Notas iniciais
Takai e Hikari conseguem a coisa que elas mais desejavam na vida,conheçer os GAZEBOYS.

Reprise do capítulo anterior:


- Ai, Takai, realizamos o nosso sonho.


- Só uma parte dele, o melhor ainda virá.



Chegando no hotel em que iam ficar hospedadas, Takai já começa pagando micos.



- Hikari, vá fazer nosso cadastro logo, eu quero conhecer o quarto.


- Por que eu? Eu estou cansada, vá você.


- Ohayo gatênha, esqueceu que a gente tá no Japão? Você é quem sabe falar japonês.


- Ah, é mesmo – riu, um pouco sem jeito. – Vamos lá então.


- Hikari, olha só aquele japa lindo que está na recepção. – Takai disse, com os olhos brilhando e um sorriso no rosto.


- Você mal chegou no Japão, e fica aí flertando com os caras.


- Bom, Hikari querida, primeira coisa, você ta assistindo muito filme de época né? Que pessoa estranha ainda usa o termo flertar? Segunda coisa, dá licença que aquele é bonito.


- Quê?


- Olá, eu estava te olhando de longe e achei você lindo, mas de perto você é mais bonito ainda. – Takai disse superanimada. – E ainda bem que você não entende nada do que eu falo, então eu posso te falar o que eu quiser. – Takai tenta provocar o garoto com seu olhar “sexy”.


- Olá senhorita, eu sou do Brasil e eu entendi tudo o que você falou.


- O quê?


- Hahahaha, você também é muito bonita. Arigatou do mesmo jeito – disse o rapaz, curvando-se, no típico gesto costumeiro japonês.


- Kami-sama... Que vergonha... – Takai fica vermelha ao perceber a gafe que havia cometido.


- Nossa, se ferrou Takai-sexy, HAHAHAHAHA!


- Faz logo esse cadastro, estarei subindo... – disse Takai, um tanto emburrada.



E mais tarde no show...



- Uruha meu amor, olha pra mim! – Takai grita desesperadamente e quase chorando.


- Takai não grita no meu ouvido, você acha mesmo que o Uruha vai te escutar?


- Uruha eu te amo! – Takai grita mais ainda, morrendo de chorar.


- Aishiteru the Gazette!


- Uru, manda um beijo pra mim! – gritava e chorava ao mesmo tempo.


- Ai, ai, só você mesmo Takai. Mas, independente de tudo, tá sendo um sonho estar aqui... – dizia Hikari, balançando os braços ao ritmo da música, deixando várias lágrimas dançando harmoniosamente por seu rosto.



Depois do show...



- Takai, o camarim deles fica depois daquele corredor enorme ali, só que o duro vai ser a gente entrar, tem segurança até no teto.


- Sem problemas Hikari... Eu faço minha cara de anjinho e peço com jeitinho, eles não vão ter coragem de dizer não.


- Até parece que eles vão cair nessa, Takai.


- Ah vão sim.


- Hey! Seguranças! Eu sou a Takai, prazer em conhecê-los, essa é minha amiga Hikari. – Takai dá um sorrisinho de criança pra tentar convencer o segurança. – Eu queria pedir pra vocês deixarem eu e minha amiga entrarmos no camarim, por favor amiguinho? Nós só queremos pedir um autógrafo.


- Não podem entrar se não estiverem credenciadas. – disse um segurança alto e formal, que mais parecia um armário. Era difícil encontrar um segurança nipônico daqueles.


- Eu não disse Takai? – Hikari com cara de descrença perde as esperanças.


- Ah droga, vou ter que usar meu plano B.


- Que plano B?


- Segurança, deixa a gente entrar por favor?


- Eu não posso deixar ninguém entrar, se não estiver credenciado. Entenderam agora?


- Aaaaaaaaaaaah! – Takai começa a chorar compulsivamente.


- Porque você está berrando desse jeito menina?


- Porque nós duas viemos do Brasil para o Japão só pra conseguir ver os gazeboys, nós pedimos dinheiro na rua, trabalhamos de coveiras e dançarinas de cabaré, largamos os estudos e brigamos com os nossos pais, só para estar aqui hoje. E a gente só não vai conseguir, porque você é um segurança malvado e sem coração que não se comove nem com os nossos esforços. – E Takai chora cada vez mais alto.


