Tudo poderia ser diferente
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Anteriormente em OUAT- TPSD
“– Então te chamarei de mamãe. Regina é um nome bonito, mas acho que mamãe combina mais com você! E mamãe, estou com fome.”
Já havia se passado quatro semanas desde então.
Regina não tinha mais visto Emma desde o que tinha acontecido. Ela estava tentando se ocupar de todas as maneiras possíveis, estava completamente apaixonada por Emilly. Ela tinha se tornado uma luz na vida da rainha.
Regina já tinha conseguido a guarda da filha, com a ajuda de um advogado e de Archie, que comprovou que Regina seria uma boa mãe, passando no teste da assistente social com louvor.
Os dias de Regina se dividiam em trabalhar na prefeitura, pois Snow não aguentou toda a pressão de ser a prefeita e voltou a ser a professora na escola, onde Henry e Emilly estudavam e cuidar de Emilly e da casa
Henry não tinha ido morar com Regina, como havia falado antes. Algo o impedia e Regina não entendia o que exatamente, mas eles se viam todos os dias, ele almoçava com a irmã e a mãe e por vezes jantava, mas ainda dormia com Emma.
Emma era um assunto complicado, pois tudo se tornou pior depois que Regina voltou do hospital. A rainha tentou falar apenas uma vez com Emma, mas ela não quis ouvir e apenas falou algumas coisas, que acabaram com a rainha de uma só vez.
A rainha amava a loira, mas sempre era ela que tinha que provar algo, que fazer algo, que mudar, nunca era Emma ou Henry. Para ser uma família todos tem que concordar com que cada um é um entender o lado do outro e Emma nem se quer a escutou e aquilo a machucou, o que fez uma junção da magoa com a briga de antes, quando ela disse que Henry só ia à casa dela por pena e que não amava e pior, que um dia a única coisa que Emma falou para a rainha foi “Sabe rainha? Eu nunca pensei que diria isso, mas eu não posso amar uma pessoa que fez o que você fez..” e dando por encerrado o assunto, deixando Regina para trás, estraçalhada, mesmo amando a loira, não conseguia olhar para ela, sem sentir dor, sem se sentir despedaçada, ela queria apenas seguir sua vida, com seus filhos.
Robin tinha sumido Regina não sabia por que, mas sabia que ele continuava na cidade, não quis procura-lo, mas estava ficando preocupada, afinal queria saber, quem ele era e como ele se sentia em relação a tudo, queria entender o por que do interesse dele por ela, o que era palpável para qualquer um. A rainha tinha decidido dar um tempo, até que ele aparecesse, então falaria com ele.
Emma por sua vez, deu como caso encerrado tudo que tinha acontecido com Regina, por que em seu pensamento, ela nunca poderia ficar com a rainha, mesmo sabendo que aquela pessoa era a Regina, sua Regina, ela tinha medo de não conseguir fazer Regina feliz, ter o seu final feliz, pensava a loira que talvez o médico de quinta fosse o grande amor da vida de Regina, afinal lembrará que Tinker tinha falado do homem de tatuagem de leão e quando ela socou Robin, durante um encontro na rua, ela percebeu a tatuagem dele. Para ela, tinha como certo que Regina só seria feliz com o médico e ela era apenas uma diversão para a rainha o que doía nela e a deixava sem fome, sem sono e sem vida.
Emma tinha emagrecido e só ouvia broncas de sua mãe quando o assunto era Regina. Henry não tinha aceitado ir embora de casa, pois queria cuidar de Emma que só comia, quando ele dava comida para ela, só ele conseguia a fazer dormir e comer e isso estava se tornando vicioso, só acontecia se Henry estivesse junto e quando ele não estava ela apenas vivia no piloto automático, com seu trabalho como xerife da cidade e só isso, sem saídas, sem encontros, sem jantas fora, apenas ela sendo colocada para dormir pelo Henry e sendo cuidada pela mãe. Isso estava ficando insustentável, nada era como ela imaginou que seria ela queria fazer uma família com Regina e agora com a menina pela qual ela se encantou e com Henry, mas ela se sentia tão doente, por não ser o amor verdadeiro da Regina. Quando ela beijou Regina, ela sentiu o mundo parar, todo santo dia ela voltava aquele dia e revivia as memórias do melhor dia da vida da loira, aquele beijo, aquele corpo, aquilo tudo. Era tudo um projeto de uma vida com a pessoa mais linda que Emma já tinha conhecido, até o jeito que ela dormia era lindo, tinha prometido a si mesma que não procuraria Regina, mas na realidade, ela ia todas às noites, olhar a casa da rainha, ela só queria ver a melhor pessoa que ela já tinha conhecido na sua vida, o que ela sentia pela Regina era algo avassalador e isso estava a corroendo, pois sabia que se o médico era o amor verdadeiro de Regina, ela seria apenas um problema na vida de rainha e não queria isso, ela queria sua rainha feliz e isso a machucava, pois sabia que ela não faria a rainha feliz.
