Tudo não pode mudar
2 Central Park
Notas iniciais
Peguei o carro dos meus pais e fui ao Central Park.
Eu precisava relaxar um pouco. Estava confusa e com medo porquê 1) eu não poderia morrer sem ver minha pequena artista que eu amo desde os meus 7 anos e 2) a pequena artista não poderia morrer sem ver a sua fã fiel.
Central Park estava como sempre maravilhoso, e um pouco lotado, talvez. Haviam crianças brincando,pulando e gritando. Tinha também alguns fotógrafos. Andei até encontrar um vendedor de pipocas, estava com fome.
– Hi! One popcorn.- disse
– Of course – ela disse
A moça pegou um saquinho de papel e me entregou.
– Thanks – eu disse
– I say this – e sorriu.
Andei e andei. Encontrei um cartaz no chão:
“Taylor Swift – Madison Square Garden
14/09”
Minhas tentativas de esquecer aquilo tudo foram para o chão. Sentei em um banco. Antes de pensar em como a pipoca era boa uma lágrima caiu, e outra, e outra. Desviei a atenção daquilo. Olhei para o chão quando um garoto da minha idade (talvez um ano mais velho) sentou-se ao meu lado. Ele tinha os olhos verdes e um cabelo estilo Liam Payne em 2011. Era loiro e sim, maravilhoso.
E lá estava eu. Cabelo mal penteado e jogado para trás. Meus olhos azul claro. Calça rasgada (propositalmente). Tentei disfarçar as lágrimas mas eu esstava de rímel. Bosta!
– Por que esta chorando?
Mostrei a ele ao cartaz na minha mão, e sorri.
– Taylor Swift? – ele riu.
– Sou fã dela a muito tempo.- abri um sorriso.
– Eu gosto dela e algumas músicas como I Knew You Were Trouble e 22. Ah tem também You Belong With Me. – ele cora.
– Estou esperando ansiosamente o 5° álbum.
Ele ri.
– Qual seu nome?
– Jake e o seu?
Lembro de All To Well no mesmo momento.
– Ashley Turner.
– Que nome bonito – ele sorri.
Seu sorriso tinha covinhas e era... Perfeito.
– Quer passear? – eu pergunto.
– Claro!
Andamos até o lago, observando os pássaros. Contamos a nossa história de vida (risos), contamos piadas e no fim se conhecemos como amigos há muito tempo.
Paramos na ponte. Olhamos o rio passando. Eu olhei pra ele nos olhos. Momento perfeito para...PRLIM!,PRLIM!PRLIM!.
Olhei no meu celular “Mãe” estava escrito na tela.
– Ah, um minuto.
“Alô filha”
“Alô”
“Estava preocupada! Onde você esta?”
“Tô no Central Park”
“Filha voc...”
“Mãe, preciso desligar...”
“Mas...”
“Beijos”
Olhei para Jake e sorri.
– Você quer ir comigo na festa do Alex?
Alex é o melhor amigo dele.
– Jake, eu não conheço ninguém de lá...
– Você pode conhecer. Vai ser divertido, por favor...
– Ok.
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