Chegou a sexta-feira a reunião começou no Colégio Santa Rosa, era entre pais, alunos e professores, todos foram obrigados a ir, Tomás e Esperanza compareceram, junto de Oschi e Lola, Jorge chegou em seguida acompanhado de Pedro que fez questão de se juntar a Lola. Esperanza estava trabalhando, então ficava em pé recebendo os pais ou responsáveis. A Madre Superiora chegou assim que todos se sentaram e se arrumaram nos lugares escolhidos, a Reunião começou, falaram do desempenho dos alunos, apresentaram Julia Albarrazin, já com o apelido de Esperanza, que ajudou muito eles nesse bimestre, logo começou os assuntos sobre comportamento e entrou em questão o que fazem com Lola desde que a menina entrou no colégio, uma mãe se manifestou, dizendo que só foi uma coisinha de nada, que a filha é fraquinha, que a Lola estava mentindo.

Esperanza: Acho que você não conhece os colegas de sala da sua filha.

Clara: Lola, vem cá.

Lola levantou-se e foi até lá na frente, todos ficaram chocados com o estado da menina.

Clara: Os livros ajudaram um pouco, mais não impediram ela de quebrar um braço.

Valentina: Eu não fiz nada.

Esperanza: Como não fez nada se a pessoa responsável pela sala naquele momento viu ?

Tomás: Calma Esperanza.

Esperanza: Eu estou calma.

Os assuntos mudaram quando reconheceram a ex noviça, o foco mudou. Porém Jorge interferiu em tudo, alegando que está judicialmente comprovado que o que fazem com Lola e Oschi é Bulliyng, isso é inadmissível diante da lei, os alunos estão em um colégio religioso para aprenderem o bem, mais não adianta nada aprender ali e os pais não darem a mínima importância e acharem que é bobeira. Após esse discurso, essa palestra de um policial, os pais dos alunos acabaram sentindo-se ofendidos com o que ele falou, claro que menos Tomás, pois ele sabia que era verdade e muitos era assim mesmo, como responsável de Oschi por incrível que pareça não recebeu tantas reclamações, no bimestre anterior foram muitas. A reunião acabou e todos foram para suas respectivas casas, Lola foi para a casa de Pedro e Oschi foi ajudar os pequenos do bairro a soltar pipas, Esperanza e Tomás foram para casa, ficaram lá namorando, parece que as coisas estavam bem sérias e isso deixavam ambos bem felizes.

Juana: É bom ver essa paz na casa, um casal apaixonado fazia falta aqui, pessoas mais calmas era o que precisava.

Tomás: E eu não sou calmo ?

Juana: Mais o senhor quase não vivia aqui.

Tomás: Por que a maior parte do tempo, eu estava ajudando a executar as ideias dessa daqui.

O padre apontou Esperanza que riu junto com Juana.

Juana: Ela deu mais trabalho noviça do que agora, com uma pessoa “normal”.

Esperanza: Como você sabe ?

Juana: Por que, quando não era Lola contando era Oschi, as vezes Eva e muito de vez em quando Tomás.

Esperanza: Eu nunca aprontava, eu sempre pedia permissão, as pessoas queriam cuidar da minha vida. Teve um dia, que a Madre sabia que eu tinha saído, mais a chata da Genoveva disse que não poderia ficar saindo assim e fui proibida de sair com elas, pior que não tinha nada para comer, se não fosse o Tomás, eu ia ficar com fome.

Juana: As vezes só o fato de você ser uma menina que faz tudo na inocência, elas que fazem tudo de caso pensado acham que faz também.

Esperanza: Até hoje é assim, eu as vezes uso a mesa de lá pra preparar as aulas, elas começam a falar as coisas, agora mais ainda depois de tudo isso, ultimamente estava montando as coisas na sala da madre superiora.

Tomás: Meninas eu tenho que ir, Jorge está me chamando, parece algo importante, não sei.

Ele dá um beijo na testa de Juana e por impulso um selinho em Esperanza, logo pega a chave e sai.

Juana: Estão juntos, é ?

Esperanza: Parece que sim né, demos o primeiro beijo, segunda-feira.

Juana: E depois ?

Esperanza: Depois ele me busca no colégio, junto com Oschi e Lola, a primeira coisa que faz é me dar esses beijinhos igual agora, não ficamos muito tempo sozinhos.

