio Carlisle teve que pedir autorização no conselho pra poder ir ao hospital da cidade. Ela nasceu muito doente e ficou um tempo no hospital, e desde então teve uma saúde frágil. Passamos a metade da nossa infância brincando dentro de casa, já que a Nessie sempre estava doente. Acho que foi por isso que sempre foi muito protegida por todos. –Claire falava com nostalgia.
Foi então que o moreno pode perceber que as coisas eram muito mais complicadas do que ele havia pensado. Com certeza Claire era uma mulher forte pra estar ao lado dele, e enfrentar tudo que poderia vir. Mas será que Renesmee suportaria essa pressão? Ela sempre pareceu muito mais frágil, delicada, tímida... Agora ele começava entender por que. Mas será que ele conseguiria ter algo com sua amish, se o falso casamento de seu irmão não tivesse mais funcionando e Jacob a abandonasse? Jake com certeza tinha um gênio muito mais forte que ele, era mais explosivo e temperamental. Ele temia que o fracasso do irmão comprometesse o seu rolo. Isso ele não iria permitir, depois teria um conversa com Jake. Mas agora ele não queria pensar nesse assunto, queria logo ajeitar sua situação com sua loira.
– Gatinha entenda que casamente não é fácil pra ninguém. A vida a dois é muito complicada, mais eles vão se entender e dá certo. Não se preocupe a toa. – Quil falava da boca pra fora, não tinha nenhuma certeza do que dizia, mais sabia que era isso que precisava falar por agora. Não pensaria nos problemas por enquanto. – Mas vamos falar de nós agora.
– Como assim? Não entendi? Já não somos namorados? Isso não é algo importante aqui fora? Não é um compromisso? – Claire perguntava confusa. Achava que sua situação com o moreno já estava definida.
–Sim, Claro! Mas não existe uma regra pra isso gatinha. Aqui fora cada um define como será que o seu relacionamento funcionará. – O moreno fez uma pausa no que falava e olhou na direção da linda loira, que o olhava com expressão confusa no rosto. – Bem, primeiramente vou colocar você pra morar em um apartamento que tenho próximo ao central Park, é mais perto tanto aqui de casa, como da casa do Jake. Assim você poderá ficar mais próxima de Renesmee. Também falarei com o Emmett que você não trabalhará mais lá na lanchonete. Eu sou rico e posso lhe sustentar sem problema algum. Não quero lhe ver trabalhando em um lugar que vive cercado por muitos homens, sei que eles ficam te olhando de uma forma nada casta. – Claire arregalou os olhos. Ela já havia escutado algumas gracinhas dos clientes, mas nunca ligou, pois Rose já as tinham orientado. – Nunca lhe faltará nada e eu estarei sempre aqui com você. Também irei colocar um motorista de minha confiança pra te levar aonde você quiser ir, igual ao que o Jake colocou pra Renesmee. E outras coisas a gente vai acertando aos poucos. Tudo bem? Acho que assim estaremos bem. – finalizou.
– Quil me diz se eu entendi direito? Teremos tudo que um casal de marido e mulher tem, só não seremos casados? Você não irá morar aqui comigo... É isso mesmo que eu entendi? – A loira estava confusa, se era pra viver assim, por que eles não se casavam logo. Ela pensou
– É praticamente isso. Assim teremos tempo pra nos conhecer melhor e nos adaptarmos um ao outro. Isso é um ensaio para o casamento, digamos assim! – O moreno tentava melhor a situação, não poderia dizer a ela que agora ela era sua amante fixa e com ele era assim que funcionava.
– Acho que isso deve ser bom né? – a loira falou sem muita certeza. Aquilo era estranho, mas estar ao lado do moreno era o que ela mais queria. Então se permitiria viver mais essa experiência. – Tudo bem. – ela concordou ao final, depois de ponderar a opção.
