Two Crowns
47 Capítulo XLVI
Notas iniciais
Joguei o travesseiro contra a parede, tentando pensar em uma solução. Estava morta de raiva, mas não queria perder Caleb. Precisava contar para ele, mas não queria colocar o fardo em seus ombros. Queria decidir a elite, mas não podia fazê-lo sem antes consultar Alexa e meu escolhido. Eu estava tão perdida quanto destruída. Meu coração havia tomado uns belos tiros, e daqui a pouco seria apenas gelo, se continuasse daquela maneira.
Foi quando meu olhar parou no guarda roupa, e lembrei de uma peça chave importante que eu estava esquecendo.
Fui até ele, então abrindo tudo e pegando o diário.
Me sentei no sofá mais próximo, abrindo o diário e vendo as fotos caírem no chão, mas deixei elas ali, queria ver a frase. O que ele tinha escrito.
Abri a última frase.
Quando se nasce uma rainha, ninguém pode tirar sua coroa. Quando se nasce incrível, ninguém poderá mudar isso. É isso que você é. Incrível. — C. V.
Foi como tomar o tiro fatal.
Fiquei encarando a frase por bons minutos, tentando pensar em uma solução. Uma boa solução.
Eu não tinha tempo. Não tinha cabeça. Não tinha nada, e precisava de tudo isso. Me abaixei, pegando as fotos e encarando elas. Eram as fotos que eu tinha com os últimos príncipes, e os que eu mais tinha ligação dentro da elite. Encarei minha foto e de Caleb, sentindo meu coração apertar.
Eu não queria me casar com Dimitri. Eu não queria me casar com Arthur. Eu não queria me casar com ninguém menos que Caleb, o problema é que eu não sabia como mostrar isso, muito menos como fazer isso acontecer. Supostamente, é o homem que pede a mulher em casamento — principalmente dentro da realeza — , e para que eu pedisse, as coisas iam se inverter de mais e eu podia tomar um não além de ele poder ficar muito puto e querer me matar e... Respirei fundo, parando meus pensamentos.
Ok. Eu conseguia tomar uma decisão sábia.
E o faria. Amanhã.
Hoje, eu iria cavalgar e resolver alguns projetos de Illéa.
Coloquei minha roupa de equitação, traçando linhas pelo meu cabelo e então formando uma trança, amarrando sua ponta e pegando meu capacete de equitação. Parei em minha escrivaninha, analisando uma foto minha e de um dos príncipes que mais tinha me ajudado.
O melhor amigo de Caleb Vermont, e futuro marido de minha irmã gêmea.
Talvez eu devesse falar com Matheo, apesar de tudo, ele sempre tinha dado alguns ótimos conselhos — quando não se tratava de si próprio.
Desviei-me de meu percurso inicial, seguindo pelo corredor do segundo andar, que agora estava muito mais vazio do que o início da seleção, e eu realmente entendia como minha mãe tinha se sentido nos seus últimos dias da seleção. Era tudo tão silencioso, tudo tão enorme... Bati três vezes na porta do quarto de Matheo, não recebendo resposta. Ela estava aberta. Empurrei a porta levemente, vendo o mesmo encostado em sua varanda, analisando a vista. Ele tinha um sorriso impecável no rosto.
Sorri com a visão, então fechando a porta, fazendo com que o mesmo me notasse.
— Ah, Rose. — Abri um sorriso verdadeiro para ele, então caminhando até a varanda e parando ao seu lado, olhando a vista de Angeles. — Diga-me, à que devo sua presença? Você não deveria estar em um encontro com Ivanov? Ou com Vermont?
— Não, na realidade. Não tenho nenhum encontro marcado para essa semana. Todos os encontros são feitos em cima da hora, sabe como é. — Matheo abriu um sorriso brincalhão. — Não sei o que fazer, Matheo. Eu disse coisas muito... não sei feias, mas... Eu não soube me expressar e agora eu magoei Caleb, e eu nem sequer consegui admitir para ele onde eu fui, muito menos porque eu não convidei-o para vir comigo. Eu sei que isso magoa ele, me magoaria. É como se...
