Notas iniciais
HELLO, PEOPLE! Recomendo vocês lerem o início do capítulo, pelo menos a primeira metade, antes de desistirem. Assim vocês não vão desistir HUAUHAHUAHU bom, brincadeiras a parte... é bem importante que leiam as notas finais, também. Gostaria de deixar bem claro que... SÓ MAIS TRÊS CAPÍTULOS! Eu só escrevo mais um, gente. Que dó. Mas, sem mais delongas... — Cams LaFont.

Eu conversava com Caleb, agora em meu quarto, lhe explicando centímetro por centímetro do quarto do príncipe, do que eu imaginava que aconteceria dali para frente. Também lhe explicava da minha teoria da erradicação de castas. Caleb sorria enquanto eu falava da última, passando os dedos pela minha mão, brincando com o anel.

— Quem diria, ein? — Ele falou assim que terminei minha ideia. — Rosemarie Schreave sabe como organizar um país.

Revirei os olhos para ele.

— Você tem certeza que seu povo apoia, Caleb? Quer dizer, Illéa não é um país desenvolvido como a França, Inglaterra, Suíça. — Apontei o óbvio. Minha irmã iria sair de um país subdesenvolvido e daria um salto para um desenvolvido ao extremo. Enquanto isso, Caleb estava fazendo o contrário.

Ele riu fracamente, me encarando e balançando a cabeça.

— Rose, eu não sou o herdeiro, eu não sou nada, exceto um filho que precisar dar orgulho aos pais, apesar dos mesmos amarem-no. Eu me casar com uma princesa, independente de ser de Illéa ou da Inglaterra ou de qualquer outro país, é um ótimo negócio para meus pais. Além de que, é claro, isso trará resultados positivos na população, caso meus pais aprovem.

Concordei com a cabeça, franzindo o cenho.

— Seus pais não parecem tão ruins assim, por que então esperar algo assim dos filhos?

— Há uma diferença, eles não são ruins, muito pelo contrário, são ótimos, criaram todos os filhos igualmente, mas eles também deixaram bem claro na nossa cabeça que...

— Lucro. País. Herdeiros. — Resumi tudo, Caleb concordou. — Faz sentido. Alexa teve bastante disso.

— A herdeira. — Concordei com a cabeça, encarando o fim de tarde de Illéa. — E no final, a coroa é da pirralha.

Sorri para ele.

— Acho que seria melhor se eu fosse como minha prima, ser livre...

Caleb me puxou para mais perto.

— E que graça teria? O que você faria da vida?

— Bom, eu poderia tentar ser musicista, também poderia tentar minha vida na carreira de equitação.

Caleb sorria, mas nós dois sabíamos que eu não tinha muitas opções, Illéa não era tanto para entretenimento. Você trabalhava para poder dar comida aos seus filhos. Nossa família era apenas uma exceção dentre milhares de pessoas. Isso porque éramos a realeza.

Caleb estava pronto para comentar de alguma coisa quando ouvi o grito cortante de minha irmã.

Todo o meu corpo se levantou num salto, comigo abrindo a porta de meu quarto num baque, Gabe já com a arma em perfeita posição, pronto para entrar no quarto de Alexa, mas a mesma abriu a porta, em choque e em prantos.

Fui até a janela mais próxima da minha, seguindo o som dilacerante de hélices e mais hélices girarem, comigo vendo Matheo Delacroix entrar dentro do helicóptero que...

Meu Deus. Estava indo para a Suíça. O Helicóptero era da família Delacroix.

— Onde está Matheo? — Alexa disse, a voz tremendo.

Ele estava indo embora. Alexa e Matheo Delacroix...

— Ele está indo para a Suíça. — Falei pelo corredor, caminhando até ela.

Ela negou com a cabeça. Ela estava mil vezes pior do que quando Aaron tinha partido.

Eu nunca tinha visto minha irmã assim. Não tinha descrição.

Olhei para Gabe.

— Aperte o alarme de incêndio! — Minha voz ecoou por todo o corredor, com Gabe acatando a ordem imediatamente, os olhos de Alexa arregalados, seu rosto ainda pingando lágrimas. Caleb cortava o caminho, já em frente a minha irmã. Ele parou na frente dela, então lhe entregando um lenço, na melhor reação possível que ele podia ter com ela. Eu sabia que eles não eram assim tão próximos para ele lhe oferecer um abraço, ou o que quer que fosse oferecido na situação que ela estava.

Ela pegou o lenço, mas eu passei por eles, descendo as escadas de dois em dois degraus, ouvindo o alarme ecoar por todo o palácio. Os passos de Alexa estavam logo atrás de mim, assim como Caleb, Gabe... e meus pais. Ambos desciam as escadas rapidamente, bem mais organizados que eu em meus dois em dois degraus, mas desciam.

Alexa encontrou com Matheo na entrada oeste, indo até ele, pulando em seus braços, chorando, em prantos. Ouvi a voz esganiçada dela, em prantos.

