Tudo o Que Se Sente

14 Capítulo 14 - Música no Elevador


Notas iniciais
Olá pessoas, estou de voltaa. Primeiramente eu quero agradecer a Beea pela recomendação Maravilhosa que ela fez muito obrigadaa ❤️ E também quero pedir desculpa pela demora em postar esse novo capítulo. Foi uma semana muito corrida pra mim, e garanto que essa demora não vai voltar a se repetir. Espero que gostem ❤️

O despertador toca insistentemente me acordando. Me sinto um pouco desorientada e me sento na cama. Arregalo os olhos um pouco ao lembrar que dormi no colo do meu chefe e agora vim parar na cama. Me sinto corar em perceber que ele me trouxe para cá.

Olho na minha mesinha e vejo meu celular conectado no carregador. Sorrio em como ele é cuidadoso. Meu coração se aquece e decido que está na hora de ir tomar meu banho. Levanto lentamente e caminho até o banheiro. Tiro minha roupa e deixo a água cair sobre mim sem molhar meus cabelos.

Me sinto ansiosa, preocupada e excitada em descobrir como vamos nos tratar dentro da empresa – e fora também – Christopher é a maioria das vezes, um enigma pra mim. Nunca sei suas reações e ele sempre me surpreende.

Me enrolo na toalha e saio do banheiro. Coloco um conjunto rendado na cor coral, uma camiseta branca social e uma saia rodada que bate quatro dedos acima do joelho na cor preta e um scarpan preto. Passo perfume e coloco uma argola na orelha, o relógio no pulso e meu medalhão no pescoço. Prendo meu cabelo em um coque estiloso e passo uma maquiagem marcando os olhos.

Arrumo minha bolsa e pego um casaco por que o tempo está esfriando. Olho o relógio e saio de casa indo em direção a estação. Decido ligar para minha mãe e passo o resto do caminho todo conversando com ela, passo na cafeteria e desligo a ligação somente quando chego na frente da empresa.

Entro quase em cima da hora e dou de cara com um Christopher parecendo inquieto olhando para a passagem que entro. Quando me vê ele sorri de forma bonita e eu me aproximo retribuindo o sorriso.

— Bom dia – comprimento entregando um dos cafés. Ele pega e inala o cheiro.

— Bom dia – fala depois de dar um gole na bebida quente. Esperamos o elevador até a porta abrir e logo após, entramos. Me surpreendo ao perceber que hoje tem música lá dentro. Paraliso um pouco o encarando de olhos arregalados.

Meus olhos marejam enquanto escuto Wild Child da Enya tocando de forma suave.

— Não acredito Christopher – murmuro com a voz rouca e vejo seu sorriso se alargar. Ele se aproxima um pouco e desliza a mão por meu rosto. Sinto uma lágrima escorrer e ele limpa de forma suave.

— Que bom que gostou – sua voz sai seria enquanto ele me olha nos olhos. – você esta linda – murmura e sorrio envergonhada. O inspeciono e acho até inacreditável ele achar alguém bonito. Ele veste um terno azul escuro com certeza feito sob medida, uma camiseta social branca e uma gravata listrada no pescoço. Seu cabelo está cuidadosamente alinhado e a barba desenhada.

— Você está perfeito – falo sincera e ele sorri negando com a cabeça. Ele aproxima o rosto do meu e me afasto um pouco. Escuto ele suspirar. – estamos na empresa Christopher – murmuro tentando me convencer a não agarra-lo.

— A empresa não diminui minha vontade de você – da de ombros e eu sorrio negando com a cabeça.

— Se contenha chefe – falo quando as portas se abrem e saio do cubículo indo até minha mesa. Christopher anda até mim e me encara. Finjo não ver ele ali e ligo o computador e começo a organizar minha mesa. Seu olhar é insistente e eu reviro os olhos. – vai trabalhar logo que eu já levo sua agenda – mando sem encarar ele.

— Me empresta seu celular? – franzo o cenho confusa – é rapidinho – o encaro uns segundos tentando entender o que se passa em sua mente, até que por fim dou ombros. Ele é uma incógnita. Entrego meu celular desbloqueado e ele mexe rapidamente tanto no meu celular, quanto no dele. Fico confusa.

