Tudo poderia ser diferente
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Anteriormente em TPSD
“Emma estava em cima de Regina, sem colocar seu peso sobre ela, mas querendo arrancar suas roupas e fazer a rainha feliz, amar ela, se tornarem apenas uma. A coxa da loira, suavemente friccionava o sexo da rainha, Regina a trazia para mais perto, queria mais contato, as mãos fortes da xerife subiam o abdômen definido da prefeita, como se tivessem urgência em tal ato, dedos suaves e ferozes tocavam os seios de Regina.”
Aquele quarto estava ficando em chamas, as mãos hábeis da xerife, subiam e desciam entre o abdômen e os seios da rainha, aquilo estava deixando a morena arrepiada, era algo tão gostoso, não havia experimentado nada igual, nem com Daniel, com Emma era algo feroz, mas ao mesmo tempo calmo, ambas se completavam perfeitemente, suas mãos se encaixavam, seus lábios eram perfeitos juntos, os corpos colados eram uma junção dos deuses. O amor e a luxuria eram palpáveis.
Regina queria mais de Emma, queria arrasar a loira, queria ter a loira mais perto, mais dentro dela, mesmo com ela em cima, tentando tirar sua blusa, parecia que estava tão longe. A pele de Emma queimava de desejo pela rainha, isso estava a deixando louca.
As mãos de Regina passeiam pelo corpo de Emma, tentando arrancar a blusa e tirar sua calça jeans. Estava tão gostoso e tão confortável, ambas estavam adorando, amando e se deliciando uma com a outra, queriam logo se tornar uma só, ansiavam por isso com ardor, mas bruscamente três batidinhas na porta e uma voz tira as duas do transe e do clima.
– Regina, trouxe sua alta assinada!
O médico entrava rapidamente, logo após se anunciar e bater na porta, apressadamente Emma se recompõe e senta-se ao lado de Regina na cama, de mãos dadas com ela.
– Doutor Robin! Já ganhei alta? É isso mesmo?
Regina estava corada, estava feliz por Emma, mas ainda estava encantada por Robin. Aquele cheiro dele, aquele jeito , tudo nele, clamava por atenção da rainha.
– Sim, Regina. Você ganhou alta, mas preciso que em dois dias, você venha aqui para fazer alguns exames, tudo bem? Só uma revisão mesmo.
Emma estava começando a se irritar, além de atrapalhar a primeira vez das duas, ainda tinha que ficar vendo aquele climinha entre os dois? Ela estava com raiva de novo e era a segunda vez naquele dia. Esse médico era um safado mesmo, ficava dando em cima da mulher dos outros, como se ela pertencesse a ele, ela era minha, pensava Emma. Novamente apertou a mão de Regina, que parecia não entender e se entendia, estava a provocando e aquilo seria pior ainda.
– Claro Doutor. Virei aqui em dois dias.
– Pode me chamar de Robin, Regina!
COMO É QUE É? Chamar ele de Robin? Se tratar com tamanha intimidade com a sua mulher? Emma estava possessa! Mas decidiu não se meter, afinal, ela já tinha errado muito com Regina e por causa dela, tudo aquilo estava acontecendo e elas nem tinham nada ainda, uma crise de ciúmes não seria bem vinda no momento e muito menos uma encrenca e uns roxos naquele médico de quinta.
– Claro querido. Robin?
Tá certo, Regina estava a provocando, ou realmente estava interessada naquele médico e só de pensar nisso, Emma se contorcia de dor, como se o que ela mais ama fosse tirado dela, aquilo doía mais que as dores do parto, mais que qualquer dor do mundo, só não doía mais do que a dor de perder Henry.
– Regina, podíamos sair, ou algo assim? Você ficou internada um dia e meio e quase dormiu toda a sua internação, queria conhecer você melhor. Você aceita?
Emma estava se segurando em lagrimas, queria sair dali correndo, estava tão machucada, como ele pode? Pior, como ela pode o chamar de querido, sem ao menos o conhecer? Como ela pode ignorar Emma? Como ela pode fazer isso tudo? Será que afinal a rainha má estava brincando com os sentimentos da salvadora? Imediatamente a loira tratou de afastar esse pensamento, da ultima vez que pensou mal de Regina, acabou em um hospital e com uma Regina semimorta nos braços dela e ela não queria aquilo de novo. Decidiu continuar calada, sentindo aquela dor e não sabia o que esperar de Regina. Não sabia mesmo, mas foi surpreendente a resposta da rainha.
– Claro Robin. Poderemos sair e assim posso conhecer você melhor. Desde quando você mora aqui?
Regina aceitou mesmo sair com o médico? É isso mesmo? É Emma, ela não te ama. Ela quer é ter algo com esse médico e brincou com seus sentimentos e isso foi cruel, nunca tinha imaginado que Regina poderia fazer algo assim, mas o que esperar da rainha má, não é?
– No nosso encontro, eu te digo? Conto a minha história com mais calma, rainha.
– Tudo bem Robin. Vejo que já sabe quem eu sou. Não tem medo não?
– De você rainha? Sinto tudo, menos medo. Todos a chamam de má, mas nem a conhecem, nem sabem da sua vida, de onde vem, do que aconteceu para você se tornar a Rainha Má e fazer o que fez. Foi errado? Foi! Mas eu não te julgo, afinal todos temos um passado e todos temos nossas dores e segredos. Mas espero conversar sobre isso melhor com você, nos falamos, certo? Vou ver outra paciente.
–Oh.. Claro Robin. Até mais!
Regina estava boquiaberta com as palavras do médico, estava encantada é claro, mas no momento só conseguia olhar para uma Emma calada e com os olhos cheio d’agua. Será que a rainha tinha feito algo para a loira?
