Twice Love

8 Capítulo 7 - Construindo.


Notas iniciais
Mais um capítulo! Boa Leitura!

Meses depois.

Alguns médicos do hospital, respiravam aliviados, trocando conversas na lanchonete do local, felizes por seus respectivos plantões terem acabado; Sarah, Caleb e Paul eram uma exceção nisso, em uma ironia do destino, os três iniciariam seus plantões ao mesmo tempo naquele dia, e logo foram lanchar para se abastecerem para altas emoções. Foi a vez da Jones, buscar cafés para a equipe de sempre.

—Aqui, um café para o médico mais gato do hospital. — falou antes de entregar o copo de isopor a Caleb, e o presentear com um carinhoso beijo na bochecha. Seu amigo sorri para ela.

—Hey, achei que eu fosse o médico mais gato desse hospital. — Paul finge protesto, ao pegar seu café.

—Você é, querido, só não quero que as outras funcionárias daqui descubram isso. — Sarah zomba, antes de lhe dar um selinho.

—Uau, vocês são melosos. — o Walters nota, logo depois de dar um gole na sua bebida quente.

—Disse o cara, que vai se casar amanhã. — Sarah devolve quase divertida, ao se acomodar em seu lugar na mesa.

—Disse o cara que vai se casar amanhã, e ainda sim aceitou um longo plantão no dia anterior ao seu matrimônio. — Paul corrige a namorada, levando a entender que Caleb não estava dando a importância devida a essa ocasião.

—Sei que vocês passaram a semana toda, me dizendo que eu pareço desanimado com meu casamento, mas, eu não estou. Darcey é uma mulher maravilhosa, e a parti de amanhã teremos uma vida incrível juntos, quanto ao plantão, é a despedida de solteiro que eu escolhi. — esclarece para eles com um ar sério.

—Isso é bem melhor do que contratar mulheres semi nuas e se embebedar em uma boate. — Sarah diz olhando para seu namorado com zombaria.

—Eu nunca ofereceria isso ao meu amigo. — Paul se faz de ofendido.

—Ofereceria sim. — Caleb o contraria, lembrando-se que foi exatamente o que ele ofereceu, antes dele dizer que passaria sua despedida de solteiro fazendo um plantão.

—Com certeza, oferecia. — Sarah conhece o cara com quem dorme como ninguém.

—Isso é um complô, certo. — Paul se rende, rindo e seus amigos riem também.

—Hey gente, estamos crescidos; Caleb vai casar. — a ficha finalmente cai para Sarah; Logo ela que suspeitava que o noivado dele com Darcey não iria para frente, mas, enfim, foi, e agora eles estavam prestes a se unirem para sempre.

—É. Eu vou casar. — finalmente ele admite aquilo em voz alta.

—Você vai ser feliz, cara. — Paul do fundo de seu coração deseja isso.

—Bem, se não der certo, eu tenho vocês. — sua brincadeira, tem um fundo de verdade.

—Sempre. — Sarah garante, apertando seu ombro com carinho e sorrindo para ele.

Começam a conversar sobre assuntos do cotidiano, antes do plantão deles de fato se iniciar, mas, param, logo que Melody surge na lanchonete, junto com outros dois entregadores; A recepcionista trazia consigo um cupcake enfeitado com uma vela, que não estava acendida, enquanto um entregador carregava um cacho de balões e um enorme urso de pelúcia marrom, logo que o outro trazia consigo um lindo jarro de margaridas.

—As coisas que vocês pediram acabaram de chegar. — Melody anuncia o obvio, sorrindo especialmente para Caleb; É, ela ainda não havia superado sua queda por ele.

—Vamos mesmo fazer isso? — Sarah indaga arqueando uma sobrancelha.

—Sim. Nós vamos. Sempre. — pela primeira vez naquele dia, Caleb parece verdadeiramente feliz.

