Twisted Life
1 Twisted Life
Em Quioto, por volta do Colégio Hamamatsu.
O jovem anda em direção ao portão da escola, enquanto ouve música alta pelo seus fones de ouvido.
"Let's change the subject to someone else, you know lately I've been subject to change..."
Cantarola o rapaz, quase num sussurro, e no meio do caminho Vincent se esbarra com um outro estudante.
Quando se esbarram, Vincent perde a postura e quase cai no chão, mas um de seus fones cai de seu ouvido.
"Ei, olha por onde anda, ô idiota!" — Ele diz enquanto ri, voltando a andar
Vincent olha para trás, encarando o rapaz e depois pega seu fone que caiu do chão
"Babaca.." — Ele sussurra e volta a andar, adentrando a escola.
Bom, esse sou eu, o Vincent. E antes que vocês se perguntem; "Ah, e quais são seus poderes? Você é aqueles caras super pica tipo o Superman? E eu lhe respondo; erradíssimo, caro espectador!
Vincent continua andando pela escola, subindo escadas e indo até sua sala de aula.
Eu sou, ou era, um cara qualquer. Um aluno mediano, aqueles caras "invisíveis", que ninguém se importa muito.
Eu só estava lá, vivendo minha vida. Poucos amigos, problemas de socialização e essas coisas, saca?
Enfim, vou deixar vocês aproveitarem antes de eu voltar de novo.
Vincent joga sua mochila do lado da mesa, e se senta, relaxando.
De repente, senta na cadeira da frente o melhor amigo de Vincent, Taka.
"Ei, cara. Tá sabendo das boas?" — Diz Taka, parecendo um pouco animado.
Vincent olha pro seu amigo, e tirando seus fones e pausando a música que estava escutando, ele olha para ele e pergunta, confuso:
"Boas? Não, tô sabendo não."
Taka olha para trás rapidamente, e com um olhar levemente entusiasmado, ele chega mais perto de Vincent e diz, olhando para ele:
"Aluna nova. Intercâmbio. Nome dela é Kayla, acho."
Vincent olha surpreso, mas bastante curioso.
"Intercâmbio, é..? Legal. Ela é de que turma?" — Pergunta o rapaz.
Taka, ficando ainda mais entusiasmado, se segurando para não gritar, diz em baixo tom:
"...Da nossa!!"
Vincent acha graça, mas logo questiona seu amigo.
"E pra que toda essa empolgação, mano? Ela é bonita?"
Taka, olhando mais sério, e aparenta estar ofendido, dá um leve soco na mesa de Vincent, e diz em baixo tom, quase gritando:
"Bonita...? Ela é gostosa, porra!!"
Vincent leva um susto, e olha surpreso para seu amigo e diz num tom irônico:
"Se tu tá dizendo... Me descreve ela aí."
Taka olha para trás novamente, e vira para seu amigo de novo, e descreve a garota.
"Ela tem por volta de 1,65 de altura, é meio morena, então acho que ela pode ser ou uma americana ou uma latina."
"Ela também tem proporções perfeitas, cara! Um rosto fino, uns peitões pelo o que eu vi...ela é gostosa cara, tô falando!!"
Vincent olha levemente preocupado, mas ri e diz:
"Tu é tarado pra cacete viu..."
Por coincidência, alguns segundos depois que Vincent responde Taka, a aluna nova entra na sala, já rodeada por seus colegas.
As meninas da turma todas de uma vez avançam na menina e começam a tentar falar com ela, mas são todas fazendo barulho, é impossível ouvir algo.
Enquanto todas as pessoas em volta da aluna nova fazem barulho, Vincent atentamente analisa a garota, comparando às descrições de Taka.
"Ela é bem bonita.. Taka não tava errado. Mas ela com certeza não tem 1,65. Devem ser por volta de 1,68, quase 1,70. Ela tem mesmo uns peitões... mas nada extravagante e absurdo. Com certeza é latina." — Pensa Vincent.
