Two Fallen Destinies

8 Capítulo VII - O querer faz a força


Notas iniciais
Desculpem pela demora na postagem mas mesmo assim espero que gostem!!

John estava conversando com Lily, caminhando num ambiente calmo e agradável. Os dois estavam sorrindo, lembrando de seus momentos de infância. Como da vez em que Lily acidentalmente jogou sorvete na roupa de John ou quando no passeio escolar foram até o parque aquático no 5° ano. Tudo ao redor deles parecia feliz.

De repente, tudo se apaga e a escuridão começa a reinar, Lily é puxada pelas sombras enquanto tentava segurar a mão de John, a frase “É muito bom ter amigos como você” ficava ecoando até Lily desaparecer e só restar o vazio. John estava desesperado.

Acordou em sua cama num grito, olhando para os lados de seu quarto. Sua mãe foi até lá para saber o motivo do grito:

John: Não foi nada, apenas um pesadelo... – falou sonolento.

Mãe: Que pesadelo horrível não é mesmo? Sobre o que era? – perguntou preocupada.

John: Era... sobre uma amiga. Mas já estou bem. – não queria comentar sobre o pesadelo.

Mãe: Então se troque e depois venha tomar café da manhã. – jogou o uniforme de John na cama e desceu até a cozinha.

Assim que fez o que sua mãe havia lhe pedido, se despediu e caminhou até a escola, indo até a classe:

Kevin: E ai John! Como acha que foi nas provas? – perguntou quando viu John.

John: Ultimamente estou me preocupando com coisas piores. E desde quando você se importa com notas? – se sentou em sua carteira.

Kevin: Ei não pegue no meu pé. Eu sou um novo homem! Vou tentar fazer o meu melhor! – chegou mais perto. — As garotas não gostam muito de caras burros. — sussurrou.

Harry: Será que tudo o que faz é pelas garotas? Não me faça passar vergonha. – interrompeu a conversa chegando subitamente.

Kevin: Até mesmo um emo como você vai ter uma namorada algum dia. Eu tenho que me preparar para o meu dia... – Edward chegou na classe.

O homem se sentou na cadeira e começou a fazer a chamada, Lily foi pulada da lista, o que despertou a curiosidade de Kevin:

Kevin: Professor, você pulou a Lily!

Edward: Ela mudou de escola, não está mais na lista. – omitiu a morte de Lily. – Agora, comecemos a aula.

Kevin: Ouviu isso? Ela mudou de escola sem nem avisar a gente! E ainda tinha acabado de chegar de viagem. Ela te contou alguma coisa? – sussurrou para John.

John: Não, deve ter sido uma decisão repentina dos pais ou algo do tipo. – sua voz estava mais fria.

Harry: Algo me diz que você está triste.

John: Foi só um pesadelo, nada demais e...

Edward: Sem conversas. – disse interrompendo John. – Vocês terão que fazer um trabalho sobre a revolução francesa, eu formarei as duplas. – os alunos grunhiram em desapontamento, o professor começou a designar as duplas. – Kevin, você fica com Catarina e John, você fica com Betty. – Kevin ficou animado.

Kevin: Ouviu isso? Eu vou ficar com a gata da Catarina! Que sonho, vai ser o melhor trabalho de todos. Estou começando a gostar desse novo professor. – sussurrou enquanto olhava para a garota.

John: Sorte sua, vou ter que ficar com a... Betty – olhou para a garota que acenava alegremente para ele.

Kevin: Sinto muito por você, olha só essas espinhas e esse óculos, o cabelo horrível, o aparelho...

John: Já terminou? – ficou de mal humor. – O problema é que ela gosta de mim, tenho medo do que pode acontecer. – o professor mandou John se calar enquanto explicava como deveriam fazer o trabalho.

~~~~~~~~Algumas horas depois~~~~~~~~

John e seus dois amigos estavam no intervalo. Kevin estava observando Catarina, com aqueles cabelos longos e loiros e olhos azuis. Era a garota mais popular da classe. Betty se aproximava sorrateiramente para perto de John:

Betty: Oi John! Estou feliz de fazer o trabalho com você. Que tal você ir na minha casa no final de semana?

John: C-Certo, que horas posso ir?

Betty: Qualquer hora! – gritou – Quer dizer, a hora que você puder vir. – ficou envergonhada.

John: Vou passar ai 14:30, tudo bem?

Betty: Claro! – o sinal tocou e John saiu rapidamente de perto de Betty.