— O que está fazendo? – mordo o lábio curiosa. Passa uns segundos até ele me devolver o celular, sorrir e virar as costas indo até sua sala sem me responder. Bufo levemente irritada.

Vou até a sala de impressão e imprimo alguns contratos e documentos que vou entregar para Christopher quando ler sua agenda. Volto minutos depois com os papéis na mão, pego a agenda e vou até a sala dele. Bato na porta e entro em seguida. Ele está sentado em sua mesa enquanto fala com alguém no telefone. Me aproximo e me sento na cadeira enfrente a sua mesa.

—..não seja um idiota Méndez – bufa – você tem sorte em eu ser seu amigo – revira os olhos. Sorrio com a forma relaxada com que ele fala com a pessoa do outro lado da linha. Minha língua coça com vontade de perguntar quem é, mas fico quieta esperando ele terminar a ligação. – certo, passa em casa então mais tarde que o jogo hoje vai ser fantástico – revira os olhos – claro que é pra você levar a bebida Heitor – fico um pouco impaciente e começo a batucar o dedo na cadeira – depois a gente se fala, tenho que trabalhar – desliga na cara da pessoa e eu rio.

— Mal educado – sussurro baixinho e ele arqueia a sobrancelha espessa. – aqui esta os papéis que você vai precisar chefe. – entrego em suas mãos. Ele sorri e confere rapidamente. – agora sua agenda chefe – aviso e começo a ler seus compromissos. Algumas reuniões durante o dia e um almoço com uma empresa de sapatos. Ele faz uma careta quando falo do almoço. – tudo bem? – pergunto.

— Você vai nesse almoço comigo? – pergunta com a testa franzida. Rio negando com a cabeça.

— É claro que não – ele bufa e fico sem entender – relaxa Chris, vai ser só um dia sem minha companhia – brinco e ele fecha a cara. O problema era esse mesmo? Fico um pouco surpresa. – amanhã comemos juntos tá bom? Na onde você quiser – pergunto lentamente e ele assente com a cabeça. – vou para a mesa, qualquer coisa me chama. – ele concorda, me levanto e saio.

A manhã passa lentamente. Acompanho Christopher em duas reuniões e fico uma na mesa redigindo alguns relatórios. Quase perto do almoço paro um pouco relembrando meu final de semana. Me assusto ao perceber em como as coisas foram rápidas entre eu e Christopher. Passamos muito rapidamente de raiva, para amizade e depois envolvimento sexual.

Sinto um calafrio em minha espinha e me lembro de Christopher dizendo que eu tenho que parar de pensar tanto. Independente do tempo, meu envolvimento com ele me agradava, e isso é o que tenho que pensar agora.

— O que se passa em sua mente agora? – me sobressaio ao escutar a voz dele em minha frente. Levanto os olhos e o encaro vermelha. Seu rosto carrega um sorriso de canto enquanto ele me analisa.

— Tem que parar de ser tão sorrateiro – falo revirando os olhos.

— Não sou sorrateiro Lou – ri – você que sempre se perde em pensamentos. – seus olhos são curiosos.

— Meus pensamentos são conflituosos – explico – as vezes vem muitas coisas na minha mente de uma vez só, e eu preciso organizar as coisas para conseguir me concentrar. É uma avalanche de pensamentos – finalizo e ele concorda com a cabeça tentando entender.

— Você é estranha – diz por fim e eu rio concordando. – tenho que ir pro almoço agora – bufa chateado – não demora pra ir comer tá bom? – concordo com a cabeça e ele sai logo após eu desejar um bom almoço.

Fico mais alguns minutos finalizando os documentos e depois pego minha bolsa indo em direção ao elevador. Sorrio novamente ao escutar a música ao lá dentro e penso instantaneamente em Christopher.

No Décimo andar, as portas se abrem e entra Vivian e Kate dentro. Elas me vê e sorri.

— Oi Lou – Vivian me puxa para um abraço carinhoso que retribuo com vontade.

— Oi Louise – Kate faz o mesmo e retribuo sem graça – que bom que ainda está aqui – sorri carinhosa e eu concordo com a cabeça sorrindo também. – pensei que meu irmão iria te infernizar que nem fez com as outras secretárias – revira os olhos.

