Tudo, menos irmãos
7 Micos
Notas iniciais
Catherine andava com Takeru e o mais novo digiescolhido, não escondiam a vontade que tinham de conhecer Labramon, mas naquele momento Madeleine também acompanhava os três, falava sem parar.
— Vamos sair daqui a toda…Pierre opina.
— Pierre, eu não posso negar que é tentadora a proposta, mas não posso largar a Cather-Chan sozinha com ela, se quiser pode ir, o… Seu labrador precisa de você.Takeru sussurra para Pierre.
— E… Tem certeza, eu não estou com pressa, como faremos com… Você sabe? Pierre olha por cima do ombro.
— Como assim Pierre-San? Ela é amiga da Cather-Chan, só não podemos contar a verdade, mas elas ainda são amigas.
— Você quem sabe, cara… Ela pode ser amiga da sua irmã, mas ela quer ela pra cunhada.
A frase do digiescolhido deixou Takeru corado.
“Pelo amor, o que eu faço? Eu to em um labirinto sem orientação nenhuma, eu amo a Catherine, mas como eu faço para não ficar no meio da amizade delas… Me dá uma luz meu kami”.
— Oniisan! Takeru pensou alto.
— O que disse Takeru? Perguntou Pierre.
— Aw é que eu pensei alto, eu lembrei do meu irmão. Explica Takeru.
— Ele deve estar sentindo muito sua falta. Conta Catherine.
— E eu a dele, aqui nos despedimos, vamos Cather-Chan.
— Até amanhã pessoal, Madeleine vamos marcar outra programação, meu irmão não vai querer fazer programa para meninas, mas agora estou no meio de um casamento.
— Amanhã eu levo um bolo sem nozes para você… Vocês. Madeleine acaricia o rosto do digiescolhido da esperança.
Os quatro seguem para suas casas, Catherine aproveita que virou a esquina e abraça Takeru.
— Eu já disse que não precisa desse ciúmes, Cather-Chan, nós… Somos namorados, a Madeleine é sua melhor amiga e olha só o grupo cresceu, encontramos mais um amigo. Lembra Takeru.
— Apesar de saber, não dá para evitar, a Madeleine ta… arg, ela ta tão oferecida, pressurosa, fica me contando os planinhos para te conquistar…
— Cather-Chan, por favor, não faça nada que vá se arrepender depois, por favor, eu vou dar um jeito, não quero ser a pedra na amizade das duas…
— Você não é! A Madeleine não respeita…
— Ela apenas não sabe dos nossos segredinhos. Takeru declara e puxa a francesa para os seus braços, aproveitando o vazio da rua, ambos trocam um beijo. — Eu só tenho olhos para uma flor, e apenas ela me faz ter essas vontades e me apaixonar todos os dias. Declara Takeru.
— Mou amour, e se fomos pegos? Questionou a loira.
— Vou estar com você, vamos assumir para o mundo que estamos apaixonados, as pessoas podem entortar os narizes dado o relacionamento dos nossos pais, mas nos amamos e é isso que temos de mais forte para enfrentar os obstáculos.
— Suas palavras são poesias, eu nem sei o que houve? Achei mesmo que só seriamos irmãos, mas eu não te vejo assim eu te desejo, eu quero te beijar e principalmente eu não vou deixar ninguém atrapalhar.
— A linda rosa tem espinhos afiados e no meio deles eu me arrisco para inalar seu perfume. Takeru beija Catherine e a loira retribui.
— Takeru, vamos entrar se não alguém nos flagra nesses amassos e vamos ter…
O digiescolhido ignorou sua namorada e continuou a beijando no meio da rua, após as carícias eles entram e dão de cara com a governanta zangada correndo atrás de Patamon que estava todo molhado e ensaboado.
— Pata-Chan, o que foi que você fez? Perguntou Takeru, segurando o anjinho.
— Takeru-Kun, eu juro que eu e a Floramon não fizemos por mal, eu só tava brincando. O anjinho se defende.