O moreno sorriu, estava feliz por conseguir o que ele tanto queria. Teria a loira só pra ele e poderia controla-la da forma que ele quisesse. Assim ele pensou.
Levantou-se rapidamente e foi tomar os rosados lábios calidamente. A necessidade de um ter o outro, logo se fez presente e não demorou muito para o casal logo voltasse pra cama.
Passaram o resto do dia se curtindo. Eles não cansavam do corpo um do outro, a necessidade sempre se fazia mais.
Já era bem tarde da noite quando o moreno deixou a loira em seu conhecido apartamento. Prometeu que providenciaria tudo o mais rápido possível, pra que logo ele viesse busca-la para a nova residência. Ela concordou alegremente e seguiu rumo ao agora solitário apartamento. Enquanto o moreno voltava para a sua cobertura. Teria muita coisa em que pensar, estava com a cabeça cheia, mas gostava de analisar friamente cada opção.
Já era inicio da madrugada e o moreno estava exausto fisicamente, havia feito muito sexo, mais seus pensamentos não o deixava descansar. Até que seu celular começou a vibrar e ele rapidamente olhou o visor, vendo que com certeza mais problemas estavam por vir.
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A noite tinha sido extremamente prazerosa, excitante e muito quente. Jacob havia feito com que Renesmee flutuasse várias e várias vezes na noite, o que deixou o moreno surpreso. Na cama era como se ela fosse outra mulher. Estava cada vez mais solta, cada vez mais envolvida e com mais vontade de sentir prazer. Chegou a pensar que jamais se cansaria daquele corpo.
Ele estava observando o corpo nu da loira, que estava deitada com a cabeça em seu peito. Ele não era carinhoso e fazer tal ato era extremamente difícil pra ele, mas os enormes cabelos loiros e brilhantes espalhados pelo seu corpo moreno eram tão convidativos que ele estava tentado em arriscar acariciá-los, mas assim que fez o movimento para alcançar as madeixas de Renesmee, seu celular começou a vibrar sobre o criado mudo. Com rapidez e cuidado em não acorda-la, Jacob retirou delicadamente o corpo da loira que ressonava profundamente sobre o seu, colocando-a na cama e a cobrindo com o edredom.
Pegou o aparelho rapidamente para ver o que era, e constatou ser uma mensagem de Embry. No texto dizia que era uma emergência e que era para ele comparecer o mais rápido possível ao galpão do Sul.
Correu em direção ao banheiro para tomar um rápido banho, se trocando em seguida. Rapidamente saiu de casa em seu carro cantando pneu na madrugada, nem ao menos se lembrou de deixar um bilhete avisando a Renesmee que teve uma emergência de trabalho e não tinha hora pra voltar. Ela não tinha ideia do que ele fazia de fato e assim iria ser. Quanto menos soubesse melhor.
No caminho para o galpão ligou para seu irmão, pois queria saber do que realmente se tratava a emergência. Embry lhe informou que eles tinham acabado de sofrer um roubo de uma carga de cocaína que estava avaliada em milhões, e que inclusive essa carga já tinha comprador e destino certo. Seria repassada para os traficantes da região do Queens. Não poderiam perdê-la de jeito algum. Isso significaria gigantesco prejuízo e um enorme problema, pois a mercadoria já estava paga e vendida.
Jacob não demorou muito pra chegar ao galpão, porém todos já o aguardavam. Foi recebido por Embry, Quil, Paul, Seth e Jasper. Uma vez que Sam, Jared, Emmett e mais alguns homens de extrema confiança, estavam no porto recebendo um carregamento de armas que estava chegando naquela madrugada de Israel.
– Porra como nós fomos roubados? – perguntou exaltado.
– Ainda não sabemos Jake, só temos certeza que foi traição. Poucos sabiam que esse carregamento já estava em nosso poder. – disse Jasper.
– Traição? Eu mato! Bora ir atrás desses filhos da Puta. – Jacob não estava nada feliz, exaltava ódio.