Não demora muito para a trupe de médicos melhores amigos, já estar presente no quarto de Bella, todas as coisas que compraram para ela, devidamente espalhadas pelo local, até Melody que não era tão “apegada” assim a paciente, decidiu participar do que eles decidiram fazer.

—Bem, Bella...Nós não te conhecemos, nem sabemos quando é seu aniversário...Mas, sabemos que hoje fazem dois anos que você chegou aqui, e acho que podemos fazer disso uma comemoração especial...Quer dizer, não estou falando que estamos felizes por você estar em coma por dois anos, pode acreditar, o que mais queremos é que você acorde, mas, até agora não aconteceu, e deve ser horrível ai dentro, com toda a escuridão que deve existir, você deve estar lutando para viver, eu sei disso...E tudo que queremos nesse exato momento, é que agora, você tenha um pouco de felicidade, e que sinta, que alguém aqui, está esperando por você, e comemorando sua existência...Bem, como fizemos no primeiro ano. — Caleb discursa estendendo o cupcake, agora com uma vela queimando em cima dele, perto da cama da paciente dorminhoca.

—Espero que não se incomode em eu apagar sua vela...Quero dizer, eu ficaria bem feliz, se você pudesse acordar um dia e ao menos apagar a do ano que vem. — Foi o que Sarah falou, antes de assoprar a vela, um tanto emocionada.

—Esperamos que você goste de girassóis, é realmente difícil descobrir quais são as flores de uma mulher, sem nunca ter tido uma conversa com ela. — Paul zomba, logo que ainda se deparam, com a imagem da mulher desacordada, respirando calmamente.

—Só acorde garota, preguiça não é lá um defeito fácil de ser desculpado. — Melody diz aquilo e todos riem.

—É isso Bella, apenas acorde. — Caleb pede em um tom baixo.

Enfim, todos foram trabalhar em seus determinados casos, o Walters se ocupou mais do que os outros, pois além de atender vários pacientes, foi preparar seu relatório mensal, levando em conta que logo sairia em lua-de-mel e pretendia deixar todos os papéis organizados. O dia logo virou noite. O cedo logo virou tarde, e sem que ele nem ao menos notasse, a madrugada chegou ao San Martin, agitada como sempre.

Ele poderia descer, ir novamente a lanchonete e fazer companhia aos seus amigos, já que era provavelmente lá que eles estavam agora, naquela pequena folga das duas. Só que o que sentiu que precisava fazer, não era aquilo. Ele precisava conversar; Desabafar talvez, e só podia fazer aquilo com a única pessoa que o entendia por dois anos.

—Hey Bella, você deve estar de saco cheio da minha voz. — é com aquelas palavras que inicia seu aparente monólogo, logo que adentra ao quarto, que agora é cheio de cores e decorações. —Sabia que amanhã, eu vou me casar?...Que pergunta, é lógico que sabe, eu já te contei isso, em uma de nossas milhares de conversas...É, eu vou me casar...Com uma mulher admirável...Sim, Darcey é magnífica. — lhe conta com um ar calmo. — Eu só...Sempre achei que no dia que decidisse me unir com alguém, eu estaria mais feliz, entende? Devia significar tudo para mim, eu devia literalmente estar cantando como um passarinho verde...Então, olhe o que eu estou fazendo, me enchendo de trabalho um dia antes do meu casamento, meus amigos tem razão, é estranho...É estúpido...Esse sou eu fingindo que as coisas estão bem...Esse sou eu, fingindo que não sei que sou um covarde, por ter deixado as coisas chegarem a esse ponto...Um ponto em que eu não tenho certeza se quero mesmo me casar com ela, mas, ainda não a comuniquei disso...A verdade, é que estive sozinho por tanto tempo, que agora tenho medo de continuar assim, por um período indeterminado, sério...E se não existir outra além da Darcey, e se a garota certa, simplesmente não existir?...Droga! Isso é tão estúpido. Olha com o que eu estou me importando...Digo, eu sou bom, certo? Eu sou uma pessoa boa, e pessoas boas não fazem coisas ruins com as outras, como por exemplos se casarem com elas, sem amá-las o suficiente para isso...Droga!...Eu só queria que você pudesse dizer algo, qualquer coisa, você é a única pessoa no mundo com que tenho sido sincero, digo, te conto coisas que tenho escondido até de mim mesmo. — Caleb revela atordoado, e mesmo nervoso, segura a mão da garota desconhecida, que ele prometeu a si mesmo prometer desde que a viu pela primeira vez.