Emma começou a chorar, não se preocupou em parecer fraca, pois ela estava fraca! Estava partida ao meio, queria os momentos com a Regina de volta, aquela felicidade, aquele amor, tudo de volta, mas agora estava magoada demais.
– Emma, querida. Você está bem?
O tom de Regina era preocupado, afinal ela estava preocupada com a loira, ver ela chorando a corroía, aquilo era uma dor quase insuportável.
– NÃO REGINA! NÃO TÁ! EU PENSEI QUE VOCÊ ME AMAVA, MAS NÃO ME AMA, NÃO É? Eu sei que errei muito com você, afinal eu não devo te merecer e nem merecer essa felicidade. Quer saber? Vou pedir para alguém vir te buscar. Desculpe sobre tudo. Principalmente pelo que eu disse sobre o Henry, ele te ama e se ele quiser, ele poderá morar com você, agora com licença. Boa tarde, Regina.
Emma falara aquilo com uma dor que a sufocava, queria abraçar Regina, queria tocar ela, em lugares que ninguém mais poderia, queria dormir abraçadinha com a prefeita, queria ficar com ela, ver filme, ver séries tão idiotas, que fariam elas rirem, queria brigar com Regina, pois é isso que os casais fazem, queria amar e amar ela, continuar sempre amando.
– Emma, não! ESPERA!
Regina disse rapidamente, mas quando viu, Emma já tinha ido embora. O que tinha acontecido? Tudo bem que ela estava encantada por Robin, mas sair com ele? Ela só queria descobrir quem ele era, e o que ele fazia ali, por que estava exatamente ali, não lembrava dele na terra encantada e isso a deixava irritada, odiava nãos saber com quem estava lidando, por mais adorável que fosse.
A rainha tinha certeza de uma coisa, amava Emma e isso era incontestável. Tudo que tinha acontecido entre elas, foi um dos momentos mais lindos da vida da rainha. Tão calmo, mas feroz. Tão quente, mais romântico, diferente de só sexo. Além disso, nem sexo tinham feito.
Rapidamente como em um passe de mágica a rainha usou magia e se teletransportou para sua casa, queria chorar e ficar sozinha, por algumas horas. Precisava pensar, afinal tinha machucado Emma e se tinha algo que tinha aprendido era em não machucar a quem se ama, só porque a pessoa tinha errado como ela tinha feito com snow. Era errado e ela amava demais Emma, não tinha feito nada de propósito.
Havia passado algumas horas, Henry já tinha ligado para a rainha e falado com ela, entre tantos assuntos, ele pediu para a mãe, para ir ver ela, para ir jantar com ela e por mais que Regina não estivesse muito bem, isso não importava, ela queria Henry perto dela.
Desceu rapidamente, pois já era quase seis hora da tarde e ela ia fazer lasanha para o filho, queria fazer lasanha, suco e uma torta de maça para a sobremesa.
A campainha toca e Regina rapidamente vai abrir, pensando ser Henry que tinha chegado muito cedo, mas não era. Era uma menininha linda, de cabelos loiros, cacheados, olhos esverdeados e pele branca, ela até era parecida com Emma. A menininha estava chorando, descalça e com falta de ar, como se tivesse corrido muito.
– Oi, quem é você, meu anjinho?
A menina tremia de frio, estava com pouca roupa. Antes que a menina respondesse, Regina a pegou no colo e a levou para dentro, deu um banho nela, colocou-lhe roupas limpas, que ela conseguiu com magia, fez um chocolate quente e deu para a menina, então voltou a perguntar:
– Meu anjinho, quem é você?
–Desculpe.. é que meus papais morreram e eu fiquei sozinha, pessoas más me pegaram e eu corri até onde pude, cheguei e vi sua casa e pensei que poderia me ajudar. Desculpe!
A menina chorava compulsivamente, com as mãozinhas nos olhos, lágrimas caindo sobre seu colo. Regina não aguentou ver aquela cena e correu até ela, abraçando e dando beijinhos na testa e no cabelo da menina disse:
– Ei princesa! Tudo bem.. se você quiser, eu cuido de você. Eu amo crianças, sabia?
– Sério? Meus papais morreram faz muito tempo. Eu tenho três aninhos e meio. Você podia ser a minha mamãe?
A menina tocou suavemente o queixo da rainha, ela já havia conquistado a morena, não tinha mais volta.
– Vou amar, anjinho. Mas todos anjos tem nomes, não? Qual é seu nome, querida?
– Emilly! Meu nome é Emilly!
– Que nome mais lindo, combina com você sabia?
– Obrigada! Qual é o seu nome, mamãe?
Aquela forma carinhosa da menina, aqueles olhinhos, aquela carinha, tudo era tão lindo. Chamar Regina de mamãe, foi uma coisa mágica, ela não se sentia assim há tanto tempo. Henry sempre a chamou de mãe, mas sempre desconfiou dela, era como uma nova chance para ser mãe novamente, para ser a pessoa certa para a menina e faria tudo do jeito certo, procuraria um advogado, seria a melhor mãe do mundo, faria um quarto para ela. Em poucos minutos Emilly conseguiu da rainha o que muita gente não conseguia, um amor fácil, sem obrigação, sem nada a mais do que amar e ser amada.
A menina abraçou levemente e deu beijinhos nas bochechas da rainha.
– Meu nome é Regina, Emilly!
– Devo te chamar de Regina ou mamãe? Você é tão linda. Eu gosto muito de você!
A rainha já estava chorando. Aquela menina trouxe uma felicidade imensa, em tao pouco tempo, que deixava a rainha amedrontada.
– Emilly, você pode me chamar do que você quiser, meu anjo!
– Então te chamarei de mamãe. Regina é um nome bonito, mas acho que mamãe combina mais com você! E mamãe, estou com fome.
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