Tudo por amor
2 Noticias alarmantes
P.O.V. Edward.
Ela já trabalha para nós a quase um mês. É uma empregada dedicada, seu nome é Isabella, mas ela prefere que a chamem de Bella. Combina com ela.
Cá estou eu sentado ao meu piano tocando quando a minha mãe chega correndo com o jornal na mão.
—O que foi mãe?
—Leia isso!
Eu não pude acreditar no que li. Estampado na primeira página do jornal, um surto de gripe espanhola avança pelo país.
—Bella!
—O que?
—Como sabia?
—Você vai ter que ser mais específica.
—Sobre o surto de Gripe!
Ela coçou a cabeça e falou:
—Lasquei-me.
—Diga menina!
—Eu não posso contar. Sinto muito.
—Não pode contar?
—É. Digamos que eu sinto as coisas. E eu não vou falar mais nada.
—Ás vezes fala de mim como se já me conhecesse.
—É porque eu conheço. Eu conheci.
Disse ela chorando.
—Mas, você foi um idiota! Você se entregou pra eles! Fez uma cena! Seu idiota! Eu não tava morta! E mesmo se estivesse, eu ia querer que você vivesse! Não que se matasse! Você tinha uma família que te amava! E eu velaria por você do outro lado! Você só não queria conviver com a sua maldita culpa!
—Do que está falando? Eu não me lembro de tê-la conhecido.
—É porque não conheceu. Ainda. Carslile te encontra esse ano, morrendo de gripe espanhola, ele salva você. Ele te transforma, ele te faz imortal.
—Você é louca.
—Talvez, mas eu posso dizer que não foi um animal que fez isso em mim!
Disse mostrando a cicatriz. Era uma mordida.
—O que foi que fez isso em você?
—O nome dele era James. Você vai matar ele. O cretino quebrou a minha perna, mas eu dei um aneurisma nele.
—Aneurisma?
—As veias do cérebro estouram. É uma dor insuportável dizem, mas é o suficiente para frear um vampiro que quer te matar.
—E como se dá um aneurisma em alguém?
—Você não conseguiria. Você não é como eu, mas quando te disserem que eu to morta, que eu me matei, quando Alice previr a minha morte. Não seja idiota de acreditar! Eu tive que fazer um feitiço pra te trazer de volta e agora estou em meio a uma epidemia de gripe espanhola! Peste!
—Espera, feitiços e vampiros? Não espera mesmo que eu acredite nisso?
—Você vai acreditar. Vai acreditar quando o veneno do Carslile estiver queimando as suas entranhas e salvando sua vida.
E foi de fato o que aconteceu. O Doutor Carslile Cullen era um vampiro e ele me transformou, o veneno queimava como um milagre de Deus. Mas, ela ficou ao meu lado, segurando a minha mão, dizendo que iria ficar tudo bem. Eu a ouvi pronunciar palavras e a minha dor foi atenuada.
—O que foi isso?
—É um feitiço, para diminuir a dor, espero que tenha funcionado.
—Um feitiço?
—É.
De repente a queimação passou e eu senti frio.
—Acabou.
—Edward? Edward abre os olhos meu amor.
Eu abri meus olhos. E tudo era tão... diferente. E haviam vozes, milhares de vozes.
—Ai a minha cabeça! O que é isso? Milhares de vozes.
—Vozes?
—Ele é telepata Carslile. Amor, meu amor. Ta tudo bem. Foque no som da minha voz, concentre-se na minha voz e apenas na minha voz.
—Minha garganta.
—Ele deve estar com sede. Toma, é pra você. Fiz um pra você também Carslile. Fiz um para cada membro da sua família.
—Anéis?
—Esses são especiais. Eu coloquei um encanto neles, enquanto usarem os anéis vão poder caminhar ao sol. E pra você esse medalhão, me devolva quando nos encontrarmos de novo. Ah, esse é da Rosalie, esse é do Emmett, esse é o da Alice, esse é da Esme e esse é do Jasper. Mantenha segredo sobre os anéis. Eu não quero que isso chegue nos ouvidos daqueles babacas Volturi.
Ela abraçou o médico.
—Tchau Carslile. Vejo você no futuro. Eu me aproximaria e te daria um beijo, mas eu acho melhor não. Tchau meu amor, até daqui a alguns séculos.
Ela me soprou um beijo e saiu. Ela se atirou pela janela, mas não atingiu o chão. Ela simplesmente sumiu.
—Como ela fez isso?
—Ela é uma bruxa Doutor. Uma bruxa de verdade.
Eu abri o medalhão e tinha um retrato dela. Um retrato que não era um retrato, olhando de perto dava para ver ele se mexendo, dava para ouvir a risada dela. Ela enrolava uma mecha do cabelo com o dedo e ria, sorria.
—Isso é o som de uma risada.
—É assim que os vampiros veem os retratos?
—Não. Esse é com certeza único. Uma bruxa. Fascinante. Em todos os meus séculos eu nunca tinha encontrado uma bruxa.
—Ela disse quando nasceu? Onde nasceu?
—Não. Eu só sei que o nome dela é Isabella Marie Swan e que o pai dela é xerife de uma cidade chamada Forks.
—Sei onde fica.
Nós traçamos a árvore genealógica dela, conhecemos todos os seus ancestrais. E quando finalmente chegou a hora ela estava lá me esperando.
Ela correu pra mim assim que me viu. E ela estava usando a roupa do retrato.

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