Tudo por acaso -DRAMIONE
10 Grace
Notas iniciais
POV. DRACO MALFOY
Eu acordei com dor de cabeça, me levantei devagar, e fui em direção ao banheiro, depois de tomar um banho frio, eu me troquei, colocando uma calça jeans, e uma camiseta branca.
Fui em direção ao quarto de Hermione, bati na porta, mas não ouve resposta, então empurrei a porta, e o quarto estava todo arrumado, e Hermione não estava lá, a onde ela estaria?
Voltei para o meu quarto, arrumei-o, e depois sai do nosso apartamento, indo em direção ao salão principal, ao entrar lá, olhei para a mesa da Grifinória, Hermione estava lá, sorridente como sempre. Ao lado do Weasley e do Potter, os dois faziam-a rir, então ela me viu, eu sorri e acenei, foi incrivelmente estranha sua reação. Ela virou o rosto de volta para os amigos. ELA ME IGNOROU.
Eu pensei em ir até sua mesa e perguntar o que houve, mas não consegui ter forças de fazer isso, então fui para minha própria mesa.
– Draco, meu anjo. -Disse Grace, eu me sentei ao seu lado, ela era mais velha do que eu, um ano só. Mas como ficou fora da escola, ela também estava no quinto ano.
– Oi, Grace -Eu disse dando um beijo em sua bochecha, e ela bagunçou meu cabelo, eu fiz o mesmo com seu cabelo loiro dourado. Ela sorriu, e seu sorriso me lembrou o sorriso de Hermione, eram idênticos.
– Vai fazer alguma coisa depois do café? -Ela perguntou e eu neguei, colocando um pedaço de bolo no prato.
– Não, vou ter um tempo livre. -Ela bateu pequenas palmas.
– Me ajuda em Herbologia? Estou péssima. -Ela pediu como uma criança, e eu fui incapaz de negar.
– Claro, Grace. Eu sempre ajudei você em Herbologia -E foi mesmo, desde quando estávamos no primeiro ano, ela era muito burra, e pelo jeito, não mudou muito.
O café acabou, e nós dois fomos para a biblioteca, pegamos vários livros sobre Herbologia, e sentamos numa mesa ao lado da janela. Ela pegou um livro e abriu.
– Como que se faz isso? -Ela levantou o livro, me mostrando um tônico de visco.
– Assim, olha. — E comecei a ensiná-la, ela prestava atenção a cada movimento que eu fazia com os ingredientes em um caldeirão pequeno e portátil. Ela mexia a cabeça em forma de aprovação.
– NÃO SE MEXE -Ela gritou e eu petrifiquei, ela chegou perto do meu rosto e assoprou meu rosto.
– O que tem aí? -Perguntei em pânico.
– Um bicho, NÃO SE MEXE. -Ela assoprou mais uma vez, e então ela se sentou aliviada.
– Pronto? -Perguntei ainda rígido.
– Pronto, loiro.
POV. HERMIONE GRANGER
Eu indo com Rony para a biblioteca, nós íamos estudar para o exame do N.O.M.s, que Dolores tanto falou. Mas eu parei na entrada e segurei as lágrimas ao máximo que pude... Grace e Draco, numa mesa minúscula, e ela estava indo em direção ao seu rosto com os lábios curvados.
Sai correndo, puxando Rony comigo. Ele entendeu o motivo do meu choro, e no meio do caminho, me puxou para si, me abraçando.
– Calma, Herms. -Ele passava as mãos pelos meus cabelos -Talvez foi um mal entendido, e você só viu na hora errada.
– Impossível, Rony, eu quero ir pro meu apartamento. -Eu me soltei de seus braços e comecei a andar, depois me virei de volta.- Vem comigo?
– Claro. -Ele respondeu, e com três passos largos, ele chegou até mim.
–--
– Ele vai ver, Mione, vou bater naquele imbecil, ele não pode te trair com aquela fresca da Grace. -Rony disse e eu chorei mais.
– Não, não. Eu não quero que brigue com ele, ele vai ter que me explicar tudo.- Eu chorei, e Rony limpou minhas lágrimas.
