Tudo que Poderia ter Acontecido

9 A garota em escarlate ardente


Notas iniciais
ATENÇÃO: Capítulo +18 Olá meus queridos. Estou postando esse capítulo porque o escrevi em um impulso e achei que deveria compartilhar. É capítulo hentai então quem não gosta do gênero, por favor não leia, pode pular e esperar o próximo. Aqueles que eventualmente curtem a leitura eu peço opiniões porque normalmente não escrevo tanta coisa desse tipo e caso tenha ficado bom/ vocês tenham gostado; eu posso trazer mais para a fic. Enfim, leiam e já aviso que como no último capítulo não houveram muitos comentários darei um tempo maior de postagem para deixar todo mundo ler e me dizer o que acha. Com comentários eu sempre posto rápido, mas pelo visto estou rápida demais haha. Espero que gostem, comentem por favor. Beijos

Estavam novamente na TARDIS. A Garota Bad Wolf e o Doctor ali parados invisíveis próximos ao console esperando o que viria, era sempre assim que começava. Ambos seguravam as mãos como velhos companheiros mal prevendo a grande farsa que tudo aquilo representava afinal: ela não era Rose Tyler e ele não era mais o mesmo homem que fora um dia. Ambos tinham mudado para cumprirem suas próprias promessas pagando sempre um preço mais alto.

–Preciso saber quem é Nêmeses – Começou o Doctor impaciente com a garota Bad Wolf sempre mudando tudo ao redor dele, nos piores momentos possíveis.

–Antes precisa ver outras coisas, Nêmeses não é algo que deve conhecer agora – Afirmou a garota Bad Wolf com certa impaciência – Tudo terá seu tempo nesse julgamento.

–Do que se trata isso? – Perguntou o Doctor observando a sala de controle vazia da TARDIS.

–Sua primeira noite com Rose Tyler – Disse a garota Bad Wolf libertando as mãos do Doctor e olhando para o console.

–Eu tive muitas noites com Rose – Rebateu o Doctor se recostando na TARDIS.

–A primeira em que disse “eu te amo” – Disse a garota Bad Wolf – Todo aquele tempo ao lado dela e jamais foi capaz de admitir.

–Ela sabia – Garantiu o Doctor nostálgico – Esse julgamento...

–Está em curso – Completou a Bad Wolf – Se tivesse alterado um pouco de suas decisões, se tivesse reconsiderado por um instante...

–Talvez menos pessoas tivessem morrido. – O Doctor sabia o peso que carregava – Mas a cada decisão infinitos universos paralelos se abrem nos quais outras coisas teriam acontecido...escolheu essa realidade unicamente para me torturar com uma ilusão estúpida de felicidade.

–Teria sido isso Doctor – Garantiu a garota Bad Wolf – No fim teria sido o que foi, ou isso que estamos vendo ou alguma outra coisa que ainda mostrarei.

–Por que tem de ser sobre Rose Tyler? – O Doctor parecia enfurecido.

–Porque você não pôde ama-la, pôde amar todas as outras, pôde amar River Song contudo Rose Tyler foi arrancada de você tão rápido...

–Ela me salvou, Rose Tyler me salvou – A voz do Doctor ecoou forte na TARDIS.

O cenário mudou. Ainda era a TARDIS mas dessa vez o quarto do Doctor em seu estilo provincial porém elegante prevalecia claramente. A cama de casal era ocupada unicamente por Rose Tyler que dormia profundamente sem nenhuma roupa em meio aos lençóis. O Doctor estava em seu terno usual, de pé, lendo um livro sobre física quântica do outro lado do grande aposento em perfeito silencio, usava seus óculos de leitura e andava de um lado para outro.

–Rose! – Disse o Doctor se desviando do livro ao notar que a garota se sentava na cama – Bom dia.

–Como pode estar acordado? – Havia algum tom de indignação na voz de Rose.

–Senhores do Tempo não precisam dormir tanto quanto humanos, sinto muito por isso.

Rose arqueou as sobrancelhas como quem tenta crer que esse é um motivo suficientemente plausível. No fim a garota compreendia que o relacionamento deles não podia ser exatamente como o de todos os outros. Ela pegou finalmente a camisa branca da noite anterior jogada no chão e a vestiu se colocando de pé e percorrendo o cômodo em busca de seu celular. O Doctor desviou os olhos de seu livro e observou os passos de Rose pelo quarto inevitavelmente seus olhos estavam no corpo praticamente descoberto dela, quando ela finalmente notou o Doctor decidiu que o livro merecia atenção.

–Qual o problema? – Perguntou Rose finalmente encontrando o aparelho.

–Há uma grande diferença de idade Rose – Respondeu finalmente o Doctor.

–Somos vanguardistas meu querido – Disse Rose se aproximando e retirando o livro das mãos do Senhor do Tempo e envolvendo o pescoço dele com as mãos.

O Doctor começou a rir involuntariamente, afinal ela estava certa. Ele então a puxou em um abraço e a carregou a jogando novamente na cama. Rose ainda se lembrava perfeitamente da noite anterior na qual dançaram, beberam vinho e ela sentiu pela primeira vez que aquele homem estava apaixonado por ela. Ela ainda sentia coisas impressionantes que nunca havia sentido antes, que talvez nenhum humano jamais fosse capaz de proporcionar. Se lembrava tão exatamente de cada sensação que apenas o queria novamente. Quantas vezes fosse necessário.

