Two Broken Hearts
28 Primeira Noite
Notas iniciais
Bom dia, meninas! Estou postando logo cedo um capítulo que jurava(!) ter postado na sexta feira. Como postei e saí correndo de casa, pode ter dado alguma falha e eu não vi. Peço desculpas. Mais uma vez agradeço pelos reviews, paciência e carinho com a fic :3 Boa leitura!
Quando voltamos para casa, já passava das seis da noite e havia escurecido. Ruth tinha mostrado suas novas pedras de dominó a Edward, compradas no mercado do centro, e ele se oferecera para jogar com ela. Ruth me convidou para a partida. Eu abri um sorriso radiante e aceitei prontamente.
Agora, estávamos novamente na sala da kitnete, resolvendo silenciosamente, cada qual seus conflitos internos. A vila — eu começava a pensar no cortiço como uma vila pequena e muito humilde, mas decente -, estava começando a se encher de sons. Havia gente chegando dos seus trabalhos e, agora, eu conhecia alguns pelo nome, embora ainda não pela fisionomia. Ruth havia me falado de Jessica e o marido Stanley, que às vezes bebia um pouco demais, mas nunca chegara a provocar um escândalo, nem fazer mal a ninguém. Ele trabalhava em uma pequena loja de ferragens no centro da cidade, enquanto ela era manicure em um salão ali perto. Também havia Margot, uma senhora idosa que cantava no coral e praticava caridade o dia inteiro na igreja protestante local, cujo neto vinha visitá-la vez ou outra, e cada vez menos. Os outros ainda eram fantasmas sem identidade e sem rosto para mim._ Você pode ficar aqui o tempo que precisar. Até arrumar o seu próprio lugar.Levantei os olhos para Edward, bebendo água direto da garrafa em frente a geladeira aberta. Ele estava de costas para mim, mas eu sabia que estava tão consciente da minha presença quanto eu da presença dele. Fisicamente e em todos os outros sentidos._ Obrigada.Ele assentiu. Estava outra vez sem camisa e, mesmo com a luz elétrica apagada, eu podia ver os traços da tatuagem às suas costas ganharem vida sob a luz da lua. As janelas estavam abertas e as cortinas tremulavam. Poderia parecer um filme de terror ou, ate mesmo, um romance barato de banca de jornal, mas não era. E saber disto me deixava assustada para cacete. A realidade é que Charlie tinha total dominio sobre mim. Não apenas um controle mental, mas, na prática, ele era o detentor do seu patrimônio e do de Rennèe até sua morte. Eu poderia reininvidicar estas condições na justiça, mas sinceramente, aquilo também me assustava. Porque significava tornar as coisas não apenas concoretas, mas eternas._ Vou pedir que tragam o meu carro. Podemos vender.Edward me olhou como se eu fosse um ET plantando bananeiras bem no meio da sala._ Por que você faria isso? Quer dizer, é seu carro.Dei de ombros, sentindo o pescoço tenso e dolorido. Eu estava sentada no chão desde que tínhamos voltado, encostada contra uma parede. Não fazia a mínima ideia por qual motivo, mas havia acabado parando lá mesmo. Agora o meu corpo suplicava conforto, o tipo de conforto que, pouco provavelmente, eu voltaria a dar a ele algum dia._ Acho que não preciso mais dirigir um C5. Mas preciso desesperadamente de hamburger e fritas.Era para ser uma piada, mas Edward me olhou emburrado._ Posso dar um jeito nisso.Ah, droga. Eu fiz uma negativa com a cabeça._ É problema meu, não seu.Ele veio até o meio da sala e se sentou no chão de frente para mim._ Era problema seu até que eu fiz uma promessa a uma senhora de oitenta e quatro anos depois de comer uma travessa inteira de biscoitos. Agora, o problema é nosso.Eu olhei dentro dos seus olhos. Ele estava falando sério, iria mesmo cuidar de mim. A sensação de estar em pauta entre as suas necessidades era indescritível, como fogo líquido correndo através do meu sangue. Eu queria sorrir, suspirar e até cantar uma canção dos Beatles. Mas não fiz nada disso, apenas assenti.Edward, então, se espreguiçou e, como se não houvesse acabado de se sentar, levantou novamente, as longas pernas marcando o jeans escuro._ Não tem muita coisa que eu possa fazer pelo quarto, mas eu conheço Ruth. O lençol está limpo. Ela menteve a higiene do lugar mesmo quando está desocupado. Sempre teve esperanças que eu voltasse.Eu quis perguntar o motivo, mas fiquei quieta. O relacionamento entre os dois parecia envolver mais coisas do que ambos estavam dizendo, mas ainda não era da minha conta._ Pode ficar com o quarto. Vou dormir naquele sofá _ apontei, decidida, para o Matusalém do outro lado da sala.Edward riu._ Nem pensar. O sofá é meu _ seu sorriso se tornou zombeteiro. _ Posso ser um filho da puta, mas ainda tenho noção de bons modos. A donzela em perigo dorme no quarto.Meu maxilar travou. Donzela. Será que ele sabia...?