Eles haviam gasto 1 milhão de dólares pela mais pura cocaína, e até já haviam vendido por 3 milhões, só restava fazer a entrega da mercadoria, uma vez que até já tinham recebido por ela. O lucro com aquela venda foi enorme, e não seria qualquer ladrãozinho de merda que iria lhe dar prejuízo.
– Demoro irmão, vamos nessa. Ninguém que ousa roubar os The Wolf sai impune e vivo. – Quil falava enquanto os outros já arrumavam as coisas para que saíssem.
– Chega de papo porra! Quero recuperar logo a nossa droga caralho. Vamos! – Jacob gritou exaltado, saindo do galpão sem levar nada. Só estava com suas inseparáveis armas pessoas, que estavam sempre em sua cintura, mas que ultimamente deixava escondida dentro de seu carro, não queria que sua esposa vice.
Ele sabia que os The Wolf já haviam preparado tudo, julgando que Seth, Paul e Jasper estavam pegando algumas bolsas. Além do mais, Jacob não estava querendo muito papo com os parceiros, ainda estava fulo da vida com alguns deles.
E assim os demais seguiram o moreno para a garagem, eles usariam um SUV blindado de sete lugares, assim poderiam ir todos em um só carro.
Caçariam em cada mísero canto de New York até achar o que lhes pertenciam. Apertariam cada pessoa que pudesse saber Quem os havia traído e onde sua droga poderia estar.
Poderiam durar horas, mas recuperariam sua mercadoria roubada ou não se chamavam The Wolf. Eles não Haviam chegado naquela poderosa posição a troco de nada.
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Renesmee estava em um sono profundo, e estava tendo um sonho deliciosamente bom! Era amada, tocada, acariciada... Pode conhecer o alto do céu e alcançar as nuvens por diversas vezes. E o responsável por isso tudo era seu amado marido: Jacob Black.
A loira despertava preguiçosamente naquela manhã, não queria perder nenhum detalhe daquela noite que vagavam pela sua mente. Mas ao tatear o lado esquerdo da cama a procura do calor que sempre a colhia tão bem, notou que estava frio, vazio... Jacob não estava ali. Rapidamente ela abriu os olhos e vasculhou com o olhar todo o quarto, mas nada do moreno. Levantou-se e foi vestir seu hobby, saindo a procura-lo pelo resto da suíte, mas ele não estava lá e nem em nenhum outro cômodo do segundo andar. Decidiu voltar pra sua suíte pra tomar um banho e vestir algo mais apropriado.
Já pronta, desceu pra procurar ainda por seu esposo, mas nada de acha-lo em lugar algum da mansão. Chegou a perguntar aos empregados, mais os mesmos também não sabiam nada sobre o patrão, o que deixou Renesmee extremamente preocupada.
As horas do dia foram se passando e nenhum sinal de Jacob. Ela não havia tomado café da manhã, sequer comeu qualquer coisa. Decidiu voltar para seu quarto e aguardar por lá mesmo. Cada hora que se passava sem notícias de seu marido, ficava mais preocupada com ele. Estava inquieta e andava de um lado para o outro em seu quarto. Tinha em mãos, abraçada em seu peito, sua inseparável bíblia, coisa que todo amish ganhava assim que nascia, e fervorosamente fazia suas preces e orações para que não tivesse acontecido nada a seu amado marido.
Grande era a inocência dela, uma preocupação que talvez, somente talvez, ele não tivesse por ela.
– Com licença senhora. – Mabelle batia a porta. – Trouxe o seu jantar. A senhora não comeu nada o dia inteiro, precisa se alimentar.
– Obrigada Mabelle, mas não sinto fome. Estou realmente muito preocupada com o Jacob, o dia inteiro sem dar notícias é agonizante. – Renesmee estava visivelmente nervosa e muito apreensiva.