Nós estávamos no meu quarto, ele estava sentado, apoiado na cabeceira da cama, e eu estava deitada ao seu lado, com a cabeça apoiada em seu colo.
– Tchau, Grace! -Ouvi Draco dizer na sala, e Rony me olhou com um sentimento de dó.
– Não deixa ela saber, viu? Se não ela te mata. -A voz de Grace ecoou nos meus ouvidos, e eu chorei mais, molhando mais a camisa de Rony.
– Hermione, pare de chorar, por favor. -Ele disse, mas foi em vão, já que eu fingi que não ouvi.
– Amor? Você está ai? -O grito de Draco perto da porta do meu quarto me fez arrepiar, eu me encolhi nos braços de Rony e não respondi. Ele não chamou mais, então logo eu ouvi o barulho do chuveiro. E depois, o chuveiro se fechou.
– O QUE É ISSO? -Draco berrou ao entrar no meu quarto com tudo, e ver Rony e eu deitados na cama, abraçados.
– Isso é a sua namorada, ou melhor, ex-namorada chorando por você. -Rony disse com raiva, se levantando.
– O que? VOCÊ ME TROCOU PELO WEASLEY? -Draco gritou apontando para Rony, e eu chorei mais.
– VOCÊ QUEM FEZ TUDO ISSO ACONTECER, DONINHA ALBINA. -Rony brigou, e eu fiz um sinal para ele sair do quarto. -Se precisar, só chamar. Estarei aqui fora.
Draco andava de um lado para o outro no quarto, vermelho, muito vermelho, e então quando eu parei de chorar, ele me olhou com raiva, muita raiva. Seus olhos cinzas estavam flamejando em chamas negras.
– Hermione, eu não acredito que você me trocou por ele, EU AMO VOCÊ -Ele gritou a última parte, e eu me levantei da cama, tentando parecer forte.
– Sei! ME AMA MUITO. -Eu também gritava, e ele recuou ao ver minha reação.
– Está desconfiando de mim? -Ele perguntou calmo, e eu discordei.
– NÃO! NÃO ESTOU DESCONFIANDO, POR QUE EU JÁ TENHO CERTEZA. -Eu chorei mais, abandonando a expressão de garota forte.
– Certeza? Que certeza você tem? Que estava na cama com o Weasley? -Eu ri sarcasticamente, e ele me olhou incrédulo.
– Ele estava me ajudando, eu estava triste por sua causa! A culpa é sua. -Eu joguei toda a culpa nele, mas realmente era.
– Você é a única na minha vida, Hermione, por que está fazendo isso? -Ele falou triste, e percebi que eu tinha tocado seu coração.
– Eu sou a única? Aham. E a Grace? Vocês na biblioteca hoje? E o que ela disse quando você chegou "Não deixe ela saber, viu?", eu não sou idiota. -Ele se espantou, e logo depois transpareceu um sorriso em seu rosto.
– Grace? Hermione eu não tenho nada com a Grace...- Eu o cortei.
– NÃO TEM NADA COM GRACE? EU VI, E OUVI. -Eu gritei e ele continuou sorrindo.
– Hermione, na biblioteca estávamos estudando.
– Ela estava com biquinho indo em sua direção, eu vi.
– Viu o bicho que ela assoprou também?- Corei na hora, será que eu estava fazendo drama por tudo isso, sendo que só vi errado?
– Não importa, eu ouvi ela falando pra você não me contar nada. -Cuspi as palavras e ele não mudou a expressão, continuava sarcástico.
– Pra você? Era para a bibliotecária, eu quebrei o lampião, então saímos correndo de lá. -Ok, eu me sentia uma idiota, mas continuei:
– Como posso saber se ela não foi uma de suas vadias? Você já foi até na casa dela. -Ele se sentou ao meu lado na cama.
– É claro que eu já fui na casa dela, Grace é minha prima. — Ruborizei, não conseguia esconder a cor do meu rosto.
– P.. pr.. Prima? -Ele ria de mim, e concordou.
– Sim, morena, minha prima. Esse ciúmes só prova que você me ama.
– Nunca neguei isso. -Respondi, dando-lhe um beijo.
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