Twenty

7 Algumas complicações e Um ponto de vista diferente


Notas iniciais
OOOOOOiii povo.
Voltei aqui pra postar pra vocês e espero que gostem.
Coloquei do ponto de vista dele dessa vez pra ver se ficava legal e RESULTADO: quase me matei de vontade de chorar de tão fofo. KKKKKK
Espero que gostem tanto quanto eu e é claro REVIEWS always *0*
até lá em baixo.
Kisses ;**

P.O.V Carol.


Depois de voltar da cozinha fui dançar com meus amigos e aproveitar o começo de uma semana que podemos considerar quase perfeita.

Sem estágio, sem faculdade, sem preocupações e só aproveitar o tempo que temos.

Dancei muito com todos os meus amigos.

E a cada vez que minha bebida acabava eu colocava mais.

Eu já não sentia nada e acabei bebendo demais sem perceber.

Estava rindo a toa, brincando com todo mundo, descendo até o chão com minhas amigas e a única coisa que eu não tenho certeza é se eu estava ciente das minhas atitudes.

Mas pelo que aconteceu, eu tenho um leve palpite que não fazia a minima ideia.

Eu estava indo pegar mais um pouco de vodca quando percebi que tinha esquecido de tomar meu remédio e resolvi ir até o quarto onde eu e Dani deixávamos as coisas mais importantes.

Nossa casa tinha 5 quartos, com duas suítes que claramente, eram nossos quartos.

Tínhamos uma sala só de filmes, uma TV enorme e pufs espalhados por toda sua extensão que usávamos para assistir nossos filmes e seriados.

Um quarto de hóspedes que no momento estava sendo ocupado por Hector que passaria um tempo conosco, já que tinha saído do hotel onde estava e o ultimo quarto nós acabamos por transformar em um escritório.

Meu remédio estava lá e eu tinha que tomar, se não queria um sermão da minha mãe.

Subi as escadas e fui em direção ao ultimo quarto.

Quando cheguei la demorei uns cinco minutos para achar o maldito remédio e quando achei me lembrei que não posso mistura-lo com bebida alcoólica.

Bufei alto e me já tinha na mente que minha mãe me mataria mas fazer o que.

Prefiro mil vezes levar um bronca do que ter um infarto em meio a umas cinquenta pessoas bêbadas.

Guardei o remédio onde o tinha achado e quando me virei para voltar para a festa vejo um Jared meio eufórico passar pela porta e fechar a mesma atras de si.

Olhei tal atitude meio suspeita com a testa franzida e cruzei os braços querendo uma explicação para tal atitude.

Ele foi chegando perto e eu fui perdendo minha pose de dúvida para uma mais parecida com uma pose de assustada.

Descruzei meu braço e fui andando para trás com medo do que ele faria a seguir.

Percebi um olhar diferente em seus olhos e comecei a realmente me assustar de verdade.

Ele tinha desejo transbordando pelos olhos.

Tentei ir mais para trás mais acabei batendo as costas na mesa que ficava no final do quarto e antes de eu conseguir pensar em algo ele já estava muito próximo de mim.

- Carol, eu sei que parece besteira mas, eu não te esqueci ainda. — Jared diz rápido demais e me olhando nos olhos.

- Jared, por favor, não fale besteiras, você está bêbado e... — Antes mesmo de eu terminar minha fala ele me interrompe.

- NÃO, eu posso estar meio alterado mais não estou tanto assim para não saber do que estou falando. — Dito isso ele chega mais perto e segura em minha cintura.

Tentei me soltar dele, mais ele era MUITO mais forte que eu.

- Por favor, para com isso, de verdade, você sabe muito bem que eu não quero brigar com você. — Digo começando a ficar desesperada.

- Então não brigue, apenas me deixe fazer o que eu estou morrendo de vontade desde quando você abriu a porta. — Ele diz e antes que eu consiga fazer alguma coisa me beija.

Foi um beijo rápido e eu não pensei muito nas consequências.

Mas afinal de contas, eu não tinha nada com ninguém e muito menos ele.

Solteiros, donos do nosso próprio nariz e acima de tudo, cientes das nossas ações.

