Turns Of Life!
8 Capítulo 8
Notas iniciais
TRIS
Hoje depois do almoço começa nosso primeiro ensaio da cheeleards e eu estou um poço de empolgação. Visto o meu uniforme que é uma cropped vermelha com branca e bem no meio continha as iniciais do nosso colégio. A saia tinha até um tamanho razoável — nem tão curta, nem tão grande — ela é toda rodada com algumas aberturas. Prendo meu cabelo em um rabo de cavalo alto e calço meu tênis branco. Desço para comer alguma coisa e encontro Nita sentada na sala.
— Aonde você vai assim Beatrice? — pergunta ela com um tom de reprovação na voz.
— Para o treino na escola. — Digo pegando uma maçã e saindo da sala, não estava a fim de conversa com Nita.
Chego à escola alguns minutos depois e me direciono para a quadra do colégio. Os meninos do futebol treinavam enquanto as cheeleards ficavam perto da arquibancada. Estou caminhando ao encontro delas quando um menino me para no meio do caminho.
— Você sabia que o canto dos amassos é bem ali atrás da arquibancada? — Diz o menino com um sorriso malicioso no rosto.
— Quem é você mesmo? — Pergunto com prepotência.
— Peter. — Diz o menino alargando o sorriso.
— Bom Peter, obrigada pela informação! — Digo sorrindo. — Quando eu quiser chamar algum menino já sai a onde irei. — Dou-lhe um sorriso cínico e volto a caminhar em direção as meninas.
— Nossa Peter já estava lhe enchendo o seu saco Tris? — Pergunta Shauna a coo-capitã das líderes.
— Sim, ele queria me levar para trás da arquibancada tem cabimento isto? — Digo bufando. — Quem ele pensa que é? O rei da cocada preta?
— Isso eu não posso ter certeza... Mas eu posso afirmar que ele não irá deixar isso assim. Meninos como ele não sabem aceitar a rejeição. — Diz Shauna dando de ombros.
— Ele que venha! Para ele aprender o que é bom! — Digo revirando os olhos.
— É ISSO MESMO PRODUÇÃO? NÃO TEM NENHUM DIA PRATICAMENTE QUE EU TERMINEI COM O PETER E JÁ TEM ALGUEM DANDO EM CIMA DELE? — Diz Lynn aos berros ficando em minha frente. Ela era a capitã do time.
— Olha aqui Lynn eu não estou dando em cima dele coisa nenhuma. E já que você era a namorada dele deve saber muito bem que ele vive cantando as meninas então, por favor, vá berrar no ouvido dele. -Digo encarando-a.
— E você Beatrice quem me garante que não é atirada?
— Se eu fosse atirada queridinha eu ia atrás de coisa melhor que o Peter. — Digo dando uma piscadela e ela começa a ficar vermelha.
— Não fala isso dele. — Diz Lynn bufando de raiva.
— Uai querida, nem todo mundo nasceu com vocação para ser corna não. — Vejo seus olhos esbugalharem e Lynn parte para cima de mim puxando meus cabelos. Dou um empurrão nela que ela cai na hora. Porém ela não desistiu e consegue dar um tapa em minha cara.
— MAS O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Grita a professora.
— Ela que começou! — Diz Lynn apontando para mim fazendo lágrimas me aparecerem seu rosto.
— Eu? Olha professora... — Digo soluçando. — A senhora viu muito bem quem estava dando tapa na cara da outra. — Digo deixando minhas falsas lágrimas escorrerem em meu rosto. — E tudo isso para quê? Por causa de um ex-namorado que veio dar em cima de mim. Eu não fiz nada, nem com ele eu fiquei e ainda sou agredida. — Digo afagando minha bochecha que estava vermelha. Se Lynn tinha a intenção de encenar-se como vítima eu havia lhe dado uma grande rasteira, pois além de eu de fato ser a vítima eu ia detonar com ela.