— Você não pode ir, por favor. — E ela chorava. Chorava tanto que aquilo doía em mim. — Nosso filho precisa de você. Eu preciso de você. — Parei, em choque, de caminhar, encarando minha irmã nos braços de seu futuro marido... ou não, já que não estavam de alianças. Eu esperava que não por muito tempo.

Meu Deus.

Alexa estava grávida.

Olhei para o lado, vendo ambos os meus pais e Gabe em choque.

Caleb tentava forçar uma expressão de choque, mas era óbvio que ele não tinha nascido para ser ator.

Alexandra Schreave estava grávida.

— Quando você descobriu? — Levantei as sobrancelhas para Caleb.

— Umas cinco horas atrás, pouco antes de tentar sair da sua vida.

Concordei com a cabeça, revirando os olhos para ele.

— Sem segredos, huh?

— Esse segredo não é meu. — Ele deu de ombros, então encolhendo-os minimamente. Eu conseguia entender sua lógica.

Se Matheo tivesse entrado naquele helicóptero, de vez, Alexa e ele nunca mais voltariam a ser o que eram. Aquela criança talvez não existiria. Se eu bem conhecia Alexa, ela tinha planos de mudar sua vida de maneiras bem estranhas... e com caminhos bem trágicos, também. Aaron, Daniel, e então Matheo. Perder Matheo seria o pior de tudo, acredito. Aaron e Daniel eu podia ver como passageiros, mas Matheo parecia algo firme de mais, apesar de sua personalidade levemente... nada fiel à um príncipe. Matheo era diferente do esperado da realeza. Alexa não superaria perder ele.

Encarei os dois, com ela ainda se acalmando nos braços dele. Eu podia ver as mãos dela tremerem nos ombros dele. Ela tinha visto algo muito horrível para estar daquela maneira. Pisquei uma vez, encarando a cena.

Foi quando Alexa finalmente olhou para trás, soltando-se dos braços de Matheo, mas o braço dele continuava em seu ombro.

— Então, Maxon... — A voz dela se manteve nivelada, mas eu podia ver que nosso pai tinha descoberto a coisa da maneira errada.

America encarava Alexa em silêncio, sem dizer uma única palavra, mas eu sabia o que a gravidez de Alexa significava.

Ela tinha burlado uma das leis mais perigosas de Illéa.

E eu também, é claro. O problema é que eu não tinha nenhuma criança que claramente cresceria em minha barriga e se mostraria muito bem como uma quebra de leis, Alexa, pelo contrário...

Caleb parecia ter chegado à mesma conclusão que eu, porque me deu uma olhada clara antes de voltar seu olhar para a conversa que começava entre Alexa e Maxon.

— Quando? — Maxon passou a mão em seu cabelo, já que a coroa não estava ali.

Alexa olhou para Matheo.

— Na Suíça. — E ela abriu um sorriso impecável.

Eu quase consegui acreditar, se já não soubesse a verdade.

Meu pai olhou para mim, eu não sabia dizer se ele tinha caído na de Alexa ou não.

— E você, Rosemarie? Não me diga que você também não é mais virgem? — Foi nesse momento que vi Dimitri e Arthur também como plateia. Ambos pareciam apreciar a discussão, apesar de perdidos no meio dela. Aspen Leger também parecia confuso com aquilo, mas já havia desligado o alarme de incêndio.

Eu devo ter ficado tão branca quanto o vestido de casamento de America, porque a expressão de meu pai foi clara.

As duas filinhas dele não eram mais seus bebês.

— Então... já que estamos todos conversando, eu também não sou virgem, mas não se preocupem porque não serei pai tão cedo. — Gabe cortou qualquer coisa que fosse ser dita por qualquer pessoa ali. Graças a Deus.

Encarei Gabe, agradecida. Meu pai olhou para ele por alguns instantes antes de voltar o olhar para Matheo e Caleb.

— Espero que vocês já tenham planos para o casamento. Os quatro em meu gabinete, agora. — Matheo e Caleb se entreolharam, abrindo os sorrisos cafajestes que tanto eu quanto Alexa já conhecíamos. O tão sonhado momento.

Sorte a deles que Maxon não viu esses sorrisos.

Caminhei ao lado de Alexa enquanto subíamos as escadas, encarando-a. Ela negou com a cabeça.

— Alexa, o que aconteceu?

Ela me encarou, sorrindo fracamente.

— Hormônios da gravidez. Só isso.

Revirei os olhos para ela.

— Acabei descobrindo que não consigo viver sem ele. — Ela deu de ombros, continuando. Então eu já me via entrando no gabinete de Maxon Schreave, seguida de Caleb Vermont, Alexa Schreave, Matheo Delacroix e America Schreave.

Sentamo-nos a mesa de reuniões, já que era o lugar mais apropriado. Minha mãe a direita de meu pai, Alexa na frente dela, com Matheo já à sua esquerda. Sentei ao lado de minha mãe, com Caleb ao meu lado.