— Só no começo – sorrio – ele melhorou muito e acho que viramos amigos – ela me encara como se tivesse nascido uma segunda cabeça em mim. Me sinto intimidada com seu olhar.

— Christopher? – pergunta e eu concordo. Olho para Vivian um pouco desesperada e ela ria alto. Saimos do elevador na cantina e vamos para fila. Kate a olha surpresa e Vivian concorda com a cabeça para ela.

— Verdade Kate – ela concorda – na sexta ele foi almoçar comigo, a Júlia, a Carol, o Daniel e o Andrew por que a Louise trouxe ele. – Kate me olha impressionada e me encolho. – ele até conseguiu entradas VIP’S para todos nós naquela balada maravilhosa que estão todos comentando. – arregalo os olhos por não saber disso antes. Christopher não tinha falado nada.

— NOSSA! – exclama com os olhos brilhando. – isso é..surreal – murmura me abraçando rapidamente de novo. Ela se afasta e fica quieta parecendo querer digerir a informação. Vivian se vira para mim sorrindo maliciosamente.

— Você sumiu da balada – começa lentamente e sinto meu rosto corar e ela ri alto. – valeu a pena a noite? – relembro do meu final de semana e não exito em concordar com a cabeça. Ela não dá sinal de saber quem foi minha companhia.

— Muito – garanto e me lembro que ela também estava acompanhado na hora da dança. Sorrio maliciosamente – e você? A noite foi boa? – seu sorriso se alarga.

— Muito – repete minha resposta é a encaro rindo. Vivian é maravilhosa.

Escolhemos nossas comidas e sentamos nós três em uma das mesas. Kate volta ao normal e conversa abertamente com nós. Sinto minha barriga doer com as risadas que aquelas duas me causam e a hora passa voando.

Algum tempo depois estou me despedindo delas e indo em direção ao elevador novamente. Quando as portas se abrem entro e aperto o botão do meu andar. Poucos minutos depois estou saindo do elevador e dou de cara com Chris sentado no sofá da sala que fico. Pigarreio chamando sua atenção.

— Até que enfim – suspira. Parece um pouco irritado e seus ombros estão tensos. Me preocupo.

— Você está bem? – ele concorda mas consigo ver além. – anda, fala o que aconteceu – peço me aproximando e encaixando meus dedos em seus cabelos. Ele suspira e revira os olhos.

— Não é nada serio – murmura apoiando a cabeça em minha barriga – só um almoço chato e estressante – fala e assinto com a cabeça.

— Você com certeza deu conta – puxo um pouco seu saco e ele ri concordando. – imaginei – suspiro. – você está tenso, minha mãe sempre diz que não tem coisa melhor do que massagem para isso – sorrio me lembrando de algumas vezes que ela fazia massagem em mim e de outras que eu fazia nela.

— Faz uma em mim? – pede fazendo biquinho e acho engraçado um marmanjo desses fazendo bico pra ganhar as coisas. Rio e reviro os olhos negando. – por favor Louise – suspira me encolho derrotada. Sou muito fraca. Muito fácil levar rasteiras da vida assim.

— Tá bom – me sinto um pouco chateada comigo mesma e tenta disfarçar pra ele não pensar que é com ele. – vem cá – puxo ele e entramos na sala do meu chefe. Enquanto ele anda, vejo ele tirar a parte de cima do terno, a gravata e desabotoar a camiseta respondo sua parte superior.

Ele senta em sua cadeira e eu fico atrás. Coloco minhas mãos em seus ombros e o aperto de forme suave, porem firme. Ele suspira se jogando um pouco pra frente e me dando mais acesso a sua costa definida. Sinto sua tensão nas palmas das mãos e os desfaço lentamente. Sinto sua apreciação sempre que ele suspira ou geme baixo. Quando não sinto mas tenção nenhuma em minha mão, me dou por satisfeita.

— Pronto – murmuro acariciando a pele do pescoço. Queria deslizar minhas unhas ali e ver ele se arrepiar, mas sabia que era cutucar a onça com vara curta.

— Suas mãos são mais habilidosas do que eu pensava – sussurra em um tom um pouco malicioso e sorrio.

— Não seja pervertido Chris – finjo inocência e ele ri em negação. – agora se vista por que vou voltar pra mesa. – mando me afastando um pouco.

