Notas iniciais
Mais um capítulo fresquinho para vocês! Até semana que vem. Beijos!

Alex narrando:

Minha vida atualmente está muito parecida com uma música do Renato Russo que diz:

“Quero colo! Vou fugir de casa, posso dormir aqui com você? Estou com medo tive um pesadelo. Só vou voltar depois das três”.

Sou Alex filho de pais separados, moro com meu pai e sua mulher desde meus onze anos tenho um irmão que se chama Mick, não o vejo a mais de um ano e meio, meu pai é empresário não temos uma relação muito boa por ele ser uma pessoa hostil e não ligar muito para sentimentos.

De início não queria morar com ele, mas foi preciso, gostava de uma garota que não me dava à mínima e isso acabou me machucando, trabalho em uma loja de computadores a alguns quilômetros daqui, estou no último ano do ensino médio.

Meus dias já foram melhores, recentemente briguei com meu pai e minha madrasta está internada, hoje estou partindo para a casa da minha mãe, espero que me receba de braços abertos, somente até organizar minha vida. Para não me prejudicar no serviço peguei quinze dias das minhas férias adiantadas, assim terei tempo suficiente para me organizar entre a escola e o trabalho.

Para chegar até a casa de minha mãe peguei dois ônibus, demorei cerca de uma hora e meia para percorrer este trajeto, estava ansioso para vê-los, sai da rodoviária peguei um taxi e fui correndo até minha casa...

** Em Casa **

— Mãe, Mick? – Gritei colocando minhas malas no chão.

— Ó meu Deus Alex? – Ashilley apareceu em minha frente com um short minúsculo e uma camiseta de Mick possivelmente, aqueles cabelos castanhos brilhosos rebeldes e seu rostinho amassado que tanto me encanta.

— A... Ashilley? – Falei sem esconder a surpresa deixando meu maxilar se abrir espontaneamente.

— Não acredito! – Veio correndo em minha direção e se pendurou em meu pescoço, á envolvi rapidamente em um abraço sentindo uma corrente elétrica percorrendo nosso corpo, naquele momento uma felicidade se ascendeu dentro de mim, fazendo-me acreditar que o que sentia por ela quando menor nunca se foi só se fortaleceu com a distância. – Eu estava com saudade. – Falou num fio de foz parecendo triste.

— Eu também estava com muita saudade, prometo que nunca mais sairei de perto de vocês.... Quer dizer isso se Mick e mamãe concordar. – Suspirei.

— Promessa é dívida! – Olhava fixamente em meus olhos, aquele olhar que era a combinação perfeita com seu sorriso. Há como amo essa garota.

— Cumprirei! – Sorri fraco. – Mamãe e Mick estão?

— Tia Elis está trabalhando em um caso só chega depois das três, Mick está dormindo com Rose no quarto. – Falou seguindo para a cozinha. – Pode me ajudar fazer o café? Assim que terminarmos, vamos acorda-los.

— Claro, a propósito você está linda, com este pijama. – Falei admirando-a

— PI... PIJAMA? – Olhou para baixo envergonhada quando viu que ainda estava com a roupa que dormiu.

— Me desculpe não queria lhe deixar constrangida. – Sorri fraco.

— Tudo bem, eu volto já! – Falou ainda com vergonha enquanto suas bochechas ficavam rosadas.

Ashilley demorou tempo suficiente para eu conseguir fazer a massa da panqueca e quase o recheio.

— Agora estou pronta para fazer o café. – Apareceu na cozinha com um vestido azul florido e pequenos detalhes que o deixava mais bonito, ela estava deslumbrante.

— Uau! Você está linda. – A puxei fazendo dar uma volta.

— Obrigada! – Falou sorrindo. — Precisa de ajuda?

— Estou quase terminando, você demorou um século para se arrumar. – Debochei. — Pode me ajudar a fazer a panqueca?

— Ok! – Andou até o armário pegou uma frigideira, colocou-a em fogo médio e preparou as panquecas enquanto fazia o recheio. Terminamos em quinze minutos.

— Ufa! Terminamos! Vamos chamá-los para comer? Estou morrendo de fome.

— Pelo visto você continua comilona. – Gargalhei. — Preciso conversar com você antes posso?

— Pode, aconteceu alguma coisa?

— Há algum tempo que não desabafo com ninguém e você é a única pessoa que me deixa confortável para isso. – Falei mais baixo que o normal.

