Tudo poderia ser diferente
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Acordar era como aprender a caminhar, quando se é bebê, tem que ser aos poucos, sem pressão. O remédio usado para sedar pacientes, às vezes causa moleza e pode deixar as pessoas lentas, no raciocínio e nas suas ações e reações, afinal Regina tinha passado por algo traumático e isso a deixava sem chão, mesmo tendo aquelas pessoas ali, que por mais que o passado dela fosse sombrio, mesmo com todas as coisas que ela fez, aquelas pessoas sempre estavam com ela. O que por vezes a deixava irritada, hoje não, abrir os olhos e encontrar Emma e seus cachos loiros, o qual lembrava muito os cachos da Snow, quando criança, deixava a rainha inundando de felicidade, olhar para o Henry, que havia crescido bastante, desde que tudo tinha começado, desde a chegada de Emma, deixava a morena encantada e olhar o rostinho angelical da Snow a deixava calma, pois ela sabia que se ela estava ali, com uma expressão preocupada no rosto, ela havia perdoado sua madrasta, mesmo com tudo que a rainha tinha feito.
Ao ouvir a voz de Regina, Emma imediatamente tirou sua atenção do Doutor Robin e olhou para a morena, que agora estava em uma cama de hospital e pálida, parecendo tão frágil, mas serena e calma, nada como a rainha má que todos falavam que ela era, ao ver os olhos da rainha abertos, Emma não evitou o sorriso, estava feliz por ter a Regina de volta.
Engraçado como as pessoas são, elas precisam perder, ou pensar que perderão, para se dar conta de tudo que acontece dentro delas, dos seus verdadeiros sentimentos e assim, tentam voltar atrás, mas ninguém por mais poderoso que seja, pode voltar no tempo e mesmo que pudesse, seria errado, pois a vida está ali, para vivermos e cometermos erros, nada vai voltar atrás e desfazer seu erro, você tem que aprender com ele e então fazer as coisas certas, nenhum ser humano é perfeito e aí é que encontramos a perfeição nas pessoas, nas suas pequenas ações, que por mais erradas que sejam, são altamente apaixonantes para alguém, sempre terá aquele alguém que você pode procurar e contar o que fez, pois sabe que a pessoa vai entender que fez errado, mas que pode mudar e isso sim é amar, entender como o outro é e não abandona-lo por escolhas erradas, por atitudes erradas e sim ajudar, ajudar a pessoa perceber que errou e então, tentar viver feliz, sempre errando e aprendendo, o que não pode é julgar e abandonar, pois isso sim é um erro sem volta, sem concerto, sem “aprender” com o erro, pois julgar não vai mudar o que a pessoa fez, você apenas vai “bater o martelo” e dizer o quão horrível foi o que a pessoa fez ou pensou. Ou dizer o que a pessoa devia fazer, sem ao menos ter o mínimo de empatia e se colocar no lugar da pessoa.
Abandonar se torna um erro mais imperdoável ainda, você pode estar com a pessoa, mas a deixa por um erro que por vezes é bobo e dizer que é bobo é julga-lo, mas tem coisas que para nós são pequenas, mas para os outros? Torna-se a pior mágoa da vida. O melhor é viver a vida, sem ficar batendo o martelo, se achando o dono do mundo, pois você não é. E era assim a história de Regina e Emma e por isso Regina se apaixonou por Emma, tirando umas exceções, Emma sempre a tratou com respeito e sempre viu a “Regina” e não a rainha má. Isso encantava a rainha, pois poucas pessoas podiam fazer isso e poucas fizeram, até seu filho tinha a julgado e sempre que a morena lembrava-se disso o coração doía mais.
Tudo tinha mudado e ver todas aquelas pessoas no quarto, olhando a rainha, com a expressão preocupada, só provava isso. Emma que tinha ficado iluminada ao ouvir a voz de Regina se encantou mais, ao olhar ela e ver que ela continuava linda, ou estava até mais linda.
– Regina! Você acordou!
Emma disse, contendo a emoção, afinal tinha sido mais de 20 horas sedada.
– Mamãe! Você está bem? Vamos embora logo? Posso voltar a morar com você? Vamos fazer lasanha para o jantar? Ah mamãe, senti tanto a sua falta!
Regina não conteve ao sorriso, esse era o garoto dela, sempre ativo e falante, claro que ele era um pouco solitário, pois ele sempre teve um buraco dentro de si, faltava à verdade, a mãe biológica dele e faltava que sua mãe Regina, tivesse seu final feliz, com ele.