Vincent, enquanto atentamente admira a garota, diz para Taka:
"É latina, cara."
Taka, olhando atentamente também, responde:
"Tu acha que é daonde? Acho que é Mexicana, mas se bobear é uma americana.."
"Brasileira, cara.. certeza. Se não é boliviana." — Responde Vincent.
Depois de alguns segundos, o professor entra na sala e aquieta a situação
"Todos em seus lugares!"
Depois de alguns minutos, todos sentados, a aluna nova recebe o lugar na sala uma fileira de distância e um pouco mais na frente de Vincent e Taka.
O professor respira fundo, e então diz alto e claro:
"Bom, como podem ver temos uma nova aluna para o ano, e ela é de intercâmbio. Por favor, venha-se apresentar."
Sem hesitar, a garota se levanta, de maneira confiante, e caminha até a frente da sala.
"Obrigado, professor.."
Ela então se vira para a turma, e diz com um sorriso:
"Bom dia, gente! Meu nome é Naomi, vim do Brasil fazer intercâmbio, e pretendo ficar aqui pelo resto do ano, espero ter um bom tempo com vocês!"
Vincent cutuca Taka e sussurra;
"O nome dela é Naomi, não Kayla, idiota. E ela é brasileira."
Taka, sem se virar, responde, sussurrando:
"Vá te fuder vá."
O professor olha para ela, surpreso.
"Nossa, você fala japonês muito bem para alguém de fora. Estou surpreso." — Diz o professor.
Naomi, lisonjeada, responde:
"Minha mãe, que é japonesa, fez questão de me fazer aprender a falar japonês uns anos antes de vir pra cá..."
O professor então se vira para a turma, enquanto Naomi se senta em seu lugar de novo, e diz:
"Espero que vocês acolham Naomi e façam ela se sentir confortável no espaço da escola. Mas enfim, vamos começar a aula."
O professor então começa a aula, e do início ao fim, a mente de Vincent ficou vaga, as vezes cheia. Muitas vezes olhando para Naomi, outras olhando para um canto aleatório. Pensou em nada, mas também pensou em muitas coisas, no final, ele não presta atenção na aula.
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Ah, voltando a explicações chatas, esqueci de avisar sobre o que há de especial nesse mundo.
Vincent sai da escola, já escurecendo, vai andando até sua casa.
Nesse mundo, quando você nasce, você tem uma pequena porcentagem de no seu DNA ocorrer um erro raríssimo, e você desenvolver alguma habilidade especial, ou, quando você cresce, ao longo da sua vida, você pode desenvolver essas habilidades naturalmente, mas também é igualmente raríssimo ao primeiro caso.
São habilidades variadas, com conceitos diferentes e coisas assim.
Alguns controlam elementos e coisas do tipo, alguns criam coisas do nada, e alguns podem ter coisas mais variadas, e exóticas, mas vai de casa caso.
Vincent anda nas ruas do caminho de sua casa que ele normalmente pega, totalmente vazias.
"Voltar pra casa esse horário é uma merda.." — Reclama Vincent, levemente desconfortável.
Vincent continua andando nas ruas vazias, ouvindo música alta com seus dois fones de ouvido. Após um tempo andando, sem perceber devido à música e pelo fato de não estar prestando muita atenção nos arredores, ele olha alguns metros à sua frente, e se depara com 3 bandidos, aparentemente já familiarizados com o garoto.
"Aí, caramba.."
Vincent imediatamente joga a mochila no chão, e coloca as mãos pra cima, enquanto os bandidos se aproximam.
"Olha, gente, sério, eu não tenho mais nada, vocês pegaram toda minha grana semana passada, eu só tenho material escolar na mochila, nem celular eu trouxe..."
Enquanto os bandidos se aproximam, o aparente líder dos três diz:
"Não trouxe celular, é? E qual é a desses fones de ouvido, moleque?"
Vincent olha chocado para o líder, e notando que seu plano de se safar deu errado, ele puxa seu celular e fone de ouvido do bolso, e oferece aos bandidos, nervoso.
