Turn Memories On

3 Capítulo 02 : O Corvo Misterioso.


Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo.

–Em uma coisa concordamos o senhor não tem nenhuma prova dessa suspeita, então deveria deixá-la ir. — disse uma voz masculina familiar.

–O senhor é advogado dela?

–Não exatamente...

–Então como entrou aqui?

–Mantenho meus segredos. – sorriu de canto soltando uma piscadinha.

–O senhor deveria se retirar deveria ter mandado algum policial entregar sua mensagem, já que não é nenhum advogado.

–Na verdade, deveria rever seus conceitos de mensageiro já que eu acredito em matar o mensageiro. E sabe por quê? Por que isso manda uma mensagem. –riu sarcasticamente, como se fosse à melhor piada do mundo, sentando-se na cadeira e colocando seus pés na mesa do interrogatório.

Arqueei minha sobrancelha e ele piscou para mim.

–O senhor deveria retirar-se- respondeu o policial sem paciência.

Para ser sincera, eu estava me divertindo com a história do mensageiro e ligeiramente coloquei a mão boca para evitar qualquer risada.

–Ops... Acho que alguém se ofendeu, não é mesmo?

–Eu posso lhe prender por desacato a autoridade senhor...

–Salvatore. Se for me prender, precisará do meu nome. – disse entregando um cartão de visitas. – Sou o novo xerife substituto aqui e acho que deveria soltá-la, o ‘’senhor’’ sabe... Sou o chefe aqui.

–Desculpe senhor, não parecia ser o novo xerife...

–Todos dizem isso... Na verdade, exerço diversas profissões. Cuide-se. – disse antes de sair batendo nos ombros do policial.

Depois de um pedido de desculpas, o policial disse que isso não havia acabado e que estaria sob uma forte investigação, já que sou a maior suspeita nesses casos. Levantei-me e procurei por aquele cara na sala do xerife, mas disseram que ele havia saído, fiquei um pouco decepcionada, confesso, ele era... Sexy. Meu Deus! O que estava pensando? Só esses tipos de coisas para me fazer rir nesse momento.

Cheguei em casa e Jenna estava com o telefone em mãos, andando de um lado para o outro, quando de repente grita ‘’Achei ela, graças a Deus’’ e eu sorrio sem graça pela preocupação.

–Elena, onde estava todo esse tempo?

–Desculpe não avisar Jenna, realmente não deu tempo o policial só veio aqui... — ela me interrompeu.

–Policial? Como assim?

Nesta tarde, estava organizando as roupas de Emma, ainda não acostumada com o tamanho dela, quando tocaram a campainha e mesmo sendo avisada para que não fizesse nenhum tipo de contato social, não poderia ter ignorado, afinal, era um policial! Ele estava ali parado na minha porta.

–Pois não?

–Senhorita Gilbert?

–Sou eu.

–A senhora está sendo intimada para prestar depoimento e à um interrogatório.

–Interrogatório?

–Sim. A senhorita é suspeita do assassinato de seus pais e o assassinato de mais duas famílias e tem direito a permanecer calada e a um advogado.

–Estou presa?

–Somente detida, está sob a investigação da policia, mocinha. – disse apontando com as mãos em direção ao carro.

Entrei e logo que chegamos à delegacia, ele me levou a sala de interrogatórios. Contestei.

–Por que diabos eu mataria meus pais e mais duas famílias?

–Isso é o que gostaríamos de saber. O problema é que a senhorita é a única sobrevivente do acidente, juntamente com sua filha, sendo que este foi de longa escala e depois de algumas investigações descobrimos que há duas semanas ocorreram dois acidentes muito semelhantes ao seu.

–Meus pais morrem, minha filha e eu fomos vítimas de um acidente, aliás, não foi um acidente... -comecei a gritar. – Foi um misterioso crime que ninguém sabe explicar o que houve e o senhor está a me culpar? Desculpe, mas a vítima aqui sou eu!

–É o que quero acreditar Srta. Gilbert, mas por que saíram naquela noite?

–Eu..não...não me lembro...

–Não se lembra? Sei...

–Eu realmente não lembro! Não pode me culpar por isso! O senhor veio me interrogar depois de dias que sai do hospital.

–Tudo bem, tudo bem... Só não a prendo porque não tenho provas contra você. – disse olhando diretamente nos meus olhos.

Foi quando a porta abriu.

– E foi isso o que aconteceu Jenna.

–Mas, quem era esse cara misterioso?

–Ele não disse o nome, mas o sobrenome dele era igual o do... –passos fortes interromperam-me.

–Elena, que bom que acharam você! – disse Jeremy, me abraçando. — Ah! Tem alguém querendo falar com você ali fora. –disse quando me soltou e sorriu.

–Quem? –perguntou Jenna preocupada.

–Está tudo bem Jenna. –respondeu com o mesmo sorriso no rosto.

Corri com ansiedade para porta, talvez fosse Matt, Tyler ou até mesmo Bonnie, estava sentindo a falta dos meus amigos!

–Você deve ser Elena. Lembra-se de mim? –sorriu ao falar.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Bjs.