Quer saber ? Foda-se, nunca pensei duas vezes pra nada e não vai ser agora que eu vou começar.

Me deixei levar pelo beijo e isso não deveria ter problema nenhum não é mesmo ?

Errado. Eu me sentia diferente, culpada e isso me imcomodou demais.

Escutei um barulho de pronta se abrindo e uma pessoa correndo, logo em seguida ouvi uma voz feminina gritando algo que me pareceu um nome e depois sair correndo tambem.

Me soltei de Jared para tentar ver o que estava acontecendo, mais quando consegui ver a porta já estava fechada novamente.

- Quem era ? — Jared pergunta meio na dúvida.

- Não sei bem, mais pareciam duas pessoas. — Digo pensativa e ele da de ombros.

- Bom, não importa mesmo. — Ele diz e tenta me beijar novamente mas eu recuo.

- Olha Jared, eu acho melhor não, você lembra o porque de nós termos terminado e eu não quero acabar com a nossa amizade. — Digo me afastando dele e indo em direção a porta e ele fica meio cabisbaixo mais logo volta ao normal.

- Ok, eu acho que é melhor assim mesmo, não quero estragar nossa amizade e eu entendo e respeito seus sentimentos.

Abro a porta e espero ele passar.

Ele me da um beijo na bochecha e vai em direção a sala para voltar a festa.

Eu não sei porque, mas acho que ficar com ele não seria a coisa certa a fazer, e como eu sempre faço o que eu penso, não vou arriscar.

Voltei para a sala, e como um estalo percebi que eu não tinha visto mais o João e nem a Dani.

Achei meio estranho e fui até a sala ao lado ver se eles estavam lá.

Encontrei Dani fechando a porta e quando ela se virou, me viu e logo depois me lançou um olhar que era algo entre a decepção e dó.

Fiquei meio perdida mas coloquei em minha cabeça que resolveria isso mais tarde.

Afinal de contas eu estava com uma dor de cabeça que estava me matando, mas eu não deixaria de curtir a festa por causa disso.

Voltei para a pista e assim foi durante o resto da madrugada.

Umas 04:30 da manhã todos foram embora e a única coisa que eu consegui fazer foi ir até meu quarto, jogar o sapato em qualquer lugar e literalmente cair na cama durante umas 10 horas seguidas.


P.O.V João.

Eu estava aproveitando a festa, mais em momento algum tirei meus olhos da que na minha opinião, era sem dúvida a mais linda da festa.

Ou você pode chama-la de Carol mesmo, você que sabe.

Eu não sei exatamente explicar o que eu senti quando a ela trombou em mim aquele dia na loja de CD's.

Alem da dor da pancada que diga-se de passagem foi bem forte, eu acho que senti uma coisa diferente, mas deixa isso queto porque só pode resultar em problema.

Quando nós estávamos conversando e a Dani a puxou pelo braço eu tive a certeza que demoraria muito tempo para revela, já que nem seu telefone eu tive tempo e oportunidade de pedir.

Voltei para cara já meio que me conformando com a situação, mas mesmo assim ainda fica reprisando tudo o que já tínhamos vivido.

Lembrei das tardes que nós passávamos assistindo Supernatural ou no parque correndo um atras do outro igual dois idiotas.

Ou até mesmo daqueles momentos em que ela contava de como tinha sido seu dia e a única coisa que eu conseguia fazer era prestar atenção, sorrir, concordar com a cabeça e me perder nos movimentos que ela fazia com a boca quando falava.

Eu cheguei a pensar que ela era a mulher perfeita pra mim.

E talvez fosse.

Na verdade, talvez ainda seja, mas eu não sei exatamente se é a coisa certa no momento.

Vou falar a verdade.

Nós nunca fomos o casal fofura do ano e muito menos os que menos brigavam.

Até porque eu acho que nunca conheci uma pessoa que gostava tanto de brigar quanto a Carol.

E nós brigávamos feio as vezes, muito feio mesmo.

Já chegamos a terminar umas 5 ou 6 vezes, mas não ficávamos mais de uma semana e meia separados.