Regina olhou a todos calmamente e tentou falar, mas não era algo muito fácil, ainda estava cansada de tudo que tinha acontecido, o que era estranho, tinha dormido tanto, mas se sentia tão cansada.
Novamente, com calma, Regina tentou responder.
– Eu estou me sentindo melhor, queridos. Não sei se poderemos ir embora logo, querido. Sobre morar comigo, acho que a senhorita Swan não vai concordar com isso. Estou um pouco tonta ainda, filho.
Regina não tinha nem terminado de falar e Henry já a tinha sufocado em um abraço forte.
– Mamãeeeeeeeeeeeeeeee! Eu amo você!
– Kid, calma ai. A Regina precisa descansar.
Regina e Emma se olharam por um tempo e tudo parava, era como se nada tivesse acontecido, como se ambas tivessem em um mundo só delas.
– Regina, você precisa de algo?
Agora Snow se pronunciado, ela estava muito calada, apenas observando o olhar das duas mulheres, era uma expectadora de tudo e não a personagem principal e por mais estranho que fosse a princesa estava amando esse novo sentimento entre Regina e sua filha, por mais que ela achasse que não era nada novo, era melhor pensar que ela não tinha sido lerda para perceber.
– Não, querida. Eu só queria saber como está tudo e o que aconteceu.
Calmamente Snow se dirigiu para perto da cama de Regina, para explicar tudo, mas foi cortada pela filha.
– Mãe, leve o Henry para casa e mais tarde, traga uma roupa para a Regina e maças, você ama maças né Regina? E você, doutor Robin, não sei o que ainda está fazendo aqui, mandei você sair, vou procurar outro médico para a Regina!
Henry já ia resmungar, mas percebeu que Emma queria ficar sozinha com Regina e se explicar, pois ela sabia que tinha errado e era melhor fazer isso agora, então beijou sua mãe e abraçou novamente, sussurrou um “i love you” no ouvido dela, pegou a mão da vó.
– Eu volto mais tarde, viu mães? Estou de olho em vocês!
Snow beijou a testa de Regina e balbuciou algo, dizendo que depois voltaria e queria conversar com a sua madrasta.
Robin só conseguia olhar Regina e ver como ela era linda e era como imã, ele só conseguia olhar para ela, por isso não tinha saído do quarto, ele só queria ter aquela mulher nos seus braços, fazer carinho e amar ela. Aqueles olhos, aquela boca que parecia ter sido feita por deuses, na realidade, toda ela, parecia uma obra prima, uma exuberância que Deus tinha feito apenas uma. Como ela era linda, como ele já estava apaixonado por ela e nem tinha conversado com ela, fora despertado do seu transe, com gritos de Emma e com a imagem da loira, de braços cruzados na frente dele, o mandando sair do quarto.
– O senhor queira se retirar, por favor! Eu vou chamar os seguranças para tira-lo daqui a força, pode ser?
– Calma senhorita Swan, eu sou o médico da Senhorita Regina, só saio se a paciente mandar.
– Como ousa? EU MANDEI VOCÊ SAIR DESSE QUARTO!
Regina percebeu que a qualquer momento Emma ia explodir e isso poderia gerar magia, ela não sabia quem Robin era e não queria Emma se expondo e de qualquer forma, ela gostou do médico, ele era charmoso e muito agradável visualmente, em outras palavras, ele era muito bonito, mas Regina só conseguia olhar para uma Emma que estava muito irritada e o melhor era se pronunciar, antes que ela explodisse o homem a qualquer momento.
– Doutor, seu nome é Robin, não é? Bem, eu acho que você pode me examinar rapidamente e se retirar. Acho que a senhorita Swan está um pouco nervosa.
Regina tentava se sentar, Emma percebera e não queria que a sua rainha fizesse sozinha, não queria ela fazendo esforço e a amparou e ajudou, quando tocou a pele da rainha, um arrepio percorreu pelas duas, uma vontade de fazer todos seus desejos, naquele hospital, se tornou algo quase incontrolável, mas tudo foi perdido, quando o médico entrou no seu espaço pessoal e começou a examinar Regina e Emma estava muito irritada, aquilo estava a tirando do sério, ele estava tocando ela de uma forma nada legal para Emma, mas a loira decidiu se manter calada, melhor não se colocar em mais encrenca, já bastava o que tinha feito.
Quando o doutor terminou os exames, apenas falou algo para Regina e depois algo mais alto.
