Tudo por Você.
21 Cap. 21
Apos uma hora da saída de Esperanza, Tomás já estava mais do que preocupado, nervoso, não parava quieto, Máximo continuava a falar coisas, ele nem prestava a atenção nas acusações do irmão, só queria Esperamza, só queria estar com ela, seu celular não funcionava e isso o deixava ainda mais preocupado e louco.
Tomás: Esperanza aparece por favor...
Ele imagina vá que talvez tenha acontecido algo e estava certo, ela nesse momento estava sendo levada ao hospital, capotou o carro. Jorge estava na delegacia e recebeu a ligação ao falarem a placa do carro ele saiu correndo.
Jorge: Minha filha... Minha filha acabou de capotar o carro... Minha filha.
O companheiro dele guiou-os até o local, enquanto o mesmo ligava para a ambulância, chegaram antes. Ele sabia que não podia mexer nela, porém ao vê-la naquele carro daquele jeito, não resistiu chorou e voltou o carro na posição, sentiu um alívio ao perceber que ela estava de cinto e aparentemente só o carro ficou destruído. Assim que ficha caiu ligou para Tomás, o homem estava aflito do outro lado da linha, parecia que esperava algo.
Tomás > O que aconteceu ? Onde está Esperanza, eu sei que você sabe dela Jorge, por favor ?
Jorge > Em primeiro lugar, necessito que se acalme, vou esplicar tudo para você. Ela está aparentemente bem, ela capotou o carro ao virar a esquina da avenida, está perto da casa de vocês, estava com algumas flores, parecia que iria visitar a mãe. A ambulância chegou e está levando-a ao hospital.
O homem desligou o celular na cara do sogro, não sabia o que fazer, até porque Juana não foi trabalhar esse dia, Lola e Oschi estavam com Pedro, a única solução era deixar o bebê no convento, foi isso que ele fez, Esperanza nem sempre estava, por isso deixava algumas mamadeiras de leite materno em um isopor na geladeira. Ele então pegou tudo, arrumou a bolsa e foi até o convento, a Madre Superiora junto com Clara recebeu Tomás, que lhes contou tudo, deixando o bebê para que ambas cuidassem. As horas foram passando, Tomás estava aflito no hospital por causa da demora por notícias, Jorge havia o deixado sozinho para voltar à delegacia. O médico apareceu, perguntando por acompanhantes de Julia Albarracin, Tomás logo se prontificou, o doutor disse então que ela estava muito mal, devido a pancada com a cabeça, afetou a coluna e ela ficará temporariamente paraplégica.
Tomás: Quando ela tem alta ?
Dr.: Assim que acordar, porém duvido que acorde hoje.
Tomás: Mais ela amamenta ainda...
Dr.: Quanto a isso não se preocupe, já tomamos as medidas necessárias, o leite quando começar a vazar, uma de nossas enfermeiras bombeará, para dar ao pequeno, aliás você pode trazê-lo, ajudará bastante na recuperação dela, a família é sempre o importante nesse momento.
O homem assentiu e foi até o convento buscar Juan, encontrou com Clara e a deixou informada do que estava acontecendo com Espi, pegou o filho, arrumou as coisas e levou-o até o hospital, as enfermeiras já tinha arrumado um berço para que ficasse. Tomás estava um pouco preocupado ainda, afinal Esperanza ficaria na cadeira de rodas, tudo teria que ser adaptável, sem contar que ela com certeza teria sequelas, por ter afetado a coluna e ela ficará temporariamente paraplégica.
Tomás: Quando ela tem alta ?
Dr.: Assim que acordar, porém duvido que acorde hoje.
Tomás: Mais ela amamenta ainda...
Dr.: Quanto a isso não se preocupe, já tomamos as medidas necessárias, o leite quando começar a vazar, uma de nossas enfermeiras bombeará, para dar ao pequeno, aliás você pode trazê-lo, ajudará bastante na recuperação dela, a família é sempre o importante nesse momento.
O homem assentiu e foi até o convento buscar Juan, encontrou com Clara e a deixou informada do que estava acontecendo com Espi, pegou o filho, arrumou as coisas e levou-o até o hospital, as enfermeiras já tinha arrumado um berço para que ficasse. Tomás estava um pouco preocupado ainda, afinal Esperanza ficaria na cadeira de rodas, tudo teria que ser adaptável, sem contar que ela com certeza teria sequelas, por ter afetado a coluna. A noite caiu Tomás adormeceu sentado na poltrona improvisada e segurando a mão da namorada, mas parecia que não dava certo, não conseguia dormir, a preocupação não deixava.
Enfermeira: O senhor quer um calmante ? Está bastante tendo,
Tomás: Pode ser.
A mulher saiu e em seguida voltou com o comprimido e um como d'água, o mesmo tomou e finalmente conseguiu descansar, acordou com um carinho em seu rosto, era ela acordada vendo-o dormir.
Esperanza: Bom Dia !
Tomás: Bom Dia, meu amor.
Esperanza: Ai, minhas pernas adormeceram, fiquei tanto tempo assim, domindo ?
Tomás: Não...
Esperanza: Então por que não sinto minhas pernas ?
Logo o médico entrou, Tomás suspirou aliviado com a chegada do mesmo, em seguida entrou um psicólogo e começou a conversar com a menina, até chegar a notícia que seria um pouco dolorosa.
Esperanza: Minhas atitudes... Minhas consequências, nunca pensei que meio jeito histérico poderia resultar nisso, é uma lição pra mim.
Todos ficaram em silêncio, com a reflexão da menina, só foi interrompido pelo bebê, que acordou com fome. Os médicos resolveram sair deixando-os sozinhos.
Tomás: Ei, está muito quieta, não gosto disso.
Esperanza: Estou pensando, nada mais.
Ele fazia carinho em Juan enquanto conversava com ela, ambos se beijaram e continuaram a conversar, horas depois chega a fisioterapeuta com uma cadeira de rodas, Tomás pegou o menino no colo e Esperanza foi seguindo tudo que a médica ordenava, até conseguir levantar-se sem cair e sentar-se na cadeira. Tomás assinou a alta dela, ambos foram embora, ele a ajudou a entrar no carro e guardou a cadeira, o mesmo seguiu direto para casa onde foram recebidos com muito amor e festa por Lola, Oschi, Pedro e as freiras.
Esperanza: Ai gente, assim eu choro.
Lola: De felicidade você pode chorar, estamos aqui pra te fazer feliz.
Clara: Estamos aqui pra continuar te fazendo feliz.
Pedro: Estamos aqui pra aprender com você.
A nossa manteiga derretida chorou ainda mais, não vencia dar lencinhos para que enxugue suas lágrimas. Tomás a abraçou fortemente, assim como os outros.
Lola: Eu quero que você cante Espi.
Esperanza: Eu ?
Todos: Canta... Canta... Canta...
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