Tudo por Você.
20 Cap. 20
Em uma semana tudo voltou ao normal, Tomás voltou para a empresa, Esperanza ia para o convento ajudar, ela havia voltado a cantar no coral, era a "convidada permanente". Conseguiram um autorização para que cantasse nos casamentos, batismos e celebrações que não exija a vestimenta, claro que se tudo for de acordo com o que as pessoas querem. Enquanto ensaiavam, Juan dormia tranquilo no colo de Clara que assistia a todos.
Beatriz: Ele estava incomodado, ao ouvi-las cantar, adormeceu.
Esperanza: Ele é um amor, calmíssimo.
Clara: Ainda bem que puxou ao pai nessa parte, né.
Esperanza: Graças a Deus, se não ele já estaria é querendo cantar aqui.
Clara: Se bem que nada se sabe ainda, quero ver hora que fizer uns três meses.
Suplício: Vamos voltar ? Espi, fica com o violão ?
Esperanza: Tudo bem, o que vamos tocar agora ?
Suplício: Repassar as músicas em acústico, do jeito que a noiva pediu.
A menina assentiu e começou a tocar, assim continuou o ensaio da parte adulta, logo Lola foi fazer a parte das crianças, que seriam as floristas e as daminhas.
Clara: Mamãe, acho que estou com fome.
Clara entregou o bebê a Esperanza que já resmungava de fome, ela sentou-se na cadeira ali na sala mesmo, logo a noiva chegou para ver como está a parte musical, acabou ficando encantada com o coral das crianças.
Xxxx: Que lindas, são lindas. Meu Deus, acho tão emocionante crianças assim, que têm uma sintonia bem elaborada.
Suplicio: Obrigado, as responsáveis pelas pelo coral, somos eu e a ex-noviça Esperanza.
A ex-noviça cumprimentou a moça que queria conhecer a todas, pois até então só havia falado com Padre Gustavo, Madre Supeiora e Irmã Clara.
Xxxx: Você é Esperanza, né ?
Esperanza: Sim, como sabe ?
Xxxx: Você é muito conhecida entre as igrejas por aí. Não ligo para essas coisas, mais muitos estão falando que se uma pessoa que deixou o amor de Deus comparecer em um casamento, pode levar azar a quem está casando.
Beatriz: Isso é o que diziam quando pecavam, porém ninguém aqui pecou, o cargo em que estavam Tomás e Esperanza era o da decisão de escolha, em momento algum tiveram alguma relação além de amizade aqui dentro, depois que saíram aí seguiram suas vidas.
Xxxx: Entendi, minha mãe e minha sogra me falaram, porém não me explicaram direito, por isso que abordei esse assunto aqui.
Esperanza: Tudo bem, as vezes é difícil entender mesmo.
A moça continuou ali para assistir ao ensaio completo, deu a hora do almoço e Tomás chegou para buscar Esperanza, pois já estava na hora de voltar pra casa, segundo recomendações médicas é sempre bom ficar apenas meio período com ele fora de casa. Ele entrou junto com Jorge, foram para a sala de música onde soava o som da voz de Esperanza.
Jorge: É incrível como seus olhos brilham só de ouví-la. Minha filha teve a sorte de ser feliz, depois de tanto sofrimento.
Tomás: Sabe eu pensei, em desistir dela para ser minha promessa, porém sinto que não ia ficar realizado.
Jorge: Sim. Agora vamos lá que quero ver o Juan.
Os dois entraram na sala e o pequeno estava no colo da Madre, o policial pegou o bebê no colo e ficou junto com Tomás nos fundos, Esperanza cantava a música de olhos fechados, com o coração e com a alma.
Madre: Por isso tudo sai o mais belo possível, quando se canta com gosto, com amor, o mundo fica mais colorido para quem está ouvindo.
Logo a música acabou e já era hora de guardar as coisas, como Esperanza ainda não podia ficar andando por aí, só guardou tudo nas bolsas, nem havia percebido que Tomás já tinha chego.
Clara: Nós já vamos.
Ambas saíra deixando Esperanza terminar de guardar o microfone, Tomás já estava com Juan no colo, assim que ela virou levou um susto, estava tão distraída que nem tinha percebido nada de estranho, deu um beijo no namorado e ambos saíra, despediram de todos indo embora pra casa.
Tomás: Hoje a manhã foi cansativa pra você né, está quieta.
Esperanza: Não é isso, estou pensando no que eu ouvi agora de pouco.
Tomás: O que foi ?
Esperanza: As pessoas ainda me veem como um "caminho para o inferno".
Tomás: Por que amor ?
Esperanza: Por tudo isso que aconteceu.
Tomás: Mais não importa, eu tinha a opção da escolha... E estou feliz por isso, ninguém tem que se importar.
Esperanza: Eu sei, mais é horrível ouvir essas coisas.
Ele a abraçou e logo entrou no estacionamento do prédio, entrou em casa normal, porém achou estranho a casa estar aberta.
Esperanza: Alguém está aí ? Oi, Juana... Oschi... Lola.
Tomás: Fica ai, eu vou entrando...
O rapaz levou um susto ao entrar.
Tomás: O que faz aqui, Máximo ?
Esperanza gelou ao ouvir aquele nome, agarrou o filho com mais força e entrou bem devagar, Tomás a olhou preocupado, pois a menina estava tremendo.
Máximo: Eu sabia... Eu sabia... Primeiro minha empresa, depois minha casa, você sempre quis o que é meu, todos acham que sou quem não presto, mais é você. Eu fui solto sabia, ao contrário do que você pensa, eu encontrei alguém que gost de mim. E você menina, vai se arrepender e muito de se meter na minha vida.
Tomás: Repete seu idiota, repete agora o que disse, seu babaca, não se esqueça, o diabo ajuda a fazer, mais não ajuda a esconder. E quando as coisas caíram matando em cima de você... Você quis colocar a culpa em todos, menos admitir os próprios erros.
Esperanza: Eu não tenho culpa, só queria justiça pela morte da minha mãe, é errado isso ? Eu só tinha ela, de repente não tive mais ninguém, sabe o que é isso ? Ser sozinha, ver sua mãe morrer doente e não ter com quem contar ? Não ter irmãos, tios, tias, avós... Para compartilhar minha dor ?
Ela entrou no quarto imediatamente, abriram cutucaram sua cicatriz, abriram sua maior ferida, logo saiu com uma blusa, pegou a chave do carro e saiu de casa, deixou Juan dormindo no berço.
Tomás: Se acontecer alguma coisa com ela, eu nunca vou te perdoar.
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