— Como se você não se importasse com ele, mas na realidade se importa? — Matheo abriu um sorriso malicioso, bagunçando minha trança. — Finalmente, pirralha. — Rangi os dentes, é claro que a reação dele seria essa. — Aliás, demorou, mesmo. Você está uns dois meses atrasada com seu coração.
Revirei os olhos para ele.
— Não sei o que dizer para ele.
— Que tal a verdade? — Ele abriu um sorriso brilhante. — Ele nunca vai poder saber o seu lado se você não compartilhá-lo.
Concordei com a cabeça, retorcendo meus dedos.
— Acho que ele não vai aceitar. Nossa briga...
— Todo casal tem uma briga, e... bom, se ele não aceitar, você tentou, ao menos. Ivanov sempre vai estar como segunda opção.
Passei meus dedos pelas pontas soltas de meu cabelo.
— Não acho justo fazer isso com ele. Não posso me casar com ele quando meu coração não é dele, Delacroix.
— Você não tem escolha, Rose. — Ele colocou as mãos em meus ombros. — Eu sou o herdeiro da Suíça, e, apesar de tudo, Illéa é sua. Isso significa que na sua vida, eventualmente, você vai precisar se casar. Se você sair dessa seleção sem nenhum noivo, vai causar um alarde que Illéa não está preparada.
Concordei com a cabeça, minha mente juntando peças que eu não deveria me preocupar naquele momento.
Encarei Matheo, arregalando os olhos.
— É isso, alarde! — Abracei ele, então me virando e caminhando rapidamente pelo quarto.
— Rose! — Matheo me chamou, me fazendo parar na porta de seu quarto, ele me encarava confuso.
— Você vai entender. — E me virei, saindo correndo e correndo diretamente até o gabinete de meu pai.
Abri a porta, vendo o mesmo andar de um lado para o outro, lendo o que parecia sua agenda. Ele levantou o olhar, parando e me encarando.
— O que foi, Rose?
— Acho que tenho a solução para a quebra de castas. A quebra total, pai.
Ele levantou as sobrancelhas para mim.
— E qual seria?
— Alarde. — Maxon me encarou, confuso. — Illéa não tem um choque do que realmente está acontecendo. Que tal nós mostrarmos o que está acontecendo? Os antigos oito desempregados, os atuais dois com tudo sobrando. Podemos mostrar, podemos dar nosso exemplo. Doações diárias de comida vindas do palácio, redistribuição de mantimentos...
— Não temos verbas para isso.
Levantei minha mão, negando com a cabeça.
— Eu não quero saber de verbas, independentemente de com quem eu me casar, teremos um apoio financeiro. Precisamos de algo bom, e eu quero fazer desse o primeiro projeto para quando eu subir no trono, Maxon. O que você acha?
Meu pai me encarava, sorrindo.
Ele aumentou ainda mais o sorriso antes de me responder.
— Eu acho que você deveria trabalhar nisso, e falar com seu escolhido, que, a propósito, é...?
Fechei a boca.
— Estou num momento complicado.
Ele concordou, contendo a risada.
— Seis dias, Rosemarie.
— Cinco dias, vinte e três horas e cinquenta e nove minutos, eu sei.
Abri um sorriso verdadeiro para ele.
— Vou cavalgar e espairecer as ideias, ainda hoje devo lhe trazer uma solução. Não sei se do meu casamento ou da fome, mas uma das duas eu lhe trarei.
Ele concordou com a cabeça, mantendo um sorriso no rosto.
— Independentemente de que decisão você tome, Rosemarie, eu estou orgulhoso de você.
Abri um sorriso tranquilo, abaixando a cabeça num cumprimento e me virando, saindo de seu
gabinete.
Eu esperava que, independente de minha escolha, ele mantivesse o orgulho de mim em mente. Parei uma empregada no meio do corredor.
— Você poderia pedir para o príncipe Ivanov me encontrar na metade da tarde nos jardins leste?
Ela concordou com a cabeça, me cumprimentando antes de se virar e seguir para fazer o que deveria.
Soltei o peso de meus ombros, seguindo até a estrebaria e então já me vendo, minutos depois, correr pelo campo.
Parei, quase meia hora depois, no meio do campo, abrindo meu colar e analisando a foto.