Eu nunca fui de ficar brigando por qualquer coisa, o que na verdade ajudou muito com o passar do tempo. Evitou muitas brigas desnecessárias.

A questão é que eu sempre fui muito ciumento.

Sempre fui bem de boa, não gostava de demonstrar, mas ele sempre teve muitos amigos.

Amigos que eu sabia que significavam muito pra ela, e consequentemente ela tratava alguns tão bem que me dava uma certa inveja.

O principal era o tal do Henrico.

Eu tinha MUITA raiva de quando ela me deixava esperando pra fazer algo para ele.

Mas o o tempo a gente se acostuma com qualquer coisa, e eu me acostumei com isso.

Ela tambem sempre foi MUITO ciumenta, e eu acho que o fato de eu ser modelo piorou um pouco a situação.

Eu sempre fui muito educado e sempre elogiei a maioria das meninas que eu achasse que fosse necessário e é claro, como forma de educação tambem.

E eu acho... acho não, tenho certeza que isso sempre a irritou.

Alem de ciúmes nós brigávamos tambem por motivos idiotas como, porque eu sai se avisar ou porque ela tirou uma foto com o amigo dela em uma festa que eu não estava.

É claro que família tambem era um dos motivos, mas depois que a família dele desencanou tudo ficou bem mais fácil.

Na categoria ciúmes ainda poderíamos adicionar a questão da academia.

Ela treinava em uma, eu em outra e em horários diferentes.

Coisa que só dificultou as coisas.

Até que ela cansou de discutir e no outro dia estava me esperando na porta da minha academia.

Essa era uma das coisas que eu mais gostava nela, quando ela decidia uma coisa ninguém tirava isso da cabeça dela.

Essas atitudes surpresas eram quase que o diferencial do nosso relacionamento.

Um dia, quando ela estava muito pra baixo por algumas coisas meio complicadas que envolviam sua família, e ela me disse que queria que eu estivesse la, já que seus pais estavam viajando e seu irmão, Cainã, estava dormindo na casa da namorada.

Eu estava em uma cidade a 2 horas de Bradford para uma sessão de fotos.

Eu avisei os meninos que iria para Bradford porque minha pequena precisava de mim e eles quase me mataram.

Disseram que era loucura e que eu iria levar uma bronca daquelas.

Prometi que voltaria a tempo da sessão de fotos, aluguei um carro e fui em direção a casa da minha bebê.

Continuei falando com ela pelo celular e quando cheguei na frente de sua casa, as 3 da manhã, estava nevando e a única coisa que eu consegui dizer foi.

- Meu amor, por favor abre a porta, ta muito frio aqui fora e eu preciso te ver.

Ela ficou confusa por alguns segundos, até que entendeu o que eu disse e foi correndo até a sala para abrir a porta.

Correu tanto que eu só consegui escutar o som abafado do baque que o tombo dela no corredor causou.

Dei uma risada fraca e logo em seguida ela abriu a porta e pulou em cima de mim.

Começou a chorar loucamente e eu não a tirei de meu colo.

Entrei com ela ainda pendurada em mim, enquanto afagava seus cabelos e com dificuldade passei pela porta e a fechei.

Fui até seu quarto e a deitei em sua cama.

Ela me puxou para que eu deitasse ao seu lado e eu o fiz.

Ela me abraçou como se eu fosse um ursinho de pelúcia e chorou mais ainda.

Eu continuei fazendo carinho nela e em alguns intervalos de seus soluços eu falava que tudo ficaria bem.

Ela estava com quase 17 anos, mas parecia que tinha 5 só pelo jeito que chorava.

Depois de uns 40 minutos com aquele choro incessável ela se acalmou e nós pudemos conversar.

Eu expliquei como tinha vindo para cá, ela me agradeceu, me explicou o que estava sentindo, eu disse que teria que estar de volta no locar das fotos até as 10:00 então teria que sair de Bradford umas 07:30.

La pelas 05:00 da madrugada ela começou a falar bem devagarinho e quando eu percebi ela tinha dormido em meu peito e eu também estava morto.

Acordei as 7:35 e me levantei par anão acorda-la.

