Notas iniciais
Olá pessoinhas, como estão? Cá estou eu, Drama Queen. Queria agradecer muito pelos comentários que recebemos (inclusive de ex-leitores fantasmas), e é por isso que publicamos mais cedo essa semana! Quero dizer, se a falta de comentários leva ao atraso, nada mais justo de adiantarmos alguns quando vocês comentam, certo? Espero que gostem — Drama Queen

Quando os remédios pararam de fazer efeito, ainda era noite. Eu me esqueci de que os tomara às duas horas, então meu cérebro levou algum tempo para compreender que não eram quatro da manhã, e sim, dez da noite. Olhei para o criado mudo, e não encontrei os remédios por lá: apenas cartelas vazias. Quase caí da cama quando virei para o outro lado e vi minha irmã. Ela provavelmente falara comigo enquanto eu dormia, e por tal razão, não me lembrava de nada.

Levantei-me da cama e peguei um edredom no guarda-roupa. Delicadamente cobri Rose, e, a julgar pelo sono pesado, mesmo com todos os recentes acontecimentos, ela tomara algum dos meus remédios também. Acendi a lareira, e por um longo momento, deixei-me perder em devaneios, sonhos e esperanças. Vivos ou perdidos. Não importava. Só precisava deixar de lado a realidade que me cercava.

Com dificuldade, coloquei uma blusa de moletom. As cortinas pesadas não eram capazes de conter a brisa gelada do outono de Angeles do lado de fora das janelas, quebradas na rebelião. Calcei um par de tênis, o mesmo que Matheo me dera na noite anterior, e desci as escadas, observando o rastro de destruição. Em pouco mais de seis horas, os empregados limparam todo o palácio. Nada de corpos, nada de sangue. Apenas o cheiro de alvejante e os buracos nas paredes, que já eram tapados por uma dezena de pedreiros contratados de última hora.

Cicatrizes.

— Senhorita Alexandra? — Nicholas DanBrook se aproximou de mim. — Perdão por atrapalhá-la, mas creio que precisamos conversar.

— Claro, senhor DanBrook. — sorri, indo até seu quarto.

— Imagino que já saiba o motivo dessa conversa. — ele pigarreou, indicando para que eu me sentasse. Não o fiz. — Sei que, teoricamente, não podemos ir embora por nossas próprias vontades, mas peço que o permita. Essa invasão... Essas mortes... Eu... Eu não sei se é sob essa ameaça que quero viver o resto de minha vida.

— Eu lhe dou razão, não se preocupe. — sorri. — Foi muito bom conhecer o senhor, mas entendo sua decisão de querer sair da competição. Sinta-se à vontade.

— Muito obrigado, Vossa Alteza. — ele sorriu com meu muxoxo. — Alexa.

Deixei-o a sós para que pudesse arrumar sua mala. Não o culpava pela decisão. Muito pelo contrário, entendia-a perfeitamente. Meu coração se apertou ao pensar que eu poderia ter fugido de tudo isso. Que eu poderia ter fugido com Matheo para qualquer lugar no mundo. E então ele não estaria em um coma induzido.

Olhei ao meu redor, procurando por qualquer indício de atividade dos outros príncipes. Estariam dormindo? Jantando? Eu não sabia. Aproximei-me do quarto de Daniel e encostei a orelha à porta, apenas por tempo o suficiente para que eu pudesse ouvir um virar de páginas. Bati levemente à porta, e momentos depois ela de abriu. O italiano estava do outro lado e deu um sorriso tímido ao me ver.

— Olha só quem acordou. — ele brincou, permitindo que eu entrasse. Abraçou-me delicadamente, como se tivesse medo de me machucar. — Você foi uma heroína, Alexandra.

— Não me sinto como uma. — clichê, eu sei, mas foi o que saiu. — Eu me sinto como se tivesse usado tanta heroína que nada mais parece fazer sentido.

— Bobinha. — Daniel brincou com meus cabelos, puxando-me para a cama. A luz em seu abajur era apenas o suficiente para que eu pudesse ver seus contornos ao meu lado. — Como você está?