—Espera aí – segura meu pulso. – deixa eu beijar você? – começo a negar mas ele me interrompe – estou com saudades suas Louise, só um beijo por favor. – sua voz sai seria me impactando um pouco. Nego com a cabeça mesmo assim.

— Nós combinamos Christopher – relembro e ele bufa.

— Me espera na esquina da cafeteria então é me deixa te levar pra casa – propõe e eu penso um pouco. Quero beijar ele é não posso negar que meu corpo já sente sua falta, então concordo.

— Tá bom então – ele sorri de forma contida e eu reviro os olhos saindo da sala.

O resto do dia passa como um borrão e horas depois, aviso meu chefe que estou saindo e ando em direção ao elevador. Me sinto ansiosa quando saio pela entrada da empresa. Ando lentamente e cinco minutos depois, vejo o carro do meu chefe passar por mim.

Observo a paisagem ao meu redor e é quase impossível não comparar com a minha cidade natal. As poucas árvores naquele ambiente quase que totalmente urbanizado parece travar uma pequena batalha para permanecer ali.

Quando viro a esquina, vejo o carro de Christopher estacionado e me aproximo rapidamente. Olho para os dois lados antes de entrar, me certificando que ninguém prestava atenção em nós.

Mal entro no carro e sinto as mãos fortes de Christopher segurar meu rosto e chocar nossas bocas. Gemo surpresa e o agarro pelos cabelos da nuca. Sinto-me arrepiar quando nossas línguas se tocam e Christopher morde meu lábios. Seu beijos desperta sensações em mim enquanto ele passeia suas mãos por meu corpo.

Dou graças a Deus ao lembrar que os vidros do carro são escuro e ninguém de fora poderia ter visto esse beijo arrebatador. Sinto o ar me faltar e desgrudo nossas bocas enquanto ofego com nossas testas coladas e olhos fechado. Christopher está do mesmo jeito que eu.

— Oi – murmura em meu lábios com um sorriso grande na boca. Vejo suas pupilas dilatadas e isso só aumenta minha vontade de agarrar ele novamente.

— Oi – minha voz sai rouca e falhada enquanto desgrudo nossas testas. Respiro fundo percebendo que estou quase que praticamente sentada em seu colo e me sento novamente no banco.

Desço meus olhos pelo corpo de Christopher e vejo a bagunça que o deixei. Meus olhos se prende ao volume enorme que se encontra no meio das suas pernas e minha boca saliva.

— Louise! – sua voz rouca sai como um aviso e o encaro sorrindo maliciosa. – não me olha assim – massageia seu pau escondido pela calça e respira fundo. Tento me controlar. – vamos, vou te levar.

Ele coloca uma música e liga o carro. Observo Christopher de canto de olho enquanto os minutos se passam rapidamente e vira e mexe, sinto seus olhos em mim. Ficamos em silêncio o caminho todo apenas apreciando a companhia um do outro.

Christopher estaciona em frente ao prédio que moro é me olha intensamente. Ele se aproxima seu rosto lentamente e fecho meus olhos esperando sua boca grudar na minha. Quando acontece, praticamente me derreto com o carinho que sou beijada e sorrio em meio ao beijo.

Sua mão para eu meu rosto e acaricia de leve enquanto desce até meu pescoço. Nossas línguas se tocam de forma lenta em uma dança sensual e sinto meu corpo se incendiando. Cedo demais ele se afasta e gemo querendo mais.

— Queria entrar Louise, mas não posso – parece chateado e acho fofo – meu amigo vai lá pra gente assistir ao jogo. Nós sempre fazemos isso – se explica e acho engraçado. Ele não tem que me dar satisfação.

— Tudo bem Christopher – sorrio para ele – outro dia você me compensa – brinco mas vejo que ele levou a sério. Ele sai do carro e da a volta, abrindo a porta para mim. Sorrio agradecida. – até amanha – beijo seus lábios rapidamente.

— Até amanhã – murmura e se afasta.
Ando em direção a entrada do prédio e ele liga o carro e vai embora, somente quando sumo de suas vistas.

Notas finais
Espero que gostem. Comentem, favoritem e recomendem meu amores. Ate o próximo ❤️