Notas iniciais
Affan estava demorando pra tentar distinguir o real de fantasia. O mundo dele dava voltas em interrogações distintas e dramaticamente assustadoras. O que pensar dessa tal garota do mar?

Reunia forças pra levantar e sentar. Sentia uma dor de cabeça barulhenta, minha respiração ficava mais forte a cada pensamento sobre “o sonho” cujo quase foi expelido depois que alguém bateu na porta.

– Pode entrar. – Falo abatido com a voz rouca e sem vida.

Era meu pai, ele viu que eu estava ensopado, perguntou por que eu estava assim, a principio não soube responder, fiquei quieto até ele tirar uma conclusão. Tinha esquecido a tranca da janela aberta, o vento abriu, e de noite o mar ficou violento, aliás, ainda disse que não tinha dormido bem por causa dessa ventania e daviolência que o mar estava no dia anterior,há uma rocha atrás da casa, e na teoria dele, a água foi arremessada por causa do impacto, teria subido e molhado o quarto, e inclusive eu, mas não sabia explicar o porquê de eu não ter acordado, bem, nem eu, mas isso eu desejo descobrir logo.

Meu pai queria sempre ser breve e descartar as pausas, então pronunciou algumas informações sobre a casa e saiu para o trabalho dele, frio e apressadamente. Sai do meu quarto ainda desgastado, a casa não era tão grande mais qualquer coisa pra mim era distancia de quilômetros, as roupas bem passadas me deixava perceber que Lúcia havia chegado e estava em casa. O uniforme era bem maleável e com o grande escudo da faculdade na camiseta. Desço e a vejo em atividade na cozinha.

– Tudo bem Lúcia? – Digo.

– Sim jovem Affan, seu pai me enviou as coordenadas hoje de manhã, então não se preocupe com nada, e seu café já esta pronto. — Olhei pra ela percebendo as marcas de uma mulher trabalhadora que faz de tudo para se sustentar, larguei um sorriso e a abracei como uma resposta de bom agrado. Lúcia cuidou desde um ano depois que minha mãe morreu. Minha vida toda a vi como minha segunda mãe, era a segunda pessoa que falava comigo e a primeira em que confiei tudo o que penso.

Tomei um banho quente e me arrumei para o grande dia. Fui de limusine, primeiro passar pela casa de Ísis que parecia eufórica e depois fomos para a faculdade. Ela Podia sentir a minha tensão, meus pensamentos se confundiam, todos me levavam para caminhos diferentes e inoportunos.

– Oi. – Diz Ísis entusiasmada.

– Olá. – Respondo quase que forçado, mas muito pensativo. Acho que ela notou e olhou sorrateiramente para o lado dando um risinho sem vida.

Entramos na faculdade, que começava com um pequeno jardim bem elaborado e bonito, tinha um grande símbolo de metal em cima do grande portão da faculdade e em baixo escrito, faculdade Aranths. Ficamos olhando um para o outro e depois para quem estava a nosso redor. Eram muitas pessoas, Aranths era gigante e mesmo assim tinha uma pessoa a cada palmo de distancia. O piso estava brilhando, os lustres eram perfeitos, tudo em seu lugar, bem elaborado e arquitetado, fiquei muito interessado em como investiram no local, não é por pouco que é indicada todo ano não só pelo ensino mas como o arquiteto conseguiu embelezar com fineza o local. Caminhávamos procurando um local pra parar, ou simplesmente tentar se orientar, parecia que andávamos, andávamos e não tinha um lugar isolado, vazio. Tivemos que ficar exprimidos no mundo de pessoas que estavam andando de um lado para o outro, até que o som das caixas do sinal acionou, mas com a voz de alguém, era grossa, roca, e pelo timbre pude deduzir que era o diretor falando.

– Alunos de Aranths, venham agora para o palco principal da faculdade. Os orientadores vão indicar a direção. Atenciosamente, Diretor Juan DeLaro.