As duas conversaram sobre mais assuntos e continuaram a arrumar a casa toda, Juana gostava muito de Esperanza, assim como todos na casa. A menina tem a consciência de que a empregada já não tem mais saúde e nem idade para serviços muito pesados, por isso sempre que conseguia um tempo a ajudava. A hora do almoço chegou e Tomás ligou avisando que iria almoçar com Jorge, Lola, Pedro e Oschi. Esperanza e Juana comeram um pouco e a menina pegou o próprio carro indo trabalhar, o dia foi cheio, porém proveitoso, foi dispensada mais cedo, para a felicidade de todos, Tomás ainda não tinha chego, então aproveitou para ir com Juana no mercado, compraram tudo o que precisavam, voltando para casa, encontraram os outros no meio do caminho, ambos ajudaram com as sacolas e guardaram tudo com Juana, a empregada foi embora deixando os quatro em casa. Oschi e Lola foram para seus quartos.

Tomás: Esperanza, posso te contar uma coisa ?

Esperanza: Pode.

Tomás: Por favor não fica brava comigo e nem nada disso.

Esperanza: Fala.

Tomás: Você sabe o motivo da Blanca ter adotado você ?

Esperanza: Não.

Tomás: Foi a pedido da sua mãe biológica.

Esperanza: Como assim, minha mãe me abandonou, minha mãe me deixou e nem se quer veio atrás de mim.

A menina já estava histérica e chorando, Tomás a abraçou e acalmou continuando a conversa.

Tomás: Sua mãe trabalhava na fábrica e sabia que o escritório estava ligado ao Convento Santa Rosa, onde usa mãe biológica foi obrigada a ir, quando souberam que estava grávida de um homem de uma classe social diferente da dela.

Esperanza: E ?

Tomás: E a madre superiora sabia da Blanca, sabia que ela não poderia ter filhos, porém queria adotar uma menina, foi aí então que ela ajudou, deu um jeito de sua mãe biológica ficar próxima de você e ao mesmo tempo ninguém saber, por isso te receberam de braços abertos lá.

Esperanza: Como sabe disso ?

Tomás: A madre superiora me contou, logo que você chegou e estava bem confusa, víamos claramente que você não era uma noviça e nem tinha vocação para isso, realmente.

Esperanza: Ah sim, mais você sabe quem é minha mãe biológica ?

Tomás: Não, não sei. Mais se um dia você encontra-la, o que pretende fazer ?

Esperanza: Tentar saber o que aconteceu, por que ela me deixou, mais não terei coragem de desprezá-la.

Tomás: E se seu pai descobrisse que tem uma filha 19 anos depois e viesse atrás de você ?

Esperanza: Não sei, espero chegar a ter alguma reação.

Ele levantou e foi no banheiro, deixando ela pensativa, Tomás sabia que uma hora ele deveria saber desse assunto, aos poucos, mais deveria saber.

Lola: Espe.

Esperanza: Oi Lolita, pode falar.

Lola: Nos chamaram para ir em uma festa, podemos ir ?

Esperanza: Pode, mais como vocês vão ?

Lola: O Pedro vem buscar a gente.

Esperanza: Então pode, qualquer coisa ligue.

A menina assentiu voltando para o quarto, se arrumar. O mesmo fez Oschi, uma hora depois Pedro aparece para busca-los, se despedem de Tomanza e vão para a tal festa.

Tomás: Quer comer algo ?

Esperanza: Quero sim, mais não sei.

Tomás: Pizza ?

Esperanza assentiu e ele ligou pedindo a pizza, que chegou rápido, sentaram-se na mesa e comeram, logo deitaram no sofá e começaram a namorar, as coisas foram ficando um pouco mais profundas, escolheram continuar aquilo no quarto e tudo parecia magia, tudo era um conto de fadas na cabeça dela e dele também, por mais que não seja bem a primeira vez, desde que ele tinha entrado para a vida religiosa, nunca mais tinha tocado uma mulher desse jeito assim, ele a ajudou a descobrir e ela o ajudo a redescobrir tudo isso, adormeceram e nem viram os irmão chegarem, ninguém se preocupou com horários, não tinham compromissos para o dia seguinte.