— Só uns arranhões. — olhei para o teto. Repentinamente, todas as míseras elevações do gesso pareciam interessantes.

— Não foi isso o que perguntei, Alexandra. — Daniel apoiou-se nos cotovelos, fitando meus olhos marejados.

— Eu estou bem. — de fato, realmente estava. Estar bem não é sinônimo de estar feliz. — Preocupada com Rosemarie. Com meus pais. Com vocês. Não consigo simplesmente não acreditar que é tudo culpa minha. Se eu não tivesse nascido... Você sabe... Os rebeldes caçavam as sucessoras.

— Você não pode se culpar por tudo que ocorre dentro ou fora desse palácio, Alexandra. — o italiano beijou minha testa e voltou a se deitar, puxando-me para seu peito. — Nada disso é culpa sua.

— Doze guardas morreram. Minha professora morreu. Gabriel está cego. Meu professor de música está em coma. Um príncipe está em coma. — suspirei, desenhando formas aleatórias em seu peito, com meus dedos. — Não consigo achar que não seja culpa minha.

— Todos sabíamos os riscos. E eu tenho certeza absoluta de que os números só não são maiores por sua causa. — Daniel acariciou meu cabelo. — Quantos teriam morrido queimados? Vinte? Trinta? Quantos feridos teriam sangrado até a morte se não tivesse feito os primeiros socorros?

— Eu só... — suspirei, deixando que as lágrimas corressem por meu corpo.

— Eu sei. — ele concordou. — Vá comer algo, Alexandra. Você deve estar faminta.

— Sim, talvez seja melhor.

Quando saí do quarto de Daniel, o cheiro de comida feita na hora me tomou em cheio. Não eram aquelas carnes todas requintadas, ou os pães que levavam eternidades para serem assados, não. Era cheiro de massa. Macarrão à bolonhesa, mais especificamente. Fui até a cozinha, esquivando-me da massa fresca nas paredes, e me deparei com um clima de ânimo total. Como poderiam estar felizes? Eu não entendia.

A primeira a vir em minha direção foi Lorena. Ela tinha uma expressão assustada, como se minha presença no lugar fosse implicar problemas sérios para ela. A criada trazia o prato em mãos e a bandeja que encontrou no meio do caminho até mim, sempre com os olhos arregalados.

— Vossa Alteza, eu... — gaguejou. — Perdão pela demora, nós já estávamos levando, mas não tivemos tempo para preparar tudo antes das nove, como o previsto, e...

— Acalme-se. — sorri, cortando-a. — Vou comer por aqui, se não se importarem. — ela acenou positivamente com a cabeça, seus ombros relaxando um pouco. — Será que poderia fazer o prato de Rosemarie quando eu terminar? Ela está em meu quarto, não quer que ninguém a atormente por lá, mas não a deixarei sem que se alimente.

— Mas é claro, senhora.

De fato, a comida estava maravilhosa. Tinha o gosto caseiro das comidas que vovó costumava preparar para a gente antes de envelhecer tanto. Eu, que nem estava com fome, até mesmo tirei o segundo prato, o que impressionou alguns dos criados que sempre me viram comer o mínimo possível. Aquele momento, contudo, não era para dietas.

Lorena preparou a bandeja de jantar de Rose, e eu a levei até o quarto. Minha irmã ainda tinha um sono profundo, e se o remédio agisse nela tão bem quanto em mim — o que era muito possível, considerando que somos gêmeas —, ela se alimentaria e nem se lembraria disso no dia seguinte.

Chamei-a duas vezes e ela logo se sentou, de olhos fechados. Como imaginado, Rosemarie também era sonâmbula quando o assunto são calmantes. Sentei-me ao seu lado, com a bandeja no colo e pedi que abrisse a boca. Depois de um tempo minha irmã já havia comido quase todo o jantar. Coloquei o restante aos pés da cama e voltei a cobri-la, deitando ao seu lado.

Eu não tinha mais remédios.