— Oh meu príncipe, estou aqui para tudo que precisar! – Disse fazendo carinho em minha face.

— Obrigada. – Me aproximei dando um beijo em sua bochecha.

— Pode me dizer quando se sentir preparado. – Disse calmamente.

— Vamos lá!

**Antes**

— Boa Noite! – Disse para Helena que estava na sala quando cheguei, mas fui ignorado, segui para o banheiro que fica no final do corredor, após um dia exaustivo tudo que preciso é de um bom banho, minha cama e um bom prato de comida, não que Helena cozinhe bem, mas dá para o gasto.

Não demorei muito para sair do banheiro, fui em direção à cozinha peguei um prato do lado esquerdo do armário um pouco acima do micro-ondas, peguei também o suco que estava na geladeira do outro lado da cozinha próximo a mesa de jantar, fui até o fogão soltei o arroz da panela esquentei a carne e o feijão peguei o prato que havia deixado em cima da pia quando estava prestes a colocar minha comida Helena apareceu na porta da cozinha e disse um tanto áspera:

— Alex?

— Pois não? – Disse calmamente

— Essa comida é para meu almoço amanhã.

— Mas Helena tem o suficiente para comermos, aliás, tem comida para um batalhão. – Falei tentando me manter calmo.

— Exatamente, amanhã levarei para os homens que estão construindo a Casa da Hellen. – Debochou.

— Como é? Chego cansado da escola depois de um dia e tanto no serviço e não posso comer por capricho seu? Parte do meu salário vem para dentro desta casa. – Nesse momento já não sabia mais o que era paciência, estava tentando não partir para cima daquela mulher desaforada.

— Claro que tem se quiser faça. – Falou tirando o prato de minha mãe e seguindo para sala onde fazia seu crochê.

— É quase meia noite Helena, não farei nada agora se você quiser levar comida para alguém amanhã faça mais. – Gritei para que ela ouvisse da sala.

— Abaixe seu tom de voz moleque, não vai comer se quiser faça. – Me puxou deixando-me distante das panelas.

— Quer saber de uma coisa? Não faço questão alguma de comer. – Taquei o prato no chão vendo-o espatifar. – Já que conseguiu tirar a minha paz limpe.

Fui para meu quarto ajeitar alguns trabalhos, depois de um tempo ouvi um barulho e logo depois Helena me gritando.

— Alex, Alex, socorro!

— O que você quer Helena?

— Me ajude levantar estou passando muito mal, acho que foi o nervoso que passei. – Disse chorando com os cabelos bagunçados caída no chão.

— Agora quer minha ajuda? Está vendo? O mal que você causa hoje amanhã volta para você, mas nesse caso voltou rápido demais, ligar para o John é suficiente?

— Não Alex, me leve para o hospital, por favor! – Suplicou.

— Cansado do jeito que estou? Jamais! – Liguei para meu pai e avisei sobre o acontecido após ajuda-la levantar segui para meu quarto, deitei em minha cama, coloquei meus fones enquanto ouvia uma música do Renato Russo chamada “Mais uma vez”, chorei como se não houvesse amanhã, mas logo adormeci.

Meu celular despertou às seis da manhã me levantei fiz minha higiene matinal e fui até a cozinha, estava cheio de fome peguei o leite na geladeira coloquei sobre a mesa fui até a despensa peguei o pão de forma que ali se encontrava e o Nescau, comi rapidamente escovei meus dentes e fui em direção a sala, peguei minhas coisas e no minuto em que abro a porta John surge em minha frente com o paletó amassado e olheiras parecia estar exausto.

— Bom dia! – Falei mais baixo que o necessário.

— Só se for para você. – Disse grosseiramente.

— Melhoras para seu dia difícil. – Sorri. — Vou indo estou atrasado.

— Você não vai a lugar nenhum antes de conversarmos. – Me empurrou para dentro do apartamento.

— Quer conversar? Espere até a noite, não vou me prejudicar por desleixo seu. – Sai e chamei o elevador que ficava em frente a nossa porta, John me puxou pelo colarinho jogando-me contra vontade no sofá, meu dia que estava bom foi por agua a baixo.

— Pode me contar o que aconteceu ontem? Helena sofreu um AVC por sua culpa, por ter feito passar nervoso.

— Como é? Minha culpa? Não fui eu quem começou a discussão estava na paz, tranquilo, só estava com fome. – Gritei sem esconder a raiva que me encontrava.

— Pode me contar toda a história Alex? — Disse tentando se acalmar.