Eu ainda conseguia visualizar Gabe seguindo seu pai pelo corredor do palácio. Aquilo não ia ser bonito. Como Gabe admitiria para Aspen que era gay? Eu realmente queria poder ajudá-lo nessa. Talvez apenas ter uma conversinha com Aspen antes de gritar com Gabe? Não queria que ele se metesse em péssimos lençóis por minha causa e de Alexa.

Maxon apoiou a mão na mesa, então olhando entre mim e Alexa.

— Então, garotas. — Ele bateu um dedo na mesa, fazendo uma careta. — Vocês estão noivas. — Ele franziu o cenho. Por um momento fiquei preocupada que ele fosse cair em prantos. — O natal é em alguns dias. O jornal oficial de Illéa é um pouco antes. Vocês podem decidir as datas de casamento, mas terei que conversar com Matheo e Alexa quanto a isso, principalmente em questão do trono, mas ainda mais da gravidez. — Ele olhou para Caleb. — Como você não é o herdeiro, imagino que não haja problema em você assumir aqui caso Alexa abdique o trono para Rose, não? Ah, sim, bom, eu esqueci desse detalhe, também. — Maxon parou, parecia fadigado. Provavelmente era a idade mais a surpresa. Eu realmente esperava que ele não enfartasse nem nada do tipo. — Alexandra é a herdeira do trono de Illéa, Rose é a segunda na sucessão, agora terceira, já que a criança entra na frente de Rose.

Caleb negou com a cabeça, num gesto de concordância. Já sabia disso.

— Eu vou abdicar. — Foi tudo que Alexa disse. Maxon concordou com a cabeça, encarando minha irmã antes de continuar.

— Já imaginava isso. Precisaremos resolver toda a papelada e...

— Muitas outras coisas. — America cortou ele. — Respire, Maxon. Precisaremos conversar com os pais desses garotos antes, e nada mais justo do que o natal, como já havíamos planejado. Tudo à seu tempo. — Eles se encararam, com meu pai concordando.

Maxon encarava a mim e Alexa, incrédulo, então olhou para Caleb.

— Eu e sua mãe tivemos uma chance, eu poderia ter me casado com ela. — Caleb fez uma careta de leve. — E então o filho dela levou minha garotinha pra cama. — Ele riu, incrédulo. E então olhou para Alexandra. — E minha filha vai me abandonar para ir para a Suíça. — Alexa revirou os olhos para ele. — Fora o fato de que ambos os meus genros falam a língua que eu mais odeio no mundo.

Ele parecia ter uma crise de meia idade.

Era isso, finalmente havia chego.

Ele bufou.

— E o pior de tudo! Minha filha está grávida antes do casamento, e isso é completamente ilegal! — Ele negou com a cabeça, abaixando o rosto na mão.

— Mas ainda tem o lado positivo, não tivemos nada catastrófico como uma segunda seleção. — Falei, tentando melhorar.

— Não, mas meus netos vão ter que falar francês! — America olhou para mim e Alexa, fazendo uma careta.

Estava na hora de terminar a reunião. Era uma crise de meia idade, só podia ser.

Pelo menos não era um infarto.

Dias depois, no sábado, eu encarava a capa de uma nova revista de Illéa.

“Quem serão os escolhidos?”

Abaixo, estava uma foto dos quatro últimos príncipes na elite. Arthur Gravesen, Caleb Vermont, Dimitri Ivanov e Matheo Delacroix. Os quatro haviam feito as fotos dois dias atrás, quando meu pai e seus conselheiros haviam liberado a informação de que a elite havia sido finalizada, e seria divulgada no jornal oficial de Illéa, com cobertura total para a finalização da elite.

Caleb se encostou no batente da porta que ligava meu quarto ao dele, sorrindo fracamente.

— Essa foto foi ridícula. O fotógrafo só queria tentar que liberássemos quem era quem. Tanto eu quando Matheo tivemos que ser extremamente indiferentes, acho que o fotógrafo acredita que são Arthur e Dimitri os escolhidos. — Dei de ombros, colocando a revista sobre minha escrivaninha, então me encarando no espelho, avaliando minha aparência. Eu usava um vestido vermelho claro, beirando o rosa bebê. A coroa de princesa estava em minha cabeça, assim como a trança intrincada, que caía pelo meu ombro direito, parando na altura do pingente de meu colar. Eu usava um casaco longo, ainda aberto, já que meu quarto tinha aquecedores, mas sabia que estaria mais frio nos corredores.

Caleb parou ao meu lado, analisando nosso reflexo.

— Que venham as entrevistas.

Ri fracamente.

— Isso será pouco para o que virá.

Ele concordou, fazendo uma careta.

— Meus pais me avisaram que a França não está tão feliz com o casamento. Boatos estão correndo de que é...