— Patamon já te disse para não voar tão rente aos varais você pode se machucar, parece que está tudo bem. Takeru olhava cauteloso se o parceiro não estava ferido. — Vamos eu vou te secar, pede desculpas seu traquina. Exige Takeru.
— Desolè, eu juro que só estava brincando. Patamon se desculpa.
“Ele já parece até pai, quanto amor”. Catherine pensava e observava a ternura.
— Madumazele, bem vinda,e-eu também me desculpo, acabamos passando dos limites, se quiser ajudamos a arrumar a bagunça. Oferece Floramon dançando graciosa.
— Eu acho mais do que justo, já que causaram o problema. Concorda Takeru. — Depois subam que temos novidades. Anunciou pegou a alça da mochila de Catherine fazendo sinal para ela que levaria.
— Você é muito cavalheiro. A governanta admira a cena.
— Minha mãe fez um bom serviço. Brinca o digiescolhido.
Takeru leva a mochila até o quarto da amada e olhava ao redor, era um típico quarto de patricinha, muitas pelúcias o qual ele se lembrou que a francesa mencionou que era o antigo esconderijo de sua digimon antes de ser descoberta, mas um pequeno detalhe não passou despercebido, ainda que não tivesse nada com isso, as fotos nos porta retratos só mostravam a francesa com seu pai, nenhuma foto mostrava a figura materna, falecida a mulher não era, então será que era proibido ter algum retrato ou Catherine não queria, ele na hora se lembra de seu pai, ambos tinham muito em comum, mas essa era uma das coisas que os diferenciava, a namorada não tinha contato com a mãe apenas o pai e as várias empregadas.
— Agora que estamos às sós, o que faremos sobre o Pierre? Perguntou Catherine.
— Pierre-San! Bom, primeiro precisamos conversar com os digiescolhidos, mas obviamente é algo muito bom não sermos os únicos com digimons.
— Uie, por muitos anos eu fui a única com um monstrinho, quis muito contar para Madeleine, mas ela não compreenderia… É muito fácil quando está dentro do que fora, a Floramon não é um peso, nem nunca foi, arrumar uns probleminhas, mas ficou comigo desde criança.
— O mesmo digo do Patamon, nós dois crescemos, vem Cather, que tal um banho. Convida o loiro.
— E se fomos apanhados, ás vezes a governanta entra no meu quarto para trazer roupas limpas, e trocar as toalhas no banheiro.
— Que tal começarmos a brecar isso, podemos fazer essas coisas, não é nada difícil, em horários que não estamos ok ela pode entrar e arrumar, mas enquanto estamos nos aposentos sei lá eu já to acostumado a fazer minha cama e manter as coisas organizadas, creio que peguei muitas manias da minha mãe.
— Takeru, você não tem medo de ser flagrado e repreendido nessas brincadeirinhas? Provoca Catherine, tirando o terninho e o colete e desabotoando a camisa, soltando os longos cabelos.
— Cather-Chan, eu tenho medo é de ficar sem você, das outras coisas eu corro atrás.
A loira ajuda Takeru a desabotoar a camisa, e joga em um canto aleatório.
— Mon amour, acho que devemos ir com calma, se tirarmos a função dela vai levantar suspeitas, foi assim com a Floramon, e não quero que nossos pais se separem, parece egoísmo, mas eu quero você aqui.
O casal se beijava e foram para o banheiro do quarto de Catherine, o banho acabou demorando mais do que o normal, ambos estavam curtindo o momento as sós, a francesa lavou os cabelos de Takeru e o mesmo retribui massageando os pés da loira.
A água da banheira já estava ficando gelada quando ambos resolveram se levantar, Catherine escorregou jogando Takeru no chão, a governanta e os digimons ouviram o estrondo vindo do banheiro.
— Désolé, désolé, ta tudo bem? Perguntou Catherine, preocupada, vendo o loiro com os olhos fechados, mas quando se aproximou o mesmo roubou um beijo.
— Não me preocupa desse jeito! Reclama a francesa.
— Désolé madumazele, eu não resisti.
— Senhorita Catherine, o que foi isso, está tudo bem? Perguntou a governanta, preocupada.
