Tudo poderia ser diferente
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Pov Regina
Eu não sabia ao menos o que estava acontecendo, sentia seu corpo formigando, queria apenas acordar e ver o que exatamente estava acontecendo, sabia que não tinha morrido, pois se tivesse, não estaria sentindo essa dor pelo corpo e pior, essa dor no coração de ter tido o coração arrancado e colocado de volta, ela sabia bem como era essa dor, afinal já o tinha feito uma vez, se bem lembrará, quando o deu de “presente” para a Tinker, para que ela se vingasse o que ela não fez, pois Tinker além de amiga de Regina, era uma pessoa boa, não era como ela, que se tivesse tido chance na primeira semana que conhecera Emma, teria a matado.
Eu tentava de todas as formas acordar, mas creio que eu estava dopada, em uma espécie de escuridão sem fim, como um sono profundo, mas com total consciência do que acontecia ao redor, enfermeiras entravam e saiam, um médico com um cheiro inebriante que entrava, provavelmente um homem, apenas pelo cheiro Regina sabia era um homem, um cheiro marcante que me chamou a atenção, mas não só o cheiro, esse médico tinha o hábito de vir me ver a cada trinta minutos e ficava ali no quarto por mais de 15 minutos, não me tocava e nem me examinava e eu sentia meu corpo queimando, como se ele tivesse emanando calor apenas com o olhar dele, me sentia nua, cada vez que sentia meu corpo queimando e o cheiro dele.
Em seguida consegui dormir, ficar inconsciente, eu me sentia cansada e isso de ficar cansada, me deixava mais cansada ainda, minha tentativa de me matar não tinha dado certo, as pessoas são boas demais nessa cidade, mesmo com toda a raiva que causei, não me deixariam morrer, então o meu final seria ter uma vida vazia, se morrer não funcionou, então eu sairia da cidade e assim, perderia a memória, seria apenas a ex-prefeita de uma cidade pequena, se mudando para outro lugar, pois mesmo que eu tenha feito a maldição, eu me tornei um peão da maldição, ela fazia as pessoas de peões e eu era apenas um objeto para colocar a maldição em ação, fazia coisas para continuar nesse circulo vicioso de ser má, sendo que nunca gostei dessa história de ser má, sempre fui uma pessoa boa, deixei meu coração ficar negro, mas tentei me redimir, tentei amar Henry, mas ele não me amava e saber que ele não me amava, não diminua meu amor e meu carinho por ele, por que não é assim, você não ama apenas quem vai te amar, você não escolhe amar, você apenas ama, o que se torna incontrolável, pois você pode amar até a pior pessoa, seu pior inimigo, ou sua melhor amiga e no meu caso, minha pior inimiga, que nem era mais, tinha se tornado mais uma amiga, do que qualquer coisa. Eu a amava e sabia disso, tanto sabia, que quando a vi suja de lama, fiquei com medo, pois naquele dia tinha chovido e provavelmente Henry e Emma pegaram a chuva e brincaram na lama, eu amava isso nela, esse jeito espontâneo de ser, mas isso não significa que eu deixaria de me preocupar com ela e Henry, por Deus, eles podiam ter pegado uma gripe e uma gripe poderia levar a uma Pneumonia e pneumonia poderia levar a morte, eu sabia e me dava medo e pavor em pensar em uma vida sem Henry e Emma, por que sabemos que continuamos vivendo sem a pessoa que amamos, ou as pessoas, o que importa nisso é não querer aprender a viver sem essa pessoa e não querer uma vida vazia dessa pessoa, sem ela, sem o toque dela, sem o olhar dela.
Meus pensamentos foram levados a outro patamar, eu estava fazendo uma retrospectiva de sentimentos e pensamentos, quando a porta abre e eu consigo sentir o cheiro tão familiar, cheiro de Emma, cheiro de Henry e sim, cheiro de Snow e Charming.
Mas o que eles faziam ali? Se ninguém me amava?
