Notas iniciais
Voltei! Um pouco mais cedo do que planejei, mas já tenho um milhão de ideias. Agradeçam A Herdeira, ler aquilo deu uma refrescada na minha mente, apesar de odiar a Eadlyn na maior parte da história. Bem, espero que gostem!

POV Ethan

Minha família continua unida, e eu preciso agradecer alguém por isso. Já se passaram dois dias e eu ainda não falei com ela. Ontem e hoje tive encontros com meninas diferentes. A primeira me encantou consideravelmente, Katlin. Ela tem um jeito sutil e muito doce, parece ser decidida e correta, me parece uma boa rainha. O único problema foi que ela me pediu para falar com Sophie quase o encontro inteiro! Se eu entendi bem, elas são amigas na Seleção e não há nada de errado nisso! Mas Katlin perdeu uma grande oportunidade de mostrar as suas qualidades, mais do que ela fez. Já a segunda garota... Nem me lembro seu nome, era mesquinha e incrivelmente chata, não sei como não a tirei no começo da Seleção. Depois terei que olhar nas fichas das selecionadas para anotar o nome dela na lista das que não ficaram a longo prazo.

Caminhei calmamente pelo corredor onde os selecionados ficavam. Bati na porta do quarto que acreditava ser o seu. E eu estava certo. A dama dela atendeu e se reverenciou. Entrei no quarto e pedi para a dama tomar um ar e voltar dali uma hora. Ela estava sentada na penteadeira, escovando os cabelos enquanto se olhava no espelho.

– Você nem se anuncia mais? — perguntou sarcasticamente.

– Perdão, minha querida — disse me lembrando do que meu pai me dissera uma vez.

Mary desistiu do penteado que estava fazendo e juntou todo o cabelo em um rabo de cavalo alto. Já era final de tarde mas ainda estava muito quente, então ela estava com uma blusa amarela de alcinhas e um short jeans. Acho que ainda não tinha visto as selecionadas usando short.

– Então, meu nobre príncipe, por que está aqui? — perguntou sem rodeios.

– A minha família está em paz e eu tenho que te agradecer. Você me impediu de fazer a maior burrada da minha vida, então... — fui me aproximando e toquei em sua bochecha. Ela estava com uma expressão muito engraçada, meio desconfiada e meio sorridente. Aproximei meu rosto do seu e assim que meus lábios iam encostar nos seus ela se afastou e começou a rir.

– Você não achou que ia ser tão fácil assim, achou? — perguntou, e claro, não entendi.

– Como assim?

– Da primeira vez que você me beijou eu estava despreparada e não me toquei que você ia fazer aquilo.

– Caso não tenha percebido, você está aqui para isso, querida. Ser beijada pelo bonitão aqui — me aproximei novamente, com um sorriso malicioso dessa vez.

Ela se aproximou e colocou a mão em meu peito.

– Vamos fazer um acordo? — perguntou.

– Hum... Um acordo? Isso pode ser interessante.

– Em forma de agradecimento por eu ter te salvado de fazer burrada, você aceita o acordo.

– Certo, mas me fale o que é primeiro.

Ela sorriu jogando sua cabeça para trás, depois olhou para mim novamente e mexeu a cabeça em negativa.

– Aceite primeiro que eu digo.

Bufei.

– Tudo bem, acordo fechado. Agora, o que é?

– Você não vai me beijar até que eu queira beijar você. Ou seja, nada de cair em cima de mim e de se aproximar muito do meu rosto sem necessidade.

Fiquei boquiaberto. Mas eu já havia entendido que era um jogo, e como bom cavalheiro, eu decidi jogar.

– Será um acordo difícil de ser cumprido senhorita, mas darei o meu melhor.

Ela riu novamente e vi o quão radiante ela ficava assim, sem uma carranca de preocupação ou raiva estampada no rosto. Ela pegou em minha mão e nos conduziu até um sofá no canto do quarto. Assim que nos sentamos, ela começou a falar.

– Eu não queria quebrar o clima, mas sinto que preciso — ela está séria e senti que ela tinha algo de importante para me dizer, mas pude ver em seus olhos que ela se lamentava por acabar com os sorrisos e suspiros no quarto — É sobre a Sophie.

Minha visão mudou de seu rosto para o chão. Até ela me importunaria com esse assunto?

– Não vou pedir que você a perdoe mas também não o influenciarei a expulsá-la — voltei minha atenção aos seus olhos — Só quero que você converse com ela e resolva essa situação antes de tomar uma decisão.