— Uie, madumazele, estam… Eu estou muito bem! Catherine se corrigiu. —Foi um escorregão eu derrubei umas coisas, mas eu arrumo.
— Cuidado menina, você sabe onde está o seu irmão, levei as toalhas limpas para ele, mas nem banho ele estava tomando. Conta a governanta, fazendo Takeru rir abafado pelas mãos da francesa que estava de bruços sobre ele.
— C-como posso saber, de repente ele ta fazendo um lanche e depois vai tomar um banho ou foi tomar banho em outro banheiro. Respondeu Catherine.
A sorte do casal é que a governanta não olhou para o canto onde estavam as roupas jogadas, apenas a saia e o sutiã de Catherine foi visto.
— Eu vou fazer um lanche para os dois, devem estar famintos após a aula. Avisa por fim deixando o quarto.
— Primeiro eu saio e vejo se ela já foi, você tá bem mesmo? Perguntou Catherine.
— Estou sim, só ta doendo um pouco, mas isso foi engraçado. Takeru ri da situação.
Takeru sai do quarto de Catherine de fininho a toalha que cobria apenas suas partes, o loiro acabou levando um susto ao entrar em seu quarto e a governanta mais ainda ao vê-lo trazer o uniforme.
— Mas o que… Menino! O que pensa que está fazendo? Tem um banheiro no seu quarto, não tem necessidade de passear pela casa… Do jeito que veio ao mundo. A governanta tapa os olhos e sai envergonhada, Takeru apenas ri da situação e se esconde.
— Meu kami que rio de vergonha em um só dia.
Após a constrangedora situação Catherine se troca e acha a gravata do “irmão” e exala o perfume, lembra que os corpos estiveram em contato naquela tarde, até mesmo o tombo na banheira lhe rendeu um beijo.
Catherine desejava avançar, não queria continuar com os joguinhos, mas por hora ambos precisavam ficar em seus quartos já que se aproximava a hora dos pais voltar.
Takeru aproveitou para conversar com Yamato, o resultado da conversa não poderia ser outro se não mais constrangimento.
— Oyasuminasai, como está? Perguntou Takeru.
— Eu to bem, e fala que cara é essa, parece que foi pego fazendo coisa errada. Pentelhou Yamato, fazendo as bochechas do caçula ficar vermelhas.
— Ah, oniisan… Enfim, eu queria conversar com você pois estou tendo uns problemas no colégio. Começou Takeru.
— Problemas? Algum valentão? Só mostra que não ta ai pra ser o saco de pancadas dele, desce a mão. Aconselha Takeru.
— No, no, Yamato… Se o problema fosse apenas isso.
— Então não entendi, qual o seu problema? Perguntou Yamato.
— Oniisan, é mulher, ou no caso mulheres, você é mais velho e já…
— Pera, pera, meu irmãozinho já ta enrolado com mulheres? Pentelhou o guardião da amizade debochando.
— Yamato, dá para parar, o que pensou que eu gostasse de homem ou que? Pergunta Takeru.
— Foi mal, mas o que pode ser tão difícil para o shekespere, seus poemas melosos não estão colando com as francesas? Debochou o mais velho.
— Vai continuar? É sério, os poemas sempre mexem com elas. Se gaba o futuro escritor.
— Então não vejo o motivo do alarme. Brinca Mimi aparecendo, abraçado Yamato.
— É complicado, pois são duas. Contou o loiro, sem dar nomes, chocando o casal.
— Meu kami que cachorrada, meu irmão é um pegador.
— Yamato! Que pegador? Eu disse em algum momento que eu to com as duas? O caçula se ofende.
— Fica calmo, me explica, pois a frase soou assim, “eu to pegando as duas”, mal chegou já ta aprontando, cadê a mamãe para corrigir?
— O problema não é esse… “O que eu tinha que pedir conselhos logo para ele”. Resmungou Takeru, sozinho, mas Yamato e Mimi ouviram.
— Por que eu sou mais velho, anda agora sem enrolar, o que ta acontecendo? Respondeu Yamato.