– Fique calma senhora Renesmee, e tente se alimentar um pouco. O senhor Black deve ter seus motivos. – Mabelle sabia, de forma bem superficial, com que o patrão mexia, uma vez que seu marido já trabalhava por grupo criminoso há alguns anos. Mas nada poderia falar, seu marido havia a orientado. — Deixarei a bandeja aqui pra senhora... Tente comer algo, nem que seja somente um pouco. — a empregada estava verdadeiramente preocupada com a inocente jovem. — Logo todos nós iremos nos recolher. Mas no que precisar, pode nos chamar. Boa noite! — finalizou com um singelo e sincero sorriso.
Renesmee estava tão concentrada em suas preces, que nem se deu conta que o dia já havia acabado. Só notou mesmo que as horas haviam se passado quando Mabelle levou a sua janta e lhe disse boa noite. A loira olhou no relógio e o mesmo marcava 22:00hs. Resolveu comer um pouco, seu estômago reclamava em protesto, sentia-se fraca e até meio tonta. Assim que terminou de comer, voltou a suas preces e orações. Esperaria alguns minutos para poder fazer a digestão, pra então tomar um banho. Queria descer para sala principal e ficar na espera de Jacob, tinha esperanças que ele chegasse nos poucos minutos que restavam para acabar a noite. Porém a loira estava redondamente enganada.
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Muito distante da onde uma preocupada amish rezava fervorosamente pela segurança do esposo, acontecia uma terrível guerra urbano do tráfico. O clima era pesado e tenso... Perigoso e mortal. Qualquer erro poderia levar a morte de alguém.
Os The Wolf após apertarem o cerco por toda zona criminosa de NY, usando de toda a sua influencia e poder, descobriram onde estava a sua droga e quem foi o traidor do grupo; Erick Snoock.
Erick já trabalhava há alguns anos para os The Wolf e era considerado um dos homens de confiança do grupo. Por diversas vezes esteve juntos com os patrões no recebimento das mercadorias, coisa que só os homens mais confiáveis eram escalados pra esse tipo de missão. Porém a ambição por dinheiro e poder falou mais alto. Erick tinha roubado e vendido às drogas dos The Wolf para um grande grupo de traficantes do Brooklyn, em um valor quadriplicado do que Jacob havia pago.
Agora Erick encontrava-se escondido em uma região da periferia de NY, onde havia muitas fábricas falidas ou abandonadas. Era um local decadente e pouquíssimo movimentado. Ele tinha juntado um pequeno contingente de homens e todos estavam muito bem armados, o que dificultava um pouco a ação dos The Wolf, mas mesmo assim ainda não eram páreos para os poderosos Wolf.
Em meio a todo esse tiroteio esta Jacob, ele tentavam a todo custo recuperar sua valiosa mercadoria.
– Embry porra, me dá cobertura. Eu juro que pego esse filho da puta. – gritou.
– Tá foda Jake. É arriscado demais, os caras estão armados até os dentes, tá difícil de segurar aqui. – Embry atirava e falava ao mesmo tempo.
Enquanto os demais lhe davam cobertura, Jacob seguia se esquivando dos tiros rumo a seu objetivo, aquilo era fichinha para ele. Logo após ter sido informado via rádio, a posição exata do traidor, um ódio cegou o moreno e uma determinação surgiu; ele pegaria Erick a qualquer custo. Jacob, assim como Paul, sempre foi o mais louco e audacioso do grupo.
Rapidamente chegou até Erick, que se surpreendeu ao ver um dos patrões a sua frente. Erick havia se escondido ao norte de uma fábrica abandonada, ele só queria sair dali vivo e poder fugir do país com seus milhões. Os The Wolf, assim como os traficantes do Brooklyn e do Queens que se virassem.
– Erick, seu grande merda. – gritou com ódio já o desarmando.
– Jacob eu posso explicar, eu... – o loiro não terminou de falar, Jacob lhe atingiu com toda força no maxilar, um soco que jurou ter quebrado um dos dentes do homem, que cuspiu uma boa quantidade de sangue no chão.
