Notas iniciais
https://youtu.be/bDjcfI19M74-Renesmee música.

P.O.V. Vanessa.

Ela me levou ao cabeleireiro e ele tirou alguns dedos do meu cabelo, fez uma hidratação profunda e uma escova.

Passamos o dia no spa, fazendo tratamentos estéticos. Banho de lama, pedras quentes, máscara facial.

—Credo menina, você parece um fantasma de tão branca.

Disse o cabeleireiro.

—Acho que é o preço a ser pago por ter ficado tanto tempo do outro lado. Eu nem sempre fui assim, eu já fui corada e saudável.

Depois nós fomos fazer compras. Um rapaz passou por nós, mas ele não olhou para mim, olhou para ela.

Ela estava cantando quando ele passou.

Nós paramos para tomar café.

—Com licença senhoritas, eu sou Victor.

—Renesmee Cullen. Um britânico? Adoro sotaque britânico.

—Americana ein?

—Sou.

—E você está precisando tomar um pouco de sol.

—Vantagens de se existir em dois lugares ao mesmo tempo.

—Você é a garota mais bonita que eu já vi.

—Obrigado. Você também não é tão mal assim.

—Será que algum dia algum homem vai me cortejar?

—Claro que vai. E lembra é paquerar.

—Você não sabe como é. E nem precisa, é a primeira opção de todos.

—Vanessa...

—Começo a pensar que atravessar o véu foi um erro.

—Pense positivo e coisas positivas virão.

—Diga-me que mereço paz. Estou cansada de ser assombrada, estou cansada de ouvir os mortos sussurrando em meus ouvidos, de vê-los por ai todos os dias. Não sei o que seria de mim sem você Senhorita Cullen, eu não tenho dons, de nada valho para meu pai, ele não poderia se importar menos comigo. Caius me repudia, cada respiração minha parece ser um insulto para ele.

Ela me abraçou.

P.O.V. Victor.

Ver aquela garota chorar, ouvir o choro era de partir o coração. Era um choro sofrido de alguém que passou por muita coisa.

—Que tal irmos á igreja? Você quer ir á igreja?

—Quero. Eu preciso de alguém para me ouvir sem me julgar.

—Ei! Assim você me ofende.

—Eu não falo por mal, eu preciso de um servo do senhor.

—Tudo bem. Vamos pagar a conta e ai direto para a igreja. Tem uma aqui perto.

P.O.V. Vanessa.

Ela me levou até a igreja e disse:

—Quer que eu entre com você?

—Não.

—Te espero aqui então.

Eu entrei na igreja e fui falar com o padre.

—Padre.

—Sim minha filha?

—Eu desejo me confessar. Bom, não é bem uma confissão é mais uma história pra contar. A minha história.

—Já lhe ocorreu escrever um diário?

—Não, mas parece uma boa ideia. Obrigado santo padre.

Nós voltamos para casa, bom Castelo e eu comecei a escrever meu diário.

Este é o diário de Vanessa Volturi.

Querido diário, talvez você esteja mais para uma biografia.

Meu nome é Vanessa Volturi, filha de Elizabeth e Aro Volturi. Nascida dia vinte e cinco de fevereiro de mil quatrocentos e cinquenta, criada dentro da igreja católica. Quando eu tinha sete anos meu pai partiu para a guerra e nunca mais voltou.

Aos dezesseis anos eu tive a minha filha Penny. Casei-me com um rico senhor de terras chamado Alfred Murray, tive que aprender as regras da alta sociedade, mas ainda assim as demais Ladies olhavam para mim como se eu fosse uma porca de vestido. Quando meu poder de ver, ouvir e falar com os mortos foi ficando evidente, tacharam-me de louca, trancaram-me num manicômio. Banhos de água fria, camisas de força, buracos na cabeça. Foram os anos mais dolorosos da minha vida.

Quando pude voltar para casa minha filha já tinha sete anos, fiquei catatônica por meses e quando finalmente me recuperei levaram minha mãe e a queimaram na fogueira. Tive que fugir com a minha filha para longe, fomos para o campo. Logo fiquei sabendo do precoce falecimento do meu esposo, lincharam a casa onde morávamos e tocaram fogo com ele dentro. Quando eu morri eu fiquei presa no que as bruxas chamam de outro lado. Um purgatório sobrenatural. Fiquei lá por quatrocentos anos até agora.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.