Turbulence

3 Capítulo 3 - Oceano Azul


Notas iniciais
Oi gente, demorei, e sei, mas aqui estou eu de novo, espero que gostem! Boa leitura!

Oceano Azul

Eu sempre pensei em como a vida é curta, sempre imaginei como seria quando meus pais não estivessem mas aqui. Sempre me preparei emocionalmente pra isso, mas agora, pensando em tudo que aconteceu, pensando em como eu me sentia, todos os meu preparos emocionais não serviram de nada. Totalmente desnecessários.

Eu havia prometido a mim mesma que ia recomeçar minha vida, que por nenhuma desventura iria ficar chorando pelos cantos, mas tudo estava escuro e sombrio. Era como se eu, por vontade própria subisse as escadas da minha vida, mas algo me empurrava novamente para o fim dela.

Minha adorada tia me dava toda atenção possível, sempre me perguntando como eu estava me sentindo. Dava para perceber que ela me amava, que queria me ver bem, isso me aliviava muito quando me perdia na minha pequena e conturbada depressão.

Quanto ao resto de meus familiares, bem, eles não dava muita atenção pros meus distúrbios de tristeza. Luisa, desde que vim morar com ela, sempre fingindo que não me via, nos esbarrávamos pela casa, mas ela sempre fingia que não tinha ninguém a sua frente, e eu, sempre fazendo o possível para não ter que me encontrar com ela, sua cara de mal humorada me deixava pior do que eu já me encontrava.

Desde que cheguei se passou quase quatro semanas, eu nem percebia quando um dia terminava para dar lugar a outro. Passava quase que a noite e o dia todo escrevendo em um caderno, nunca tinha feito isso em minha vida, achava completamente patético a ideia de ter um diário, mas ali, eu não tinha muita opção, minha única confidente era Lara, e ela não estava mas ali para ouvir meus declames de sofrimento, então teria que me acostumar com a ideia de ter um, eu gostando ou não.

Sexta-feira, o ultimo dia útil da semana. Pra mim não fazia muita diferença, mas nesse dia, minha Tia resolveu que todos nós iríamos jantar fora, disse que precisávamos de um pouco de diversão. Fomos a um restaurante a uns 15 minutos de casa, no carro, meu tio dirigia e minha tia no banco do passageiro, eu e Luisa, nos bancos de trás. Assim que chegamos, fomos direto a uma mesa nos fundos do salão do restaurante, não estava muito cheio, umas 30 pessoas no total, todas muito bem vestidas e elegantes, me senti até um pouco mal com as minhas vestimentas simples. Eu usava um vestido preto até os joelhos, meu cabelo longo liso com leves relances de cachos nas pontas, e uma corrente com um pingente que havia o brasão da minha família, meu pai havia me dado quando criança. Estava muito simples comparada a todas as pessoas do lugar.

Sentamos a mesa e logo o garçom veio nos dar o cardápio, não sabia muito bem o que pedir, eram comidas muito chiques que eu nunca havia provado, mas teria que pedir algo pra comer. Todos fizemos os pedidos e enquanto esperávamos a comida chegar, ficamos conversando sobre coisas aleatórias, apesar de mim não estar muito prestando atenção no que eles conversavam. Logo a frente a nossa mesa havia um rapaz sentado com o cardápio na mão, estava com uma mulher muito bonita ao seu lado, Ele, tinha cabelos pretos, olhos azuis e uma boca de um vermelho natural, o cabelo não eram bem cortados, como se ele mesmo cortasse, usava uma calça jeans preta e um blazer da mesma cor, usava também coturnos nos pés, isso me chamou atenção e um sorriso saiu naturalmente por minha boca. Ele era bonito, aproximava-se ter 24 anos, um rosto de homem rústico mas ao mesmo tempo puro e delicado, eu não parava de olhar pros traços de seu rosto, ficava me perguntando como seria seu nome.

O tempo que ficamos ali no restaurante, ele nem se quer olhou pra mim, tentava fazer com que nossos olhares se encontrassem, mas ele parecia que previa as minhas intenções e não se dava ao luxo de atender ao meu desejo. Como eu podia estar tão encantada com uma pessoa que eu havia acabado de conhecer, mas não conseguia tirar os olhos dele. Quanto mas eu me esforçava para descartar meus pensamentos impróprios, mas eu me perdia neles.

–Amy, parece que esta no mundo da Lua. –Sussurrou minha tia com um sorriso no rosto.

–AH, estou pensando em como a comida esta boa Tia, uma delicia.

Era obvio que minha Tia havia percebido minhas olhadelas no rapaz a nossa frente, afinal, eu não era a única que havia prestado atenção em sua beleza sobrenatural, todos as pessoas do local já havia olhado nem que fosse uma vez pros lindos olhos cor do mas puro oceano do homem bem dotado, isso incluindo Luisa.