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Regina estava deitada em sua cama, pensando em como Emma tinha ido parar na sua vida, já fazia um mês e já tinha se habituado a menina que era encantadora, ela lembrava tanto a Emma, que fazia Regina vibrar cada vez que imaginava Emilly como sua filha e de Emma, como Henry, como se fossem uma família, pena que era tudo imaginação e que Emma nunca tinha perdoado ela e talvez nunca tivesse a amado, isso era tão doloroso, pensar isso e as lágrimas iam povoando seu rosto, sem pedir permissão, lá estava à rainha que já tinha sido a mais temível, aquela que era a má das histórias, agora se encontrava em posição de feto, chorando feito um bebê e tremendo, seus lábios não conseguiam ficar parados, de tanta dor, quando escuta o barulhinho da porta e uma cabeleira loira entrando no seu quarto, pedindo com licença:
– Mamãe, com licença?
– Claro meu amor. Vem cá com a mamãe.
Regina tentou se recompor, mas foi em vão, sua menina era tão perceptiva, lia as pessoas como ninguém, tão parecida com Emma mesmo. Era a Emma escritinha, só que tinha os trejeitos de Henry e sorria como Emma.
– Mamãe, você estava chorando por quê?
– Oh meu amorzinho, mamãe tá machucada, sabe?
– Mas mamãe, se não vejo machucadinho a vista, isso significa que o dodói é dentro né? Como eu tinha, quando meus papais morreram?
– Sim, meu amor. Mamãe tá dodói no coração, mas vai ficar tudo bem, um dia vai....
Regina tentava passar toda sua força para a filha, que estava chorando pelo simples fato da rainha estar chorando. Emma tinha se apegado tão facilmente a rainha que era estranho, não precisar fazer nada para alguém gostar dela, ela apenas tratava a menina como sentia, com um instinto protetor inigualável.
– Mamãe, eu vou fazer você ficar bem, com beijinhos!
Emilly começou a beijar a testa, bochechas, olhos e cabelo da rainha, tentando consolar sua mãe, quando escuta a campainha tocar e desce correndo para atender, seguida de Regina.
Emilly abre a porta rapidamente e encontra uma Snow preocupada e sorridente.
– Oi? Você deve ser a Emilly não é? Você é linda!
–Sou eu sim, prazer. Quem é você?
Antes de Snow responder, Regina aparece atrás da filha e abraça a menina, se surpreendendo com a visita inesperada.
– Snow!
Emilly se vira rapidamente para a rainha e pergunta baixinho “Mamãe, ela é minha vovó?”
Snow escuta e sorri, enquanto Regina tenta responder, durante o caminho para a sala de estar.
– Meu bem, por que acha que ela é sua avó?
– Ué mamãe, ela não é vovó no maninho Henry? Então.. ela também é minha vovó e a Emma disse que eu posso chama-la de vovó, eu posso Snow?
Regina fica abismada com a desenvoltura da filha e a ligação que ela faz. Sabia que a filha tinha conhecido Emma, afinal ela tagarelava sem parar da loira, falando de como era quando ela saia com Henry e de como a loira era com ela, elas tinham uma ligação e isso a rainha não podia negar.
– Claro querida, vou amar ser sua vovó. Você é tão linda.
– Obrigada vovó! Então se você é a mamãe da Emma e é minha vovó, então Emma também é minha mamãe? Ebaaa! Sou a menina mais feliz do universo! Tenho duas mamães que são as mulheres mais lindas da terra!
E a menina sai correndo pela casa, avisando que ia para o seu quarto, parando apenas para beijar sua avó.