—Será que você é uma boa conselheira? — questionou para o ar, que fosse. — Você diria que desistir agora seria pior? — continuou indagando. — Ou você diria, que se eu não tenho certeza, é melhor desistir enquanto há tempo? — por fim perguntou. Não houve nada, obviamente nenhuma resposta, e quando só teve o silêncio, ele suspirou e se viu pronto para sair dali, mas, foi impedido por algo.

A mão pequena de Bella apertou a sua, com uma força quase inexistente. Era um espasmo. Ele sabia. Ela tinha muitos daquele, era normal. Mas, e se aquela não fosse mais uma ação involuntária de seu corpo? E se houvesse um significado?

—Bella, você está me escutando, não é? Você tem que estar. — pediu aflito. — Só me diga; Acha que eu devo desistir? — era estúpido, inconsequente e insano. Ele não devia colocar seu destino nas mãos de uma coisa que não tinha nem sentido, que não parecia nem ser real, mas, ele o fez,e quando Bella apertou sua mão outra vez, ele simplesmente soube. Simplesmente soube qual era o conselho dela.

[...]

Dirigiu apressadamente pelas ruas da cidade iluminada, com uma decisão na mente, e palavras na ponta da língua; O prédio antigo no qual chegou, tinha sua fachada preenchida por vários carros que entravam e saiam do local; Era um bairro muito nobre. Estacionou com cuidado, e ainda pensando o quão errado foi sair assim, tão bruscamente de seu turno, continuou andando em direção a entrada do lugar.

O porteiro da madrugada era diferente do dos outros horários, mas, isso não foi um problema para que ele conseguisse subir para o apartamento de Darcey sem precisar ser anunciado; Afinal, ele tinha sido registrado na recepção como seu noivo e possuía uma chave extra do lugar.

Tomando uma respiração profunda, quando chegou a última porta de uma fileira extensa delas, no corredor do sexto andar, o mesmo apertou a campainha da casa da mulher que compartilhou um relacionamento por bastante tempo.

Demoraram alguns minutos, para que a loira com aparência de modelo, finalmente abrisse; Quando o fez, parecia sonolenta e confusa, trajando um hobby pérola de seda, ela encarou seu noivo.

—Caleb? O que...Você não devia estar fazendo um plantão? — questionou, antes de soltar um bocejo.

—Nós precisamos conversar, Darcey. — falou de forma séria, e ela sorriu.

—Não, querido...Não precisamos, eu preciso dormir, sou uma noiva que necessita de seu sono da beleza, e você é um médico que precisa salvar vidas esta noite, para se casar com a consciência limpa daqui a pouco. — brincou se encostando na soleira da porta.

—Nem se eu salvasse essa cidade inteira poderia me casar com a consciência limpa. — é sincera, e isso desperta Darcey, que franze as sobrancelhas.

—Caleb? O que está acontecendo com você? — indaga preocupada. Agora ao extremo.

—Você me ama, Darcey? — o médico indaga com calma.

—Claro que sim, se eu não te amasse, não estaríamos nos casando amanhã. — diz tentando sorrir.

—Você consegue imaginar uma vida sem mim? Digo, o que sente por mim, te consome a ponto de fazer duvidar de tudo que tem certeza na vida? — parecia um louco romântico ao indagar aquilo.

—Okay, isso não está fazendo sentido. — A Ross nota assustada.

—Eu consigo, consigo perfeitamente imaginar uma vida sem você, e eu conseguir fazer isso é errado, digo, mostra que algo está errado com nós...Eu te amo, e te admiro por quem você é, Darcey, mas, não sei se amor é o suficiente nesse caso. — tenta explicar.