– A Senhorita Regina está bem, mais tarde eu voltarei e darei alta.
Os olhares entre Regina e Robin eram intensos e penetrantes, ambos queriam se descobrir e saber quem o outro era, mas não era possível no momento.
– Pode me chamar de Regina, por favor.
Emma ficou mais irritada ainda, estava vermelha de raiva, ele afinal tinha conseguido a autorização da Regina para chama-la só de Regina, isso era uma idiotice, a loira não conseguia entender como eles se entrosaram rapidamente e aquilo a estava irritando mais ainda.
– Tudo bem, Regina. Com licença!
Rapidamente o médico saiu e a rainha voltou seus olhos para a loira, que estava completamente vermelha e a ponto de explodir.
– REGINA! Por que diabos você deu liberdade para esse doutorzinho de quinta? Ele estava te comendo com os olhos!
Regina não pode deixar de sorrir com esse comentário, mas era melhor ser a rainha má e usar o sarcasmo, o sarcasmo e a ironia eram seus fieis companheiros em horas como aquelas.
– Sinceramente Miss Swan, quem decide quem não precisa de formalidades sou eu! E de mais a mais, ele estava me olhando normalmente, como todas pessoas me olham.
A rainha viu Emma recuar e ficar mais vermelha, estava quase ficando roxa, de tanta raiva e agora ódio daquele médico.
– Sim, Regina! Você está certa, todos te olham assim. Mas não é legal, né? Ele devia te respeitar! Pelo amor de Deus, não dê esperanças para ele, ele está visivelmente apaixonado por você e louco para te levar para a cama!
Desde quando aquilo tinha se tornado uma discussão? O certo era Emma se desculpar por tudo que falou e assim, mudar de assunto, mas aquela conversa estava fugindo dos limites.
– Por que eu não posso dar esperanças para ele Miss Swan? Eu realmente gostei dele. Ele parece um bom homem. Pode ser que ele seja meu final feliz, nunca se sabe. A vida é incerta e eu como a má pessoa que todos pintam e como eu fui e o que eu fiz é difícil ver as pessoas me olharem com carinho. Talvez eu possa me apaixonar por ele.
– COMO É QUE É, REGINA? SE APAIXONAR POR ELE? TER SEU FINAL FELIZ COM ELE? QUE DIABOS VOCÊ TÁ FALANDO MULHER?
Emma estava louca para pular em cima da Regina, queria estapear ela, só dela pensar em ser feliz ao lado daquele médico, Regina ia ficar com a loira e isso já estava decidido, não só pela loira, mas pelo destino, elas tiveram um destino laçado, desde o nascimento delas, tudo estava nos planos do destino, desde a concepção de Regina, até a de Emma e mais ainda a maldição.
Regina sentiu a mão de Emma pegar seu braço, levemente e o olhar de ambas se encontrou, de repente o lugar ficou quente, uma corrente elétrica passou por elas, um choque momentâneo, uma sensação boa.
– Quem sabe, Miss Swan! A vida é incerta, querida.
– VOCÊ NÃO VAI FICAR COM ELE!
Regina não entendia a súbita crise da Emma. Estava completamente confusa. A loira estava com ciúmes? A amava? O que estava dando na Emma?
– POR QUE EU NÃO VOU FICAR COM ELE? Por Deus, desde quando a minha vida sentimental é da sua conta?!
Emma estava tentando se controlar, mas já era tarde, tinha mandado seu autocontrole para o espaço, pegou o queixo de Regina e foi chegando perto, aos poucos e sussurrou “Por que você será minha!” e beijou delicadamente os lábios da rainha, como se pedisse permissão, Regina perdeu as forças para resistir no primeiro segundo do beijo e agarrou as madeixas loiras de Emma e a trouxe para mais perto, queria sentir o corpo quente de Emma mais perto, com ela, em cima dela, Emma ia fazendo carinhos em seu pescoço e a outra mão agarrava fortemente a nuca, o beijo tinha começado calmo e agora, estava selvagem e as línguas travavam uma guerra deliciosa, que deixava Emma e Regina molhadas.
Emma estava em cima de Regina, não estava colocando o peso dela em cima, mas queria arrancar suas roupas e fazer a rainha feliz, amar ela, se tornarem uma. A coxa da loira, suavemente friccionava o sexo da rainha, Regina a trazia para mais perto, queria mais contato, as mãos fortes da xerife subiam o abdômen definido da prefeita, como se tivessem urgência em tal alto, dedos suaves e ferozes tocavam os seios de Regina.
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