Estava na hora de ser tão determinada quanto o olhar que a garotinha da foto tinha.
Estava na hora de assumir minhas responsabilidades, incluindo a seleção.
Voltei o cavalo, então parando no meio do campo e encarando em volta, me sentindo observada.
Dei um giro completo à volta, avaliando tudo, meus guardas ficando tensos. Não havia nada.
Deixei o cavalo para trás, subindo, ansiosa até o castelo e meu quarto. Analisei todas as pastas de documentos que tinha em meu quarto antes de descer para o almoço. A mesa era bem menor, mas também parecia mais acolhedora.
Encarei os príncipes almoçando, então vendo Caleb me encarando.
Sustentamos o olhar por um bom tempo, nenhum dos dois ousando quebrar a teimosia. Só parei quando senti a mão de Alexa em meu antebraço. Encarei minha irmã, a mesma que levantava as sobrancelhas levemente para mim.
Ok. Tudo bem.
Terminei de almoçar, comendo a sobremesa antes de ver meu pai se levantar, se despedindo dos príncipes e seguindo para fora.
Fui a segunda a me levantar, saindo dali rapidamente e subindo até um quarto, deixando para trás a coroa de princesa. Passei as unhas pelos móveis, sentindo sua textura. Encarei minha cama, sentindo as lembranças em meu próprio corpo.
Tudo bem, eu precisava parar de pensar naquilo.
Resolvi alguns problemas em minha teoria de erradicação das castas (e da fome), então, duas horas após isso, ouvindo três batidas com ritmo em minha porta. Abri ela, vendo Gabe me encarar.
— Ivanov está te esperando nos degraus abaixo, Schreave. Devo mandar ele para aquele lugar? — Abri um sorriso brincalhão.
— Não, Gabe, vou conversar com ele sobre minha escolha.
— E você já conversou com a escolha?
— Estou tentando ignorar a escolha.
Gabe revirou os olhos para mim, mas beijou minha testa e me acompanhou até o último degrau da escada.
— Cuide bem dela, camarada. — A voz de Gabe não era nada amigável. Dimitri apenas abriu um sorriso fraco, passando o braço pelo meu e começando a caminhar comigo até o primeiro andar, onde fomos até o jardim.
Dimitri e eu caminhamos em silêncio até chegarmos no jardim.
— Então... — Soltei um suspiro, me afastando levemente dele, encarando-o frente a frente. — Eu tive que tomar uma decisão. E, caramba, eu queria poder ter tido a chance de conhecê-lo mais, Dimka — brinquei com o apelido que sua mãe havia lhe chamado pelo telefone —, mas...
— É Caleb, não é? — Ele sorriu, brincalhão. — Está em seu olhar, Roza. Não tem onde mudar isso. Por mais que eu gostaria de ver você ao meu lado na Rússia, você merece um amor verdadeiro — eu não tinha tanta certeza quanto à merecer, é claro.
Concordei com a cabeça, girando uma pulseira fina de prata que usava em meu pulso esquerdo.
— Eu preciso saber se você quer se manter como minha segunda opção ou não. — Ele me encarou por um segundo antes de negar.
— Não posso, Schreave. Eu gosto de você, e se você me desse a chance, eu tentaria fazê-la a mulher mais feliz do mundo, mas não posso ser uma segunda opção ou tentar forçá-la a sentir algo por mim quando você não sentirá. — Concordei com a cabeça. — Odiaria que fizessem isso comigo. — Abracei ele, apoiando minha cabeça em seu ombro.
— Obrigada.
Ele riu, apertando minha cintura num abraço apertado.
— De nada, mas eu recomendo você correr, nós dois sabemos que Caleb é teimoso e que ele, provavelmente, está indo à nado para a França nesse momento.
Revirei os olhos para Dimitri, me afastando, mas não pude deixar de sorrir.
— Obrigada, de novo.
Ele deu de ombros.
— Não é porque não vamos nos casar que não podemos ter uma relação, Rosemarie. Eu quero ser seu amigo, mais do que um aliado de países.
Meu sorriso espelhou o dele.
— Então somos dois. Obrigada.
Ele concordou com a cabeça, beijando minha mão num gesto formal e piscando.
— Roza.