Durante uma hora e meia, não consegui pregar os olhos. Sabia que deveria, mas aquilo parecia impossível. Como descansar diante da situação vivida? Eu não conseguiria. Saí do quarto, levando o prato como pretexto para estar fora da cama, e o deixei na cozinha. Queria sair do castelo. Nadar, atirar, lutar... Qualquer coisa. Pela primeira vez em dezoito anos, senti-me sufocada pelas paredes grossas e vidros à prova de balas.

Subi até a biblioteca, mas nem mesmo os livros conseguiam acalmar essa inquietação em meu peito. Tentei ler odos os gêneros, em todas as línguas, mas nem mesmo Romeu e Julieta, em inglês arcaico, foi o suficiente para me manter longe da realidade por muito tempo: no momento que os protagonistas deram seu primeiro beijo e eu me lembrei do fim da história, não contive as lágrimas.

Passei quase uma hora inteira chorando no meio dos livros. Meus soluços provavelmente ecoariam pelo palácio inteiro, se eu não tivesse fechado a porta. Porque tudo tinha que ser tão... Injusto? Eu sentia um desejo extremo de vingança. Queria torturar um por um os rebeldes mandantes. Sim, os mandantes. Não os peões que vieram nessa missão suicida, mas aqueles que permaneceram sentados em suas poltronas confortáveis e dormiram sem remorso por terem sentenciado à morte dezenas de verdadeiros credores no propósito da rebelião.

Queria ter minhas mãos em seus pescoços. Um segundo de asfixia para cada um a quem eles fizeram mal. Doze segundos para os guardas que morreram. Vinte para os que ficaram sufocando entre as chamas. Um pelo namorado de minha irmã. Oito para os príncipes que ficaram reclusos no abrigo, sem saber o que acontecia do lado de fora. Três pela minha família. Um por Silvia. Quarenta ou cinquenta pelas famílias dos mortos. Um por Gabe. E um por Matheo.

Quando faltasse o ar em seus pulmões, eu lhes permitiria um suspiro de esperança, apenas para recomeçar a contagem. E eu faria implorá-los pela própria morte, contudo isso não aconteceria tão cedo. Antes, eu arrancaria suas unhas, uma a uma. Deixá-los-ia definhar por semanas, apenas com a água e comida o suficiente para permanecerem vivos. Cortaria os dedos, deslocaria suas articulações e finalmente os serraria em pedaços, ainda vivos. E faria suas famílias assistirem a tudo isso.

Faria Illéa inteira assistir a tudo isso, para que, por gerações, ninguém desafiasse o poder real novamente. Maxon estava sendo bom demais para o país. Eu não seria uma rainha tão clemente.

Desci até a enfermaria, e fiquei alguns minutos na porta, pensando se devia ou não entrar. Levei a mão à maçaneta, e alguém abriu a porta antes que eu o fizesse. Levei um susto e quase caí para trás, mas as mãos pequenas e delicadas em meu braço restauraram meu equilíbrio.

— Astra, — abracei minha prima, com força. — o que faz aqui? Não é seguro, nós nem sabemos ao certo se outra invasão...

— Alexa. — ela me cortou. — Muito bom ver você, também. De qualquer forma, tia May pediu para que eu viesse. Estavam precisando de enfermeiras aqui.

— Espere... Tia May está aqui também? — comecei a surtar. — Santo Deus, quando ela chegou?

— Essa madrugada. Umas cinco e meia. — a garota comentou. — Ela ia chegar mais tarde. Foi uma sorte que o piloto já tivesse compromisso mais tarde, fazendo-a chegar mais cedo.

— Definitivamente. — suspirei. — E seus pais, tio Gerad, e a vovó?

— Todos bem. — ela sorriu, aliviada. — Estávamos todas na casa de tio Gerad quando aconteceu. A casa da nossa avó está toda revirada, tio Maxon já pediu que alterassem e aprimorassem todo o sistema de segurança da casa, então eles devem voltar amanhã ou depois. Eu vou ficar aqui com tia May. Não consigo simplesmente não ajudar.

