Tudo por amor
8 Renesmee adulta
P.O.V. Alec.
Ela veio sozinha desta vez. E ela parecia tão... humana.
—Você mudou muito desde a última visita.
—E você parece tão... humana.
—Mas, eu não sou.
—Não. Você não é.
—Você desenvolveu todo o seu potencial?
—Sim.
—O que é isso que está tomando?
—Suco de clorofila.
—Porque?
—Descalcifica a glândula pineal. Intensifica meus poderes.
—Você bebe sangue?
—Bebo.
Ela riu.
—Porque rir?
—Eu sou uma vegana que bebe sangue. Louco né?
—Você ta bem?
—E você liga Jane?
—Tava perguntando pro meu irmão.
—Eu estou bem. Porque a pergunta?
—Você ta diferente. É a Cullen não é?
—Eu to aqui.
—Você tá? Eu nem tinha reparado.
—Sabe, quando te conheci eu achei que você era uma verdadeira vadia.
—E o que te fez mudar de ideia?
—Eu não mudei de ideia, eu ainda acho você uma verdadeira vadia, mas eu meio que aprendi a gostar disso em você.
Ela mordeu uma maçã.
—Eu posso perguntar como é?
—Como é o que?
—Ser uma vampira completa. Não sentir fome, nem frio, nem calor, nem nada?
—É normal.
—Isso não é uma resposta.
—É bom. Sobra mais tempo.
—Mas, o que você faz não é viver, é existir. Você não tem amigos, nem um namorado, nem ninguém, eu não trocaria de lugar com vocês nem se me pagassem um milhão de dólares. Bom, eu tenho que ir falar com o Aro. Tchau.
—Tchau.
P.O.V. Jane.
Aquelas palavras tocavam como um disco enguiçado na minha mente.
"O que você faz não é viver, é existir. Você não tem amigos, nem um namorado, nem ninguém..."
—O que foi irmã?
—Eu nunca tinha percebido o quanto sou só. Eu nem se quer me lembro dos nossos pais. Eu não tenho amigos, nem um namorado, nem ninguém.
—Você tem a mim. Você sempre terá a mim.
—Mas, não é a mesma coisa. Eu quero ter amigos e um namorado. Isso é uma droga!
Eu estava chorando.
—Eu odeio aquela híbrida lazarenta!
Eu fui correndo atrás dela e pulei encima da vadia.
—Jane!
—Sua desgraçada!
—Me larga sua vadia!
Nós rolamos no chão, ela me imobilizou.
—Não é minha culpa que todo mundo odeia você! Sua vadia do inferno!
Eu consegui me soltar e a pressionei contra o chão sufocando-a. Então eu senti meu rosto doer, era como se arrancassem a minha carne. Os olhos dela estavam pretos. A dor era tão grande que eu me afastei.
—Ai! Ai!
Os olhos dela voltaram ao normal.
—Não me culpe pelas merdas que você fez. Você foi uma vadia sádica com todo mundo até agora e ninguém gosta de gente assim. Assassina!
Ela saiu da sala do trono puta da vida.
—Vaca!

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