~~~~~~~~~~6 horas depois~~~~~~~~~~~~

Estava indo para Sengakuro com sua mochila pois Savanna tinha lhe aconselhado de anotar tudo o que Edward dissesse. Chegou na classe e sentou-se novamente ao lado de Heather.

Conversaram até Edward chegar, o que calou toda a classe:

Edward: Como comentamos na aula passada, há um fenômeno chamado Magnetismo de Energia, em que os visores manifestam sua energia, aumentando sua quantidade em seres comuns. Vocês aprenderam hoje nas Aulas Práticas a controlar isso, para evitar que demônios comecem a caçar as pessoas a sua volta. – fez uma pausa – Sigam-me até o Pátio de Treinamento. – o professor saiu da classe.

Os alunos o seguiram até chegar em uma longa sala fechada, em que podiam ser vistos vários postes de luz, daqueles usando velas, formando uma roda. Uma das extremidades da sala parecia algo como um camarote, com somente 3 metros de altura, rodeadas por cercas baixas de metal. Os alunos pararam nas extremidades e Edward logo se dirigiu ao centro, ficando no meio do círculo formado pelos postes, os alunos observavam o professor de cima:

Edward: Estes postes não são comuns, são postes que reagem a energia. Quando há grande manifestação de energia, elas acendem. – Edward acendeu os postes usando sua energia – Quando há pouca energia presente, elas apagam. – Apagou os postes. – Humanos comuns não conseguem acende-los pela sua pouca energia, mas visores o fazem com facilidade. A tarefa de vocês é faze-los apagarem, assim estarão controlando sua energia e fazendo-a parecer a de um humano comum. Controlar a energia é uma tarefa árdua e necessita de muita concentração. – fez uma pausa. – Agora, vou começar a chama-los até aqui.

Edward chamou os alunos por ordem alfabética. Quando foi a vez de Daves, se dirigiu até o centro dos postes que instantaneamente acenderam. Todos estavam o observando de cima. O garoto jogou um olhar de convencimento para John, que por sua vez não se importou.

Olhou os postes acesos ao seu redor, deu uma leve risada e estralou os dedos. Ao fazer isso todos eles se apagaram de uma só vez. O professor o elogiou e Daves voltou até os alunos.

Quando foi a vez de Heather, ao chegar nos postes, respirou profundamente e fechou os olhos. Depois de uns segundos, os postes apagaram um de cada vez. Voltou para perto de John, que a elogiou.

Depois de chamar vários alunos, foi a vez de John. Os postes se acenderam, John olhou para os alunos, Heather estava sorrindo. O garoto se concentrou, fechou os olhos enquanto pensava:

“Minha motivação. Qual seria? Proteger os amigos? Não, isso é pouco demais. Nesse momento alguém está morrendo por causa dos demônios, não posso deixar que isso aconteça, não posso deixar que as pessoas percam suas famílias e seus amigos só por um desejo egoísta de Hornus! Minha motivação é.... sempre tentar salvar qualquer pessoa, sempre tentar fazer o meu melhor. Não posso deixar que essa chacina continue!”

Abriu seus olhos e usou sua motivação, pensando com força no que queria, em Lily, e nas vidas que um dia salvaria. Ele conseguiu controlar sua energia, apagando todos os postes de uma única vez.

Voltou para junto de Heather e Daves preferiu ficar calado naquele momento. Edward continuou chamando os alunos para o teste. Assim que terminou, voltou a classe seguido dos alunos.