— O problema é a amiga da minha namorada… E-ela é oferecida e fica me presenteando com bolo, com doce, e me abraçando na frente da, da minha namorada, eu tento não ser rude, mas ela ta disposta. Não sei mais o que fazer.
Yamato ria chorando do outro lado.
— Isso é o charme dos Ishidas, ninguém resiste. Responde Yamato.
— Takeru, o que você faz? Não tem jeito manda a piranhazinha pastar, coloca ela no lugar dela. Respondeu Mimi.
— Mimi-Chan, eu quero evitar confusão não arranjar uma. Alega o mais novo.
— Takeru, para de adoçar a pílula, se ama mesmo a garota, e aliás eu posso ver ao menos uma foto da minha cunhada. Pede Yamato.
— Yamato-San vamos com calma, por favor… Eu não quero ser uma pedra na amizade delas, já são amigas a anos e eu cheguei agora.
— E já causou! Takeru, o seu problema é que você é o chamamos de kawaii, você faz tudo o que as mulheres querem e gostam, para com isso que elas deixam você e minha cunhada as sós. Você só vai ser uma pedra se elas deixarem, se for amizade mesmo uma vai ceder e torcer pela outra.
— E creio que a Madeleine não ta disposta a isso não. Takeru fica com uma gota na cabeça.
— Madeleine é a outra ou a minha cunhada? Pergunta o músico, confuso.
— É a amiga, e como assim eu sou muito kawaii, a mamãe não criou um ogro, eu não entendo. Reclama Takeru.
— A amiguinha deve ta caída de amores pelo anjinho, meigo, todo educado, carrega as malas que nem uma mula, e dá o casaco se a garota sentir frio, é só fazer o oposto, arrota, coça o colega, atravessa ela quando ela for falar, manda mensagem enquanto ela fala, come que nem um japonês, suga fazendo barulho, aqui não faria diferença, mas ai, dá para você se divertir.
— Então vou ficar com câimbra na mão. Pentelha Takeru, fazendo o irmão rir.
— São mulheres irmãozinho, elas gostam de falar, faz o que eu to te falando. Aconselha Yamato, piscando, vendo Takeru anotar. — Ta enrolado até a garganta por culpa dos seus poemas melosos e ta aí com outro rascunho, admite que seu ego ta adorando ver duas meninas brigando.
— Oniisan, isso não é nenhum poema, anotei, nessa altura do campeonato eu tento qualquer coisa para a Madeleine sair do meu pé.
— Agora falou como um Ishida. Aponta Yamato orgulhoso e Mimi revira os olhos.
— Se a babaquice não funcionar, apenas seja você, Takeru, isso vai ficar de todas as formas forçado, olha sinto muito, mas a gente não passa pela vida sem deixar uns feridos para trás, se ama sua amada francesinha diga para Madeleine ir caçar o que fazer. Aconselhou Mimi.
— Mimi-Chan, eu só vou tentar não machucar as meninas, quero que elas sejam felizes, mas a Madeleine tem que entender que eu tenho namorada, se não der certo a aula do Yamato, eu vou ter que dizer de uma forma que ela entenda.
— Ótimo, que bom que eu pude ajudar você, mas diz ai por que o mistério? O que tem de errado com sua namorada, ela é estranha? tem bigode, qual o seu problema? A curiosidade de Yamato arrancava risos de Takeru e Mimi.
— Na hora certa, oniisan, estamos nos firmando…
— Mas tem que tirar a oferecidinha de cima. Mimi aconselha.
— Meu kami, somos homens de sorte, a minha também é uma flor, mas cutuca pra ver se não se espeta nos espinhos. Takeru lembra dos ataques de ciúmes.
— Meu anjinho, a gente não é obrigada a ver “amiguinhas” em cima do que é nosso, quer ela fica com ela, quer a gente não tem nada que olhar para outra.
— Onde eu me meti? Pentelhou Takeru.
— Você está crescendo irmãozinho, mas é isso, seja o oposto do que mostrou, num instante o príncipe dela vira um sapo e ela não vai mais querer. Reafirma seguro o mais velho.
