Tudo por Você.
11 Cap. 11
A segunda-feira amanheceu diferente para todos, depois das palavras ouvidas na noite anterior, parece que muitos sentimentos mudaram e opiniões também, quem soube receber a mensagem com o coração despertou o dia mais leve e muito mais apaixonado que o dia anterior, que os dias e os tempos anteriores.
Tomás: Estou cansado, vou ficar em casa hoje.
Esperanza: Fica mesmo, trabalhou demais esses dias, ficou até tarde no escritório, eu levo eles.
Os dois se beijaram e ela se levantou indo para o banheiro, ele a seguiu e tomaram banho juntos, o clima na casa era bom até chegar uma carta do juizado alegando que Esperanza é má influência para Lola e Oschi, por ter possível dupla identidade.
Esperanza: Mais eu nunca disse que meu nome era esse, meu nome sempre foi Júlia. Assinei os papéis com o nome de Júlia, nem me acostumei direito com esse apelido.
Lola: Não vou deixar te tirarem de mim.
Tomás: Ninguém vai fazer nada.
Juana: Isso é obra de gente ruim.
Oschi: Isso é coisa de gente invejosa.
Esperanza: Quer saber, vamos esquecer isso, partiu colégio.
Os três se levantaram e se despediram de Juana e de Tomás, entraram no carro e foram para o convento, onde foram recebidos com muito amor por Clara, como sempre, dessa vez para a infelicidade de todos quem levou Pedro no colégio foi a mãe, parece que uma nuvem negra apareceu sobre o ambiente, os olhos de desprezo da mulher sobre quem estava na porta, era o mais decepcionante para aquele tipo de ambiente.
Esperanza: Bom Dia.
Pedro: Eai Jú, tudo bem ?
Eles fizeram um toque com as mãos, esse toque era só dela com os alunos da sala, Alícia ficou histérica ao ver o simples toque que não significava nada além de uma forma de se comunicarem.
Alícia: As más influências começam pela professora, com esses gestos de baixo...
Esperanza: Com licença, mais o seu filho é um ótimo garoto, assim como a maioria da sala, somente um ou dois que acham que vão ser enterrados na areia de ouro, quando morrerem.
A menina disse olhando nos olhos da mãe do aluno, em seguida entrou sendo acompanhada pelo grupinho que conversava com ela, enquanto esperava todos chegarem.
Alícia: Que garotinha mais intragável.
Um dos alunos respondeu à altura da mulher e entrou por último, as aulas começaram e Esperanza sempre no S.O.S de cada aluno, assim as aulas fluíram bem rápido e os alunos entenderam melhor a matéria, a pareceria na escola era sempre proveitosa, já no convento, isso deixa a desejar e isso está deixando o lugar cada vez mais dividido, os pecados acontecem em baixo do nariz de todas, mais ninguém vê. Esperanza saiu para comprar materiais para o colégio, assim que saía da papelaria sentiu alguém agarrá-la por trás, depois não vou mais nada, somente um líquido com um cheiro forte em seu nariz, pois é foi sequestrada e não se sabe ao certo quem foi e muito menos o porquê. No fim da manhã, se deram conta da falta de Esperanza, procuraram por todos os lados e nada dela, ligaram na papelaria e a moça disse ela tinha saído do estabelecimento, fazia umas duas horas, o carro foi encontrado por Clara, estava estacionado do jeito que ela deixou. Não queria preocupar Tomás, porém não teve jeito, parece que ele sentiu que algo estava acontecendo, pois ligou no celular de Clara para saber se estava tudo bem com Esperanza, ela não teve como não mentir e contou a verdade ao ex padre, Jorge então foi o primeiro a ser chamado, até por que é sua filha que está sequestrada, o policial moveu todas as entradas possíveis da cidade, rastreou o celular de Esperanza e seguiu para a empresa de Tomás.
Tomás: Eu não deveria ter deixado ela sair sozinha, depois das mensagens e das cartas que ela anda recebendo, é muito perigoso. Não queríamos assustar ninguém, por isso nem falamos sobre isso com outras pessoas, deveria ter aberto pelo menos pra Clara e pra Madre Superiora.
Lola e Oschi saíram da escola e nada de Esperanza, quem buscou ambos foi Tomás, que os levou pra casa e nem se quer ficou ali, saiu em seguida, precisava saber da namorada, não ia conseguir se acalmar. Ficou andando de um lado para o outro, resolveram encontrar a todos no convento, assim as desconfianças eram mínimas, já havia tomado uns três chás de camomila, uns quatro de cidreira, mais nada adiantava e Espe permanecia desacordada, infelizmente além de ter um cheiro forte, a menina tinha alergia a alguma substância do tal produto. A polícia seguiu o GPS do celular dela e dei direto em uma casa com um carro preto na frente, justamente o mesmo que foi atrás dela na fábrica, Tomás reconheceu o carro e logo avisou os policiais, em meio a operação, um dos bandidos atirou ao lado de Esperanza, como forma de intimidar a todos, para que não cheguem perto, foram dois dias de sofrimento, Esperanza estava em coma porém não podiam fazer nada, já que estava viagiada por homens armados. No fim do segundo dia, os policiais aproveitaram a distração de todos e invadiram a casa, jogaram o colete a prova de balas por cima de Esperanza, trocaram vários tiros com os bandidos, conseguiram prendê-los, chamaram a ambulância que levou Esperanza, todos respiravam aliviados com o sucesso do resgate, Tomás não sabia se sorria ou se chorava de felicidade por ela estar bem.
Tomás: Se te passasse algo mais sério com você, eu juro que me mataria.
Disse ele segurando em sua mão, chegando no hospital ele sentiu ela apertando suas mãos, foi a mesma cena de alguns meses atrás, quando ele estava acompanhando ela, assim que deu a entrada no hospital, ele foi esperar na sala de espera, Lola e Oschi já estavam ali junto com Neves, Diana e a Madre. O homem agradeceu o apoio de todas e Esperanza saiu no dia seguinte, de braços dados com Tomás, que não a deixava respirar de tantos beijos.
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