Ela dormia tão bem que eu apenas lhe dei um beijo de leve nos lábios, sussurrei um ''eu te amo minha linda'', peguei minhas coisas e fui em direção a cidade vizinha.

Eu sempre usei esse tipo de apelidos pra ela e ela ficava toda vermelhinha no começo do nosso namoro quando eu a chamava assim.

Me lembro de um dia em que ela me perguntou o significado de cada um dos apelidos que eu tinha dado a ela.

Eu pensei durante dois segundos e apenas decidi contar a verdade.

- ''Amor porque é isso que eu quero ser pra você, bebê porque esse é o jeito mais carinhoso que eu conseguiria te chamar, minha linda porque você realmente é linda e totalmente minha, meu anjo porque você foi como é um na minha vida e pequena porque é como se eu tivesse que cuidar de você, e eu realmente tenho.''

Não preciso dizer que ela se derreteu totalmente e ficou mais vermelha que um morango não é mesmo ?!

Essa foi apenas uma das muitas vezes que nós nos surpreendemos um com o outro.

Mas voltando ao dia de hoje, eu realmente acredito que tenha perdido ela de vez.

Nesse meio tempo em que eu estive perdido em meus pensamentos ela sumiu.

A procurei por toda a casa, que particularmente eu achei muito bonita, mas não a achei em lugar algum.

Quando eu já estava desistindo de procura-la, avistei Dani de longe e corri até ela.

Nós fomos procura-la juntos e eu percebi que tinha ido em todos os cômodos da casa, menos no que me pareceu ser um quarto de hóspedes ou um escritório.

Estava com a porta fechada, e quando a Dani abriu eu perdi o chão.

OK, eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, não tenho nada com ela, ''abandonei'' ela, nós perdemos totalmente o contato por 4 anos, ela tem a vida dela e que eu não tenho NADA haver com isso.

Eu tive meus muitos relacionamentos mas... nenhuma me deu vontade de continuar por muito tempo ou tem algo mais sério.

Eu cheguei a ir para Bradford a mais ou menos dois atras e fiquei durante 3 horas em frente a sua casa tentando criar coragem de tocar a campainha.

Quando vi que sua janela estava aberta e a luz de seu quarto acesa decidi ver se conseguiria falar com ela.

Mas quando eu cheguei perto de sua janela, ouvi ela falando no telefone com a Ana.

Ela falava sobre um homem com sua amiga e eu escutei algumas palavras perdidas da conversa.

Ela dizia que ele tinha a feito sofrer, mas que de qualquer forma ainda mexia com ela.

Aquilo me acertou em cheio.

Porque eu posso ter deixado isso de lado por algum tempo mas eu gostei de verdade dessa garota. Eu achei que tinha a esquecido com o tempo.

Mas quando eu a vi beijando o Jared tudo veio na minha cabeça como um flash back.

Eu não consegui pensar em mais nada e apenas sai de la rápido.

Dani foi atras de mim e quando eu estava quase na porta ela me segurou pelo braço. Eu expliquei tudo o que eu estava se passando na minha cabeça para ela e ela disse que tentaria me ajudar, mas que agora eu tinha que ir para casa e dormir um pouco.

Fiz o que ela mandou e fui para minha casa.

Cheguei em casa, tirei meu sapato, minha camisa e minha calça.

Me deitei de cueca e barriga para baixo na cama.

Enfie minha cabeça no primeiro travesseiro que encontrei e gritei o mais forte que consegui.

Me permitir pensar em como eu tinha conseguido perde-la e acabei dormindo com esses pensamentos.

Como eu queria ela aqui agora para me passar aquela confiança que só ela tinha. Como eu apenas a queria aqui, agora, ao meu lado.

Notas finais
E aeeeeeeee povo, gostaram, odiaram ou o que ?
Eu preciso contar uma coisa.
Eu chorei quando eu li pra revirar e postar aqui.
JURO, eu chorei feito um bebezinho, masok eu supero isso. haha
Espero de coração que estejam gostando.
O próximo capitulo é da Dani, então.. Até o Capitulo 9.
Kisses ;**