Olhei para Ísis que estava tão desorientada quanto eu, pude perceber que procurava ajuda em meus olhos, todos foram andando na mesma direção dessa vez, então decidimos seguir, o que quase não foi um “decidimos”, praticamente fomos arrastados pelo grande batalhão de pessoas. Chegamos a outro grande portão que estava sendo estuprado pela grande quantidade de pessoas, deduzi quem parecia ter umas seiscentas pessoas no local. Entrei, dei as mãos a Ísis para não me separar dela na confusão, olhei para trás e consegui vela rindo. Eram cinco portões gigantes, e mesmo assim parecia que todos os cinco explodiam pessoas, ficamos um pouco mais folgados, o lugar dessa vez era ao ar livre, quer dizer, tinha apenas uma camada de vidro bastante espessa como teto neste lugar chamado palco principal, o lugar era coberto por grama, as paredes me lembravam as estatuas gregas, havia muitos bancos de madeira acolchoadas a tecidos que me lembravam pinturas indianas. E no canto tinha um palco enorme onde estava sentado dez pessoas que provavelmente eram os professores, coordenadores e o diretor.

– Bom dia alunos e futuros formados de Aranths...- Falava uma mulher de cabelos grisalhos com a pele meio morena. E então todos os dez falarão, o ultimo foi o Diretor DeLaro que parecia ser gentil, falavam muito sobre como vai ser o ano letivo, aquelas palavras de incentivo e etc...Fui obrigado a sentir o sono roubado da noite passada, sendo que, se foi sonho ou se estava acordado, me sentia cansado!

Saímos do palco principal, e nos foi falado do local que esta as informações de onde somos, de que salas, com qual professores. Ísis passou com o curso de psicologia, dizia sempre comigo sobre como apreciava sua mãe, como ela pensava das pessoas, de como sua cabeça funcionava, ela é realmente apaixonada por psicologia, desde que a conheço só fala disso. Tenho certeza que vai ser uma ótima profissional. Na volta, não me contive e fiquei olhando cada garota pra ver se alguma delas tem os olhos tão lindos quanto à da garota do mar, um apelido que dei a ela.

Interessava-me muito em procurá-la porque não é normal para mim imaginar uma pessoa mais de uma vez. Ísis não entendia, parecia que eu estava com algum problema, olhava pra todo mundo ignorando seus pensamentos ofensivos. Conseguimos achar o local, sentia a dúvida daquele silêncio me devorar pouco a pouco, eu querendo saber quem era aquela garota do mar e ela querendo saber o que tem comigo. O painel era largo e tinha a informação exata sobre tudo. Sala tal, professores tal, o nome dos alunos e do orientador da classe.

Meu dedo descia e subia a procura de Josh no mapa de nomes. Ísis fazia o mesmo com aquela cara de quem não entendi o que passa comigo. Qualquer garota que passava eu olhava, mas não um simples olhar, tentava procurar aqueles olhos. Algumas até retribuíam o olhar, mas pensando que eu sou um psicopata e fazendo aquela cara esquisita de confusa.

–Josh? Você esta bem? — Pergunta Ísis que olhou atravessado para as garotas que estavam cochichando perto da gente. Olhei fixamente para ela esperando que meu cérebro trabalhasse na resposta.

–TRIIIIIIII!

O som do sinal para a entrada as salas toca, fiquei perdido, olhei novamente para a lista, e achei minha sala, corredor D sala 2. Então disse a ela que depois a responderia, pra tentar me livrar de uma explicação doida sobre uma garota que fica em minha mente o tempo todo. Será que ela era real?– me perguntava novamente me encaminhando para a sala.