—Por favor, não me diz que está terminando comigo as vésperas do nosso casamento. — ela implora incrédula.

—Eu sinto muito que... — Darcey não deixa que ele termine.

—Não...Você não está fazendo isso...Não agora...Você teve tanto tempo para fazer isso, anos, Caleb...Anos para me dizer que eu não sou o suficiente, e você está me dizendo agora, nesse exato momento que não me quer mais. — ela gesticula com as mãos desesperada.

—Eu percebi tarde demais, eu realmente sinto muito. — Céus, ele se sentia um idiota. Ele realmente era um idiota.

—Por favor, não me diga que está fazendo isso por causa daquela paciência estúpida. — Darcey pede de olhos arregalados, e quando Caleb suspira, ela se escora um pouco para não cair. — Droga! Caleb! Você não a conhece, você não sabe quem ela é, o que já fez, se é uma boa pessoa...ELA NÃO VAI ACORDAR...entende isso...E se acordar, ela não vai querer você, ela não vai querer nenhum de vocês, ela deve ter uma vida além de todo esse caos...Droga, você é tão louco...Você não pode simplesmente me deixar. — Darcey tenta se manter sã, enquanto chora.

—Eu sei que agora vai parecer uma hipocrisia; Mas, um dia, você ainda vai me agradecer por isso...É o melhor para nós dois. — Caleb diz em lágrimas também.

—Não, não é...Você só acha que é...Eu te amo...Eu...Não faz isso... — pede aos tremores.

—Eu posso avisar a todos, te poupar disso, devolver os presentes, e não se preocupe, eu vou arcar com todas as despesas. — Caleb raciciona sobre como resolver a situação.

—Não me importo com os convidados, presentes ou despesas, me importo com nós...Com o que você está fazendo...Tínhamos planos, Caleb, por que abrir mão deles agora? — está desesperada.

—Porque meu maior plano, o mais especial deles, é cumprir todos os meus outros planos com alguém que eu ame profundamente...E... — ela não deixa que ele termine.

—E eu não sou essa pessoa. Eu entendi. — murmurou amargurada.

—Um dia. Um minuto. Um segundo. Eu achei que fosse. — tenta garantir.

—Ela também não é, Caleb...Seria muito injusto comigo se fosse. — diz se referindo a Bella, Caleb suspira mais uma vez, antes de ir até ela, e lhe dar um beijo na testa; De despedida, talvez.

—Eu não sei se ela é a pessoa que vou amar profundamente pelo resto da minha vida; Mas, de alguma forma, eu sei que ela é algo para mim. — lhe conta em tom de segredo. — Seja feliz, Darcey. ele pede.

—Como serei, se você está levando toda minha felicidade para longe de mim? — ela indaga chorando.

—Não estou não, estou apenas te desviando de um caminho, onde você provavelmente nunca conseguiria ela. — lhe comunica de forma calma.

Ele virou-se e andou em direção ao elevador, mas, antes de ir embora, não resistiu a mais uma olhada, e o que encontrou foi uma mulher despeçada. Se sentiu um idiota de novo, mas, então lembrou-se; Darcey era forte, ela seria mais feliz sem ele. Ela merecia alguém completo. Afinal, todos merecem.

{...}

Algum tempo antes.

Lhe carregava no colo, como se os dois estivessem casados, começando uma lua-de-mel, ela o beijava aos risos, se divertindo com o ataque de carinho que Austin protagonizava no momento. Não estava acostumada com aquilo, é verdade, mas, não isso não queria dizer que não gostava. Ela simplesmente adorava, quando o Headthorne dava uma de romântico e a pegava de surpresa com aquelas ações.