— Eu não acredito que foi por causa de um menino. — Diz a professora colocando as mãos na cintura.
— Mas professora...Ela não é inocente não tá? Por que ela também me empurrou.
— Lógico que eu empurrei uma louca parte em cima de mim me agredindo você acha que eu não iria me defender? — Falo fazendo a minha melhor voz de inocente possível.
— Vamos para a sala da direção, as duas! — Diz a professora apontando para nos. Passo na frente fingindo um soluço por causa de meu choro fingido e caminhamos em direção a sala da diretora. Entramos na sala e a professora explica toda a situação para a diretora.
— Não é a primeira vez que você procura uma briga por causa disso não é verdade Lynn? A onde você quer chegar? — Diz a diretora afagando sua têmpora. — Aqui está uma solicitação de presença para os seus pais. — Diz a diretora entregando-lhe um papel. — Pode se retirar agora. — Diz ela apontando para a porta. Lynn bufa e retira-se — E agora você Beatrice o que eu irei fazer com você?
— E eu me pergunto o que irei fazer com o Tobias. — Digo com uma voz fraca. — Ele vai ficar muito decepcionado quando descobrir que a escola que ele pensava ser a melhor do país tem uma louca que sai dando tapa na cara de sua prima. Ele com certeza ficará uma fera já que terá que largar o serviço para vim discutir uma violência que a prima sofreu. — Digo abaixando a cabeça. — É lamentável.
— Beatrice a senhorita sabe que agressão dá expulsão não sabe? — Aceno um sim com a cabeça. — Mas pelo o que eu pude apurar você só estava se defendendo e não cometeu nenhuma agressão grave em Lynn. Não vamos alarmar o senhor Eaton por tão pouco. — Ela diz nervosa alisando os seus cabelos. — Eu só lhe peço para evitar esse tipo de confusão. Por favor?
— Claro. — Digo dando um sorriso fraco.
— Pode se retirar. — Saio da sala continuando com o meu rosto caído.
Ufa! Está foi por pouco. O sobrenome Eaton pesava tanto que a diretora preferiu abafar o caso do que chamar Tobias para resolver o que era um alívio para mim já que uma vez que ele vinhesse, Nita iria armar um escândalo falando que eu era uma menina problemática e com certeza ela iria me mandar para um reformatório. Sigo de volta para o ensaio e o resto do dia ocorre normal.
Quando o ensaio termina saio do colégio atrás do motorista, porém não encontro ninguém. Fico parada esperando e sinto uma mão em meu ombro. Viro para trás e encontro Al.
— Oi! — Digo dando-lhe um sorriso.
— Oi! Fiquei sabendo que a Lynn lhe deu um tapa na cara. Você está bem? — Pergunta Al preocupado.
— Ah sim, sim eu estou bem. — Digo pegando uma mecha de meu cabelo enrolando no dedo.
— Bem, mesmo assim eu trouxe isto para você! — Diz Al estendendo a mão e mostrando uma rosa. Um sorriso largo abre em meus lábios e sinto minhas bochechas arderem.
— Al! Não precisava. — Digo pegando a flor de sua mão e vejo-o sorrir.
— Tris?! — Pergunta uma voz rouca um pouco atrás de mim. Viro em sua direção e dou de cara com Tobias me fuzilando.
— Oi? — Pergunto encarando-o.
— Vamos? — Diz ele com a voz um pouco mais forte. Vejo que seus braços já estão cruzados e ele fuzila Albert.
— Claro. — Digo dando as costas para ele. — Obrigada Al! — Digo passando uma mão em suas costas e dando-lhe um beijo em sua bochecha.
— Até mais Tris! — Diz ele retribuindo o beijo. Escuto Tobias bufar e reviro os olhos. Estava começando a acreditar em suas palavras naquele dia que ele estava bêbado, por que não é possível, ele age rude com todos os meninos que se aproximam de mim.