— Por aliança. — Terminei por ele, com o mesmo concordando. — Eu também pensaria se não soubesse a verdade. E eles não sabem absolutamente nada. — Dei de ombros, analisando o anel em minha mão. Caleb olhou para o anel na dele, então suspirando e retirando-o, colocando o mesmo dentro do bolso interno do terno que usava, então me mostrando a gravata, com ele abrindo um sorriso brincalhão.

— Eu te falei, você vai ter que se virar. — Ele riu, passando as mãos pela minha cintura, então me puxando para um beijo, enquanto minhas mãos iam até sua gravata, arrumando-a enquanto beijava ele. — Agora, essa foi a última vez. — Ele concordou, mas podia ver em seus olhos que ele ainda iria fazer muito disso.

Carmyrin bateu na porta do quarto, então abrindo-a.

— Altezas, está na hora. — Ela sorriu para mim e Caleb, com nós dois concordando, ela se virou e saiu. A porta continuou entreaberta.

Soltei um suspiro, encarando Caleb. Ele passou a mão pelo meu rosto, me encarando.

Je t'aime, peu importe ce qui se passe dans nos vies.

Sorri para ele, traduzindo lentamente o que ele havia dito antes de sorrir.

Je t'aime beaucoup plus.

Ele sorriu ainda mais.

— Finalmente falou tudo nas palavras.

Beijei ele no canto da boca, aumentando ainda mais meu sorriso.

— Já tinha passado da hora.

Alexa e eu nos encontramos na saída de nossos quartos, nós duas sorrindo uma para outra. Meus pais já estavam no andar abaixo, junto com Dimitri e Arthur, os quatro conversavam tranquilamente. O natal era em dois dias, e os pais dos príncipes estariam chegando ao amanhecer, no máximo ao meio dia, dependendo do horário e problemas em viagem.

Olhei para Alexa, enquanto Caleb e Matheo se cumprimentavam, tranquilos.

— Quem diria, ein? — Ela me provocou, comigo sorrindo. — Futura rainha de Illéa. — Ri fracamente.

— Quem diria digo eu, futura rainha da Suíça. — Nós duas sorrimos, e foi quando abracei ela. Ela respirou fundo, comigo fazendo o mesmo.

— Eu vou estar sempre aqui, Rose.

— Faço das suas palavras as minhas, Alexa.

Nossas vidas mudariam completamente nos próximos minutos. Alexa perderia o título de herdeira de Illéa, se tornando princesa da Suíça no exato momento em que trocasse alianças com Matheo.

Caleb, pelo contrário... E havia eu. O título de Rainha seria meu. Ainda não tínhamos assinado nenhum contrato devido ao natal, que seria onde nos reuniríamos com as famílias dos escolhidos e decidiríamos como funcionariam os casamentos. Todos nós já esperávamos pelo que havia sido previamente determinado, mas precisávamos de inúmeras confirmações.

Infelizmente, casamentos na realeza não eram simplesmente casar.

Alexa me apertou um pouco mais antes de nos separarmos, então vendo nossos pais encarando a cena, America desviou os olhos, mas pude ver seus olhos brilharem. Ela estava quase chorando.

Fomos em direção ao salão de festas, onde ocorreria todo o jornal.

Gravil estava no primeiro andar, andando, impaciente, de um lado para o outro. Ele tinha pintado o cabelo de... que diabos era aquela cor? Marrom? Roxo?

Ah, meus pais tinham dito que essa seria a minha primeira tarefa como rainha, sendo acompanhada por Alexa: teríamos que falar, nós mesmas, o escolhido, para Gravil.

E para a população de Illéa inteira.

Eu e Alexa fomos até Gravil, com o mesmo cumprimentando-nos formalmente antes de abraçar cada uma de nós duas, avaliando nossos rostos.

— E pensar que vi o amor de seus pais florescer em frente aos meus olhos... — America revirou os olhos para ele, mas não deixava de sorrir. — Mas então, minhas queridas, quem é o escolhido? — Olhei para Alexa, então suspirando.

— Então, eu decidi não me casar. — Alexa falou, dando de ombros. — Rose dormiu com Arthur, então vai precisar se casar com ele.

Gravil encarava a cena de olhos arregalados, e então olhou para meu pai.

— Isso é sério, Maxon? Você deixou isso acontecer?

Ele riu, então apontando com a cabeça para o sorriso brincalhão de Alexa, assim como o meu.

— Mas é claro que não. — Gravil revirou os olhos. Caleb parou ao meu lado, mostrando a mão para Gravil.

— É um prazer revê-lo, Fadae. — Gravil olhou entre eu e Caleb, então concordando, como se já imaginasse. Matheo tinha um sorriso brincalhão no rosto ao cumprimentar Gravil.

— Quanto tempo, Gravil. — Matheo brincou, com Arthur e Dimitri vindo logo em seguida cumprimenta-lo.

— Mas então... — Gravil olhou entre mim e Alexa. — Imagino que nessa noite a informação de quem é a herdeira também será liberada, não é mesmo, Alexandra? — Alexa concordou, então olhando para mim.