O corredor era longo e havia garotas que ainda cochichavam sobre meu comportamento, tinha deixado Ísis implantada na frente dos horários sem respostas, sai tão rápido que tenho certeza que ela soltou um suspiro de surpresa. Entro na sala dois e prevejo os jovens me provocando por causa do meu comportamento sádico, sentei bem no meio, na primeira fileira da sala tentando não me mover demais, sentei, e espiei os risinhos, num momento, toda a minha quinta série foi lembrada como um flash back. Logo depois da minha angustiante memória, o Diretor DeLaro entrou e começou a falar como funcionava, dizia que tínhamos de sair de uma sala pra outra, dependendo de qual matéria esta estipulada nos nossos horários, apenas hoje ficaremos na mesma sala, mas no resto dos dias, a regra de que cada sala é de uma matéria não será nula. Assentiu para ouvir perguntas e saiu. Pelo menos isso me deu tempo pra analisar minha resposta para Ísis, tenho o dia todo pra pensar em alguma maneira de ser menos idiota com o que vou dizer. A cara de duvida dela me deixava mais desesperado ainda, nunca fiz tanta confusão em três dias. O que dizer? Nesse conflito de pensamentos, alguma mão toca ao meu ombro, era um rapaz de camisa larga, olhos escuros e sombrios, estava sem a farda obrigatória da escola, calça folgada e bastante baixa. Junto a um grupo de pessoas ao seu redor com o mesmo estilo de roupa, era uma mistura de garotas e garotos,tive a conclusão, eram os tais “veteranos” ou pelo menos eu pensava que eram, como aqueles soltos da escola, os que não respeitavam regras, faziam o que queriam. O bulling era uma coisa que sofria muito em algumas escolas por causa de minha timidez, e na faculdade seria mais uma etapa de sofrimento e irritação.

– Iai novato como está? Veio de onde? Fala nossa língua? — Fala ele, um tipo de líder do bando na qual me chamou a atenção.

– Estou ótimo — Respondo friamente parecendo o Eminem cantando suas batidas.

– Bem vindo à faculdade Aranths. Pra que ficar emburrado rapaz? — Confesso, fiquei intrigado, tem até educação. Logo em seguida ele aperta minha mão e me apresenta a outros da sala, junto com os alunos do bando. Eu o perguntei de onde veio, ele diz que viera da Espanha a alguns anos atrás.

Conheci a sala toda, até aquelas garotas que estavam falando sobre mim. Conhece mais pessoas em cinco minutos do que conheço a minha vida toda. Nesse momento feliz nem tinha mais lembrado da confusão da garota que tinha visto no mar, já tinha esquecido, mas o problema foi que ela não tinha se esquecido de mim.

Novamente o sinal toca, os alunos ficaram bastante dispersos e colocaram a conversa em dia, comigo dentro da roda. Já era intervalo; durava trinta minutos, meu coração gelou quando me lembrei de Ísis, dei de ombros e sai da sala, querendo falar com ela, querendo desabafar um pouco sobre toda aquela maluquice, estava ficando sem paciência, era muita gente, o pátio ficava muito cheio, e na procura repentina por Ísis, sinto de novo a sensação horrível de que algo me arrastava pra garota do mar. Estava me deixando irritado, eu fazia de tudo, e fui literalmente puxado, já podia sentir o cheiro de seus cabelos, mesmo sem tocá-los, Andei até o pátio inferior, fiquei do lado de um pequeno muro de bloco tentado a me jogar, o engraçado é que por toda a extremidade daquela região tinha mar, então não tinha por onde se esconder. Queria tanto me jogar aos seus braços, queria sentir meu coração bater daquele jeito de novo, queria me sentir apaixonado por seus olhos, por seus lábios, por ela, era difícil se manter firme. Minha cabeça estava coberta de seus olhos perfeitos, olhei tanto para o mar, que vinha e voltava com ondas perfeitas e com as espumas características do impacto, não aguentava ser usado pelo desejo, ser atraído fácil por um rosto, por um amor desconhecido que queria tanto saber se era real, ou apenas minha imaginação. Será que cheguei a ponto de fazer um alguém perfeito, só pra ter alguém a quem amar? A solidão invadiu meu coração cheio de teias e sujeiras, desgastado com falta de amor, eu estava me sentindo branco neste momento, sem cores pra dizer um oi, sem vida pra fortalecer a se mesmo e nem se mostrar firme para outras pessoas, o que dizer para esse acumulo devorador de paz? E se a garota do mar for ou não real, porque pular no mar? Não irá adiantar, quer dizer, não irá adiantar? Morrerei em 60% de quem sou, a vida não esta sendo legal comigo até hoje. Sentia minhas pernas tremerem, e meus olhos praticamente sangrarem lágrimas poéticas de um sofredor que caiu em si mesmo. Mas com tudo isso acontecendo comigo, um barulho surgiu regulando meus pensamentos tristes, pensei em parar de me engasgar com as lágrimas e entrar na sala. Não pude acreditar que trinta minutos se passarão tão rápido, tive muita sorte de estar sozinho, pelo menos deu tempo de chorar, e deixar um pouco de mim sair.

