Two Fallen Destinies

11 Capítulo X - Um triste passado, um feliz futuro


Notas iniciais
Ta ok. Eu sei. Me xinguem. EU TO A MTO TEMPO SEM POSTAR EU SEI ME DESCULPEM. Dessa vez não tem desculpa, eu realmente fiquei com muita preguiça e.... bloqueio criativo (afinal, quando que eu não tenho isso?). Mas acho que vocês ainda estão lendo isso né? (é eu espero que sim). Comentem o que quiserem, podem até me xingar. EU SEI QUE EU MEREÇO.

O pai de Cedric o olhava surpreso. Perguntava a si mesmo o que o garoto estaria fazendo ali, e ainda sem a companhia de Savanna:
Pai: Cedric? Porque não está em casa? — falava rígido.
O garoto estava imóvel, assustado. Não sabia o que dizer:
"Vamos Cedric, pense em algo!! Eu não posso falar a verdade agora ou eu vou ficar de castigo pela eternidade!" – pensava o menino.
Cedric: Savanna me pediu para comprar uma coisa na cidade. — tentava agir naturalmente.
Pai: E o que você estaria fazendo perto do portal? Sabe muito bem que esse lugar é proibido para crianças. — desconfiava da explicação do filho.
Cedric: Ah, é que eu estava indo na lojinha que fica do outro lado, então eu tinha que passar por aqui se quisesse chegar lá. — apontava para a direita.
Pai: Cedric.... não há nenhuma lojinha para lá.
Cedric: N-Não?! Droga, Savanna me falou a direção errada. Bem, acho que vou seguindo por esse lado aqui e vou comprar o que ela pediu. — Começou a andar pela direção que veio.
Pai: Ei ei ei. Espera ai Cedric. — puxou o garoto de volta. — Vou te perguntar de novo. O que você está fazendo perto do portal? — olhou friamente nos olhos verdes do garoto.
Cedric: E-Eu... bem....

Antes que Cedric pudesse se explicar, o portal se abriu novamente. Saíram de lá Juan e Scarlett, depois de terem enfrentado o ataque de demônios. Cedric viu ali uma oportunidade para explicar ao pai o que tinha ocorrido desde o começo. O homem era um anjo ocupado e seu trabalho requeria que ficasse muitos dias longe de casa, não sabia sobre o fato do filho ter ido até a Terra e ter ganhado uma visora.

Cedric correu em direção aos dois anjos, tentando ganhar alguma ajuda:
Cedric: Juan!! Scarlett!! Vocês chegaram bem na hora! Ei Juan, lembra quando eu conheci a Renata e ai você me levou de volta pra casa e falou que iria explicar pro meu pai o que aconteceu? Bem... olha ele ali. — olhou para seu pai, que mantinha a expressão séria.
Juan: Cedric, o que você está fazendo aqui de novo? Achei que já tinha aprendido a lição.
Cedric: Juan, eu não posso ficar parado no meu quarto enquanto eu sei que ela pode estar em perigo. Eu vou ajudar! Eu tenho que proteger Renata!
Juan: Você é ainda uma criança. Não pode lutar contra demônios, até mesmo alguém como sua irmã tem dificuldade em acabar com eles. Você morreria se os enfrentasse.
Cedric: Então.... deixe eu ao menos ficar perto dela. Ser um amigo que ela nunca teve. Vocês não podem dar isso pra ela, já são adultos, mas eu consigo. Queria poder brincar com ela, fazer ela sorrir... é tão errado assim eu querer isso dela? — abaixou a cabeça.

Scarlett se agachou olhando para Cedric, sorrindo:
Scarlett: Cedric, eu vou te ajudar. Quer dizer, não deve ser tão difícil cuidar de você e Renata, não é? Mas você vai ter que ficar sempre aonde eu possa te ver, ta bom? — Cedric fez que sim com a cabeça.
Juan olhou para o lado, pensativo:
"Irei ter que cuidar de Cedric e Renata. Isso pode não ser fácil.... Mas... é para uma boa causa não é? De certa forma, Cedric está certo, nem eu e nem Scarlett conseguiríamos deixar a vida de Renata menos triste. Eu deveria....."
Seus pensamentos foram interrompidos pelo pai de Cedric, que foi a Juan pedindo explicações:
Pai: O que está acontecendo aqui? Quem é Renata? E Cedric já foi para o portal antes? Eu não...
Juan: Acalme-se. — interrompeu o homem. — Senhor Gabriel, tenho uma longa história a contar.