— Mas não sou eu quem vai subir no trono. — Ela sorriu para mim antes de voltar o olhar para Gravil. — Estou renunciando e indo para a Suíça.

Gravil levantou as sobrancelhas, então olhou para mim.

— Quem diria, mesmo... A garotinha mais garoto de toda a Illéa...

— Se tornando rainha. — Concordei com ele, sorrindo. — Minha mãe é a prova viva de que coisas extremas acontecem, Gravil, você ainda não entendeu isso? — Pisquei para ele, com o mesmo sorrindo. Caleb avaliava a coroa em minha cabeça, então fazendo uma careta e tirando ela, recolocando-a logo em seguida, mas no lugar certo.

Alexa tinha uma careta no rosto.

— Gravil, outra questão. — Ela pediu, e eu me lembrei da conversa que Alexa e Matheo tiveram em privado com nossos pais. — Eu estou grávida. — Agora sim Gravil Fadae tinha envelhecido todos os anos que faltavam para enfartar.

Ele olhou, em pânico, para meus pais. Meu pai concordou, sério, entendendo a gravidade da situação.

— É por isso que pedimos que não toque tanto no assunto de herdeiros. — Matheo concluiu. Gravil tinha contratos de confidencialidade para muitas coisas, inclusive esse tipo de escândalo. Ele sabia de muitas coisas que a população de Illéa não sabia. — Precisamos esperar meus pais chegarem para que possamos decidir como vamos proceder com a situação, e pedimos que você sequer de a entender que algo pode estar acontecendo, antes de tudo. — Concordei com a cabeça, Caleb me mostrou o horário em seu pulso, confirmando o que eu já esperava.

— Temos que entrar. — Gravil falou, adiantando-se por mim. — O show inicia-se em alguns minutos. — Ele então olhou para Alexandra, um sorriso tranquilo no rosto. — O que eu não faço pelas minhas garotinhas? — Meu pai sorria, tranquilo. Gravil não era ninguém da família, mas era a pessoa mais próxima dela, além da família real em si.

Eu me perguntava como seria para as duas irmãs Archbald. Não era fácil para mim, é claro, eu conseguia imaginar toda uma cena montada com Nathan, mas era com Caleb que parecia certo, era com isso que eu conseguia superar. Enquanto isso, as duas irmãs talvez estivessem tão no escuro quanto qualquer outra pessoa de Illéa, e aquilo me pegava em cheio. Eu não conversava com ambas fazia um bom tempo.

Nós nos colocamos na mesa que eu já estava acostumada a estar, enquanto os quatro príncipes organizavam-se nas quatro poltronas. Gravil foi em frente as câmeras, enquanto eu remexia meus dedos por baixo da mesa. A maioria dos jornais passava batido, levando em conta que nunca tínhamos nenhuma decisão importante quanto a seleção ou quando a minha vida, mas esse era diferente.

Tudo ia mudar.

Olhei para Alexa, com ela me encarando de volta.

Ela ia ter o que tinha treinado a vida toda. Eu ia ter o que tinha treinado nas últimas semanas. Ela sorriu para mim, olhando então para as câmeras ainda desligadas antes de voltar seu olhar para mim.

— Acho que Matheo vai falar por mim, está morrendo de ansiedade. — Ela apontou de leve para a poltrona que Matheo estava, falando animadamente com Dimitri sobre alguma coisa que eu esperava nunca saber, levando em conta as feições de Matheo. Enquanto isso, Caleb e Arthur trocavam algumas palavras, o clima parecia tenso, mas Arthur parecia relaxado, até tranquilo. Caleb que estava levemente tenso.

Ah, Arthur provavelmente tinha ameaçado ele. Caleb conseguia superar aquela.

— Eu entendo ele completamente. — Falei, tensa. Chamei uma das ajudantes de câmera, pedindo um copo de água. Carmyrin entrou logo em seguida, me entregando ele, enquanto isso, eu e Alexa trocávamos algumas palavras. Maxon revisava o roteiro do jornal, então soltando alguns comentários com minha mãe.

Tomei alguns goles de água, com Alexa encarando a frente, vendo Gravil sentar-se em sua poltrona.

Foi quando o diretor deu o ok. A entrada começou. Logo em seguida Gravil se levantava, andando em frente às câmeras.

— Boa noite, meu caro povo de Illéa! Antes de eu começar qualquer comentário quanto ao que acontecerá nessa noite, eu gostaria de fazer um comentário em particular. — Ele olhou para trás, encarando a mim e Alexa. — Aquelas duas garotas, agora mulheres, nessa noite, lhes oferecem algo muito importante, que será mostrado por completo em seus casamentos. A lealdade ao seu país, Illéa! — Eu sabia que Gravil tinha um roteiro bem específico, mas parecia tranquilo em segui-lo. Maxon e ele tinham uma ótima relação, nem perto de meu avô com ele, isso eu podia garantir.