"P-Por favor! Peguem e me deixem em paz!" — Grita Vincent.
Num ato rápido e limpo, o líder dos três marginais se aproxima de Vincent num passo, já puxando uma faca portátil e colocando contra seu pescoço.
Vincent fica muito mais nervoso, quase entrando em pânico. Mas ele permanece imóvel, suando frio, enquanto encara o bandido.
"Qual é, cara.. não precisa fazer isso! Peguem tudo.. minha mochila, minhas roupas, sei lá... Por favor não me machuca.." — Diz o garoto.
O marginal ri, e olha para Vincent, enquanto pressiona a lâmina contra seu pescoço.
"Esqueçeu do que eu te disse à um tempo, moleque? Falei pra não mentir pra mim, se não você tava fudido."
Vincent gela. Naquele momento, ele pensa que está tudo acabado, vai morrer por uma simples mentira. Ele nunca achou que morreria desse jeito.
"Ah não, cara.. por favor! Eu tô te dando tudo..!! Eu imploro!!"
O bandido ignora a suplicância do rapaz, enquanto os outros 2 bandidos apressam o líder, para que acabe logo com isso, mas aparentam estar gostando de tudo aquilo.
Vincent, desesperado, tenta empurrar o bandido para correr.
"S-Sai de cima! Me solta!" — Grita Vincent.
O bandido, que é muito mais forte e grande que Vincent, segura ele com ainda mais força, ense prepara para cortar sua garganta.
Vincent se sente fraco. Impotente, incapaz de se defender. Por um breve momento, ele pensa em como diabos tudo aquilo poderia ter sido desviado, e então desmaia de repente, o que surpreende o bandido.
"Ih alá, o moleque apagou." — Diz o bandido, num tom de indignação mas ao mesmo tempo dando uma leve risada, causando os dois outros bandidos a rirem também.
Por um momento bem breve, os três bandidos gargalham, antes do líder focar de novo com um sorriso malicioso e ir cortar a garganta de Vincent. Mas, de repente, inconscientemente, ele dá um tapa forte na mão do bandido que estava segurando a faca, forte o suficiente para lançar a faca para longe.
Os bandidos olham surpresos, levemente assustados, e o líder olha para a faca que saiu voando, e murmura:
"Mas que porra..."
Ele então olha de novo para Vincent, com um olhar arrogante e com raiva enquanto se levanta lentamente, se afastando.
"Ora seu.." — Diz o marginal.
De repente, com a outra mão, Vincent agarra o pulso do bandido com grande força, o impedindo de se distanciar.
Os três bandidos se chocam com a repentina mudança, e o líder fica nervoso, e diz:
"Seu desgraçado.. Vamos me solte.. antes que eu faça pior do que cortar sua garganta..."
E então, Vincent continua a segurar o pulso do bandido, enquanto se levanta, e espontaneamente, seu corpo começa a crescer levemente, sua estrutura corporal ficando mais forte, e ficando alguns centímetros mais alto, segurando o marginal cada vez mais forte.
O marginal, agora totalmente assustado e nervoso, grita para seus comparsas, também assustados:
"Mas que porra é essa.. Seus idiotas, me ajudem aqui..!!"
Os outros dois bandidos correm até seu líder, mas quando se aproximam, Vincent lança o líder contra os dois marginais, nocauteando o líder na hora e derrubando os dois no chão.
Enquanto Vincent se levanta lentamente, os bandidos rapidamente saem correndo gritando.
Quando Vincent se levanta, seu corpo começa a mudar novamente. Ele diminui corporalmente, ficando mais magro e alguns centímetros mais baixo.
Quando ele retoma sua consciência, ele olha ao redor, chocado.
"Mas o que diabos.. aconteceu...?! Eu fiz isso..?" — Se pergunta o rapaz.
"Ah, não importa.. eu tenho que sair daqui agora...!"
Ele pega suas coisas e sai em disparada para casa.
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No dia seguinte, de manhã cedo.