— Ou na pior das hipóteses você vai piorar tudo, vocês homens fazem tudo pelo caminho complicado, bastava dizer a verdade, não tem que ter peripécia no meio. Mimi resmunga.
— Minha fadinha, não é peripécia alguma, ele não quer ferir a amiguinha, então tem que quebrar o encanto, não tem outro modo. Yamato afirma convicto e beija Mimi.
— Mudando um pouco de assunto, me conta, como está a mamãe? Perguntou o mais velho.
— Ela ta feliz oniisan, o Adam faz a mamãe se sentir especial, mas… Não esquece!
— Nada disso, começou agora vai, o que significa o “mas”? Pergunta Yamato.
— Não é nada oniisan, se fosse eu te contava, eu posso pedir uma coisa? Perguntou Takeru.
— Quer que eu te mande o que? Pergunta Yamato.
— Nada, não é objeto, é só por favor sobre as meninas mantenham entre vocês, eu entendi os sábios conselhos, não quero todos piorando a vergonha.
— Só ia ser vergonha e das baixas você pegar as duas, vou confiar que é só uma.
— Oniisan, assim… N-não deixa, é que…
— Takeru para de travar, anda o que foi? Pergunta Mimi.
— Principalmente com você junto, eu acho que já paguei mico demais para um dia. Alega o mais novo.
— Anda loirinho, põe pra fora no que podemos te ajudar? Pede Mimi.
— É sobre primeira vez, eu não quero apressar…
— E nem deve, se conheçam primeiro, sabe vão passear, vão dançar, só não vão beber. Aconselhou a castanha.
— Mimi-Chan, nós temos apenas quinze anos. Alega Takeru.
— Ta por fora em gatinho, o que tem de projetinho de cachaceiro na sua idade. Afirma a sincera.
— O mais importante é encapa o amigo para não pegar doença ou trazer um netinho para a mamãe, sério mais pra frente eu quero ser tio, mas primeiro termina os estudos. Aconselha Yamato deixado o irmão corado.
— Eu devia ter parado nas meninas. Takeru resmunga.
— Isso é sério, não faz porque se sente obrigado, cara eu to velho, tô dando conselho de primeira vez, camisinha para o Takeru. Pensa Yamato.
— Oniisan! Eu só perguntei para você, porque você é meu irmão, conversar com a mamãe só me deixaria mais envergonhado e com o Adam, bom ele nosso padrasto.
— Seu! Corrige Yamato.
— Aw que ótimo, a gente não é irmão oh senppai! Provoca Takeru.
— Somos irmãos, mas esse francesinho não é nada meu, você que ta aí brincando de papai e filhinho. Ralha Yamato levando um beliscão.
— Não vou te dar o gosto da discussão, e a namorada do nosso pai? Perguntou Takeru.
— Estão em lua de mel se é o que quer saber. Respondeu o mais velho de forma seca.
— Já a conheceu? Takeru estava curioso.
— Teve a chance, mas fingiu que tava com diarreia. Eu ainda não me perdoo por ter sido conivente. Revela Mimi, Takeru gargalha.
—Não acredito, diarreia? Repete Takeru.
— Yamato, diarreia? Natsuko e Adam entram de surpresa — Meu kami, ta tudo bem Yamato? Meu filho, eu não te disse que esses seus lanches rápidos ia te fazer mal, meu filho, você parece melhor agora, deu febre? Natsuko entrou de surpresa, acabou pegando a conversa picada, Yamato corou e Mimi e Takeru abafaram o riso.
— Eu estou bem mamãe a Mimi-Chan cuidou de mim. Yamato mente.
— Esquentou tanto que eu quase joguei ele no chuveiro frio. Mimi completa.
— Se cuida Yamato, e por favor para de se alimentar mal, o bom é que não estava sozinho, arigato Mimi. Agradece Natsuko.
— Que isso! Esse tundra dodói é mais manhoso que criança. Pentelha Mimi, Yamato cochicha para namorada não exagerar.
— Yamato-Kun, não adianta pedir para Mimi me esconder algo como uma doença, isso é sério, e eu me preocupo com vocês até de longe. Afirma Natsuko.