Já passava das dez da noite quando saímos do restaurante, do lado de fora enquanto eu e Luisa esperávamos o carro, havia um recepcionista que ficava a porta do restaurante para auxiliar os clientes, sempre muito educado fazia questão de dizer nome por nome de cada pessoa que entrava ou saia do estabelecimento. Eu torcendo para que estivéssemos ali ainda ando o Rapaz bem dotado fosse embora, assim, poderia ouvir o recepcionista dizer seu nome, precisava saber como era o nome dele.

Dito e feito, o rapaz saiu acompanhado da bela mulher ao seu lado, quando passou pela porta, pude então ouvir seu nome, Sebastian Kistyn, aquele nome suava tão suavemente por meus ouvidos, eu estava encantada com ele, era obvio que isso era apenas um encanto de momento, sabia que quando fossemos embora dali, eu teria que acordar do encanto dos seus olhos e voltar para a realidade que minha vida se encontrava. Até porque eu não iria mas vê-lo, era meio que impossível se isso voltasse a acontecer, bem que não seria uma má ideia. O pensamento fez um leve sorriso nascer em minha boca.

Ficamos ali esperando o carro chegar e pude ver quando ele entrou no seu, ele dirigia e a mulher no banco do passageiro, até o momento, não havia prestado muito atenção nela, será se seria uma amiga dele? Ou namorada, poderia ser talvez até noiva apesar deles não utilizarem alianças. Eu nem se quer havia prestado atenção em seu nome, sabia que o recepcionista havia dito, mas não prestei atenção. Bom, se eles fossem noivos ou namorados isso não me interessava, eu não ia vê-lo novamente mesmo.

Por fim, nosso carro chegou.

–Nossa foram fazer o carro, que demora mãe. –Disse Luisa.

–Desculpa a demora meninas, tinha um carro atravessado no meio do estacionamento, vê se pode uma coisa dessa, que infortúnio desses motoristas.

Depois de alguns minutos, chegamos em casa, Luisa mal esperou que o carro parasse e já foi se jogando pra fora. Eu esperei que ela saísse e também me retirei do carro, agradecendo aos meus tios pela noite maravilhosa que eles haviam me proporcionado, afinal, eu a noite toda não tinha me perdido nos meus pensamentos depressivos e turbulentos. Entrei pela porta e fui direto pro meu quarto, meus pés estavam doloridos por conta do salto que usava, nunca gostei desse tipo de coisa, mas usei essa noite por conta da ocasião que eu havia me encontrado.

Joguei meu vestido em cima da cama, peguei minha toalha e fui tomar um banho relaxante. Enquanto me ensaboava, os olhos do Sebastian atormentavam minha mente, fazendo que por cada cinco segundos um sorrisinho bobo escapasse de mim. Parecia uma maluca dando leves risadas sozinha no banheiro.

–Aberração das trevas, ande logo, se não percebeu ainda, temos que dividir o mesmo banheiro, não tenho o privilegio dos meus Pais que tem um banheiro somente pra eles, anda logo quero tomar banho. –Disse Luisa tirando-me dos meus pensamentos sem nexo.

Como assim aberração?! Era assim que ela me chamava? Minha paciência com Luisa já estava chegando no limite. Já estava me imaginando agarrada em seu pescoço a enforcando até que ela ficasse sem ar.

Eu não sei o que fiz a ela, por que ela me trata tão mal?! Deplorável, muita das vezes tenho vontade de perguntar a ela o que ouve entre nós pra ela me odiar tanto.

Bem, pra não arrumar confusão sai logo do banheiro.

Por nenhum segundo consegui tirar a cor daqueles olhos azuis, ferventes que dominava a alma e penetrava nos sentidos mas obscuros e profundo do corpo, qualquer mulher teria se encantado, e sem nenhuma rejeição entregado seu corpo a ele.

A insistência de meus pensamentos ao Sebastian já estava me deixando preocupada, e com razão, como eu podia estar pensando em um homem que eu havia conhecido a tão pouco tempo, era inacreditável isso, justo eu, que nunca havia tido se quer uma atração por homem nenhum, justo agora, na pior parte da minha vida. Será que eu estou apaixonada por um homem que eu nunca mas irei ver? Será que isso é possível, se apaixonar por alguém mesmo sem nunca ter ouvido o som da sua voz? Como achar as respostas, como responde-las, eu que nunca tive nenhuma experiência com essas coisas. Somente uma pessoa pode me responder a perguntas tão estranhas pra mim.

_ Lara, preciso falar com ela imediatamente. -Sussurrei ansiosa.

Notas finais
Obrigada por ler, até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.