Ele sorriu para nós duas antes de continuar.

— Nessa noite, vocês saberão o que esperam há dezoito anos... ALÉM de, é claro, do que esperam pelos últimos meses. Quem é a herdeira? Quem será a próxima rainha de Illéa? E quem será seu rei?

Foi quando ele se virou para mim e Alexa, ainda sorrindo.

— Acho que não sou eu quem devo responder essas perguntas.

Eu e Alexa já esperávamos por isso, era o script.

Tanto eu quanto ela nos levantamos, andando calmamente até as poltronas que Gravil já nos esperava.

Olhei para Alexa, esperando ela continuar.

— Boa noite, Illéa. — Ela abaixou a cabeça levemente, num cumprimento. Concordei de leve, também, fazendo o mesmo. — Sou a Alexandra, para os que após dezoito anos ainda não se adequaram as diferenças. — Ela sorriu, comigo também. — Então, a primeira duvida que imaginamos ser do público é uma bem simples, mas ainda levemente complicada. Há apenas um homem na minha lista liberada, enquanto há três na de Rosemarie. Isso significa que escolhi o meu único na lista? Não. Isso significa que um da lista de Rosemarie está na minha lista, também. — Ela arrumou sua postura. — Matheo Delacroix entrou para a minha lista nos últimos meses, tornando-se o topo dela nas recentes semanas. — Isso era uma mentira. Semanas, huh? — E ele continuou no topo dela. É por isso que, nessa noite, Matheo Delacroix e eu oficializamos nosso noivado. — Ela olhou para mim. — Quer falar primeiro, Rose?

Dei de ombros, sorridente. As câmeras me conheciam assim desde pequena.

— Você é a herdeira, Alexa, é com você. — Ela riu fracamente.

— É isso. Eu nasci minutos antes do que minha irmã, Rosemarie. — Ela olhou para mim. — Mas não é por isso que assumirei o trono. — Ela deixou a palavra para mim.

— Alexandra deverá governar ao lado de Matheo na Suíça. — Pausei, levemente. — Assim como Caleb Vermont fará o mesmo comigo em Illéa. — Gravil respirou fundo, puxando o ar. As câmeras foram para ele.

— E... nossa. — Ele então abriu um sorriso brincalhão. — É só isso, Altezas? — Alexa deu de ombros.

— Creio que não, Gravil.

— Uma pena, estou morrendo de ansiedade para entrevistar esses quatro adoráveis homens.

Todos os quatro fizeram gestos claros que discordavam da palavra “adorável”.

— Bem — Alexa continuou —, estaremos decidindo questões de casamento nos próximos dias. É o máximo de informações que podemos lhes entregar, mas desejamos um ótimo natal, e voltaremos não no próximo fim de semana, mas no seguinte, devido ao ano novo, com todas as informações necessárias.

Concordei com a cabeça para Alexa, então encarando a câmera.

— Também temos algumas novidades chegando para a população, elas provavelmente ajudarão vocês a terem um inverno muito mais tranquilo. — Eu sentia o olhar de meu pai em minhas costas, mas ele não disse nada além disso. Gravil concordou, levemente curioso com minha mudança, antes de continuar o show.

Acho que eu ia ter a resposta sobre como seriam os jornais após a escolha ser revelada. Agora, se eu estava ansiosa ou não para isso, era outra coisa.

Matheo foi o primeiro a ser chamado para uma breve entrevista com Gravil. Então Arthur, que era o que havia “perdido” Alexa. Mal sabiam... Logo após isso veio Caleb, e então Dimitri, o então perdedor... Eu julgava essa nomeação ridícula, levando em conta que nenhum deles tinha perdido nem ganhado. Os dois escolhidos haviam conquistado, enquanto os dois não escolhidos simplesmente não haviam conquistado nossos corações. A seleção podia ser quase um jogo na mente de alguns, como Kyle, mas não era um jogo. Era a chance de mudança de vida.

Matheo comentou como foi difícil conquistar a ainda mais difícil Alexandra Schreave, tentando duramente por meses até ela notar que ele realmente gostava dela e se importava, ao contrário de muitos outros na Elite. Arthur contou como foi se tornar o melhor amigo de Alexa anos atrás, então quase se apaixonando por ela — teoricamente não era mentira, exceto pelo fato de que era o quase apaixonado pela cópia dela, o que provou que eles não tinham sido perdedores.

Enquanto isso, Caleb comentou que estava ansioso para ver como as coisas seriam. A seleção tinha se tornado algo interessante quando ele tinha notado que havia começado a se importar comigo. Ele modificou um pouco a história, é claro, havia dito que veio à Illéa de modo obrigatório, sem nenhuma vontade de se tornar o rei ou qualquer outra coisa, e então simplesmente se apaixonou pela Schreave mais nova.