Haviam várias caixas espalhadas pelo local que se encontraram, tudo estava um caos em volta deles, e ao invés de estarem arrumando aquilo, estavam ali, aos beijos. Trocando caricias longas, como vem fazendo, desde que Mia aceitou o pedido de namoro suspeito de Austin. Os dois se encontravam no apartamento que Austin acabara de alugar, depois de planejarem isso por um tempo. O fato deles terem que se encontrarem no apartamento de Dave, continuou irritando Mia, e para agradá-la, tomou a decisão de sair da casa de sua rígida mãe.

Esse fato, irritou a segunda pessoa mencionada, mas, ele resolveu não dar tanta importância a isso; Decidiu também, por Mia, que aquele era o momento, que ele daria um rumo a sua vida, sem o controle de sua mãe, se nem mesmo seu pai, que se divorciou dela há muito tempo aguentou seus surtos de autoridade, por que ele faria isso? Falando nesse, o mesmo ficou mais do que feliz, em patrocinar a decisão do filho de alugar um apartamento.

Quando esbarraram em uma lata de tinta azul, decidiram que aquele era o momento da brincadeira acabar, então com muito custo, Mia se desvencilhou de Austin, e com os lábios inchados de tantos beijos, procurou alguma coisa para fazer; Se ocupou em abrir o restante das tintas, enquanto seu namorado passava a cobrir os móveis já existentes do apartamento, para não sujarem tanto.

—Por que mesmo não contratamos uma empresa especializada para fazer isso? — Austin indaga após um espirro, e Mia revira os olhos, encarando ele.

—Você é mesmo um mimado, sabia? É bem mais divertido, se tudo for feito por você. — aquela era sua alma decoradora falando.

—Pode ser divertido, mas, não é prático. — O Headthorne reclamou e em resposta a isso, sua namorada jogou um pincel nele, a qual o mesmo desviou rindo.

—Preguiçoso. — acusa quase irritada.

—Só não aprecio tanto trabalhos braçais quanto você. — lhe conta sorrindo. Mia se encosta em uma mesinha de canto, que está na sala, e não resiste, ela simplesmente sorri de volta.

—Você é tão idiota. — nota ali, rindo por sua própria estupidez de gostar dele mesmo com isso.

—Vem cá, Mia, você podia me explicar por que insistiu tanto que eu me mudasse, alegando que eu “Sou um adulto, e preciso de certo espaço pessoal” se você própria não faz isso? Digo, você ainda mora na casa do seu pai. — Austin acusa, logo que afunda o pincel que ela jogou nele, em uma tinta amarela, e começa desastrosamente, a pintar uma parede.

—É diferente, não quero deixar meu pai sozinho com a madrasta má, por incrível que pareça me importo com ele. — lhe diz sem muita hesitação.

—Você fala tanto dela, entretanto nunca a conheci. — menciona em referência ao tanto de vezes que falaram da megera, ao longo dos dois meses que estavam juntos.

—Agradeça aos céus! Ruby é... — tenta achar uma palavra para defini-la. — Bem, ela não é o que se pode chamar de uma boa pessoa. — chega a sua conclusão.

—E seu pai? Também nunca o conheci. — Austin comenta curioso.

—Não estamos exatamente em um relacionamento das antigas, que exige esse tipo de cordialidade, certo? — indaga sorrindo, e antes que ele responda, o celular de Mia apita, em cima da bancada da cozinha, ela pede licença rapidamente e vai até lá. — É a Emma, ela está me esperando no aeroporto. — conta animada.

—Ah que fofa você, inventa de fazermos todo o trabalho braçal e agora vai dar fora daqui. — Austin comenta com deboche e Mia gargalhar.

—Seja um homem das cavernas e faça um esforço. — pede dramaticamente, antes de lhe dar um selinho de despedida.

—Primeiro diz que não estamos em um relacionamento das antigas, agora me pede para ser um homem das cavernas, quem te entender Mia Grey? — Austin fala para si mesmo, quando Mia já está fora de suas vistas.

[...]

A garota de cabelos loiros tingidos, sorriu abertamente para a outra que a esperava, logo que desembarcou; Emma Fox, a fotografa mais aventureira de todas estava em casa finalmente. Mia correu para abraçá-la, realmente feliz com a presença de sua segunda melhor amiga, e a outra não mediu esforços no abraço para compensar sua longa falta.

