Notas iniciais
Hoiii! Eu ia postar esse cap no domingo, mas eu não tinha terminado de escrever. Segunda eu tive alguns trabalhos e muita tarefa para fazer e na terça eu não tive tempo, já que tive vôlei e ingês.>-< Bem, fortes 'emoções' neste cap. Acho que eu só escreverei mais dois caps seguidos, além deste. Então, vão enjoar de mim. Espero que gostem!

POV Ethan

É uma ótima maneira de começar o dia, não? Ouvindo uma sirene gritar e sentir o desespero dentro de si, temendo por sua vida e as de outros que o amam. E agora estou aqui, preocupado com alguém que mal conheço. Na verdade, estou mais preocupado com Sophie, quero pergunta-la se está bem, acalmá-la e acalentá-la. Mas não posso, não agora. Eu não deveria ter favoritas tão cedo, mas o que eu posso fazer? Simplesmente aconteceu.

Katrina olhou-me com pena, ela não sabe quem é, mas se sente mal por Julia. Ela toca em meu ombro e volta para seus selecionados. Agacho perto de Dorothy, que está aos prantos, e ela se joga em meu peito. Fico paralisado pela ação repentina, mas logo recupero meus sentidos e a abraço. Ela molha meu roupão com suas lágrimas, triste demais para falar alguma coisa. Afasto-a delicadamente e levanto seu olhar até o meu.

– Dorothy, chorar não adiantará nada. Estamos fazendo o possível mas ela não vai aparecer de repente. – disse, sentindo-me um pouco mal por falar dessa maneira com ela.

– Eu sei mas...ela é minha melhor amiga aqui dentro, e...eu nunca tive uma melhor amiga antes. – diz, tentando parar suas lágrimas.

– Sinto por isso, mas há vários refúgios secretos ao longo do palácio. Vamos acreditar que ela está em um desses, sim? – insisti.

– Sim... – disse, voltando-se á Veronica e abraçando-a. Veronica me olhou, parecendo tentar acreditar em minhas palavras, mas ela não queria. Ou melhor, sabia que não era verdade.

Afastei-me e uma mão me puxou para a direção contrária. Sophie me puxava para um canto menos movimentado e longe de Dorothy, Veronica e Kaitlin. Notei que minha mãe me seguia com os olhos, mas logo desviou o olhar e voltou a falar com meu pai. Ela parou e eu bati abruptamente nela, assustando-me com a parada repentina. Ela sentou no chão e me puxou para sentar-me junto á ela. Ela suspirou profundamente antes de começar á falar.

– Eu vi Julia sendo arrastada por um grupo de sulistas. – declarou.

– O que? Para onde? – perguntei.

– Não sei. Só os vi arrastando-a pela escada. Ela estava desacordada. – disse.

De repente, ela começou a chorar. Abracei-a instantaneamente, tentando protege-la do que á afligia.

– Ei, ei. O que foi? – perguntei.

– E...eu devia ter feito alguma coisa. Gritado, sei lá! Mas não. Em vez disso fugi como uma covarde. – disse, pausadamente por conta do choro.

– Não, eles poderiam ter te levado também se você gritasse. Você não foi covarde. Mas não se preocupe, vamos acha-la. – disse.

Afaguei seus cabelos até ela se acalmar. Em seguida ela levantou seu olhar até o meu e confidenciou-me.

– Já....perdi as esperanças. – disse.

Pude sentir que suas lágrimas estavam dentro de si, não mais fora. Mas eu estava relutante em pensar que nosso tio, Kota, fosse tão brutal á esse ponto. Vi que ela estava toda vermelha e descabelada, e talvez fosse apenas eu sendo hipócrita, mas ela estava linda. Acariciei sua bochecha, o que a fez ficar mais vermelha ainda e se afastar um pouco.

– Você está bem? Soube o que houve entre você e a rainha da Áustria. – perguntou, reabrindo uma ferida que eu tentava ao máximo fechar.

– Sim estou bem. Ainda dói um pouco no lugar que me machuquei, mas estou bem.

– Que bom. Acho que nenhuma de nós conseguiria dormir á noite sabendo que viemos para a Seleção de alguém que morreu no meio do processo. – disse, com um sorriso fraco no rosto choroso.

– Acho que nem todas, Sophie. – disse.

Ela logo entendeu o que eu quis dizer. Ambos sabíamos que algumas ali apenas aparentavam ser boas e gentis, pois por dentro eram um poço de ganância e inveja. Ela tocou em minhas mãos e assentiu com a cabeça. Apesar de estarmos ali á certo tempo, finalmente eu olhei melhor para ela. Os cabelos levemente desgrenhados pelo choque logo de manhã, os olhos inchados por conta do choro, a face avermelhada, parte do choro e parte de vergonha, seja lá do que seja. Mas para mi, nada disso importava, pra mim ela estava linda. Sempre estaria.