Havia uma vela acesa em cima de todas as carteiras das classe, os alunos se sentaram com dúvidas do motivo da vela estar lá:

Edward: Essas velas em suas carteiras são versões menores dos postes de hoje. Apesar de termos saído do pátio, a tarefa de vocês ainda não terminou. Vão leva-las para casa e treinar o suficiente até que controlar as suas energias seja algo natural e não precise de esforços. E mais importante, não quero ver nenhuma vela acesa até terminarmos a aula. – todas as velas foram instantaneamente apagadas pelos alunos usando suas energias.

~~~~~~~~~~~~1 Hora depois~~~~~~~~~~

Assim que a aula acabou, John foi novamente a antiga sala, onde se encontrava o tubo e o demônio. Sentou-se novamente a frente dele, ainda sem conseguir enxerga-lo.

Se concentrou fechando lentamente os olhos:
“Vamos, eu consigo. Eu preciso ver demônios, preciso acabar com eles, preciso proteger as pessoas. Eu poderia ter salvado Lily, não vou deixar que isso aconteça de novo.” – pensou com todas as suas forças.

Ficou alguns segundos mentalizando sua motivação até abrir lentamente seus olhos. Pode ver um ser negro e com olhos vermelhos urrando e batendo com força no vidro. Ficou muito animado, finalmente conseguia vê-los.

Foi até o refeitório para contar sua conquista a Heather, que ficou muito feliz com a notícia.

Enquanto isso no céu, Savanna estava em seu quarto, entediada. Não havia nenhum serviço a fazer naquele dia. Decidiu então descer até a Terra e visitar John, mas não deixaria Cedric, seu irmão, sair de casa sozinho, depois do que tinha ocorrido.

Foi até o quarto do garoto e abriu a porta delicadamente pois em baixo havia uma corda colocada por ele, uma das milhares de armadilhas que Cedric fazia com sua irmã. Savanna tomou cuidado para não tropeçar na corda:

Cedric: O que está fazendo aqui? Vai me encher o saco de novo? – falou deitado em sua cama.

Savanna: Só vim aqui para pegar uma coisa... – mexeu na gaveta de Cedric e pegou uma chave. – Não se importa se eu ficar com sua chave reserva não é mesmo?

Cedric: Ah não vai mesmo! Não vou ficar trancado aqui em casa! – foi correndo atrás de Savanna.

Savanna pulou a corda e desceu rapidamente as escadas. Cedric com sua pressa se esqueceu completamente de sua armadilha. Tropeçou na corda caindo no chão.

A corda puxou uma alavanca, que por sua vez fez um carrinho andar até parar em um botão, ativando uma catapulta e lançando uma bola de gude até um robô de brinquedo segurando uma pequena tesoura, o robô começou a andar até cortar outra corda, que finalmente fez com que uma marreta presa na parede acima da porta fosse na direção de Cedric ainda no chão, colidindo com ele. A força da marreta foi o suficiente para o garoto descer escada abaixo. Assim que chegou no último degrau, Savanna estava o observando com um sorriso no rosto:

Savanna: Acho que já vou indo. Adeus Cedric. – pegou um guarda-chuva e abriu a porta.

Ao sair de casa, abriu o guarda-chuva e instantaneamente uma lata de tinta branca que estava presa sobre a porta caiu sobre ele, deixando Savanna intacta. Era outra armadilha de Cedric. Savanna trancou a porta com a chave e fechou o guarda-chuva:
“Ele pensa que me engana! Acho que alguém precisa inovar as ideias.” – deu uma risada.

Abriu as asas e voou até o portal, indo para a Terra.

~~~~~~~~~~~~alguns minutos depois~~~~~~~~~~

John já estava em seu quarto, ainda muito alegre por sua conquista, mal sabia como agradecer Edward pela sua incrível dica. Estava segurando a vela que foi entregue aos alunos. Toda vez que ela acendia, John olhava fixamente para ela até apagar. Fez isso a todo momento, queria dar o seu máximo para se tornar um grande visor.

John ouviu algo batendo a janela, quando abriu, era Savanna, que entrou rapidamente em seu quarto.

John começou a contar sobre sua motivação, a dica que recebeu de Edward e de como as coisas estavam começando a dar certo. Savanna estava ouvindo atentamente, enquanto mordia uma barra de chocolate. Ela ficou feliz por John, esse era o primeiro passo de uma grande aventura que John viveria.

~Continua~