Contei todo o fato para ele, John parecia ter entendido, mas logo mudou sua feição.

— Você tem que ser paciente, pois ela tem problemas de saúde. – Serrei meus olhos observando cada palavra que saia nitidamente de sua boca.

— Ser paciente é diferente de ir dormir com fome por causa dela John. – Gritei.

— Não grite comigo, já estou farto disso, Helena tem razão você quer nos jogar contra nós mesmos, eu te odeio, odeio ser seu pai, por mim você nunca teria nascido, me arrependo amargamente de ter lhe chamado para morar conosco, Helena está internada e a culpa é sua. — Via nitidamente o ódio em seus olhos, às lagrimas faziam morada em minha face, por mais que nunca tenhamos tido uma relação boa, ainda o via como um herói, aquelas palavras ecoavam em minha cabeça, aquilo perfurou minha alma, sentia uma dor insuportável a cada letra que ele pronunciava. — Quero você fora desta casa antes que Helena volte, ou melhor, antes do final de semana quero você aqui. — Concluiu.

— Sabe o que é incrível? – Indaguei com as lagrimas escorrendo por minha face. — Você ama tanto Helena que não percebe o mal que ela lhe causa, o que podemos fazer se o amor é cego? Quando estiver caído faça o favor de não lembrar que me tem como filho.

Pegarei o primeiro ônibus para a casa da minha mãe amanhã, voltarei para o lugar onde nunca deveria ter saído, agora vou indo, não estou com a vida ganha igual você tenha um bom dia. – enxuguei minhas lágrimas abri porta e antes de sair sussurrei. — Eu te amo pai.

**Agora**

— Foi isso que aconteceu pequena, estou perdido, não sei se mamãe e Mick me querem aqui, pode me ajudar? – Sorri com os olhos marejados.

— Não tenha dúvida, eles lhe amam, e hipótese alguma deixariam você sem ter para onde ir e mesmo que deixasse iria te levar para minha casa que sempre estará de portas abertas para você. Vá lavar seu rosto para tomarmos café. – Depositou um beijo em minha bochecha transmitindo conforto e confiança.

Após lavar o meu rosto e me acalmar fomos acordar os meninos, Mick não gostou muito da ideia de ter que levantar, mas entendeu que era necessário, precisava ir à escola, fazer minha matricula, enquanto fazia sua higiene matinal, Rose escovava os dentes no banheiro que havia no quarto da minha mãe Ash e eu esperávamos na cozinha, parecia uma grande eternidade provavelmente por causa de nossa fome que estava nos matando, demoraram eternos quinze minutos já não aguentava mais esperar, talvez por não ter comido nada na noite anterior.

Rose sentou-se de frente para Ash, e Mick ao seu lado.

— Oh meu Deus, essa panqueca está divina. – Disse Rose enquanto mastigava. — Quem foi que fez? — Indagou com os olhos brilhando enquanto dava outra mordida em sua panqueca.

— Alex

— Ashilley. — Rimos.

— Eu. – Falamos em uníssono, Rose não estava entendendo mais nada e Mick gargalhava como criança.

— Vocês podem dizer logo quem foi que fez? — Bufou.

— Os dois que fizeram. — Mick falou sorrindo.

— Podem abrir um restaurante sabia? Serei cliente VIP. – Falou nos fazendo rir.

Ficamos mais alguns minutos na mesa, mas logo caminhamos até a escola, quanto mais tempo passava ao lado de Ashilley mais me encantava, sua simplicidade, seu jeito meigo de ser e até suas crises de ciúmes quando passava algumas garotas observando Mick e eu, mal sabia que ela era a única que eu queria ao meu lado.

Ao chegar à escola passei por um portão azul e um corredor onde havia alguns alunos conversando, virei à direita e entrei em uma sala onde havia quatro mulheres trabalhando, uma me parecia ser conhecida tinha cabelos loiros presos a um coque bagunçado e olhos claros, vestia uma saia social até o joelho acompanhado de uma camiseta creme um blazer por cima e um sapato de salto não muito alto, tentei me lembrar de onde a conhecia, mas não me veio à memória.

— Bom dia. Vim fazer minha matricula, me mudei há pouco tempo para a cidade e essa é a escola mais perto que tem da minha casa. – Falei para uma senhora que aparentemente beirava seus quarenta anos, usava um óculos vermelho não muito atual, seus lindos cabelos negros estava preso em um rabo de cavalo no alto de sua cabeça, seus olhos eram castanhos e ao seu lado havia uma bengala que usava para se locomover.