Enquanto isso John e Heather já estavam em aula. Savanna permaneceu em Sengakuro, queria perguntar a Serafine sobre o que ela queria dizer de John e a anjo.

Savanna sabia onde encontra-la, ela sempre ficava no mesmo lugar em suas horas vagas. A anjo subiu algumas escadas e foi para o terraço, onde Serafine estava sentada num banco, tocando em sua pequena harpa e cantando com sua voz angelical. Savanna chegou perto da anjo:
Savanna: Desculpe atrapalhar Serafine, mas eu gostaria de te perguntar uma coisa.
Serafine: Oh sim Savanna, sem problemas, pergunte. — falou com sua voz calma.

Savanna: Hoje você fez a Iniciação dos Aprendizes Iniciantes, certo? Meu visor, John, me contou que você tinha dito a ele que Arias tinha nos colocado "no mesmo destino" ou algo assim... o que quis dizer com isso? — Serafine deu um leve sorriso.
Serafine: Savanna, da mesma forma que você não pode dizer ao seu visor a hora em que ocorrem suas mortes, eu não poderia dizer algo como isto, terá que esperar para ver o que vai acontecer. Não é como se eu soubesse o futuro, mas sei de seu passado. — Savanna olhou para o lado.
Savanna: Meu passado... e quem não sabe do meu passado?

Serafine: John não sabe. — Savanna ficou alguns segundos quieta.
Savanna: Eu já estou... cansada. Cansada de ter que conviver com o meu passado todos os dias. E agora que ganhei um visor, terei que enfrentar isso mais ainda.

Serafine: Olhe, você percebeu como John é um garoto forte? A energia dele... é de uma raridade que me surpreende. Já se perguntou o motivo de ter dois visores ao mesmo tempo? Não acha que isso possa ser um sinal?

Savanna: Sim, eu já me perguntei isso. Realmente, é um caso raro, mas ainda não consigo fazer a ligação disso com o meu passado. Eu já tive centenas de visores, que diferença faria? E... aquilo foi a muito tempo atrás.

Serafine: Só posso lhe dizer que um futuro grandioso os aguarda. — sorria serenamente.

Savanna: Certo. Obrigada. — deu um leve sorriso e saiu andando.

Serafine: Espere. — Savanna se virou. — Não acha que deveria contar disso para ele?

Savanna: Não. Ele não precisa saber. Assim como todos os outros visores.

Serafine: Não há nada de errado com o que aconteceu a tantos anos atrás. Você fez tudo o que pôde. Mas se contar a ele, talvez você não sinta esse peso. — Savanna ficou alguns segundos quieta.

Savanna: Ainda não. Talvez um dia eu tenha coragem de falar. Não é como se eu mantivesse os sentimentos mas... ainda é algo difícil para mim.

Serafine: Entendo. Não se sinta pressionada pelo o que eu disse. Terá sua hora certa para conversar com ele. — Savanna ascentiu com a cabeça.

Juan: …. E então... Cedric aparentemente veio até aqui para cumprir o seu papel de guardião. — falava a Gabriel, pai de Cedric.

Gabriel: Cedric! Aonde você estava com a cabeça?! De todas as coisas que você já aprontou, esta com certeza foi a pior! — falava furioso ao garoto.

Cedric: Mas pai, eu estou tentando concertar as coisas agora! Eu quero ser responsável uma vez na vida! Por favor, me deixe tentar ajudar ela.

Gabriel: Nunca! Anjos da sua idade deveriam estar na escola, e não cuidando de visores! O que eu faço caso você se machuque?!

Juan: Senhor Gabriel, eu.... posso cuidar de Cedric enquanto ele estiver na Terra.

Scarlett: Eu também! — falava animada.

Juan: Acho que Cedric não está mais pensando em matar demônios e sim em fazer alguma companhia à Renata. Como lhe expliquei, ela é tratada como uma "escrava" pelo seu tio, não tem amigos e nem sai de casa. Estou certo, Cedric? — o garoto assentiu com a cabeça.

Gabriel: Vocês entendem a responsabilidade que estão nas suas mãos, certo? Eu não poderia imaginar o que eu faria caso Cedric ou Renata fossem feridos, ambos os casos me sentiria eternamente culpado.

Scarlett: Está tudo bem, eu jamais deixaria alguém machucar crianças. — fez uma pausa – Principalmente humanos – susurrou.