TOBIAS
Robert — o motorista — havia me ligado pedindo uma folga hoje pois ele teria que buscar a sogra no aeroporto e eu como sou um bom chefe permiti. Agora estou enfrentando um trânsito do capeta para poder buscar Beatrice na escola.
Estaciono o carro no estacionamento e espero ela aparecer na porta. Alguns minutos se passam e ela sai à procura do carro, mas como ela não encontra ela fica parada em seu lugar médio. Em dois segundos — DOIS SEGUNDOS — que ela ficou parada do lado de fora um menino apareceu e foi conversar com ela. Sai do carro e pude perceber que os dois se conheciam pois ela estava bem à vontade em sua presença e então o abusado deu-lhe uma flor e vi Beatrice toda amolecida com o gesto. Aproximo e chamo a sua atenção, ela fica confusa mais então se despede do abusado que se chamava Al o abraçando e dando um beijo em seu rosto. Sinto meu sangue ferver e caminhamos para dentro do carro.
— O que aconteceu com o motorista? — Pergunta Tris andando em meu lado.
— TCHAU TRIS! — Diz um menino acenando sentando em uma moto.
— TCHAU WILL! — Diz ela retribuindo o aceno. Abro a porta para ela e logo vou para o meu lado. Entro no carro e dou partida.
— Você só tem amigos Beatrice? — Pergunto nervoso.
— Uai Tobias, é lógico que eu tenho amigos. — Diz ela rindo.
— Eu estou falando AMIGOS, isso quer dizer homens. — Digo apertando o volante abaixo de minhas mãos.
— Não, eu não tenho só amigos homens. Mais eu me relaciono melhor com os homens, as meninas sempre me quiseram longe delas, então eu faço mais amizade com homem. Mas a Christina é mulher e eu sou amiga dela. — Diz ela fazendo careta. Era muito óbvio o porquê as mulheres não a queriam perto. Beatrice chamava a atenção dos homens, e toda mulher quer ter a sua atenção.
— Entendi. — Digo mais para mim do que para ela.
— Você está com ciúmes Tobias? — Pergunta ela me encarando. Paro o carro no sinal e a encaro de volta.
"Eu tinha ciúmes dela?"
Sim, eu morria de ciúmes de Beatrice. Eu morria de ciúmes por todos a ficarem comendo com os olhos e por todos quererem ama-la. Eu sentia ciúmes por Beatrice, eu só não sabia o porquê eu sentia ciúmes dela.
— Não. — Minto voltando minha atenção ao sinal que já estava verde.
— Então por que você trata os meus amigos mal? — Pergunta ela emburrada.
— Por que eles não querem ser somente seus amigos Tris, eles querem você. E eu devo cuidar de você. — Digo suspirando e então ela passa o resto da viagem calada.
Chegamos em casa e ela subiu correndo para o seu quarto. Suspiro cansado e entro após alguns há segundos.
— Boa noite querido! – Diz Nita aproximando-se de mim e dando um leve selinho em meus lábios.
— Boa noite querida. – Digo envolvendo minhas mãos em sua cintura de uma maneira forte. Eu não podia sentir ciúmes de Beatrice, eu era um homem casado e eu amava a minha esposa. Então por que eu estava sentindo tanto ciúmes de Beatrice?
Envolvo minha mão em seu pescoço e puxo o seu rosto para mais próximo do seu. O nosso beijo começou calmo, mas rapidamente Nita o transformou em urgente e eu a puxei para o meu colo. A carrego até o meu escritório e a sento em minha mesa arrancando sua saia e sua calcinha de uma vez.
☆☆☆
Estou deitado em minha cama olhando para o teto tentando regularizar minha respiração. Eu havia tentado ficar com Nita para “tentar” tirar Beatrice de minha cabeça, porém não havia dado muito certo. A todo momento eu lembrava-me de suas curvas, de seus olhos verdes, de sua risada. Bufo e ajeito-me na cama. Está menina com certeza havia jogado alguma macumba em cima de mim. Só podia ser.
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