— Bom dia! Está em que serie garoto? – Perguntou gentilmente.

— Terceiro ano do ensino médio senhora.

— Temos vaga para o noturno pode ser?

— Poxa, mudei de horário no serviço recentemente, não pode me encaixar no diurno? – Perguntei educadamente.

— Só um minuto. – Saiu indo ao encontro com a mulher loira que eu ainda tentava lembrar quem era.

— Bom dia! Você que quer a vaga para o terceiro? – Perguntou a loira me olhando confusa.

— Bom dia, eu mesmo...

— Mas Mick, para que precisa de duas vagas? – Sorriu curiosa.

— É... Desculpe, sou Alex, Mick está ali com Ash e Rose. – Falei sentindo minhas bochechas ruborizar de vergonha e com a moça não foi diferente.

— Alex? Você? Está na cidade desde quando? – Disparou em um tom surpreso.

— Cheguei hoje de manhã. – Sorri sem graça.

— Deve estar me achando uma louca né? Acho que não se lembra de mim, sai da cidade você era pequeno, sou Sueli amiga da Elis e da Luccy madrinha de Rose. – Ela parecia estar muito feliz por estar me vendo.

— Ah sim, dona Sueli me lembro à senhora saiu da cidade quando passou em um concurso estou certo? – Indaguei.

— Isso mesmo, me dê seus documentos para fazer sua matrícula. – Entreguei os documentos para ela juntamente com o sorriso mais terno que possuía. — Tudo certo, peça para sua mãe vir assinar quando ela tiver um tempo, você pode vir amanhã já, este papel você entrega para todos os professores que entrar na sala te deixei junto com Ash e Mick, está dispensado.

— Obrigado dona Sueli fico te devendo essa. – Me acompanhou até a saída onde Mick Ash e Rose me esperavam.

— Esqueça o dona, pode me chamar de tia. – Sorriu depositando um beijo em minha face. — Oi crianças como estão? – Indagou.

— Madrinha. – Rose a abraçou depositando um beijo em seu rosto. — Vamos para o Shopping agora, quer ir com a gente? – Falou animada.

— Até gostaria, meu amor, mas estou em horário de serviço, deixa para outro dia, está bem?

— Sim, vou me divertir por você. – Deu um beijo em sua face.

— Agora tenho que voltar, divirtam-se crianças, juízo e não voltem tarde para casa. – Beijou cada um de nós e voltou para a escola.

*No Shopping*

Estávamos passando por uma loja de perfumes do lado de uma pista de patinação incrível no térreo do shopping, Rose aponta para a vitrine e diz:

— Ash, aquele perfume que você tanto queria está em promoção.

— Está barato mesmo, trarei dinheiro para comprar na próxima vez que viermos aqui. – Respondeu sua irmã caçula num tom calmo.

Vou comprar o perfume amanhã e darei de presente para minha pequena.

— O que faremos primeiro? – O que faremos primeiro? — Mick perguntou tirando-me do transe que estava.

— Tanto faz, o que as pequenas querem fazer? – Indaguei.

— Bom...

— Vamos para sala de jogos? – Rose interrompeu Ashilley animada, olhamos de soslaio para ela sem responder. — Por favor, lá é o local que mais nos divertimos, depois da praça de alimentação é claro, porque comer é vida. — Falou nos fazendo gargalhar.

— Estou de acordo. – Falou Mick

— Pode ser também! – Afirmei.

— Iiih então não vou discutir. – Ash disse revirando os olhos.

— Ganhou pirralha, falei fazendo cócegas nela.

Jogamos luta, simulador de corrida, e ainda consegui pegar ursinhos para as meninas, foi realmente divertido.

— Estou com fome. – Resmungou Mick.

— Novidade é você não estar com fome. – Debochou Ash. — Eu também estou, vamos para casa ou almoçaremos aqui?

— Que casa o que? Ainda não fizemos nada. – Falei tentando me manter sério.

— Tudo bem senhor mandão, vamos almoçar. – Revirou os olhos fazendo careta.

Na praça de alimentação, Rose e Mick comeram nas girafas e Ash e eu optamos por um restaurante japonês que inaugurou há pouco tempo e a comida estava uma maravilha por sinal.

— Boa tarde! — Falou uma mulher loira de aparentemente 27 anos.

— Boa tarde! – Respondemos gentilmente.