Por mais que Erick tentasse lutar, não tinha muitas chances contra o moreno. Mesmo com alguns de seus socos e chutes acertando e atingindo Jacob, o moreno era mais forte, rápido e ágil. A luta não demorou muito e logo Erick estava imobilizado no chão.
– Seu verme filho da puta, eu deveria lhe matar agora, porém seria muito pouco pra você. Irei fazer com que implore pra morrer, que implore por um tiro no meio dessa sua cabeça de merda. – disse com ódio e cuspindo um pouco de sangue devido a um soco que levou.
A situação do lado de fora da fábrica também havia sido dominada e controlada, assim que chegaram os reforços que Jasper havia solicitado. Os The Wolf conseguiram recuperar a sua mercadoria.
Os traficantes do Brooklyn deram trabalho e eles sabiam que isso tudo não acabaria por ali. Com certeza o comprador, o chefe por trás dos lacaios, não ficaria feliz em saber que perdeu toda a grana e ainda não teve a mercadoria. Jacob até pensou em deixar Erick por conta dos traficantes do Brooklyn, mas o ódio lhe fez egoísta, ele queria acabar com o homem do modo mais cruel.
Já eram quase três da manhã quando os The Wolf retornaram com Erick amarrado, amordaçado e lógico; todo estourado devido à surra que levara de Jacob.
– Mano essa noite foi louca. Demoramos mais de 24 horas, mas que pegamos o filho da puta e nossa carga novamente há pegamos. – Seth disse se jogando em um dos sofás do galpão.
– Caralho mano, nem me fala que estou exausto. Esses caras do Brooklyn eram uns bons filhos da puta e deram trabalho. – Paul sorria pela vitória. – Ainda bem que a Rachel não está aqui, se não há essa hora ela já estaria surtando.
– É... Minha irmãzinha é um pouco exagerada. Mas como minha nova cunhadinha Renesmee deve estar até essa hora sem notícias do maridinho? Deve até ter chamando o exercito da salvação por causa do Jake. – Embry caçoou.
– Não fode Embry, mas que porra chata cara! – o comentário deixou Jacob irritado. – À uma hora dessas, você vem falar de Renesmee? Vá se foder e cuidar da tua vida.
– Relaxa Jake. Temos que pensar no que vamos fazer com o Erick. – Jasper tentou tranquilizar o moreno. Mas o que o Embry tinha lhe dito fez uma luz acender na cabeça do moreno, ele realmente não havia dito nada a Renesmee, não que devesse satisfações, mas ela sem saber de nada poderia chamar a polícia e ferrar com tudo.
– Dê um jeito nesse filho da puta. Eu preciso de um banho, estou cansado... Trepei a noite inteira e ainda não dormi, preciso descansar. – disse passando a mão no rosto, mas imediatamente após se da conta do que tinha acabado de falar, se arrependeu do que disse.
– Olha o Jake fazendo a Amish quicar a noite toda. E ai, gritando muito meu nome? – Paul perguntou, fazendo todos gargalharem. Contudo, a reação que Jacob teve surpreendeu a todos, ele avançou pra cima do cunhado.
– Ei Jake, fica frio cara. – Seth pediu segurando o moreno junto de Embry e Jasper.
– Nunca mais Paul, nunca mais fale assim. Que porra! Me solta caralho. – gritou – Acabem logo com esse filho da puta. Taque gasolina e fogo, queimem-no vivo, até só restar pó dele. – disse dando as costas. Ele não sabia o motivo, mas sentiu uma enorme raiva quando Paul se referiu a Renesmee daquela forma, se fosse a três ou quatro dias atrás provavelmente ele não teria essa reação. O porquê disso agora?
– Vá descansar Jake, pode deixar que cuidaremos direitinho desse desgraçado. – Jasper deu um tapinha nas costas do amigo, que saiu sem olhar pra trás.