Vincent acorda cedo por causa de seu alarme para a escola, um pouco tonto e com dor de cabeça, lentamente abrindo seus olhos ele se senta na cama e desliga o despertador.
"Eu esqueci de desligar o despertador ontem.. hoje não tem aula.."
Coçando um de seus olhos com o dedo, ele boceja e fala consigo mesmo.
"Mas também, depois do que aconteceu ontem... Não tem como voltar pra casa e ligar pra porcaria dum alarme. Só queria dormir."
Ele então olha pro chão enquanto coça a parte de trás de sua cabeça.
"Mas de verdade.. O que diabos aconteceu ontem...? Eu tinha desmaiado e senti uma sensação estranha no meu corpo, aí eu acordei e vi aquele bandido no chão..."
Ele respira, e com um tom de incômodo, murmura:
"Eu devo estar ficando louco."
Ele então se levanta de sua cama e vai ao banheiro fazer suas necessidades da manhã.
Alguns minutos depois ele sai do banheiro e vai até a cozinha, a fim de comer algo.
Entrando na cozinha, ele vê um bilhete e um café da manhã já frio na mesa — aparentemente feito às pressas
Chegando mais perto, ele percebe que é de sua mãe o bilhete. Imediatamente, ele agarra gentilmente o pedaço de papel entre seus dedos e lê atentamente.
"Oi, filho. Bom dia, acho. Voltei pra casa de madrugada achando que ia ficar pra dormir mas logo me chamaram de volta no hospital, chegou um bandido que teve costelas perfurando o pulmão e muitas hemorragias internas, acredita? Me desculpe por não poder dormir em casa de novo. Mas fiz um café da manhã pra você comer quando acordasse, ok? Talvez volte de tarde ou de noite para casa, me liga se precisar de algo. Mamãe te ama, beijos."
Após terminar de ler o bilhete, o jovem dá uma leve risada, mas com uma aura triste.
"Ah mãe.. Sempre dando duro no trabalho..."
Ele pega o prato com o pão e café e coloca para esquentar no micro-ondas
Enquanto o café da manhã esquentava, ele ainda pensava no que aconteceu na noite passada.
"Droga.. tava maluco demais pra ser loucura minha..."
"Ah, quer saber? Que se foda." — Murmura Vincent.
Ele espera o micro-ondas parar de esquentar o café da manhã, e se senta na mesa com o alimento.
Ele come o café da manhã, e alguns minutos depois, ele vai até a sala de estar, e liga a TV para ver as notícias da manhã.
"Espero que tenha coisa interessante rolando na cidade."
Quando ele liga a TV, já liga no canal do jornal — e por coincidência, a notícia é sobre os três bandidos da noite passada.
Vincent fica chocado quando vê os dois bandidos - apreendidos, falando sobre o acontecido, enquanto passava imagens do bandido que foi nocauteado
"Ontem, por volta das 19:30, na rua Kiroshi 356, dois criminosos foram apreendidos após se entregarem na delegacia mais próxima. Eles dizem que estavam a assaltar um jovem que passava na rua sozinho, e de repente, como se fosse "magia" — pelas palavras de um dos criminosos, o jovem com uma força assustadora derrubou o líder deles e ainda o nocauteou. O mesmo foi encontrado nocauteado na mesma rua com ferimentos internos, como fraturas e hemorragias. Veja as imagens a seguir do hospital."
Enquanto passavam imagens do bandido no hospital pela TV, Vincent estava chocado e confuso com as palavras da jornalista.
"Força assustadora...?" — Se pergunta o garoto.
Os pensamentos de Vincent vão a loucura. Ele não sabe mais se é tudo um sonho, ou se de fato enlouqueceu, não acreditando na realidade.
"Mas, isso não pode ser possível, uma coisa dessas não existe..."
"Como eu posso ter desmaiado e do nada ter ganhado uma força dessa inconscientemente? Eu tenho poderes, é isso...?"
"Eu tô sonhando, é isso. Tô sonhando."