Emma chegou perto de mim, sentiu meu cheiro e me deu um beijo na testa, ela novamente tinha feito isso, beijado a minha testa e eu senti aquele formigamento, aquelas borboletas na barriga, aquele sentimento de estar acolhida em casa, aquela dor de não poder ter a pessoa que eu amava, que já era bem conhecida por mim, uma palavra resumia o que eu tinha sentido no meu passado, com a morte de Daniel, eu o amava, não que ele fosse o meu amor verdadeiro, mas eu o amava com todas as minhas forças.
Senti Emma tocar o meu braço e fazer carinho, enquanto ajudava Henry a subir na cama, para ficar de joelhos, de encontro a meu corpo e ele beijou a minha testa também, então beijou minhas bochechas levemente e disse:
– Ei mamãe! Pare de ser dorminhoca acorde. Eu preciso te contar umas coisinhas. Sabia que eu te amo? Sinto tanto a sua falta no meu dia-dia. Eu queria apenas viver com as minhas duas mães e ter uma família completa e minha família não é nada se não tiver você nela, eu realmente amo você mamãe. Você teve um passado comigo, cuidou de mim, você tem o meu presente, junto com a Emma e quero ter o meu futuro com você e com a Emma também, mesmo que vocês não se suportem, no fundo eu sei que eu vou conseguir isso, então mamãe, fica bom logo, tá? Eu te amo.
Eu não sabia qual reação ter, eu sentia a sinceridade do meu filho, meu filho, eu degustava cada palavra dita por ele, senti meu peito se encher de vida e carinho, mas ainda não conseguia acordar, talvez ainda fosse a sedação e eu já estava cansando disso, estava tentando acordar, mas eu parei, quando senti aquele cheiro do médico que vinha me ver, todas aquelas vezes de noite e senti a Emma ficar rígida ao meu lado. Qual era o problema dela?
– Doutor Robin! Que bom vê-lo. Então, como a Regina está?
Robin era o nome dele? Que nome bonito. Queria acordar e ver como ele era e mais importante, acordar e ver a Emma e Henry e abraça-los, eu ainda tinha uma decisão para tomar, eu queria morrer, mas agora mais que tudo, eu queria viver e acordar para meu filho, para Emma e para aqueles dois melosos que se chamavam Snow e Charming.
– Senhorita Swan! A Regina está bem, apenas não acordou, por que ainda está sedada, mas creio que logo ela acorda.
Senti Emma ficar mais rígida ainda, senti o corpo dela ficar quente ao escutar o que o Doutor dizia. Não entendia o por que, mas ela estava claramente com raiva.
– Olha Doutor Robin. Ela não é sua amiga de infância e muito menos sua conhecida, para você chama-la de “Regina”! Para você é “Senhorita Mills, Prefeita Mills ou Senhorita Regina” sem intimidades com a sua paciente, okay?
A EMMA ESTAVA COM CIÚMES DO MÉDICO? POR DEUS, O QUE ESTAVA ACONTECENDO COM ELA? Eu nunca a vi assim.
Me senti tão bem com esse ciúmes, que eu simplesmente senti meu corpo despertar, sentia o peso da mão de Henry na minha e só senti o clima ficar tenso no quarto.
– Desculpa Senhorita Swan, creio que depois de tantas vezes vindo olhar ela, já me senti intimo dela. Foi um erro, não se repetirá até eu conhecer ela. Desculpe!
– COMO É QUE É? Você se sentiu intimo ao vir olhar ela? Ah claro, só por que ela é linda e está desacordada, você se acha no direito de ficar olhando a minha.... uerrrr.. a REGINA? Você nunca vai chama-lá de Regina, entendeu? Vou pedir que troquem o médico dela! Saia do quarto, agora!
Agora sim Emma estava irritada. Henry estava fazendo carinho na minha mão e eu consegui aos poucos abrir os olhos e balbuciar algumas palavras, devagar e devagar.
– Henry... Emma?
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