Quil não tinha visto a confusão, estava igualmente exausto com Jake. Sua doce e fogosa amish havia lhe sugado toda a sua energia. Já no caminho de volta para o depósito ele havia cochilado no carro e quando já estava no depósito foi direto para um dos sofás dormir um pouco, então não notou toda a algazarra.
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De tanto esperar, Renesmee nem havia se dado conta de que tinha adormecido na pequena poltrona que compunha a decoração do hall de entrada da casa. Ela estava cansada e muito agoniada, mas o sono e exaustão lhe venceram em algum momento da noite, porém o ronco do motor de um carro a despertou, logo ela estava de pé com os olhos focados na imensa porta de vidro trabalhada.
Um suspiro de alívio saiu dos lábios da loira quando viu Jacob adentrar no ambiente, mas também seus olhos caíram sobre a camisa manchada de sangue. Renesmee correu em direção do marido o abraçando forte. Um abraço que lhe foi retribuído seco e as enormes mãos afastaram o corpo miúdo.
– Jake eu estava tão preocupada com você. O que houve? Onde estava? E esse sangue? Senhor você esta machucado? – ela perguntou tudo em um único fôlego, passando as mãos pelo corpo do marido. Mas o ato estava irritando cada vez mais o moreno. – Por que não me disse nada? Não ligou, morri de preocupação eu...
– Chega! Chega! – gritou – Não se meta na merda da minha vida Renesmee, apenas se acostume com ela. Eu estou cansado e estressado, não preciso que encha meu saco com perguntas idiotas agora. Só preciso de um banho e algo para comer.
A loira engoliu em seco. Aquele grito, aquela reação tão grosseira lhe deixou com lágrimas nos olhos. Seria sempre assim? Amor em uma hora, grosserias em outras? Quem era aquele homem? Sentiu uma lágrima lhe escapar pelo olho direito que logo foi enxugada pela delicada mão. Ela observou Jacob subir de dois em dois degraus a escada que dava acesso ao segundo andar da mansão onde ficavam os quartos.
Renesmee de inicio ficou congelada sem reação pelo comportamento do seu amado esposo, mas logo se lembrou que ele havia dito que precisava comer e julgando pelo modo que subiu, tinha ido tomar banho e retirar a roupa suja com sangue. Sangue... Mas de quem era aquele sangue? Mesmo com toda a grosseria do marido, Renesmee ainda estava imensamente preocupada.
A loira foi até a cozinha e rapidamente começou a preparar waffles com manteiga, ovos mexidos e um suco de maçã fresco, além de diversas frutas e mel. Jacob gostava de mel com frutas. Ela colocou tudo em uma bandeja e levou até o quarto do casal. Jacob ainda estava no banho.
Renesmee depositou a bandeja sobre a cama e seguiu em direção ao closet pra tocar de roupa. Colocou uma comportada camisola longa de seda rosa claro e um hobby que fazia parte do conjunto, e saiu pela enorme porta envidraçada que dá acesso a varanda do quarto. Estava muito frio lá fora, mas o vento gélido, combinado ao lindo jardim que ela observava, trouxe-lhe algum conforto. Ela também estava cansada, ficou a noite toda se remoendo sem notícias dele, tudo que queria era um abraço dele dizendo que estava tudo bem... Mas ele foi tão grosso, a magoou e sequer teve a consideração de lhe acalmar, já que ela estava tão preocupada com ele.
Jacob deixava a água quente molhar seu corpo, levando embora todo o estresse e adrenalina daquela noite, mas junto também ia embora o perfume que Renesmee deixou pelo singelo abraço. Droga! Ela estava tão assustada e ainda a tratei mal. – pensou – Mas porque ele estava se sentindo péssimo por isso? Por somente lembrar dos olhos azuis que ele tanto se encantava, que transmitia tanta luz e sinceridade, ver seu brilho se escurecer?