Despedi-me rapidamente pois precisava voltar para minha família. Assim que voltei, minha irmãzinha estava dormindo no colo de minha mãe, também adormecida. Malcolm estava um pouco assustado, mas estava observando tudo ao seu redor. Por um momento, esqueci que a família real da Itália estava ali. Então só quando notei Alissio ao lado de Nicoletta conversando com meu pai e Katrina que lembrei-me deles. Aproximei-me para inteirar-me na conversa.

– Sorte que minha filinha não está mais aqui. Não quero nem pensar no que ela poderia sentir com isso. – disse Alissio. Senti o constrangimento no ar, eu, meu pai e minha irmã permanecemos em silêncio.

– De qualquer maneira, — disse Nicoletta, tentando afastar este assunto – estão todos bem? Nenhum selecionado foi ferido?

– Uma selecionada não veio pra cá. Vamos torcer para que esteja tudo bem. – disse Katrina.

– Temo por Carter. Não quero nem pensar nas loucuras de que ele é capaz para salvar Marlee. – disse meu pai.

– Carter? Acho que me lembro dele. Ele era um soldado na época da sua Seleção, certo Maxon? – disse Alissio.

– Sim. – respondeu meu pai, não querendo prolongar o assunto, já que, de certa forma, Carter é um traidor por ter namorado Marlee, que fazia parte da Seleção na época. Felizmente, meu pai possui um bom coração e o perdoo na época, além de tê-lo abrigado enquanto estava se recuperando, apenas porque Marlee era a melhor amiga de minha mãe. É uma história um tanto complicada de se explicar.

As portas de pedra, antes fechadas para nossa segurança, se abriram alguns minutos depois disso. Claro que pelo estrondo muitos selecionados se assustaram ainda mais, o que criou uma pequena multidão. Como sempre, meu pai colocou ordem em tudo.

– Por favor, todos retornem aos seus quartos. Sairemos em grupos de 10 pessoas, cada grupo acompanhado por dois guardas. Em poucos minutos todos estarão confortáveis e alimentados em seus quartos. Por conta da destruição do palácio, as refeições de hoje serão realizadas em seus quartos. Obrigado.

Tudo pareceu se acalmar rapidamente. Todos se sentiam mais seguros e aliviados agora que estávamos habilitados á sair deste lugar. Claro que eu, minha família e a família da Itália sairíamos primeiro. Aproximamo-nos de minha mãe e de Katrina. Amberly continuava dormindo, mesmo com minha mãe andando com ela no colo. Vi Katrina falar rapidamente com Harry e abraça-lo logo em seguida. Então lembrei de nossa conversa antes de abrirem os portões. Marlee e Carter. Sinceramente, eu esperava que eles estivessem bem, afinal, eram boas pessoas e fariam uma grande falta não só para mim, mas para todos do palácio.

Saíamos ás pressas, desejando encontrar os dois, vivos.

– Vou com Amberly para o quarto. Encontre-os, por favor. – disse minha mãe para meu pai.

– Sim, querida. Eu prometo. – assentiu ele, beijando o topo de sua cabeça e deixando-a ir.

– Pai, é seguro ela ir sozinha até o quarto? – perguntou Katrina, temendo por nossa mãe.

– Sim. As portas não abririam se não fosse seguro. Agora, vamos procurar Carter e Marlee.

Meu pai e eu fomos para um lado e Katrina e Malcolm foram para o outro. Procuramos em todos os abrigos menores, mas todos estavam vazios. Pude sentir meu pai ficando tenso a cada abrigo que íamos, diminuindo nossas esperanças. Então decidimos procurar no último abrigo, que era localizado na parte de fora do palácio.

Meu pai corria o máximo que podia. Acho que ele não suportaria perder o último amigo que lhe restava. Assim que nos aproximamos, pudemos ver que a porta estava entreaberta. Assim que adentramos, encontramos duas pessoas abraçadas uma á outra. Meu pai suspirou profundamente, aliviado. As duas pessoas se viraram com o som do suspiro e pudemos confirmar nossas esperanças. Marlee estava toda suja e com alguns machucados ao longo de seu corpo. Carter a pegou no colo e deu um leve sorriso para meu pai. Eles saíram pela porta, acredito que em direção ao hospital.

– Graças aos céus eles estão bem. – disse meu pai.

– Sim, mas também tinha uma selecionada que não entrou no abrigo.

– Mas nós visitamos todos os abrigos.

E por um momento, senti-me angustiado. Onde ela estava? Será que fora levada? Decidi procurar por ela e fui diretamente para o jardim, o único lugar em que nós não fomos.

Assim que estava no portal de entrada ao jardim, Katrina veio ao meu encontro com lágrimas nos olhos.

– N...não entre aí. Não entre. Ethan, pare aqui! – ela me empurrava, porém eu continuava andando em direção ao jardim.

Assim que pisei na grama, antes verde, agora de um tom amarelado pude sentir um cheiro extremamente ruim. Olhei para mim frente e lá, um pouco mais ao longe, havia uma vara enterrada na terra. Espetado na vara, estava uma cabeça.

Notas finais
Não vou nem comentar esse final né? E aí? Quem será que é? E as tretas que estão vindo? Há! Aguardem... Espero que tenham gostado! Até o próximo!