Rose sentiu a aproximação dele, o sentiu tão próximo que temeu não poder tocar algo no corpo dele. Enquanto o beijava percebeu sua camisa branca sendo tirada revelando que ela não vestia nada; sentiu o beijo ainda mais forte, mas controlado. Era sempre assim com o Doctor, ele tinha o total controle sobre os próprios desejos, ele sabia onde tocar, ele sabia exatamente o que fazer. Ao mesmo tempo o olhar dele não era como o de todos os outros, não havia luxúria, mas havia desejo. Nenhum homem a havia possuído daquele jeito, ela nunca tinha entendido o que poderia sentir até aquele momento. Rose notou que ele já não tinha a gravata e o terno, aquilo havia sido obra de suas mãos femininas sempre ansiosas demais em tirar todas as barreiras que a afastavam dele, as vezes ela era exatamente como uma adolescente. Quase sempre isso fazia o Doctor sorrir levemente.

A garota estava sentada na cama com aquele homem na frente dela e ele a jogava mais para trás contra a parede da cama grande demais. Rose sentia o beijo alcançar seu pescoço, o toque alcançar suas costas e descer até suas pernas, a sutileza dele ao abrir levemente as pernas de Rose foi algo que ela nem mesmo notou. Ela notou quando os lábios dele pressionaram seus seios, quando a boca dele estava em sua barrica, quando o caminho percorrido por ele era gentil e ao mesmo tempo voraz em sua precisão. Eles estavam no meio da grande cama de casal, as pernas da jovem injustamente longe demais uma da outra e o Doctor no meio dela a beijando, a possuindo aos poucos. Era simples para Rose fechar os olhos e suspirar, tentar ser digna enquanto sentia seu corpo perder qualquer controle. Por que ela nunca conseguia ser tão precisa quanto o Doctor? Finalmente ela sentiu os lábios dele subirem novamente para o pescoço, foi então que ele a olhou finalmente e tocou o rosto da jovem ainda a beijando. Era tão simples, tão fácil se deixar levar por ele. Não era preciso palavras, não era preciso explicações, Rose o compreendia por intuição.

O Doctor tocou o pescoço de Rose e continuou percorrendo a mesma mão até a cintura da jovem. A garota tinha os olhos fechados nesse instante, quando finalmente, o sentiu dentro dela; dessa vez não havia tanta gentileza. Há poucas horas ele havia sido tão gentil, mas agora não era tempo para isso e ela já havia arfado tanto todo aquele tempo que ele simplesmente soube a hora de não permitir cortesias. O Doctor colocou uma das mãos na parede e a outra sobre a cintura de Rose, a fim de controlar o movimento dela, nesse momento finalmente ele pôde olha-la. Rose sentia o impacto dentro dela cada vez mais forte, compreendia que seus suspiros já não eram mais controlados. Cada vez eles eram mais fortes, ela queria se controlar diante do silencio do Doctor, mas não conseguia. Ainda assim Rose não tinha completa consciência do quão alto sua voz alcançava em seus gemidos, ela não pediu nada. Sabia que ele faria exatamente a coisa certa. A força dentro dela aumentava, as estocadas eram precisas em enlouquecer a garota e a sensação era boa o bastante para que o fim fosse mais necessário do que nunca. Ela precisava chegar ao ápice de seu prazer. Foi então que o Doctor segurou a cintura dela com força e com um último movimento finalmente terminaram juntos. Rose continuou imóvel por alguns minutos após seu gemido ser mais alto do que os outros, o silencio finalmente se instaurou no quarto. Não havia mais o som das estocadas ou o barulho emitido por Rose. Eram apenas os dois se fitando, o Doctor moveu as pernas de Rose para que finalmente ficasse mais confortável para a garota e em seguida sorriu levemente a beijando na testa.

O Doctor se deitou ao lado dela enquanto Rose pela primeira vez se colocava no peito daquele velho Senhor do Tempo. Por muito tempo não disseram nada, talvez fosse impossível saber porque o Doctor se manteve em silêncio, mas Rose compreendia os próprios motivos. Ela não sabia, até então, que quando o prazer é absoluto e que quando o êxtase é abundante se torna necessário chegar ao fim.

–Você não me quebrou – Assinalou Rose ao perceber que o Doctor encarava o teto de forma distante – Não me quebrou.

–Eu sei – Disse o Doctor finalmente olhando para a garota – Rose Tyler, eu te amo.

–Eu sei – Rebateu Rose sorrindo enquanto sentia a pressão dos braços do Doctor aumentar levemente.

Rose fechou os olhos pronta para adormecer. Ainda assim ela adormeceu com o medo essencial: de que todo o prazer que seu corpo sentiu de forma tão intensa e que em algum momento chegou ao seu ápice e depois ao seu fim representasse também as reviravoltas da vida que teria com aquele homem. Talvez ela tivesse prazer, depois viria o clímax disso e quando acabasse houvesse apenas aquela estranha sensação de que não se pode viver sem que se sinta de novo aquele mesmo prazer, aquela mesma alegria, aquela mesma loucura extasiante. Ela agora estava em chamas, estava em brasas, estava escarlate de amor por aquele homem e escarlate de lamento pela dor que poderia vir.

Notas finais
E então? Posso escrever mais coisas assim ou devo parar nesse? Beijos. -Desculpem mais um capítulo enorme, mas eu tinha de descrever bem as coisas -