Ele então começa a se tapear e se beliscar, tentando "acordar".
"Eu preciso-"
Antes que Vincent pudesse terminar sua frase, a campainha toca imediatamente, nervoso, ele se vira na hora, encarando a campainha.
"Não pode ser minha mãe, ele nunca volta uma hora dessas..." — Pensa o jovem.
De repente, alguém bate na porta, fazendo barulho e assustando Vincent.
"Abre logo, a gente sabe que tu tá aí." — Diz uma voz feminina, com um tom impaciente.
nervoso, ele se levanta do sofá e vai até a porta.
Chegando mais perto, ele pergunta:
"Q-Quem é?"
Um silêncio de poucos segundos se instala, e logo uma voz diferente responde, uma masculina, porém jovem.
"Amigos."
Vincent então responde na mesma hora, mesmo com um leve medo;
"Amigos? Eu só tenho um e ele nunca veio aqui em casa."
Então a voz feminina, num tom ainda impaciente, responde logo em seguida:
"Abre logo essa porra antes que eu abra eu mesma."
Então a voz masculina responde a voz feminina, num tom calmo.
"Calma, pra que toda essa agressividade?"
A voz feminina responde bem baixo;
"Que se foda."
Um silêncio se instala, enquanto Vincent ainda fica na frente da porta, assustado.
"Está aí? Abra a porta, por gentileza." — Diz uma terceira voz, masculina, porém mais madura, a voz de um adulto.
"J-Já estou abrindo..!" — Diz Vincent, pressionado pelos três.
Ele rapidamente se aproxima da porta, e a destranca
Vincent abre apenas um pouco da porta, para poder ter visão de quem são as pessoas, mas no momento que ele abriu só um pouco da porta para ver os três indivíduos, uma mulher de provável idade parecida da de Vincent — a da voz, empurra a porta com tudo, derrubando Vincent no chão e abrindo a porta completamente. Rapidamente a mulher depois de derrubar Vincent, se aproxima e o imobiliza no chão, empurrando o peitoral do garoto com uma mão, e com a outra, apontando um soco caso alguma coisa desse errado.
Logo depois da garota, entra um homem, de aparência mais velha, vestindo um terno e óculos, e atrás dele entra um jovem de cabelos alaranjados que aparenta ter a idade de Vincent também.
"Não precisava disso, Keiko." — Diz o garoto de cabelo laranja, se apoiando no sofá assim que entra na casa.
O homem mais velho se agacha próximo a Vincent, e o olha nos olhos com uma expressão séria.
Vincent encara o homem , com uma expressão assustada e boquiaberto.
Logo o homem encosta no braço da garota - Keiko, e diz, ainda olhando para Vincent:
"Pode soltar ele."
Ela lentamente se afasta, encarando Vincent com uma expressão séria, porém ameaçadora, e diz:
"Melhor não bancar o engraçadinho."
O homem então fala para Vincent, que aparentemente ainda estava em estado de choque.
"Me desculpe pelas medidas preventivas de Keiko, meu nome é Masato. Professor Masato."
Vincent ainda muito chocado e boquiaberto, permanece quieto encarando o professor.
O garoto de cabelos laranjas olha, apontando com a mão para Vincent, e diz olhando para Keiko:
"Viu? Tu quebrou o cara."
Keiko faz o dedo-do-meio para o jovem e permanece em silêncio.
O professor dá dois tapinhas leves no rosto de Vincent.
Vincent toma um susto, como se tivesse sido acordado de um pesadelo.
"Ahn, o que?" — Diz ele, atordoado, olhando para Masato e em volta.
Masato mais uma vez olha nos olhos de Vincent e diz, enquanto segura suas bochechas com sua mão, o forçando olhar para ele:
"Me desculpe pelas medidas preventivas de Keiko, meu nome é Masato. Professor Masato."
Vincent, nervoso, responde num tom hesitante.
"M-Me chamo Vincent.."