Volto pra sala ainda com os olhos um pouco avermelhados, tentando de tudo para não ser notado. Uma professora meio gordinha, bem vestida entra na sala e causa o grande silêncio repentino.

– Bom dia classe, eu sei que vocês estão cursando direito, sou a professa Susi Ruper. Ensino português, mas como é de costume pra minhas primeiras aulas, eu quero que vocês fação um quadro artísticos que demonstre tudo que pensa, algo que possa representar você, ou apenas o que esta na sua mente, não é um desenho qualquer, tem que ser bem trabalhado e eu quero sentir em seus desenhos o que quer expressar, ok? Sim, vale nota, começaram hoje, os quadros estão do lado da mesa de vocês.- Diz sra. Ruper que parecia bem humorada.

Realmente aquela faculdade era bem diferente, misturava o antigo com o evoluído, as carteiras eram mesas que economizavam espaço, tinha uma pequena gaveta com várias coisas, supostamente só serão abertas com as chaves que ganhamos quando recebemos a intimação da faculdade.

Para o quadro da Sra. Ruper, pensei em fazer um grande floresta, meio sombria, cheio de verde misturado com preto, já tinha praticamente arquitetado too o plano, só quando olhei a meus pincéis e meu quadro.

Comecei a rabiscar, parecia que já tinha certeza de todas as voltas que tinha que fazer, com qual finalidade tinha que fazer, e com qual cor iria pintar os espaços. Comecei com algumas retas, um circulo, e fui fazendo, tinha pintado apenas 20% do quadro quando a sra. Ruper falou de que a aula tinha acabado, entusiasmado eu estava, mais é melhor deixar pra terminar em casa.

Todas as aulas já tinham se passado, eu estava deprimido por que queria muito terminar o quadro. Sentia que minhas ideias estavam perdendo a linha de raciocínio, mesmo nem ter começado a fazer ainda. Muita gente saiu da sala, e eu, como não queria encarar a multidão esperei, Ísis apareceu do nada com os olhos arregalados.

– Anda Josh, Rudolf está esperando. – Me lembrei do que meu pai tinha me dito de manhã sobre os horários em que a limusine iria chegar e sai correndo catando meus matérias.

– Ele está aqui há muito tempo? – Pergunto saindo pelo corredor com ela.

– Não tenho certeza, mas pela cara dele parece que sim. – Diz Ísis apreensiva.

Corremos a procura da saída. Até que encontramos Rudolf de cara fechada dentro do grande carro esperando a gente, ele olhou sorrateiramente e virou como se não tivesse visto. Rudolf era como um irmão para meu pai. Viveu a vida toda com ele antes mesmo de minha mãe morrer ele já trabalhava para a família, então, os puxões de orelha ou as reclamações tinham que ser aceitas, ele era como da família, assim como Lúcia.

Entramos e esperamos os outros carros saírem, pegamos a estrada, e fomos para casa, Ísis falou normalmente comigo, não consegui notar nenhum tipo de cara de duvida nela, disse que iria dormir lá hoje, que já tinha acertado tudo lá em sua hospedagem.