Dimitri contou como foi difícil lutar contra Caleb nas finais, levando em conta que eu claramente adorava Caleb. E, mesmo assim, ele me provou que se eu tivesse escolhido ele, não teria escolhido errado. Dimitri, quando Gravil perguntou se ele duvidava de algo que tivesse feito, respondeu a seguinte pergunta dessa maneira: Por que eu duvidaria? Rosemarie Schreave é tão incrível quanto uma caixinha de surpresas. Eu posso ter me apaixonado por ela, mas sei que quem está ao lado dela é o certo. Ele a ama, eu não sei se conseguiria tê-la ao meu lado sem temer perdê-la.

Russos tinham uma boa queda para romance, isso eu tinha que admitir.

Eu andava de um lado para o outro no quarto. Sempre ficava assim quando sabia que ia ver os pais de Caleb. Já tínhamos nos visto durante a manhã, na chegada deles, e também durante a tarde, para a decisão de todos os contratos. A coisa mais bonita era decidir com Caleb onde você passaria a lua de mel com ambos os nossos pais opinando para qual local seria melhor para uma gravidez. Acredito que era claro que eu e Caleb sequer opinamos. Reis e Rainhas tem a tendência de serem controladores quanto o assunto era a vida de seus filhos. Caleb e eu não tínhamos conversado muito nas últimas horas, já que ele estava passando bastante tempo com seus pais. Acredito que ele também estivesse explicando que não estava dando nenhum golpe de estado, ele simplesmente tinha se apaixonado pelo golpe que faria. Era quase cômico onde a seleção tinha nos levado. Alexa se apaixonando pelo cafajeste que odiava — e então grávida e prestes a se casar com ele. Eu tinha me apaixonado por um plebeu, que morreu e então fez com que eu me aproximasse do cara que me daria um golpe se tivéssemos nos aproximado mais cedo.

Eu não sabia se era destino ou os fatos, mas eu sabia que estávamos ali.

Foi quando a porta de meu quarto se abriu, Astra sorria para mim.

— E aí, priminha? — Encarei minha prima antes de sorrir para ela, indo até ela e abraçando-a. — Sentiu minha falta, Schreave?

— Astra. — Ri fraco, revirando os olhos para ela enquanto me afastava, encarando minha prima. — Como vai a volta ao mundo?

Ela revirou os olhos para mim.

— Adorável, mas por que eu não conto tudo para você e sua irmã ao mesmo tempo? Imagino que faça muito tempo que vocês duas visitam o quarto da outra.

Dei de ombros, fingindo indiferença.

Talvez meses. A resposta era essa. A seleção tinha sugado tudo, a política, então, nem se falava.

Astra contou-nos tudo que podia sobre Daniel, sobre a família dele tê-la aceitado muito bem, além de todo o planejamento do casamento deles. Daniel estava conversando com os outros membros da elite, inclusive os escolhidos, parabenizando-os.

Eu não conseguia decidir qual era o olhar que Alexa nos dava, mas ela não parecia triste. Alexa estava genuinamente feliz. Mesmo assim ela não disse uma única palavra sobre sua gravidez para Astra. Isso eu conseguia compreender completamente. Era um segredo perigoso, um segredo que poderia custar a cabeça de Astra caso custasse a de Alexa.

Logo em seguida, caminhávamos para o jantar público que teríamos. Câmeras, tudo.

Eu sabia que minha avó não estaria naquela noite, mas ela já estava no palácio, opinando na cozinha. Os chefs ficavam muito irritados quando a Singer mais velha aparecia no palácio. Ela adorava opinar em tudo de errado que eles faziam, provavelmente apenas pra passar o tempo, levando em conta que ela mesma ajudava eles e pedia opiniões.

Eu quase conseguia ouvir sua voz em minha mente: “America Singer, como você ousa liberar ao público o destino de minhas duas netas antes de compartilhar comigo?”.

Foi quando eu ouvi os passos rápidos pelo corredor, reconhecendo o som em qualquer lugar.

As câmeras já estavam ali, e pegaram o exato momento em que eu e Alexa nos viramos e falamos a mesma coisa:

— Tia May!

Eu amava o natal.

Tio Gerad, May, Astra, e até minha avó tinham dado uma passada no natal público. Todos os pais dos príncipes pareciam felizes, e era realmente uma reunião, não uma... obrigação. Era uma reunião em família. Os pais de Dimitri pareciam levemente tensos, mas felizes em me conhecer.

Também foi divertido falar com o irmão mais velho do Elfo Maligno após tantos anos, já que seus pais não estavam mais entre nós, assim como foi incrível conversar mais com a mãe de Matheo. Eu sabia que Alexa adorava ela, e conseguia entender porquê.

Mas, ainda sim, eu adorava a minha sogra. Meu sogro também, assim como o irmão mais velho de Caleb. Mas a mãe dele era adorável. Ela era linda, além de gentil e... não tinham palavras. Ela era simplesmente uma francesa de primeira. O marido dela era rei consorte, isto é, ela governava com o apoio dele, assim como Caleb faria comigo. Alexa seria o contrário, ela governaria sendo o apoio de Matheo. Minha mãe também fora assim.

