Twilight

4 Capítulo 4 - Eu me rendo.


Notas iniciais
Como prometido mais uma atualização pra vocês. Acredito que atualizarei duas vezes por semana aos terças e as sextas. Capítulo está fofinha ao meu ver. Boa leitura amadinhos...

"Será que dá por favor pra você tentar ouvir o que eu estou dizendo? Será que você pode me deixar tentar explicar o quanto você significa pra mim?"

— Emma é a mulher que esperei por mais de noventa anos. — levantei dando as costas para todos e indo até o saguão principal sendo acompanhada por elas. — Aquela loira abusada é exatamente o amor que venho procurando a séculos.

E assim o silêncio pairou sobre nós.

....

Naquela madrugada foi a primeira vez que sonhei com Regina Mills e as demais noites naquela semana Regina povoou cada sonho meu. Meus pensamentos sempre acabavam me levando a ela.

Naquela semana nos mantivemos afastadas.

Por mais que eu quisesse estar ao seu lado, algo dentro de mim dizia que era para me manter longe.

Regina estava despertando algo que eu não fazia ideia do que poderia ser.

As horas estavam passando rapidamente, fui direto para o refeitório, estava faminta.

Havia acabado de pegar minha bandeja, resolvi optar por um sanduíche e um suco. Fui pegar um potinho de gelatina para mais tarde quando senti alguém que aproximar.

— Desculpe. — a voz disse. — Eu só não sei se isso seria o certo para nós. — uma onda de felicidade e tristeza me invadiram.

Por mais que eu estivesse feliz de a ter ao meu lado, suas palavras foram como lâminas afiadas rasgando minha pela, ou melhor, meu coração.

— Por que não seria o certo? — e naquela semana foi a primeira vez que nossos olhares tão familiares se cruzaram.

Aqueles olhos castanhos que eu passei a apreciar muito mais que de costume.

— Não sou boa o suficiente...Emma. — ela sussurrou meu nome.

— Talvez eu não queira alguém tão boa. — peguei sua mão, sempre tão gelada.

Silêncio, um silêncio de apenas sete segundos que para mim pareceram mais que sete horas.

Nos olhávamos tão intensamente que se tivéssemos algum dom estaríamos lendo nossos pensamentos.

Então ela sorriu e fez movimentos em negação com a cabeça.

— Você é a pessoa mais teimosa que conheci. — pareceu pensar no que diria a seguir. — Por que você não pode simplesmente me esquecer? — foi a minha vez de sorrir e falar alto e claro, num bom tom.

— Talvez você não queira verdadeiramente isso. — respirei, tentando acalmar meus batimentos que estavam começando a se acelerar. — Talvez, mais só talvez você tenha tanto medo de nos conhecermos. Que prefere se afastar... — ela me olhou sem expressar reação alguma, mais estava atenta a cada palavra que saia de meus lábios. — Isso pode não ser o certo, mais eu não me importo Regina.

E o movimento que veio a seguir foi totalmente pensado. A abracei, abracei com vontade, eu só queria que ela sentisse o quando precisava estar ao seu lado. Que não aguentava mais esse jogo de quem cede por primeiro.

Regina Mills tinha que começar a entender que poderia me dizer tantas coisas mais nenhuma delas mudaria, que não existia mais saída, eu a queria.

Senti seus braços envolta de mim, então descansei meu rosto em seu ombro.

— Isso pode ser perigoso. — aquela voz tentava me convencer do contrário.

— Não me importo... — levantei meu olhar ao dela dando alguns passos para trás depois de ouvirmos o sinal tocando.— A espero na saída. -Disse me afastando.

...

As próximas horas foram uma lerdeza, a ansiedade me consumia e cada minuto que eu olhava para o relógio. Ouvi pela quarta e última vez daquele dia o sinal tocando, arrumei meus livros e sai com passos rápidos.

— Você está aí. — vi Regina me esperar. — Oi. — disse me aproximando e dando um beijo em sua bochecha.

— Oi Emma. — falou desconcertada.

— Quer sair comigo? — perguntei.

Hoje mais cedo a galera havia me perguntado se eu estava afim de dar uma volta em Boston. Fazer umas compras, já que as meninas estavam ansiosas para comprar o vestido de formatura.

Assim que recebi o convite, pensei logo nela.

— Está me convidando para um encontro? — disse sorrindo. — Brincadeira — mal tive tempo de a responder e ela já estava se desculpando.

— E se fosse um encontro? — a encarei seria. — Não veria nada de ruim se fosse. Mais o pessoal me convidou para ir a Boston, e pensei em você me acompanhar.