Pedimos desculpa a Rudolf que se conteve e retirou a cara de desgosto, sorriu e foi embora, provavelmente para buscar meu pai do outro lado da região. Minhas mãos tocarão as de Ísis, pude sentir o frio que se encontravam, estava com saudade de ficar colada a ela, éramos como dois irmãos que não se separam. Alguns até perturbavam e diziam que isso iria terminar em namoro, mas nunca aconteceu nada. Ísis era realmente uma ótima pessoa e muito bonita também, mas eu acho que dai não avança.

– Josh, Lúcia ta em casa? – Pergunta ísis.

– Só consegui ver ela de manhã hoje. – Digo abrindo a porta.

Assim que entrei, senti o cheiro de comida na cozinha, fechei a porta, subi com ísis que ficou admirada com o tamanho da casa, que em comparação a dela atual, é uma mansão. Ísis foi para o outro quarto que esta vago. Tomei um banho, tirei Minha roupa e coloquei uma mais confortável. Desci para ver se tinha algo pra comer, estava necessitado de comida naquele momento, noto Ísis descendo as escadas lentamente com um livro em sua mão. Lúcia tinha deixado um recado na frente de um guarda bolo que dizia.

“Amanhã estarei aqui bem cedo, tem suco na geladeira, café para Ísis dentro do segundo armário e bolo de laranja, bjs. De Lúcia Costa.”

Li cada palavra e fiz meu jantar junto a Ísis que estava muito feliz com o café que Lúcia fez. Ísis amava café e chocolate quente, nunca vi alguém pra gostar tanto dessas duas bebidas como ela, tem até algumas histórias de que ela saiu meia noite só pra comprar um pouco de chocolate.

Sentia-me feliz, conversava com ela constantemente sobre como Aranths parecia interessante. Também falei sobre meu choro no intervalo.

– Poxa Josh, te procurei o tempo todo e não te achei! Que droga. – Diz Ísis assentindo com o rosto.

Toda vez que paramos pra conversar, ficamos três horas discutindo sobre assuntos que às vezes nem importam muito, mas que nos fazem rir. Até que a mesma cara de duvida de manhã voltou no desenrolar de uma conversa que estava muito boa até então.

– O que foi Josh? Porque você estava chorando? Porque você estava tão estranho hoje? — Diz ela depois de um silêncio duvidoso. Olhando bem em seus olhos, tive que dizer com todas as palavras o que tinha acontecido, ela não disse nada, olhou pra mim, levantou, sabia que não estava acreditando no que estava dizendo, disse que estava com sono e foi se retirando para dormir.

Acho que acabei deixando a noite tensa com minha resposta, tenho certeza que ela não esperava tanta maluquice, conheço Ísis, se tiver mentindo sobre algo, a primeira coisa que ela faz é cortar o contato que ela tem com a pessoa.

– Ísis, o que foi? – Pergunto sabendo que a resposta não viria facilmente.

– Apenas me diga a verdade Josh. – Diz ela com um ultimo olhar singelo pela minha resposta.

– Essa é a verdade. – Falo com medo de sua reação. Ela olha pra mim num tom de seriedade tentando analisar minha face, sai, e vai pro quarto.

Meu mundo virou de cabeça pra baixo, não queria vê-la daquele jeito, ela era como eu, se irritava fácil, tinha medo de perdê-la desse jeito. Fechei todas as portas e janelas, e fui para meu quarto, pensando em não bater na porta para não incomoda-la.

Meu quarto estava igualzinho a como estava no Brasil, coloquei algumas coisas em seus lugares e peguei a tela que estava posicionada numa prateleira onde vislumbrava um lindo vaso de tulipas. A professora falava que era pra tirar tudo da mente, e usar a criatividade. Faço muitos contornos, braços, rosto, olhos, ainda estava muito triste por causa de Ísis, mas tentava distrair a mente, a inicio pretendia fazer um lugar sombrio, mas paro, viro o rosto, e percebo “estou fazendo a garota do mar”.

Notas finais
:D