Terminou o banho, enxugou-se e nu mesmo, seguiu direto para o closet. Vestiu uma calça de moletom e camisa simples de algodão e voltou pro quarto. Pelo tempo que demorou no banho achou que a esposa já estaria dormindo, mas se surpreendeu quando ao invés de Renesmee tinha uma bandeja cheia de coisas com que ele gostava.
– Porra! – vociferou sozinho. Ele mesmo a tratando mal, ela ainda se preocupava com ele.
Com o coração palpitando forte, Jacob passava as mãos nos cabelos molhados em nervosismo, no mesmo ritmo em que andava de um lado para outro.
– Impossível. Jacob Black seu merda não e não! Não pode sentir isso, não deve sentir isso. Você não tem esse direito. É falso é tudo falso. É compaixão apenas isso. – sussurrava baixo para si mesmo como um mantra, tentando afastar todas as vozes que diziam em sua mente: “você a magoou, você é um ogro, você tem que ir falar com ela... ela está sofrendo por isso“. – Porém, foi inútil, as vozes ainda continuavam a atormenta-lo conforme seu coração descompassava.
Comeu um pouco do que ela havia preparado, estava tudo tão delicioso, com certeza ela havia preparado tudo com carinho, mesmo ele não merecendo. Respirou fundo, aquilo já estava o sufocando, precisava procurar por ela. Então pegou a bandeja e foi deposita-la na mesa que ficava na outra extremidade da enorme suíte, mas sentiu uma corrente de vento gélido entrar no ambiente, foi ai que constatou que a enorme porta que dava acesso à varanda estava entreaberta, quando foi fecha-la se espantou com a visão da sua esposa; Ela estava apoiada no parapeito e observava algo, nem notou sua aproximação.
A primeira vontade que sentiu, foi de abraça-la e de beija-la... Voltar a ver o lindo brilho naqueles olhos azuis novamente. Mas ela o aceitaria? E se o rejeitasse? Ele provavelmente perderia o seu autocontrole com ela e não iria dar muito certo. Decidiu então se aproximar com mais cautela.
A loira deixava as lágrimas escorrerem pela pele alva da face, que agora estava manchada e vermelha pelo pranto. Tentava a todo custo entender a reação rude de seu esposo, mas estava difícil, entretanto decidiu que não faria mais perguntas, ela tinha que aceitar que ele era o homem da casa, ele era o guiador da família – como muitos chamavam em sua comunidade – e ela apenas tinha que obedecer a ele, ser fiel a ele... Mas não conseguia suportar ser tratada com grosserias, doía em seu peito. Pensou que provavelmente ele não deve ter tido uma boa noite e ela somente o ajudou a piorar com tantas perguntas. O mais importante era que ele estava bem e estava em casa agora.
Renesmee enrijeceu o corpo assim que sentiu uma mão enorme tocar seu ombro e aquela voz rouca, que ela tanto amava chamar seu nome. Antes de se virar pra ficar de frente pra ele, limpou as lágrimas que ainda caiam. Não conseguia encara-lo, estava sem nenhuma reação, seu coração estava acelerado pelo simples fato dele estar ali. Jacob a olhava fixamente, sentiu o coração apertar assim que constatou que ela não lhe olhou diretamente, era nítida a sua tristeza.
O moreno queria ter forças, ou melhor, engolir o orgulho para abraçá-la e pedir desculpas, mas não seria ele se o fizesse. Estava atado entre a razão de ser quem é, e os sentimentos controversos que sentia.
Porém surpreendentemente quem tomou a primeira iniciativa foi à loira, que respirou fundo, sabia o que tinha que ser feito. Fitando-o brevemente, começou a falar.
– Jake. – sussurrou. – Eu... Eu... Sinto muito por fazer tantas perguntas. Você deveria de estar cansado, e o que menos queria era alguém tagarelando e lhe enchendo a cabeça. Éee... – ela baixou o olhar. – Sinto muito de verdade. Me desculpe, não fique bravo comigo.