No dia seguinte, eu e Alexa nos esgueirávamos pelo salão de jantar, passando pela comida e pelos organizadores, analisando as comidas antes de vermos o palco de música. Matheo apareceu na porta, concordando com a cabeça para nós antes de fazer um sinal com três dedos. Três minutos e eles estariam ali. Toda a família Schreave e os extras.

Alexa e eu nos encaramos antes de pegarmos os nossos instrumentos.

Uma última surpresa juntas, um último infarto antes de nos separarmos por um bom tempo. Casamento, política, família e amor faziam isso.

Apoiei o violino, então respirando fundo. Os músicos que tocariam sorriam para nós duas, tranquilos. Já esperavam por esse tipo de coisa, levando em conta que Caleb já tinha os contatado minutos atrás. Falando em Caleb...

Ele e Matheo entraram no salão de jantar, ambos parando próximos ao palco.

Olhei para Alexa, então concordando com a cabeça.

Começamos a música tão esperada, então seguindo com as notas tranquilamente. Foi quando meus pais pararam na porta, surpresos com o que viam. Já deviam ter esperado, devo dizer, mas eu ainda conseguia aceitar a surpresa.

Minha mãe sorria, colocando as mãos na boca, enquanto meu pai apenas sorria, surpreso.

Foi quando Astra e Daniel surgiram ao lado deles, também sorrindo. Astra colocou a mão no ombro de minha mãe, empurrando-a para dentro. Todas as famílias reais foram chegando durante a música, enquanto eu e Alexa continuávamos. Pude ver o olhar do irmão de Caleb em cima dele, como se aprovando a escolha. Também pude ver Dimitri sorrir para mim e cumprimentar Caleb com a cabeça.

Quando a música acabou, todos bateram palmas, enquanto eu e Alexa agradecíamos, então deixando os instrumentos para trás e saindo do palco. Caleb me entregou meu anel de noivado, já que ele machucava levemente minha mão quando eu tocava.

Nos sentamos na mesa, agora com algumas extensões para todos ficarem na mesa central. Não era muito realeza fazer esse tipo de ajuste, mas não queríamos ninguém em mesas separadas.

Minha avó sorria, passando o bolo para minha mãe, que encarava meu pai em uma piscada. Caleb ria, conversando com seu irmão ao meu lado, enquanto eu e Alexa conversávamos por sinais. Caleb e Matheo entendiam, já que conseguiam ouvir nossas vozes falando de leve, mas não diziam uma coisa. Astra ria junto a tia May, Daniel e Arthur conversavam animadamente sobre algo aleatório. Dimitri e Maxon pareciam animados sobre alguma parceria com Illéa e Rússia.

Minha sogra me encarava, sorrindo, se esticando por cima do filho mais velho e falando comigo.

Comment vous sentez-vous, future reine des Illéa? — Sorri para ela, com Caleb prestes a traduzir para mim, mas neguei. Tinha compreendido.

Très bien. Soucieux, mais heureux. — Ela concordou, sorrindo para mim e então piscando.

Reine de la reine: Votre contrée est votre bonheur. Son mari, son amour. Profitez de deux. — Concordei com ela.

Je vais.

Analisei a imagem por alguns segundos, gravando aquela cena em minha mente.

A Seleção era algo incrível. Doloroso e perigoso, sim, principalmente no início, mas o seu final... valia a pena cada noite em claro.

Aquilo era família. Aquilo era felicidade.

Voltei meu olhar para Alexa, que olhava para Matheo, os olhos fixos nele.

Eu tinha certeza absoluta daquilo, principalmente ao olhar para Caleb, que abriu um sorriso brincalhão ao notar meu olhar, sua mão indo até a minha.

Meu pai se levantou, pedindo um brinde à todos.

Nos levantamos, então levantando as taças.

— Á felicidade e às boas memórias! — Todos levantaram suas taças. A primeira que bateu contra a minha foi a de Caleb, a segunda, a de Alexa.

Aquilo realmente era felicidade.

Notas finais
É o seguinte, fofas, vocês foram trolladas! Podem me odiar, mas a culpa é de vocês. Nos últimos capítulos, temos pedido pra comentar, para que as leitoras fantasmas deem as caras, mas fomos veemente ignoradas. Então, decidi dar um susto em vocês, vejam que legal. E, só pra deixar claro, não é a primeira vez que a Alexa tem um pesadelo após tomar os remédios para dormir. Não me julguem por ter lhes enganado, julguem a si mesmas por não terem previsto! Hahahahaha. Acho que não tenho mais que pedir comentários, né? Creio que nos veremos sábado que vem! Kisses, DRAMA Queen. Não preciso dizer nada, né? HAHAHAHA (LaFont). http://two-crowns.tumblr.com/