Mordi minha boca, então o cumprimentando e o deixando ali. Fui parada no meio do caminho pelo chefe da guarda, tio Aspen.
— Graças a Deus, Rosemarie. Sua irmã está na enfermaria.
— O quê? — Minha voz subiu pelo menos dois níveis. — O que aconteceu?
— Ainda não sabemos, isso acabou de acontecer, ela ainda está inconsciente. Ela desmaiou enquanto treinava com o Sr. Gravesen.
Por Deus...
Fui até a enfermaria, vendo Alexa deitada, inconsciente, numa maca. Hudson trabalhava eficientemente, mas era complicado, Alexa já estava no soro e mesmo assim ainda não estava reagindo.
Fiquei ali por alguns minutos antes de desistir, vendo que ela retomava ao seu normal, e voltei até o segundo andar.
Eu precisava resolver aquilo.
Parei em frente a porta do quarto de Caleb, vendo que estava entreaberta. Respirei fundo antes de empurrar ela de leve, vendo o mesmo socando roupas e mais roupas dentro de duas malas. Ele socava as roupas com força, tanta força que eu fiquei tentada a dar meia volta e fingir que aquilo nunca tinha acontecido.
Mas eu não o fiz. Eu tinha que encarar minhas decisões, e de preferência com responsabilidade.
Bati uma vez na porta, fazendo-o levantar o olhar e me encarar, praticamente tomando um susto ao me ver ali.
— Veio me dispensar, Schreave? Se sim, saiba que o fiz antes.
Um gosto amargo se formou em minha boca.
— Eu vi o que você escreveu no meu diário. Aquilo é mentira? — Caleb parou completamente, abrindo a boca e fechando-a.
— Não sei. Me diga você. — Ele finalmente parou, arrumando a postura.
Bufei, tentando não me irritar. Eu não podia perder a cabeça perto do que tinha que falar com ele.
— Eu acredito que naquele momento não tenha sido mentira. Agora, não sei dizer. — Fechei a porta, encostando-a e me encostando nela. — Eu fui matar o líder dos sulistas, Caleb.
Ele cruzou o quarto em dois segundos, me prensando contra a porta.
— Você foi o que? — Levantei as sobrancelhas, suas duas mãos apertavam meus braços com força, seu olhar de raiva e preocupado ao mesmo tempo chegava a me deixar claustrofóbica. Ele afrouxou o aperto. — Rosemarie.
— É. Foi por isso que eu sumi. Encontramos ele.
— Por que diabos você não me levou junto?
— Porque eu ainda não tinha decidido, Caleb! Eu queria ter certeza de que não destruiria a sua vida ou qualquer outra coisa levando-o junto comigo. E, além do mais, você me fez a pergunta. Se nós dois fôssemos companheiros, o que eu teria feito, não é? Se eu teria contado pra você. — Ele concordou, se afastando e se virando, passando a mão pela barba rala que começava a se mostrar. — Caleb, olhe para mim. — Ele se virou, cada vez mais puto. — Eu teria pedido para você ir comigo, droga! Tudo o que eu mais queria era poder abraça-lo depois do que eu fiz.
— E porque diabos não fez, caralho? Por que você simplesmente apagou os sentimentos?
— Porque eu acreditava que você não queria! — Fechei os olhos. — Eu não sou um gênio como Alexa, Caleb, eu sequer tenho a cabeça dela. Você sabe que eu não consigo descobrir o que você sente, sou péssima quanto à sentimentos comigo.
Ele negou com a cabeça, incrédulo.
— Você não faz ideia. — Ele bufou, rindo, ainda incrédulo.
— O quê? — Ele negou com a cabeça.
— Primeiro você. Imagino que não tenha vindo aqui para discutir sobre o que leu no diário.
— Não, eu não vim só para isso. — Ele concordou, passando o dedo nos lábios. — Eu tenho um prazo final. Aproximadamente cinco dias e dezoito horas agora. Eu já escolhi. — Ele concordou, cauteloso. — Até antes do natal teríamos que tomar nossas decisões, foi por isso que convidei seus pais para virem para cá.
— Assim como os do Ivanov. — Concordei com a cabeça.