Snow finalmente se pronuncia.
– Regina.. A Emilly, ela é linda demais. Encantadora!
– Ah sim, Snow. Ela é incrível, uma luz que entrou na minha vida, estou dando o meu melhor.
Snow entende o que fica subentendido na frase, aquela dor de, por muito tempo não ter o amor do filho, consideração e o carinho do Henry.
– Regina, você sabe que uma mãe incrível, não sabe? Digo, olha para mim! Mesmo me odiando, você me criou bem. Olha para o Henry e agora para a Emilly! Você só criou princesas e príncipes! Você é incrível, Regina!
Regina fica chocada com o jeito doce que Snow a olha e com carinho, amor e algo que ela não entendia o que era, mas parecia com um olhar de “eu sei pelo que você está passando” e aquilo deixava a rainha inquieta, que tentou se mexer e sentiu uma fisgada nas costas, pois tinha caído da escada, Snow percebeu e ficou preocupada.
– Regina, você está bem? Tá sentindo alguma dor? Você não tá doente não é? Não tá como a Emma está?
Regina ficou apavorada com tantas perguntas, mas nenhuma foi pior do que escutar o nome de Emma, ao ouvir a pergunta sobre doença, logo se ficou triste ao lembrar-se da loira e de como não via aqueles olhos esverdeados e como sentia falta de ter aquela mulher ao seu lado.
– Calma Snow. Eu caí da escada ontem à noite. O que a Emma tem?
–Err... A Emma tá estranha Regina, mas não vim falar disso, quero te contar uma coisa e te agradecer pelo que fez pela nossa família.
– Como assim? Fala-me da Emma, por favor?
Regina não entendia mais nada, só prestava atenção no que tinha o nome Emma no meio, Snow já tinha quase certeza de tudo, mas achou melhor não mexer com isso ainda, sabia que podia ser muito doloroso para ambas.
– Regina, primeiro queria agradecer sobre a magia branca de proteção. Faz tempo que queria vir falar contigo, mas estou tão ocupada, que nem tive tempo e fora que quando eu tenho tempo, você não pode. Queria agradecer imensamente por isso, me mostrou o quão incrível você sempre foi e eu sempre soube. Você sempre será aquela mulher que me salvou, nenhuma atitude vai apagar o que você fez por mim, sendo aquilo tramado pela Cora ou não. Sei que sua mãe matou a minha e pior, eu matei a sua mãe, mas agora? Nada mais importa, eu só quero estar perto de você, pois você é a única família que eu tenho, sem ser David, Emma e Henry e você sabe disso.. E também queria te contar que eu estou grávida!
–SNOW! UAU! De tudo isso que disse, eu me sinto tão absurdamente surpresa, mas feliz. Sobre sua gravidez, você está bem? E poderia me falar da Emma, por favor!?
Regina estava tão feliz com tudo aquilo, mesmo sabendo que não era do feitio estar feliz ao lado de Snow, tudo parecia tão leve e tão amistoso, tinha um cheiro de amor no ar, um cheiro de amor e carinho, um misto de compreensão e dor. Todas aquelas lembranças doeram é claro, mas o passado devia ficar no passado, se não, não daria para seguir em frente. Aquilo estava acabando com ela, por isso quis dar fim a todo e qualquer sentimento ruim em relação à Snow.
Snow queria contar de como Emma estava, mas era difícil pensar coerentemente com o sorriso da Regina, mas sabia que tinha dor ali, não pelo passado, mas por algo de agora, talvez tivesse alguma ligação com sua filha e precisava investigar isso, por que tinha que saber, ambas estavam magras e apesar de Regina aparentar estar feliz com Emilly e Henry, ela não estava totalmente feliz e queria dar toda a felicidade para Regina.
– Bem Regina, você é a primeira à saber da minha gravidez. Eu quis contar para você primeiro, por que você desejou isso e aconteceu. Sobre a Emma, eu acho que ela está doente, apenas não sei o que ela tem.
Regina estava atordoada, ela era a primeira à saber da gravidez de Snow? Por que Snow fez isso? EMMA ESTAVA DOENTE? EMMA ESTAVA DOENTE? Isso ecoava na mente dela.
– O QUE A EMMA TEM SNOW? ME DIZ!!!
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