— Entendo exatamente como se sente. — cruzei os braços, mudando o peso de perna. — Como eles estão? — indiquei para o interior da enfermaria. Estava escuro, então eu não poderia nem mesmo dizer se havia alguém ali.

— Bom... — ela suspirou. — O soldado Leger está bem. Infelizmente, teve as córneas arranhadas. Poderia ser muito pior, sabe? Ele só precisa de um transplante, e nem é tão difícil conseguir um. Não para vocês. Archbald e Delacroix, porém, não apresentaram melhoras até agora. Você fez um belo trabalho de extração das balas e contenção do sangramento, mas foram machucados muito severos, Alexa. É uma surpresa que ainda estejam vivos.

— Estão em coma? — pigarreei, e ela concordou com a cabeça.

— Daremos o tempo necessário no medicamento para a cicatrização, mas temos medo de sequelas irreparáveis. Dentro de alguns dias tiraremos os dois dos remédios, e veremos se eles...

— Não morreram. — encarei a lâmpada do corredor, impedindo que mais lágrimas escorressem. — Qual a chance de morte cerebral nos dois casos?

— Nathan Archbald está lutando. Teve algumas reações à luz, então tem uma boa chance de sobrevivência. Mas ele não pode desistir. Em números, eu diria que está cinquenta a cinquenta.

— E Matheo, Astra? — perguntei, quando ela evitou meu olhar.

— Ele perdeu muito sangue, Alexa. Teve uma parada cardiorrespiratória. Dean levou quase quarenta minutos para reanimá-lo...

— Em números. — implorei.

— Oitenta a vinte. — ela olhou para os lados, como se pensasse em algo para dizer. — Você quer vê-lo?

Apenas acenei, positivamente. Astra deixou-me entrar, e eu fiquei em pé ao lado da maca de Matheo. Suas mãos estavam sobre o peito e eu as coloquei ao lado de seu corpo. Não aguentava vê-lo daquele jeito, era como se já tivessem aceitado sua morte. Seus nós dos dedos estavam cheios de hematomas roxos, que se destacavam na pele extremamente pálida. Seus olhos estavam fechados, seu peito subia e descia lentamente e pouco: apenas o suficiente para manter minhas esperanças acesas. Vinte por cento de chance de sobrevivência. Pouco, mas o suficiente para me dar ao menos o suficiente para acredita.

— Astra, — chamei-a — será que poderia dar uma olhada em Daniel Blue? — pedi. — Ele estava com um corte feio nas costas. Não vou demorar aqui.

Ela pareceu relutar por um momento, mas meus olhos marejados de lágrimas a convenceram a partir. Pegou uma maleta de primeiros socorros e sorriu para mim antes de sair, em apoio. Puxei a cadeira do lado e me sentei, segurando uma das mãos de Matheo entre as minhas.

— Eu sei que você não pode me ouvir, — comecei. — mas estou tão desesperada que se me disserem que cada hora que passo aqui pode auxiliar em sua melhora, definharia ao seu lado, Matheo. Eu queria pedir desculpas, antes de tudo. Desculpas por não ter te dado atenção e sempre ter te tratado com indiferença. Vejo agora que é por isso que você se passou por aquela pessoa insuportável que eu odiei pelos últimos dois anos. Sei que aquele não era você, porque vi hoje quem realmente é Matheo Delacroix, sabe? E você é incrivelmente apaixonante.

“Acho que nunca me senti tão mal quanto agora. É horrível vê-lo deitado sobre essa maca, sabendo que é culpa minha. É por culpa minha que você não estava no abrigo. É por culpa minha que os rebeldes invadiram a enfermaria. Era a mim que eles queriam. Você não tinha nada a ver com isso. E ainda assim, você me salvou. Se estou viva é graças a você. E, Santo Deus, Matheo, é horrível descobrir algumas coisas nessa situação. Dificilmente vou te falar isso quando você acordar, mas saiba que eu amo você. Não sei como ou quando começou, mas eu acho que amo. É diferente do que era com Aaron, ou com o próprio Daniel, entretanto não conheço outra palavra para descrever. Não é só carinho, ou só paixão. É uma mistura dessas duas coisas. E tudo que eu quero é que você sobreviva a isso para que possa me ajudar a descobrir se é mesmo amor. Porque estou torcendo para que seja.”