— Você estará com seus amigos Emma.

— Então isso é um não? — ela assentiu. — Certo. — falei pensativa. — Pensarei em algo irrecusável. — Sorrimos.

— Certo. — repetiu a minha fala. — Se vemos semana que vem?

— Com toda a certeza. — falei vendo Regina ir em direção aos outros Mills que estavam a sua espera.

— Re-Regina... — aumentei um pouco a voz. — Você está linda hoje. — revelei, sentindo minhas bochechas pelando de tão vermelhas que elas estavam ficando.

Vi ela virar e me mandar um beijo pelo ar, parecia coisa de filme.

Era muito melhor que filme, pois era minha vida.

....

Hoje o dia havia começado diferente dos outros, o sol começava a raiar. O bom que teríamos um final de semana que não fosse chuva.

Como combinado estávamos indo a Boston. Acordei super cedo pro Peter se atrasar com a van que levaria todos nós.

— Não vejo a hora de comprar o vestido. — Ana disse fogosa demais. — Será o mais bonito. — e foi impossível nos rirmos dela.

Quase três horas de viajem e finalmente estávamos estacionando.

Combinamos de todos se encontrarem no restaurante que havia na rua principal e depois retornaríamos para Storybroke quando já estivesse anoitecendo.

Cada um tomou um rumo diferente.

Depois de ficar vendo as meninas provarem mais de uns vinte vestidos eu resolvi me retirar. Falei que daria uma volta e no final do dia as encontraria no local marcado.

Resolvi ir em direção ao teatro da cidade. A peça começaria em trinta minutos e seria narrado o romance mais chocante e bonito que eu conhecia.

A obra que me fascinava, Romeu e Julieta.

Fui direto pra fila da pipoca, afinal, uma boa peça tem que ter algo para degustar. E assim fui eu assistir.

...

A noite havia começado e vi que estava encima da hora para ir até o local que marcamos. Apresei os passos com certo receio quando passava pelas ruas escuras.

Sinto alguém chegando por trás e tampando a minha boca num sinal deu não poder gritar.

— Fique quita e me passa tudo que tem dentro da sua bolsa. — aquela voz de um homem, acredito que estava bêbado poi era repugnante o cheiro que exalava dele.

Com toda a força do mundo deu uma cotovelada em seu estômago e tentei fugir quando ele me fez tropeçar.

— Então parece que alguém gosta de agressividade. — disse com uma careta, acredito que a cotovelada tenha doido. — Então vamos brincar lindinha. — sua voz era regada de segundas intenções.

Tentei me levantar. Mais fui empurrada com força no muro.

Tentei gritar, mais minha voz não saia. Eu já estava desesperada, fechei meus olhos e esperei pelo pior. Quando ouço um carro freando com força e aquela voz tão conhecida.

— Vá para o carro. — veio em uma velocidade que eu mal conseguia acompanhar. — Agora! — e assim eu sai às pressas para dentro da mercedes de Regina.

Assim que fechei a porta, ela veio uns segundos depois entrando e acelerando o carro.

— Obrigada! — falei.

— Emma, você está bem? — sua voz era de preocupação. — Aquele homem não a machucou?

— Não, graças a você. — e realmente era, se ela não estivesse me salvado, acredito que o pior teria acontecido.

— Avisse seus amigos que a levarei para casa. — não quis nem a questionar, sua voz era autoritária.

Seu carro deu voltas em mais algumas quadras e estacionou em um amplo estacionamento.

— Como sabia que eu estaria lá? — eu queria respostas, eu precisava de alguma delas.

— Eu n... — ela deixou as palavras morrerem em seus lábios. — Você não ira entender, mais eu tentei me afastar de você. De todas as formas Emma.

— Eu não quero que se afaste. — entrelaceis nossos dedos. — Eu só quero entender um pouco as coisas. Se você está confusa, se ponha no meu lugar. — vi ela assentir, compreendo o que eu queria dizer.

— Tenho muito segredos. — olhou para o vidro a fora. — E quando chegar a hora certa você saberá de todos. Mais eu, de agora em diante prometo que não ficarei longe de você.

— Promete? — perguntei vendo ela sorrir e voltando sua atenção para dentro do carro, ou melhor, para mim.

— Acredito que não consigo mais ficar longe de você. — era muito mais que uma promessa.

Era uma confissão.

Notas finais
Ahhh, vocês não tem ideia do quanto adorei escrever esse capítulo. As coisas estão florescendo. Espero que tenham gostado do capítulo assim como eu. Até terça amadinhos.