Jacob abriu a boca, várias e várias vezes, mas dela nada saiu. Os olhos da loira estavam vermelhos e inchados, a linda face alva estava manchada pelas lacrimas, ela havia chorado e isso lhe doeu o peito. Ela estava mesmo pedindo desculpas por ele ser grosso com ela? Era difícil achar tamanha perfeição, mas não deixaria que ela se culpasse por ele não saber lidar com os sentimentos.
– Não Renesmee. – disse singelamente, mas a loira deu um passo para trás. Ele havia dito não, e isso só significava que ele não a desculpava. Os olhos voltaram a marejar.
– Eu juro que nunca mais farei de novo. Se quiser posso dormir em outro quarto Jake, assim você pode descansar sem que eu atrapalhe. Eu Sinto muito. – ela repetia com voz chorosa.
– Não sinta. Pare de repetir. – ele aproximou-se dela pegando em suas mãos, os olhos azuis lhe miravam novamente, marejados e sem entender nada. Jacob se perdeu naqueles olhos, queria se redimir, precisava daquilo e o resto que fosse para o inferno. – Eu é que sinto muito. Você chorou... – ele acariciou a face alva e delicada, que se encontrava gelada pelo frio que fazia – Me desculpe eu tive uns problemas e isso me deixou muito estressado, além de que eu estava cansado e ainda estou. Por Deus, no nosso terceiro dia de casados e já aconteceram tantas coisas.
– Jake eu fui...
– Shhh... – ele colocou o indicador sobre os lábios frios dela, a impedindo de falar. – Não se justifique mais Nessie, o errado fui eu. Enquanto você estava preocupada comigo, eu sequer lhe dei uma satisfação... Não quero que chore, nunca mais.
Renesmee sorriu minimamente, com todas as palavras do marido. Mas Jacob não foi claro, não saiu o que ele realmente queria dizer, as desculpas ele não conseguiu pronunciar, mas se redimiu o máximo que pôde. E isso no momento bastava.
– Vamos entrar pro nosso quarto. – pediu. Ela estava muito gelada e fazia muito frio do lado de fora, ela poderia ficar doente. Isso o preocupou.
– Acho melhor eu ir dormir em outro quarto, você precisa descansar. – disse sem muita convicção.
– Não Nessie... Ér... Ér... Por... Favor. – disse por fim – Preciso do calor do seu corpo em nossa cama, do sei cheiro pra me acalmar, só assim poderei descansar. Venha, vamos esquecer isso ok! – disse puxando a loira e depositando um singelo beijo em seus lábios. Renesmee sentiu correntes elétricas percorrer seu corpo, mesmo sendo tão singelo só o fato de sentir os lábios de Jacob nos seus lhe deixava em outro plano.
Os dois voltaram para o quarto. Jacob a abraçou firmemente quando se deitaram sobre a cama, a aninhando em seu corpo másculo, isso foi o suficiente para as mentes trabalharem e viajarem um para o corpo do outro. Ela estava de costas pra ele, os cabelos estavam enrolados em um coque e o pescoço a mostra. O moreno chegou bem perto daquela pele exposta inalando o perfume natural que ela tinha.
Aquele cheiro o acalmava, aquele calor que emanava dos poros da loira o aquecia. Era estranho estar dependente dela para se sentir calmo, para se sentir bem. Há abraçando pela cintura ele a puxou colocando os corpos, beijos foram dados no pescoço da loira, com a ponta do nariz Jacob fazia carinho nela, até que ela estivesse tranquilamente ressonando em seus braços.
Ele queria entender, queria saber como aquilo seria possível? O porquê dele também sentir essa necessidade insana de tê-la por perto e o melhor, de que ela esteja sempre bem. Seria difícil levar aquela farsa adiante. Na verdade ele estava convicto, não era mais uma farsa. Jacob Black estava realmente necessitando e se importando com Renesmee Cullen Black, e isso seria um grande problema pra ele.
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