Conheceu Emma no colégio, quando ambas eram pré adolescentes, a mesma sempre fora daquele jeito louco e descomprometido, quase sozinha no mundo, a Fox fora criada por uma tutora, logo que perdeu seus pais quando era apenas um bebê em um incêndio. Desde que se formou, decidiu que viajaria pelo mundo, tirando as fotos que tanto amava e por possuir dinheiro suficiente para isso, tem cumprido seu sonho com maestria.

Chloe, Emma e Mia formavam um trio entanto, completamente diferentes uma da outras, elas davam um jeito de fazer dar certo, apesar de tudo.

Emma assim como Mia, nunca fora dada a compromissos, por isso nunca se relacionou seriamente com ninguém, o que a mesma mais cultivava eram casos, e cada canto do mundo que visitou, mas, não, ela não tinha nem um discurso clichê sobre não acreditar no amor, ou coisas do tipo, ela só era livre por natureza, e nunca encontrou ninguém que a fizesse querer abrir mão dessa liberdade.

—Então me diz, Chloe já fez o relatório completo sobre seu namoro, só que eu preciso saber, como isso aconteceu? — indagou animada para Mia, assim que as duas se sentaram em um restaurante elegante do aeroporto. A Grey revirou os olhos.

—Houve um pedido, e um sim meu. — faz um resumo cheio de deboche.

—Quero saber, com a pessoa que corre mais de namoro do que eu, acabou namorando um perfeito galinha. — dá detalhes sobre seu interesse.

—Eu não sei, eu quis desesperadamente me afastar do Austin, e tentei fingir com todo meu talento que ele não me afeta de maneiras que não consigo nem explicar, só que não deu...Antes que eu percebesse, estava acontecendo, lá estava ele, me conquistando, me fazendo ir fundo...É insano, como parece que eu não tenho controle sobre isso. — admite sentimentos que não conseguiu confessar nem para Chloe. De alguma forma, soava mais confortável falar tudo aquilo para Emma, que assim como ela, entendia sobre se sentir sozinha por um longo tempo, mesmo estando rodeada de outras pessoas.

— Quando você ama alguém, você não tem nenhum controle. O amor é isso: ficar impotente. — sua amiga lhe conta, parecendo orgulhosa por Mia se sentir assim. A Grey se remexe desconfortável agora.

—Eu não o... — Emma não deixou que ela fizesse isso.

—Sim, você o ama, e não é errado admitir isso, nunca é errado amar alguém. No fundo, pessoas como nós, só estão buscando desesperadamente uma pessoa que faça com que os muros caiam de vez, e você conseguiu isso, com alguém que está disposto a retribuir o sentimento, apesar de tudo, não é errado Mia, é sorte. — a Fox soava emocionada e Mia suspirou.

—Eu nunca fui tão longe com alguém, nem sei se consigo ir mais longe do que estou agora...Eu simplesmente tenho uma trava, Emma, algo que sempre esteve emperrado em mim, me impedindo de amar as pessoas plenamente, acho que talvez a culpa pela morte da minha mãe, ou então a rejeição do meu pai... — tenta explicar, e para lhe dar apoio, a Fox agarra uma de suas mãos.

—Seja onde for que sua mãe esteja agora, tenho certeza que ela está torcendo para que você dê uma chance verdadeira ao Austin, ela quer que você tente ser feliz, porque ela sabe, que você não é culpada por nada. — a mesma parecia ter certeza disso.

—Oh, eu realmente senti falta de você, Emma. — Mia comunica sorridente.

—Okay, podemos matar toda a saudade, com eu ficando na sua casa, durante essa minha nova temporada aqui. — Emma oferece, animada com a possibilidade de irritar Ruby, que não ia mesmo com sua cara.

—Claro que sim. — Mia concorda de pronto.

Notas finais
Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.