_ Tem um travesseiro para você lá.Eu neguei com a cabeça, tão teimosa quanto podia._ Não é justo._ A vida não é _ ele disse, sombrio.Lutei para afastar o pensamento de que, o que quer que tivesse acontecido a ele em Maryland, havia sido ruim o suficiente para gravar nele marcas mais profundas do que aquelas tatuagens._ Veja bem _ comecei, me levantando para encará-lo, embora nunca fosse chegar ao nível "de igual para igual". _ Eu não vou dormir naquele quarto e deixar que durma em um sofá de dois lugares na sala. Você jamais caberia!_ Tem o chão..._ Não mesmo! Fiquei dez minutos sentada nele e já adquiri uma lordose _ arqueei as sobrancelhas, bem teatral. _ A proposta é simples, Sr Cullen. Você e eu vamos dividir o colchão naquele quarto _ ergui um dedo autoritário, embora Edward não tivesse se manifestado ainda. _ Mas você não vai tentar nenhuma gracinha, ouviu bem? Ou eu vou sair correndo, gritando "Estupro!" pela vizinha inteira. Fui clara?
Ele me surpreendeu ao soltar uma gargalhada rouca e deliciosa. O som do riso dele provocava calafrios estranhos em mim, como eu nunca havia sentido antes, nem ao ler os romances eróticos que eu mantinha escondidos. Edward era real. Um homem real. E mais sexy do que qualquer personagem nas páginas dos livros.Para meu total espanto, ele assentiu._ Combinado, Srta Swan. Se me permite, eu vou entrar lá e trocar de roupa antes que você comece a gritar "Estupro!" sem necessidade. Certo?Eu sorri, orgulhosa de mim mesma._ Pode entrar daqui a alguns minutos. Só preciso achar uma bermuda naquela mochila _ ele disse, se afastando na direção do quarto.Fiquei na sala com o coração palpitando alto. CÉUS, o que estava fazendo?! Queria bancar a mulher experiente e madura, mas sabia que aquilo não daria certo. JAMAIS daria certo. Assim que eu entrasse naquele quarto, seríamos apenas Edward e eu, duas pessoas tão absolutamente dferentes, que jamais poderiam chegar a ficar juntas. Se eu aceitasse qualquer investida da parte dele, seria por apenas uma noite. Porque quando ele se desse conta da besteira que tinha feito, transando com a filha do homem que ele odiava, então tudo estaria terminado de vez. E eu o perderia. Para sempre.Pensar naquilo me provocou uma onda de tristeza para a qual eu não estava preparada. "Pensar" estava me fazendo triste. "Pensar" havia feito de mim infeliz a vida inteira.Segui pelo corredor até a entrada do quarto com o coração na garganta e mesmo sabendo que bastava empurrar, dei duas batidas na porta.Dois segundos depois, Edward estava diante de mim, o peito nu de músculos bem trabalhados sufocando minha respiração. Ele ainda não estava usando uma bermuda, apenas uma cueca box preta. Pela porta aberta, vi a mochila aberta sobre o colchão, algumas peças de roupa espalhadas.Minha boca estava seca._ Posso entrar?Os lábios de Edward se entreabriram, mas ele não respondeu. Ele franziu a testa com uma expressão de puro sofrimento. Ele queria que eu entrasse. Merda. Ele QUERIA._ Isso seria perigoso, Bella. E burrice. Você não sabe quem eu sou, nem do que posso ser capaz _ seu olhar escuro me queimava por dentro. _ Não deveria ter subido naquela moto.Edward estava lendo a expressão no meu rosto. Me mantive tão transparente quanto um copo d'agua._ Mas eu subi._ Pois é, subiu _ ele respirou fundo. _ E mesmo dizendo que não deveria, estou feliz que tenha feito.Pronto, era isso. Meu coração se acendeu como o Rockfeller Center no dia do Natal! Senti alegria irradiando pelas minhas pernas bambas e me controlei para não pular em seu colo e derruba-lo para trás.O que fiz foi assentir, mordendo o lábio. Estava nervosa para caralho, aquela era a verdade._ E agora, o que acontece?Edward deu um passo para frente e me encarou, fascinado._ Vai ter que pagar para ver.Então arrancou minha camiseta pelos ombros e me arrastou para dentro do quarto.
Notas finais
E ai, meninas? O que estão esperando pra essa primeira noite? Digam em seus reviews, beijo grande :*
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