Notas iniciais
Esta é a minha segunda história, espero ter criatividade suficiente para terminar esta hahaha, então boa leirura

Às vezes eu simplesmente paro e penso como será a vida das pessoas. Elas passam com tanta pressa, como será que elas se sentem? E porque tanta pressa? Se sabemos que o nosso futuro é a morte. Por isso larguei minha vida monótona, hoje quero ser feliz, quero ver o sol se pôr em outro lugar.

Sai de Clearesmith para conhecer o mundo. Ver como é a vida das pessoas em outro lugar, ter minha própria vida. E é por isso que lhe contarei tudo neste diário. Onde falarei tudo que irá ocorrer comigo durante este tempo, espero que quando eu terminar minha longa rota, ainda tenha esperanças de entrar naquela cidadezinha banal e ter o que é meu.

Meu nome é Kaleb, tenho 21 anos e eu estava cursando letras. Desisti de tentar viver naquela cidade. Se eu continuasse lá, a morte seria minha única alternativa.

Minha primeira parada será na praia de San Agostini quero beber o whisky que era do meu pai, só apenas observando as ondas e o sol se pondo. Agora são 15:45 da tarde em meu relógio, ainda tenho tempo de chegar a praia.

18:00h

Estou vendo o dia se esvair e realmente é a coisa mais bonita que já vi. O vento que bate em meu rosto, a areia fofa se enroscando em meus pés e tudo que eu tenho ficou para traz. Meu whisky de 12 anos, meu Deus, nunca vi uma coisa tão boa.

Procurei um hotel para me hospedar e o único lugar que achei foi um albergue. Dormi em um quarto com mais 3 homens e 4 mulheres. Eles são pessoas boas, porém a única coisa que quero neste momento e sair deste lugar porque o rapaz da cama ao lado da minha ronca muito e está me incomodando. Mas tem uma garota o nome dela é Juliana, ela é linda, morena, cabelos compridos e simplesmente com um sorriso perfeito. Um sorriso que me faria ficar para sempre ao seu lado.

Tenho que parar de pensar assim, já me magoei muito com as garotas, estou afim de ficar sem problemas por enquanto. Sonho alto demais com o que não deveria, primeiro tenho que terminar minha viagem, ir para a cidade onde cresci e passei boa parte da minha vida e depois disso tudo posso pensar em namorar.

-Oi, você sempre vem para a praia? – perguntou-me Juliana.

-Não muito, eu vim hoje para fugir da rotina. Ver o sol se pôr em outro lugar que não fosse na cidade onde eu nasci. – respondi educadamente.

-Eu quero viajar pelo mundo, ver o sol se pondo e nascendo novamente em vários lugares. Sou muito imprevisível, um dia estou em um lugar e no outro já estou bem longe.

-Quero ser assim, por isso larguei minha vida monótona naquele cidade infeliz.

-Onde você morava?

-eu morava em Clearesmith, com meus pais até eles falecerem em um acidente de carro.

-Meus pêsames... – disse ela sem graça.

-Não se preocupe, já faz um tempo.

-Para onde você vai depois que sair daqui?

-Para o banheiro, pois estou com uma vontade imensa de “mijar”

-Não seu tonto... – ela riu bastante e depois conseguiu terminar a frase – estou dizendo, o lugar, a cidade para onde irá depois que sair de San Agostini.

-Olha eu não sei, só vou pegar meu carro e dirigir sem rumo e ver onde isso irá me levar.

-Eu farei o mesmo. – ela olhou para baixo, como se estivesse fugindo de algo ou alguém.

-O que você tem? – perguntei a ela.

-Nada, só estou com sono. Eu vou dormir okay?

-Okay...

Ela virou para o lado e dormiu, eu não sabia o que havia de errado com ela. Mas eu queria descobrir...

03:41h

Acordei com gritos durante a madrugada. Levantei rápido, assustado... era a Juliana que gritava, o garoto que roncava estava tentando abusar dela sexualmente. Eu o retirei de cima dela, joguei-o no chão e simplesmente bati muito nele, até Juliana me puxar e me tirar de cima dele.

-Acalme-se Kaleb, ele não merece isso... Este monte de lixo não merece nem a própria vida que tem. – olhei nos fundos dos olhos dela e vi nela um desespero muito grande.

Vi o homem no chão desacordado com o rosto coberto por sangue e então me levantei peguei a mão dela e disse:

- Venha comigo, vamos sair daqui... – descemos as escadas do albergue, pagamos a diária e saímos às pressas daquele local. Entramos em meu carro e eu dei minha jaqueta a ela, pois ela estava com frio.

-O que será que eles vão fazer quando encontrarem aquele homem inútil deitado no chão desacordado e todo ensanguentado?

- Não faço a menor ideia, só sei que não q1uero estar lá para presenciar este acontecimento.

-Muito menos eu. Mas uma pergunta para onde vamos agora? – perguntou-me Juliana.

-Não sei, o que você acha de irmos para North Briggedth? Ouvi dizer que lá tem a maior e melhor pizza do país.

- Eu acho uma boa ideia! Espero que lá não precisaremos dormir em albergues...

-Também espero isso. Bom sobrou um pouco de whisky, você quer?

-Agora de madrugada? Não obrigada, eu não bebo. Sou contra qualquer tipo de droga... – disse ela olhando para baixo, como se algo a incomodasse.

-Bom... o que você tem? O que está te afligindo?

-Não, nada... – parei meu carro, olhei para ela e disse:

-Ou você fala, ou essa viagem com estará acabada por aqui! Eu te falarei meu passado e você me falará o seu!

-okay! Tudo começou, quando eu estava morando com a minha mãe e meu padrasto...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.