Tudo por Você.
4 Cap. 4
Os meses foram passando, tudo se normalizando ao que se podia, Tomás e Esperanza viviam como um casal sem atração física. Ele com suas incertezas de suas escolhas a deixava confusa, depois que descobriram o fato dela estar morando com ele, proibiram o rapaz de frequentar o Convento Santa Rosa, alegado ser mal exemplo, Esperanza também foi retirada do cargo de Auxiliar no colégio, segundo os arcebispo, é falta de respeito ela continuar ali.
Esperanza: Lola, já sei o que vamos fazer.
Lola: O que ?
Esperanza: Chama geral, vamos estudar lá em casa depois do colégio, cada dia uma matéria.
Lola: Gostei disso, mais até aquelas chatas ?
Esperanza: Elas não vão querer vir, mais chame, aqui quem está responsável sou eu, ou seja, eu que mando.
Lola concordou com a amiga e continuaram andando pelo bairro, até um grupo de mulheres começarem a encarar as duas, como se fossem duas pecadoras ou algo do tipo.
Esperanza: O que está acontecendo ?
Lola: Não sei, elas parecem furiosas.
Ambas tiraram um saquinho de suas bolsas e passaram a arremessar pedras em Esperanza, que não tinha como fugir, estava cercada, Lola conseguiu escapar, até tentou puxar a moça, mas foi em vão, não conseguia nem se levantar devido a uma maior, de repente a acertaram forte na cabeça e a mesma desmaiou, Lola tentava ajudar deitava-se em cima da amiga, foi uma cena horrível de se ver, assim foram mais de quinhentas pedras em cima das meninas, Lola se defendia com os braços e ao mesmo tempo protegia Esperanza. O padre passava pelo local e reconheceu a bolsa jogada, deu a volta na praça com o carro e subiu na mesma, as mulheres se assustaram e deixaram a ex novicia ali jogada.
Tomás: LOLA/ESPERANZAAA.
Correu até elas que permaneciam no chão, Lola estava consciente, porém a sua amada permanecia desmaiada, Jorge chegou na mesma hora com Pedro, em seguida a ambulância, levaram as duas para o hospital, na mesma ambulância. Pedro acompanhou elas dentro da mesma, enquanto os outros seguiam o veículo. O celular do padre tocou no meio do caminho, era a irmã Clara perguntando por Esperanza, já havia sido informada do acontecido.
Padre> Ela está muito mal, desacordada, fizeram uma barbaridade com ela, não vou me perdoar nunca...
Clara> Não foi sua culpa, vocês são o acaso e o caso do destino, Deus te fez o convite, você aceitou, porém as vezes ele pode te fazer mudar suas escolhas, o seu coração é o mais importante pra ele e pra você.
O mesmo se despediu e desligou, um dos médicos procurou por acompanhantes da menina que no caso se chama Julia, ele então foi até o médico que lhe explicou que ela estava muito mal, que não poderia sair do hospital, precisava de um acompanhante e por ser mulher, precisava ser uma também, sem pensar muito ligou para Clara que foi liberada para ficar de acompanhante da filha e de Lola que estava no mesmo quarto em observação, Jorge tirava as informações do ocorrido, o padre entrou no quarto depois de alguns minutos falando com os médicos, os outros saíram deixando ele sozinho com as meninas.
Lola: Padre, ela vai ficar bem né ?
Padre: Sim, claro que sim. Daqui a pouco ela está lá em casa nos fazendo rir novamente.
Quando se deu conta já tinha falado, Lola só o olhou e permaneceu calada, pois ele sempre faz isso, solta essas coisas e depois simplesmente se arrepende e fica longe, a tarde cai e o padre vai embora, assim como os outros, ficando apenas Clara que cuidava das duas. Assim que o homem chegou em casa Juana o esperava para poder ir embora, Oschi estava inquieto querendo saber o que realmente aconteceu, de repente as meninas somem e chega a notícia de hospital.
Tomás: Calma Oschi, elas estão melhor, a Lola está apenas de observação.
Oschi: E a Esperança ?
Tomás: Ela ta desacordada.
Oschi: Me leva lá ?
Tomás: Depois, elas estão se descansando.
O menino conseguiu esquecer um pouco e foi para o quarto, o padre ficou na sala sozinho e pensativo.
Tomás: Eu pesso perdão de joelhos se for preciso, mais não poderei cumprir o que prometi diante daquele momento difícil em que me encontrei, quando me vi sentindo-me culpado pela tragédia no qual os levaram de mim.
O padre decidiu deixar a vida religiosa para viver o romance que tanto não queria se render. O dia terminou e Lola foi liberada tarde da noite, Jorge a buscou e a deixou em casa, Oschi abraçou a irmã e Tomás arrumou as coisas para a menina que deitou-se na cama.
Lola: Acho que nunca te agradeci por ser tão bom comigo, nunca tive pai e o senhor é como um pra mim.
Tomás: Não precisa agradecer, faço tudo que preciso para qualquer um e inclusive vocês que já são minha família.
Lola: A Esperanza também já se tornou minha família.
Tomás: Sim, já virou...
Os dois se abraçaram e o homem foi para seu quarto, o sono chegou e não viram mais nada.
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