- Sinto muito, mas não posso fazer nada por vocês duas.


- Se você não deixar a gente entrar, eu vou dar queixa na polícia, vou dizer que você tentou abusar de mim e a minha amiga vai servir de testemunha! – provocou ainda mais, com seu sorriso mais sacana.


- Ai menina...cala essa boca e eu deixo vocês entrarem.


- Já calei, já calei. – Takai seca as suas lágrimas.


- Vocês vão ficar 5 minutos e vão sair rápido, se não sou eu quem vai chorar com a minha demissão.


- Te amo segurança lindo. Me liga, gato! – provocava ainda mais, enquanto entrava no camarim.


- Vai logo menina!



No camarim...



- Ai, que camarim lindo né Hikari?


- É, olha só que linda a guitarra do Uruha.


- Lindo é o Uruha.


- Aiiiin, por que eles não chegam logo?


- Corre Hikari, vamos nos esconder atrás do sofá, ele estão abrindo a porta.


- Cara que show cansativo, eu to quase sem voz. – Ruki se senta no sofá.


- Nossa eu até quebrei a minha baqueta.


- Tava animado, hein Kai?


- Olha só quem fala, você rebolou o show inteiro Uruha.


- Desse jeito? – Uruha começa a rebolar.


- Aaaaaaaaaaaaaaaah!!!


- Nossa Kai, tá tão ruim assim? – Uruha pergunta assustado.


- Não fui eu que gritei.


- Quem foi então?


- Não fui eu! – Aoi, Reita e Ruki dizem juntos.


- Será que tem algum fã escondido aqui no camarim?


- Até parece que alguém consegue entrar aqui, com aquela manada de seguranças lá fora.


- Sei lá cara. – Ruki acende seu cigarro e começa a fumar.


- Cof cof cof !


- Vocês ouviram isso agora gente?


- Sim, tem alguém aqui dentro.


- E o som veio de trás do sofá, alguém tem que ir lá olhar.


- Vai você Uruha.


- Eu? Porque eu?


- Vai logo. – Uruha é empurrado.


- Aaaaaaah tem duas meninas aqui atrás do sofá.


- Aoi, chama o segurança.


- Não vai chamar ninguém. – Hikari agarra as pernas de Aoi com toda a força.


- Solta ele menina. – Uruha grita, muito bravo.


- Para de ser ciumento Uruha. – Takai pula nas costas de Uruha.


- Socorro segurança!


- Kaizinho vem aqui, eu quero ver suas covinhas! – Takai diz, se aproximando cada vez mais de Kai, com um sorriso meio pervertido no rosto.


- Não chega perto de mim, se não eu vou gritar para os seguranças tirarem você daqui!


- Mais eu só quero ver as suas covinhas, vem aqui amorzinho! – Começa a correr atrás de Kai.


- Ruki, meu chibi, deixa eu te dar um abraço? – Disse Hikari


- Não! Cadê os seguranças pelo amor de Kami – sama!


- Ruki eu não vou te machucar, eu só quero um abraço.


- Não chega perto... se não eu vou...tacar essa guitarra em você. – Ruki muito apavorado, pega a guitarra de Uruha.


- Não, minha guitarra nãã...- Uruha é agarrado por Takai novamente.


- Dá aquela reboladinha de novo Uru?


- Não, me solta sua louca, socorro!


- Kai, vá chamar os seguranças, faz alguma coisa! – Grita Ruki desesperado e quase sem ar pelo abraço sufocante de Hikari.


- Não dá! Elas trancaram a porta!


- Reita pega a chave, ta ali em cima da prateleira.


- Não consigo, é muito alto.


- Espera aí que eu vou te levantar. – E Aoi levanta Reita com muito esforço.


- Aoi me segura, eu estou caindo.


- Eu também estou Reita, se segura na prateleira! – Reita se segura nas prateleiras e acaba derrubando tudo em cima deles dois.



Notas finais
Realmente Hikari e Takai se descontrolaram e causaram um pandemônio no camarim dos gazeboys... Como acabará essa confusão?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.