Levantei-me e toquei levemente seus lábios com os meus, esperando que seus olhos fossem se abrir, como num conto de fadas, ou algo do tipo. Infelizmente, a vida real não é como eu gostaria que fosse. Puxei a coberta para cima, cobrindo-o até a metade do peito. Ele não era sequer capaz de sentir frio ou calor, mas foi um gesto impensado. Já saia pela porta quando virei-me uma última vez para trás.

— Boa sorte. — suspirei. Meus olhos correram para a maca de Nathan por um momento, antes de fechar a porta. — Para vocês dois.

Tentei escapar para os jardins, em busca de algum sossego, mas não funcionou. Aspen Leger me parou no momento em que eu já passava pela porta Leste, e seus olhos verdes não pareciam nada felizes em me ver. Segurou-me pela blusa e me fez sentar em uma poltrona ali próxima.

— Aonde pensou que iria, Alexandra?

— Só queria ficar um pouco no jardim, tio Aspen. — dei de ombros. — Não estou tenho um bom dia.

— Se você fosse a única... — ele suspirou, sentando-se à minha frente. — Deveria estar dormindo.

— Meus remédios acabaram. — pigarreei. — Sinto muito por Gabe.

— É... — ele indicou para que eu subisse. — Eu também sinto.

Arrastei-me escadas acima, parando na porta do quarto de Daniel. Astra aplicava um antisséptico em seu ferimento, e, julgando a tensão no corpo do italiano, aquilo parecia arder.

— Eu já disse, Alexa é superpreocupada, não precisava disso. — ele comentou, de olhos fechados, enquanto o algodão limpava o sangue em suas costas.

— Como consegue ser tão teimoso? — minha prima riu. — Se ela não me avisa sobre isso, provavelmente teria infeccionado até amanhã. E acredite, se isso aqui arde, nem queira saber como nos livramos de infecções com pus.

— Teimosia é o forte dele. — brinquei, encostando-me à porta. Pude ver um sorriso fraco surgir nos lábios de Daniel, e tomei isso como permissão para entrar.

— É, eu notei. — Astra comentou. — Acredita que eu cheguei a achar que tinha errado de quarto quando cheguei? Ele disse que não tinha se machucado, nem nada. Sabe, normalmente os homens tem fetiches com enfermeiras, não medo delas.

— Deus, esse humor sexual nas piores horas só pode ser de família. — ele brincou, colocando a camiseta assim que a ruiva terminou o trabalho no ferimento.

— Está falando de Rose, né? — ela fez piada, guardando suas coisas e indo até mim. — De boba você não tem nada, Alexandra... — sussurrou, saindo logo depois.

Fechei a porta do quarto e me sentei na cama de Daniel logo em seguida. Retirei os sapatos e me encolhi em baixo das cobertas enquanto ele escovava os dentes no banheiro ao lado. Quando saiu, sorriu e se deitou de lado, seus olhos encarando os meus. Não pude deixar de sorrir, também.

— Posso dormir aqui? — perguntei. — Não consigo fazer isso no meu quarto.

— É claro que pode, você é a princesa. — Daniel brincou, seus dedos tocando meu rosto. — Obrigado por ter me mandado Astra. Eu definitivamente precisava de um curativo aqui.

— Sem problemas. — sorri. O italiano beijou minha testa e eu me virei na cama, permitindo-me que ele me abraçasse por trás. — Boa noite, Dan.

— Boa noite, Alexa.

E foi com a respiração pesada do príncipe em minha nuca que eu fechei os olhos, na tentativa de adormecer e ter uma noite de sonos tranquila; sem insônia, sem pesadelos, sem preocupações. E foi nos braços dele que eu finalmente encontrei a paz que eu tanto procurava, por incríveis oito horas e meia.

Notas finais
E aí, o que acharam? Nos vemos nos comentários!