Masato então se levanta, e estende sua mão para ajudar o rapaz a se levantar. Vincent, hesitantemente, agarra a mão de Masato e se levanta, olhando em volta, ainda desconfortável.
"Foi você o responsável pelo incidente com os bandidos de ontem a noite, não é?" — Pergunta o homem.
Vincent fica levemente mais nervoso, e tenta desviar do assunto.
"Bandidos? Que bandidos? Eu não-"
"Já sabemos que foi você, não precisa mentir. Aliás, meu nome é Yusei." — Diz o jovem, impedindo Vincent de terminar sua frase.
Sentindo a derrota, Vincent respira profundamente, antes de admitir.
"Tá, tá.. fui eu.. acho. Ainda estou confuso sobre isso, por que?"
Masato começa a andar em círculos por volta de Vincent.
"Não é totalmente secreto, mas você já deve ter ouvido falar da organização, certo? De pessoas que possuem "habilidades especiais." — Diz o professor.
Vincent segue Masato com os olhos, e responde:
"O-Organização? Isso é só uma teoria da conspiração, essas coisas não existem, é coisa de internet..."
Yusei interrompe e diz:
"É tratado como teoria da conspiração, como gente famosa que é réptil. Ninguém sabe se é de verdade mesmo, mas posso lhe garantir que essa é de verdade. Somos prova viva disso."
"Ele está certo. Na organização nós localizamos e levamos pessoas que ou nasceram com habilidades ou que as desenvolveram ao longo da vida para locais da organização dentro da região, o que é seu caso." — Diz Masato, complementando a fala de Yusei.
"Está me dizendo que eu tenho poderes..? Mas, não faz sentido, isso é tudo.." — Questiona VIncent.
"É como Yusei disse. A organização é real. Ele mesmo, por exemplo, é capaz de controlar o fogo como bem quiser, a famosa pirocinese." — Diz Masato, interrompendo Vincent.
Vincent se vira para Yusei, enquanto diz:
"Ah, mas eu não acredi-"
Antes de terminar a frase, e antes mesmo de olhar para Yusei, o mesmo já havia criado uma pequena esfera de fogo, a expondo para Vincent.
Vincent, surpreso, lentamente olha para Masato de novo.
"Puta merda eu não acredito..." — Murmura o garoto.
"Bom, como estava dizendo, levamos pessoas como você para locais da organização para ensiná-las a masterizarem suas habilidades, evitando que façam alguma coisa que cause polêmica." — Diz Masato, se aproximando de Vincent.
"E você, Vincent, como já analisamos ontem e investigamos, sabemos que você deve ter alguma coisa, afinal, ninguém tira uma força dessas do nada, né?"
Por um momento, Vincent se aquieta, de maneira pensativa.
"Vamos te levar hoje para o local da organização, faremos poucos testes, e você volta pra casa, se quiser." — Explica Masato, com um tom calmo.
Vincent então na mesma hora, pergunta:
"M-Me levar? Mas eu tenho escola, minha mãe pode voltar a qualquer momento e..."
"Você não vai ficar preso lá, sabe? Você pode sair sempre que terminar seus treinos e as coisas que a gente faz lá. Você ainda volta pra casa e vai pra escola, pense como se fosse um estudo adicional só que bem mais legal." — Interrompe Yusei, de novo.
"É, é desse jeito mesmo. Vamos te ajudar a controlar essa habilidade e descobrir mais a fundo o que você pode fazer." — Complementa Masato.
Vincent fica calado, pensando seriamente.
"Visto que eu não posso recusar e ficar numa boa... Eu posso pelo menos tomar um banho e trocar de roupa antes da gente ir...?" — Diz Vincent, se sentindo obrigado a aceitar essa nova "realidade".
"Certo, por que não? Se isso te faz sentir mais confortável, vá em frente." — Responde Masato num tom de aceitação e olhando curioso, enquanto cruza seus braços.
Vincent então vai até seu quarto, e pegando algumas roupas que ele usa no dia a dia ele vai para o banho, e após alguns minutos, ele sai do banheiro.
