Twilight: Moonlit Desire

9 Capitulo 9 - Ecos da Eternidade


A noite carregava um peso solene, como se o céu entoasse um cântico de luto. Na clareira, Rosalie ajoelhava-se, as mãos cravadas na terra úmida, tingidas de sangue e memórias. À sua frente, a Wolfbane erguia-se imponente, pétalas negras reluzindo sob a lua que rompia, após semanas, o véu de escuridão sobre Forks. O vento murmurava segredos ancestrais entre os pinheiros, misturando dor e renascimento em uma melodia quase imperceptível.


Leah observava à distância, silhueta esculpida pela luz prateada. Seus olhos de loba cintilavam, refletindo a desconfiança que a impedia de se aproximar, mas também a lealdade que a mantinha ali. Rosalie sabia: após anos de guerra, alguns mistérios não exigiam explicação, apenas respeito.


— Ele está aqui — sussurrou Rosalie, dedos trêmulos acariciando as pétalas da flor. A planta pulsava, como se alimentada por algo além da terra. — Consigo senti-lo.


Leah não respondeu, mas suas orelhas aguçadas captaram o que Rosalie ainda não ouvira — um sussurro na névoa, uma respiração na escuridão. O ar denso eletrizava-se com uma energia antiga, indomável até para os Volturi.


Então, o vento cessou. No silêncio abrupto, Rosalie ouviu o próprio coração — ou talvez o eco do de Jacob, persistindo entre as sombras.


— Rosalie...


A voz era um fio de brisa, mas suficiente para congelar seu sangue. Seus olhos vermelhos fixaram-se na névoa que dançava à sua frente, enquanto o peito latejava de uma emoção esquecida: esperança.


— Jacob? — Suas palavras quebraram-se no ar, frágeis como vidro.


A névoa dissipou-se, revelando-o. Ele estava ali, em forma de lobo, mas transfigurado — pelagem mesclando sombra e luz, cicatrizes brilhando como constelações em sua pele. Seus olhos dourados queimavam com a intensidade de um sol contido.


— Nunca te deixei — ecoou sua voz em sua mente, doce e grave. — Você me trouxe de volta.


Rosalie tentou mover-se, mas as pernas falharam. Jacob avançou, e o calor de seu corpo — agora nem humano, nem lobo, nem morto — envolveu-a como um manto.


— Como? — Suas lágrimas escarlates mergulhavam na terra, regando a Wolfbane. — Você partiu...


— O vínculo entre nós transcende a morte — explicou ele, sorriso triste iluminando-lhe os traços. — Sua dor, seu amor... foram minha âncora.


Leah aproximou-se então, farejando o ar com desconfiança, mas inclinou a cabeça em um gesto quase reverente.


— Isso não é natural — rosnou, voz carregada de cautela.


— Nada em nós jamais foi — Jacob fitou Rosalie, e nesse olhar havia a chama do líder que ela sempre conhecera. — Mas não é errado.


— Não suportaria perder-te outra vez — sussurrou Rosalie, voz sumindo em um suspiro.


— Jamais me perderás — prometeu ele, puxando-a para um abraço que era tempestade e refúgio. — Sou teu, Rosalie. Para sempre.


Leah recuou, concedendo-lhes privacidade, mas sua presença ali era um lembrete: a guerra ainda ecoava, embora distante.


Ao separarem-se, Jacob contemplou a Wolfbane, tocando uma pétala negra.


— Isto é parte de mim agora. E de você.


Rosalie entrelaçou os dedos aos dele, sentindo a vida pulsar entre ambos — uma simbiose de sangue e raízes.


— O que somos? — perguntou, voando entre medo e êxtase.


— Além de vampiros ou lobos. Híbridos, unidos pela essência que nos trouxe de volta.


Leah interrompeu, pragmática:


— E o que faremos?


Jacob ergueu o olhar, e nele Rosalie viu o estrategista, o guerreiro, o amante.


— Lutaremos. Por nosso futuro, por quem perdemos. Mas agora... não estamos sós.


Determinação incandescente invadiu Rosalie. Olhou para Jacob, para Leah, para a flor que brotara de sua dor. A noite, outrora opressora, agora cedia à luz das estrelas.


— Lutaremos juntos — declarou, voz firme como aço.


Epílogo: A Dança das Luas


Meses depois, a paz delicada enraizara-se em Forks. Sob a lua cheia, na mesma clareira onde a Wolfbane florescia, Rosalie e Jacob uniram-se em matrimônio. O véu de Rosalie, tecido com pétalas negras, dançava ao vento, enquanto Bella ajustava-lhe o vestido, emocionada.


— Pronta? — perguntou Bella, voz embargada.


Rosalie contemplou o reflexo: olhos vermelhos suavizados pela paz, mãos outrora ensanguentadas agora segurando o buquê de Wolfbane.


— Mais que nunca.


Jacob esperava-a, transformado, mas com o mesmo olhar que a conquistara eras atrás. Quando as mãos se encontraram, a conexão entre eles vibrou, um laço que desafiava o tempo.


— Para sempre — ele jurou, voz ecoando em sua alma.


— Para sempre — ela confirmou, lágrimas rubras selando o pacto.


Anos se passaram. Em uma noite de lua prateada, Luna nasceu — fusão de força lobuna e graça vampírica. Seus olhos brilhavam como astros, e seu riso dissipava sombras.


— Perfeita — Jacob a embalou, maravilhado.


— Nossa — Rosalie sussurrou, coração transbordando.


Sob o céu infinito, onde a lua testemunhara guerras e renascimentos, a família entrelaçou-se. O passado, com suas cicatrizes, desvanecia-se ante a promessa do amanhã. A Wolfbane, agora símbolo de resiliência, florescia ao redor, enquanto Luna corria entre as árvores, filha de dois mundos.


Rosalie e Jacob, de mãos dadas, contemplavam o horizonte. Nada mais os separaria — nem maldições, nem fronteiras, nem o peso da imortalidade. Eram um legado de amor, prova de que até na escuridão mais densa, a luz persiste. E assim, sob o manto da eternidade, encontraram o que sempre buscara: um recomeço.

Notas finais
Obrigada por acompanharem a historia de Rosalie e Jacob 💫 Até a próxima jornada ... Beijinhos! 🌙🐺❤️* **~•~**
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!