Tudo por amor
5 Uma bruxa com raiva
Notas iniciais
P.O.V. Bella.
Eu pedi ajuda a Alice para que eu me aprontasse para o confronto.
—Você vai mesmo vestida assim Bella?
—Vou. E agora o toque final.
Eu abri a caixa e peguei o amuleto.
—Esta noite, os Volturi serão aniquilados.
Os meus cabelos estavam perfeitamente penteados, eu usava o vestido da minha ancestral Splendora Petrova. Ele era lindo, todo bordado, ha seis saias ao todo, ele era rosa com detalhes em dourado, mas como eu ainda era eu, eu coloquei botas de montaria.
—Vamos nessa.
Chegamos lá e segundos depois eles chegaram com uma verdadeira armada como se viessem para a guerra.
Eles tiraram os capuzes e pude ver suas faces malditas.
—A quanto tempo. Vocês mataram quem eu mais amava e eu tive que alterar a realidade para tê-lo de volta, mas eu venci.
—É mesmo Princesa?
—Eu...não...sou... uma Princesa. Eu sou uma Rainha!
Eu ativei o poder do amuleto e disse:
—Agora Volturis! Eu ordeno! De joelhos diante de sua Rainha!
Um a um eles se ajoelharam, um a um. A começar é claro, pelos Mestres.
—Porra! Essa mulher é o cão... chupando manga.
P.O.V. Aro.
Eu estou de joelhos. Estou de joelhos. Não consigo levantar, eu quero levantar, mas eu simplesmente não consigo.
Ela se aproximou e caminhou por entre nós.
—Povo de Volterra, súditos dos Volturi! Eu vim aqui hoje para libertar vocês de sua servidão sem fim! E para acabar com a tirania dos Volturi! Para fazê-los pagarem por seus crimes! Para fazê-los sofrer como nós sofremos!
A sua voz era num tom normal, humano. Então mudou de novo.
—Aqueles que desejam liberdade e justiça, podem se levantar.
Um a um os membros da minha platéia foram se levantando. Só sobramos nós e a alta guarda de joelhos.
Ela caminhou até mim, pegou o meu rosto com violência, mas eu é claro não senti nada.
—Agora você começa a entender, que não é nada pra ninguém. Você é uma árvore oca e podre. Você é nada, além de um inseto no meu caminho, cheguem perto de alguém que eu amo de novo e eu juro por Deus e pela Natureza! Que faço vocês se matarem uns aos outros e se sobrar alguma coisa de vocês, eu mesma boto fogo.
Ela soltou meu rosto e se afastou, então ela estalou os dedos.
—Estão livres pra ir.
O que quer que ela tenha feito conosco foi desfeito e pudemos nos levantar.
—Tão... poderosa. O que você é?
—Eu sou a Herdeira dos antigos bruxos de Asheron! Descendente de Amara Petrova e Silas Salvatore, os primeiros bruxos a surgir e os primeiros imortais do mundo. Regente dos Nove Covens!
—Porque sua majestade serve aos Cullen?
Perguntou Caius irônico. Ela sorriu para ele ternamente, se aproximou de Carslile e Edward e disse:
—Você não entende não é? E como poderia? Eu não sou serva deles, sou amiga deles. E namorada do Edward. Eu tenho uma palavra para você Caius. Sozinho. Sempre cercado de gente e ainda assim...sozinho. Sozinho.
Os olhos dela mudaram de cor, ficaram da cor das nuvens e logo Caius gritava, implorava para que o que quer que fosse parasse.
—Bella para. Chega Bella.
Edward tentou sacolejá-la, mas Alice o impediu:
—Não! Pare! Se acordá-la abruptamente vai matar os dois. Vai destruir as mentes deles.
—O que?
—Bella é andarilha dos sonhos, ela entrou na mente de Caius. Ela me falou que iria demonstrar seu poder em um deles, naquele que ela mais odiava. Ela me contou que se a conexão for quebrada abruptamente vai matar os dois.
De repente os olhos dela voltaram ao normal. E Caius chorava como um bebê. Só que sem as lágrimas.
—Aproveite sua eternidade sem suas memórias mais queridas. Só dor e sofrimento.
—Me mate. Por favor, me mate.
—Nunca. Você jamais morrerá.
P.O.V. Caius.
Eu sinto. Eu a vejo.
—Onde estamos?
—Estamos na sua mente. E eu vou destruir você de dentro pra fora. Está no meu território agora garoto.
As minhas memórias mais felizes, ela começou a apagar. E então tudo o que eu conseguia me lembrar era tormento, dor, sangue e morte. Então de repente ela sumiu.
E a dor das lembranças era insuportável. Eu não pude suportar eu chorei.
—Aproveite sua eternidade sem suas memórias mais queridas. Só dor e sofrimento.
Sem que eu percebesse as palavras saíram da minha boca:
—Me mate. Por favor, me mate.
E ela respondeu irada, sentindo-se vingada:
—Nunca. Você jamais morrerá. Deixem os Cullen em paz, ou eu os destruirei um a um, transformarei sua eternidade num inferno.
—Jane!
—Não!
—Tudo bem. Posso lidar com ela. Manda ver vaca!
—Dor.
A garota continuou parada. Inabalada.
—Esse é o seu melhor? Pois eis aqui o meu melhor.
Ela apontou para Jane e disse:
—Revertério!
Deu pra ver a energia rosa saindo do dedo dela e indo até Jane que começou a se contorcer de dor, ela berrava.
—Vadia chupadora de sangue. Prove do seu veneno!
O irmão tentou aliviar o sofrimento de Jane usando sua névoa, mas foi inútil.
—Não funciona. Porque não funciona!?
—Regras da magia garoto. São as leis da natureza, um vampiro não pode desfazer um feitiço, um vampiro não é um bruxo.
—Desfaça!
—A sua irmã, já teve piedade de alguém? Ela já parou quando a vítima implorou? E eu te proíbo de mentir.
Aquela voz de novo.
—Não. Nunca.
—Felizmente, eu sou tudo o que ela não é.
Ela estalou os dedos e Jane se levantou.
—O que foi aquilo?
—Aquilo foi você. Bom, o seu poder maligno mais especificamente.
—Virou meus poderes contra mim?
—Uau! Ela tem um cérebro.
—Sua desgraçada!
Alec partiu pra cima dela, mas a voz mudou e ela disse:
—Alec, pare.
Ele parou imediatamente.
—Volte para a formação e fique lá no seu lugar até seu Mestre decidir ir embora.
Ele fez exatamente o que ela mandou. E Aro acabou tendo que concordar com o que ela pediu e batemos em retirada.

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