Quando Vincent sai do banheiro, os três o esperavam na porta, enquanto conversavam.
"Vamos, Keiko. Não seja rude com ele. Ele parece ser um cara legal, bom, pra mim..." — Comenta Yusei.
"Cuida da sua vida, Yusei." — Responde Keiko, num tom agressivo e impaciente.
"Olha o respeito. Mas Yusei está certo. Você tem que ser no mínimo educada com o garoto." — Diz Masato, olhando para Keiko.
"Tsc, tá, tá. Tanto faz." — Murmura a garota.
Vincent então sai do banheiro e anda até a porta da frente.
"Estou pronto.. pra ir.." — Diz Vincent, hesitante.
"Ótimo. Perfeito." — Responde Masato, com um sorriso orgulhoso.
Masato sai da casa e vai até a rua, entrando no banco do motorista em um carro escuro. Keiko entra no carro, e antes de Yusei ir entrar no carro, ele dá um leve soco no ombro de Vincent, e com um tom amigável, ele diz:
"Bora lá mano, vai ser divertido, acredite."
Yusei entra no carro, e hesitantemente e bastante nervoso, Vincent dá alguns passos desconfiados e entra no carro sentando ao lado de Yusei e fechando a porta enquanto Masato dá partida.
"Pronto pra viagem de mudança, camarada?" — Diz Yusei, olhando para Vincent e dando um sorriso.
"N-Não sei.. Sinceramente..." — Responde Vincent, olhando de volta para Yusei, inseguro.
Yusei então dá um tapa de leve na coxa de Vincent e diz, olhando para o outro lado com um sorriso no rosto;
"Não esquenta, você vai gostar."
O trajeto é meio quieto, mas em um momento, Vincent pergunta:
"Desculpe se for muito ousado minha pergunta.. Mas se Sr. Yusei tem a pirocinese como poder.. qual são os poderes de vocês dois, Srta. Keiko e Sr. Masato?"
"Telecinese e atributos melhorados." — Responde Masato, de olho na rua.
"Telecinese...? Legal.. Atributos você quer dizer tipo, força, velocidade e etc?" — Pergunta Vincent.
"Por aí mesmo."
Um silêncio se instala quando seria a vez de Keiko de falar o que faz de especial.
"Keiko? Sua vez de falar." — Diz Masato, mas mesmo assim a garota permanece calada.
"Foi mal aí, é que ela é tímida pra falar esse tipo de coisa." — Diz Yusei, debochando de Keiko, enquanto olha para Vincent.
"Vai se foder, Yusei!" — Repreende Keiko.
Ela fica em silêncio, antes de falar.
"Eu posso criar 2 braços adicionais. Meu atributos também são melhorados." — Diz a garota, num tom impaciente.
Vincent olha curioso, mas opta por não perguntar mais. E desde então o carro fica quieto até finalmente chegarem no lugar.
"Bom, chegamos." — Diz Masato, desligando o carro e abrindo a porta para sair.
Em seguida de Keiko, que logo quando pisa para fora do carro não espera pelos outros e entra direto na estrutura. Yusei sai do carro, esperando Vincent.
Saindo do carro, Vincent se vira e olha para o local, analisando rapidamente.
"Realmente se parece com uma escola.."
Masato olha para Yusei, e diz, antes de andar até a estrutura:
"Estarei esperando na sala do diretor, por favor, leve-o lá quando puder."
Concordando com a cabeça, Yusei se vira para Vincent, e diz:
"Bem vindo a sua nova vida, Vin. Se você não se importar que eu te chame assim." — Diz o jovem, rindo levemente.
"Bom, vamos para a sala do diretor. Lá é onde vão ocorrer os testes."
Yusei então se prepara para caminhar até a sala do diretor, esperando Vincent. E respirando profundamente, ele tenta se animar com sua nova realidade, e se aproximando de Yusei, ele dá um leve sorriso nervoso, e os dois andam em direção à entrada principal da escola.
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