Notas iniciais
Adivinhem quem voltou like a fênix? Acertou quem disse tudo por causa do Luigi. Minha demora se deve ao fato de que meus lindos e divos professores resolveram me encher de trabalho, mas é a vida. Boa leitura.

Depois que a multidão se esvaiu só restaram eu, Louis, Frederick e sua sobrinha que fazia questão de me olhar feio de longe. Depois de um tempo constrangedor entre Ivy sair de perto de mim e Frederick ajudar Louis a se levantar. Pude ver que o corte na perna de Louis era realmente grave.
– Você vai conseguir dirigir? — perguntei e os dois rapazes olharam para mim. Louis desviava seu olhar de mim para sua perna. Ficou assim pouco um bom tempo até se pronunciar.
– Não sei — confessou. Então realmente tive minha constatação de que aquilo realmente era grave.
– Posso te levar ao hospital, se quiser — completou ao ver o olhar de Louis sobre ele.
– Não precisa — respondi por Louis que voltou a se sentar na calçada começando a sentir a dor aumentar — acho que só precisamos de uma carona para a casa da tia Anna...
Frederick olhou para Louis que começava a gemer de dor ainda sentado.
– Vamos ao hospital — disse Frederick por fim. E como ele era o mais velho nenhum de nós pode dizer algo.

...

– Só vou levar-la em casa e já voltarei — avisou Frederick pegando uma Ivy adormecida de uma das cadeiras da sala de espera. Logo em seguida ele saiu me deixando sozinha já que Louis tinha acabado de entrar na sala de curativos.

Observei as costas de Frederick até sairem do meu campo de visão só então me permiti fechar os olhos e pensar no quão agitado foi o dia. Louis quase apanhando no fliperama, Luigi fugindo, Luigi quase matando o tal Chester (inclusive quem dá um nome desses a um passarinho?) E no fim o incrível ato heroico de Louis.

Abri os olhos olhando para o relógio ali perto vendo os minutos passarem quase que em câmera lenta.

5 minutos...

10 minutos...

15 minutos...

– Com licença? — abri os olhos diante da voz, nem tinha percebido quando de repente os ponteiros viraram carneirinhos.
– Sim — respondi me ajeitando na cadeira e olhando mais atentamente para a enfermeira a minha frente e...
– Let i go... — me levantei rapidamente quando escutei a música da Elsa de Frozen em um timbre de voz conhecido.

Por cima do ombro da enfermeira estavam dois técnicos de enfermagem segurando Louis que continuava a cantar a música sem se importar em errar a letra ou continuar a fazer seu "show" em um local público que tinha vários cartazes pedindo silêncio.

– Tivemos que dopar-lo — a enfermeira disse com um sorriso sem graça.
– O que está havendo? — a voz de Frederick soou pelo corredor. Pude ver uma sobrancelha arqueada no rosto de Frederick ao ver o estado em que se encontrava meu querido irmão.

Tivemos um pouquinho de trabalho para tirar Louis do hospital, na verdade, fomos quase expulsos por causa de Louis constantemente dizendo a todos os funcionários do hospital "meus amigos" em plenos pulmões.

Depois de colocarmos Louis no carro eu e Frederick fomos até a caminhonete do tio John para buscar Luigi que estava mais amarrado que um novelo de lã. Voltamos ao carro pouco.minutos depois, Louis no banco de trás já estava dormindo e babando enquanto dizia coisas incompreensíveis e babava coloquei Luigi ao seu lado que acabou adormecendo antes mesmo de Frederick dar partida no carro.

...

Frederick dirigia como meu pai, ou seja, bem diferente de Louis por isso o tempo de viagem na estrada foi bem mais tranquilo.
Querendo ou não admitir vez ou outra eu olhava para Frederick de soslaio tentando adivinhar quantos anos ele tinha. 20, 25? Era difícil definir mesmo que o carro fosse iluminado e essa informação fosse completamente desnecessária para mim.
Por sorte logo chegamos e como Louis ainda estava dormindo Frederick teve que carregar-lo enquanto eu levava Luigi.
– Sabe, obrigado — agradeci quando chegamos na varanda da casa de tia Anna.
– Não precisa agradecer — ele respondeu sorrindo.
Assim que tia Anna chegou na varanda pude ver que ela e Frederick trocaram ferpas pelos olhares. Frederick se despediu com um aceno e em seguida sumiu do meu campo de visão. O observei ir até os faróis vermelhos e quando voltei meu olhar novamente para a varanda tia Anna me encarava com os braços cruzados e a expressão fechada.
– Acho que precisamos conversar Amélia.

Notas finais
E aí o que acharam? Sugestões? Alguma coisa não está legal?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.