Gabriel ficou alguns segundos quieto:

Gabriel: Certo. Cedric poderá visitar Renata as vezes. Mas, Cedric – olhou para o garoto — Você terá que fazer tudo que Scarlett e Juan mandar, me ouviu? — falou rígido.

Cedric: Tudo?

Gabriel: TUDO!

Cedric: Ta, ta bom. Eu obedeço.

Gabriel: Agora... Volte para casa, já!

Cedric: Ah não! Eu fico trancado lá o tempo todo!

Juan: Cedric, já conseguiu o que queria, então obedeça o seu pai.

Cedric: Com fazer tudo o que você e Scarlett mandar, não pensei que fosse começar a partir de agora. — O pai jogou um olhar sério para Cedric que o fez congelar. — Tchau pessoal. Se quiserem me ver, estarei trancado em casa como papai pediu. — pegou seu skate e foi em direção a sua casa.

~~~~~~~Algumas horas depois~~~~~~~

John tinha acabado de chegar em casa, com sua katana em suas costas. Saiu correndo para seu quarto antes que sua mãe pudesse ver a arma e a colocou em baixo de sua cama. Savanna rapidamente chegou em seu quarto, atravessando a parede e cumprimentando John:

Savanna: Olá John. É, eu deveria parar de atravessar a parede. Isso gasta muita energia.

John: Porque simplesmente não bate na janela que eu abro pra você? — olhou para a janela.

Savanna: O que? Lógico que não. Isso é muito clichê e eu me sentiria como um gato de estimação implorando para entrar. Um gato alado... Mas... eu não vim aqui para falar sobre a minha energia e sim sobre você.

John: Sobre mim? O que aconteceu? — ficou curioso.

Savanna: Ah não, nada demais. Eu só conversei com Serafine sobre aquele assunto.

John: E o que ela disse?

Savanna: Bem... eu não diria que foi uma conversa inútil, mas ela não me respondeu exatamente. Na verdade acho que ela gostou de você, te elogiou bastante. Considere-se honrado. — John ficou alguns segundos quieto.

John: Porque sinto que está me escondendo algo?

Savanna: Esconder? Não tenho nada a esconder, assim como você não deveria esconder a sua Katana. — olhou para de baixo da cama de John

John: Minha mãe provavelmente acharia que estou fazendo parte de uma gangue se me visse com isso.

Savanna: Er... ela não vai te ver com isso. Ela é uma humana que não vê demônios, anjos ou espíritos então seria estranho se numa batalha contra demônios ela conseguisse te ver com uma espada.

John: Quer dizer que as armas dos visores são invisíveis?

Savanna: Para humanos comuns, sim. — pegou a katana – Olhe só.

Savanna saiu do quarto de John e desceu as escadas indo para a cozinha. Onde a mãe do garoto estava jantando, sentada na mesa. A anjo deu um leve voo e foi para cima da mesa, ficando de frente com a mulher.

Ela ergueu a katana e rapidamente a movimentou em direção à mulher:

John: Savanna! — gritou para impedir o ataque de Savanna.

Savanna parou a espada a milímetros do rosto da mãe de John:

Mãe: Filho, o que foi isso? Porque gritou? — Savanna deu uma leve risada. John a olhou atordoado.

John: O que? Ah sim. Era o nome de um chefão de um jogo que eu não consegui passar, desculpe. — suava frio

A anjo pulou da mesa e foi até John, dando leves tapas em seu ombro enquanto sorria e em seguida indo de volta para o quarto.

John seguiu Savanna e se sentou em sua cama:

Savanna: Viu só? A única coisa que a sua mãe pôde ver foi você gritando.

John: Eu achei que você ia matar a minha mãe!

Savanna: Se esqueceu da lista? Eu não poderia sequer machucar ela. Mas gostei da sua reação, foi bem engraçado. — deu uma leve risada.

John: Você poderia ter demonstrado isso sem quase cortar a cara da minha mãe!

Savanna: Calminha, calminha. Desse jeito foi mais divertido. Você deveria aprender a se divertir mais, sabia? — fez uma pausa. — E olhe a hora. Estou saindo. Então, aqui sua katana. — entregou-a para John. — E tchau. — Saiu voando pela janela.

"Ela deveria parar de entrar e sair do meu quarto tão de repente. Isso é quase uma invasão de privacidade"– pensava John.

~Continua~

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.