– Eu não quero que ela fique. Ela tem muito potencial para ser rainha, mas rainhas não mentem para oficiais.

Mary ponderou um pouco sobre minhas palavras.

– Mas... Ela passou por uma gravidez indesejada sendo ameaçada e sem a ajuda da família. E ela conseguiu passar. Não acha que essa seja a força que a sua esposa precisará para governar ao seu lado?

Ela tinha razão, eu não podia tirar os vários créditos que Sophie tinha.

– Só... Pense em conversar com ela, ok? Não tome nenhuma decisão precipitada antes de conversarem.

Assenti com um aceno e me levantei. Me dirigi até a porta e ao tocar na maçaneta ouvi sua voz novamente.

– Mas Ethan, não a deixe sofrendo como ela está. Ela se sente em uma corda bamba e faz semanas que você mal olha pra ela. Resolva isso, pelo bem dela mas principalmente pelo bem da sua consciência.

Sai do quarto antes que minha mente começasse a soltar fumaça. Acho que preciso falar com minha mãe antes de qualquer coisa, afinal ela também sabe o que aconteceu com Sophie.

Caminhei até o quarto dos meus pais e bati na porta antes de entrar. Eles não estavam lá, então deduzi que estariam no escritório do meu pai. Assim que cheguei lá, confirmei minhas deduções. Meu pai estava lendo relatórios e fazendo anotações, como sempre. Já minha mãe estava fazendo cálculos para o departamento de finanças, algo que nunca a vi fazendo, sem contar que ela estava usando óculos.

– Mãe?

Assim que a chamei da batente da porta ambos me notaram e se assustaram com a minha presença. Acho que meus pais precisam de umas férias.

– Ahn... Sim querido? — respondeu tirando os óculos e esfregando os olhos.

– Eu preciso falar com você. Poderia deixar essas contas super interessantes e vir comigo? — brinquei.

Ela deu uma leve risadinha, meu pai e ela trocaram olhares e ela se levantou e me seguiu, não sem dar um beijo na bochecha de meu pai antes de sairmos do escritório.

– Então, o que você queria falar comigo? — perguntou enquanto andávamos pelos corredores em direção ao jardim.

– Bem... Você se lembra da Sophie? Aquela garota que desmaiou no Salão das Mulheres?

– Sim, me lembro bem dela.

– Bem, você se lembra o porquê de ela ter desmaiado? Se lembra da história toda?

– Sim, e me deixe adivinhar. Ela era uma das suas preferidas mas depois que você descobriu sobre o passado dela tudo mudou, você a vê como uma traidora.

– Sabe, você deveria parar de ler a minha mente mãe — ela me deu um sorriso fraco.

Enfim chegamos ao jardim e nos sentamos no famoso banco dos meus pais, o que nos proporcionou uma boa vista do por do sol.

– Enfim, o que você quer de mim? — perguntou com um sorriso doce e gentil.

– Um conselho. Eu realmente gostei dela desde o primeiro, mas se ela já esteve grávida então ela mentiu nos formulários e para o oficial que foi até a casa dela. Não sei se ela tem uma postura de rainha.

– Filho, acredito que você está mais preocupado com o que vão dizer de você se a manter e se se casar com ela do que com as vidas de vocês.

– Em parte é verdade, eu imagino o que não vai dar se isso vazar nos jornais.

Ela balançou a cabeça, discordando de meus pensamentos.

– Não pense nisso, pense em como você se sentirá. Independente da sua escolha, eu vou te apoiar e te amar da mesma maneira. Eu só te peço para pensar com o coração, e não com a cabeça. Esqueça a lógica, esqueça as manchetes e pense apenas em vocês dois.

Eu a abracei e a beijei no rosto.

– Obrigado mãe, o que seria de nós sem os seus conselhos?

– Lembre-se que eu não vou estar aqui para sempre, querido.

– Eu sei, mas ainda sim vou agradecer e aproveitar todos os dias que você ainda estiver conosco.

Ela a beijei no rosto antes de sair em direção à um quarto. Eu precisava falar com uma certa garota.

Notas finais
Geeeente, antes que eu me esqueça, o cap em que eles escolhem a elite vai ser perto do cap 40, então vai ter uns POVs seguidos, só para vocês já se sintonizarem melhor das pessoa. Espero que tenham gostado! Bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.