— A diferença, Caleb, é que eu não dei nenhuma esperança de casamento para eles. — Ele concordou lentamente, me encarando. — Me diga, você um dia seria capaz de perdoar alguém depois de tudo o que eu já te fiz? Depois de ter mentido e omitido coisas? — Ele me encarou, analisando a questão.
— Eu não tenho o que perdoar, Rose, eu não consigo te odiar, é isso que me dá mais raiva.
Encarei ele, concordando.
— Ok e... se nós nos casássemos, você seria capaz de aliviar na cama? — Ele conteve a risada numa mordida clara dos lábios. Ele concordou com a cabeça, incapaz de falar. — Hm... certo.
— Então, e Ivanov? Por que você não se casa com ele?
Dei de ombros.
— Eu saí de um encontro agora mesmo com ele, eu o dispensei.
Caleb me encarava, em choque.
— Mesmo sem saber se eu vou aceitar ou não? — Concordei com a cabeça, dando de ombros. Ele revirou os olhos, caminhando pelo quarto e analisando sua escrivaninha, assim como a vista de sua varanda. — Você me ama, Rose?
Encarei ele, analisando a pergunta.
— Eu jurei para mim mesma que jamais mentiria para você, e não posso fazer isso agora, também. — Falei, lentamente. — Meu maior medo da seleção era me casar com alguém que eu não amava, e eu não tenho mais esse medo. — Forcei meu cérebro. — Je suppose que cela répond à votre question.
Caleb me encarava, incrédulo.
— Você andou estudando.
Concordei com a cabeça.
— Andei trabalhando, também.
Ele revirou os olhos, então abrindo uma gaveta ao seu lado e tirando uma caixinha de veludo vermelha.
— Não diga não, ok? — Ele provocou, abrindo um sorriso brincalhão. — Vai ser uma merda ter meu coração partido.
Revirei os olhos para ele, enquanto o mesmo se abaixava na minha frente e ajoelhava-se com uma só perna.
— Rosemarie Annabelle Schreave, você aceita se casar comigo?
— Se eu disser que não, você vai ficar muito chateado? — Provoquei, com ele revirando os olhos. — É claro que sim, Vermont, você já demorou de mais.
Ele me pegou pela cintura, segurando a caixinha com uma mão e me virando. Ele me colocou no chão, então colocando o anel em meu dedo.
Foi quando ele me encarou.
— Agora, por favor, Schreave, sem mais segredos.
Mordi o lábio.
— Bom, quanto à isso... — ele levantou as sobrancelhas, esperando pelo pior. — É bom começarmos a planejar quem das duas irmãs vai se casar primeiro. — Ele revirou os olhos para mim, me empurrando contra a cama e me deixando nela, subindo por cima.
— Puta merda, Rose, você não tem noção do quanto eu esperei pra sentir isso.
Passei a mão pelos seus braços, sorrindo para ele ao encará-lo novamente.
— Eu não sou a herdeira.
Ele riu fracamente.
— Você sabe que eu sei. — Dei de ombros. — E eu não me importo. Desde o momento em que notei quem você era, eu jamais me importei. Você sabe disso.
Concordei com a cabeça, puxando-o para um beijo, então abraçando-o. Senti minha boca tremer.
Ele também sentiu algo errado.
— Rose, o que foi? — Encarei ele, meus olhos cheios de lágrimas.
— Eu não sei se deveria ter matado aquele homem.
— Ele merecia.
— Não muda o fato do que eu fiz.
Caleb me encarou, segurando meu rosto com as duas mãos e me beijando.
— Não muda, também, quem você é. Você fez isso porque ele foi merecedor, além de você ter erradicado os sulistas.
Encarei ele, tentando acreditar naquilo. Concordei com a cabeça após alguns instantes.
Foi quando abri um sorriso brincalhão.
— Acredito que o aviso oficial deva se fazer no próximo jornal oficial de Illéa.
Caleb abriu um sorriso malicioso.
— Ah... o natal. — Sua boca foi contra a minha, suas mãos descendo de meu rosto até minha cintura. — Temos bastante tempo até ele.
Concordei com a cabeça, sentindo sua mão passear pela minha cintura.
Bastante tempo era um mero elogio.
Fale com o autor