— Será que eu posso tomar alguns minutinhos do tempo de vocês? – Indagou.

— Mas é claro!

— Alguém curte teatro? – Perguntou.

— Eu amo teatro, estou me preparando para uma peça que acontecerá no final do ano. – Rose disse com um sorriso enorme em seu rosto.

— Eu fiz até os catorze anos e hoje ajudo minha irmã no que é preciso.

— Que maravilha! Parabéns meninas. E vocês rapazes? Fazem ou fizeram?

— Eu fiz e ainda faço parte do teatro da escola. – Disse Mick.

— Ótimo. Dezesseis e trinta, iremos apresentar um pequeno musical na pista de patinação que temos no térreo, depois da peça a pista estará aberta para o público, vocês têm interesse?

— Podemos assistir Ash? – Rose pergunta entusiasmada.

— Por mim tudo bem! Só depende dos meninos.

— Vamos participar moça! – Falei com um sorriso no rosto. — A apresentação será somente hoje?

— Na realidade ela começou segunda feira e será apresentada até sábado provavelmente.

— Precisamos fazer algo para assistir? – Indagou Mick.

— Sim! Deem seus nomes, por favor. – Sorriu de canto.

— Alex, Ashilley, Mick e Rose. – Falei.

— Muito obrigada pela atenção de vocês, desculpe o incomodo espero que gostem da peça. – Sorriu e saiu sem esperar por respostas.

— Certo! Ainda temos duas horas, o que vamos fazer todo esse tempo?

— Podemos assistir um filme. – Sugeri me levantando da mesa.

— Boa ideia Alex! Tem um desenho da Disney que está em cartaz se chama frozen, estou louca para assistir. — Me abraçou e logo em seguida levantou Ashilley e Mick e nos puxou em direção a máquina que compramos ingressos.

O desenho era realmente legal demorou cerca de uma hora e trinta minutos.

— Lerigol Lerigol. – Rose saiu cantando da sala onde assistimos o filme. — Eu amei o filme, imagine só como seria uma peça dele!

— Oi eu sou Olaf e gosto de abraços quentinhos. – Ash falou sorrindo, ah que garota encantadora!

— Gostei bastante também, os desenhos da Disney são sempre legais.

— Iih isso soou meio gay Mick – gargalhei. — Vamos para o local da peça? Já está para começar.

Todos assentiram e assim seguimos para o térreo, a peça era referente ao filme que vimos, só que em uma versão muito melhor foi encantador. Decidimos deixar para patinar sexta à noite porque já estava ficando tarde.

— Peça M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A, quero um sorvete antes de nós irmos para casa pode ser? – Rose perguntou toda elétrica.

— Também estou a fim de um sorvete, mas estou cansada, espero vocês aqui, tudo bem? – Falou Ash sentando em um banco que tinha atrás dela.

— Ok, Alex fica com minha irmã, por favor? Voltamos daqui alguns minutos. – Sorri assentindo e eles saíram sem esperar por respostas.

Enquanto Mick e Rose não voltavam, ficamos conversando sobre diversos assuntos, aquela garota tinha o poder de me encantar mais a cada minuto.

— Então quer dizer que você quer cursar jornalismo. – Perguntei.

— Sim, é meu sonho desde meus dez anos, lembro que brincávamos de jornal sensacional e nós éramos sempre os jornalistas, peguei amor por isso e decidi seguir profissão. – Disse enquanto eu seguia cada gesto que ela fazia.

— Era minha brincadeira favorita sabia? — Indaguei.

— Sério? Sabia que leva jeito também? Deveria fazer jornalismo. – E mais uma vez me perdi no brilho de seu olhar, estava próximo o suficiente para sentir sua respiração, eu precisava sentir seus lábios nos meus, sonhei com aquilo durante anos e esse seria o momento eu realmente iria beija-la.

Quando finalmente encosto nossas testas ouço Mick dizendo:

— Estou atrapalhando?

— Magina Mick, claro que não, atrapalhar o que? Pergunta sem nexo a sua. – Rose revirou os olhos.

— Desculpe.... Aqui está o sorvete de vocês. – Falou um tanto envergonhado.

— Obrigada! – Ashilley limitou a dizer enquanto sentia suas bochechas ruborizar.

— Podemos ir agora?

— Claro! – Disse Rose.

O caminho para casa foi tranquilo, Ash Mick e eu conversamos enquanto Rose cantava a música de frozen.

♥♥♥