— Tá bom, ta bom, eu vou comer direito, dame, fica calma, caramba a gente leva patada, da namorada, da mãe, da tia, mulheres. Resmungou o mais velho.
— Falando em se alimentar, que tal descer para jantar, Yamato, não vejo a hora de ver você no casamento, seu avô também está com saudades e fala sempre isso. Espero que melhore logo. Adam participa.
—Estou trocada, nossa todos estão aqui, o que houve? Pergunta Catherine, levando Patamon na cabeça e Floramon no colo.
— Ta bom família do comercial de margarina, eu tenho que terminar a composição e Takeru-Kun vê lá, é só seguir o que eu te disse e você ficará bem guerreiro. Reforçou Yamato.
A chamada foi encerrada e Natsuko suspirou.
— Ele está bem madumazele, por isso nessas horas é bom ter alguém, foi apenas uma diarréia, mas entendo o seu lado, quando Catherine tinha febre eu ficava desesperado.
— Papa, anda para com as histórias. Catherine se envergonha.
— Você não viu minha mãe quando viaja nas lembranças, ela e meu pai são mestres em mico nostálgico. Revela Takeru.
— Vocês dois ainda serão pais um dia, e também terão suas histórias. Adam abraça a filha que estava corada pensando nessa frase.
— Qual é a novidade que você disse que tinha? Pergunta Patamon.
— Nós encontramos um novo amigo, um digiescolhido. Conta Catherine.
— Um novo digiescolhido, isso quer dizer que teremos um novo digimon? Pergunta Floramon.
—Uie, uie, um novo amigo para vocês, o nome dele é Labramon.
— Labramon, é um digimon do tipo besta. Conta Patamon.
— Parece forte. Alega Floramon.
— O digiescolhido é o Pierre, é, b-bom, iamos neste sábado vê-los, mas é importante para vocês a escolha das roupas e passar o dia com a gente, então marcamos para domingo se não se importam. Revela Takeru.
— Sem problemas, vamos comer antes que a comida fique fria. Alega o pai de Catherine.
Enquanto isso no Japão…
— Minha mãe acreditou que eu tava mesmo doente, eu nunca ri tanto. Apontou Yamato.
— Ela pegou a conversa no final, mas coitada Yamato-Kun e coitado do seu avô também, ele já tá velhinho, ele conviveu com o seu maninho, pois ele ia vê-lo, mas e você?
— Eu o que? Mimi-Chan, como é doce essa fadinha, não vê que é jogada do francês. Alega Yamato.
— Doente da barriga você não ta, mas da cabeça ta começando! Yama-Kun, não faz pela sua mãe, mas pelo Takeru, seu vô…
Yamato rouba um beijo de Mimi.
— Eu não vou dar esse gostinho para ele, eu mando a coroa de flores.
— Escolhi muito bem, oh tundra teimoso, como pode!
No apartamento de Taichi…
Sora esperava o castanho que fez uma surpresa para ruiva, o castanho deu fim a moita em sua cabeça, Sora adorava os cabelos rebeldes e volumosos do namorado, mas devida a escolha da profissão e a faculdade Taichi decidiu juntar o útil ao agradável e comprou um buquê exageradamente grande para se esconder atrás, de fato a surpresa foi grande, a ruiva passou as mãos nos olhos, pensando estar vendo coisa, seu namorado assumiu uma nova identidade com esse visual, não parecia mais um garoto e sim um adulto.
— Gostou Sora? Perguntou Taichi.
— Nossa onde você deixou seu cabelo Taichi-San? Questionou Agumon, que também estava acostumado com o velho penteado.
— Seu bobo, eu fui para o barbeiro, Sora o que foi? Você mesma dizia que eu tinha mais cabelo que a minha imouto. Brinca o guardião da coragem. — O que tem para comer? Eu só vou jantar e preciso cair de cara nos livros, kami nem cheguei no segundo bimestre e já to atarefado, quem disse que crescer ia ser moleza, eu não to entendendo essa sua cara, o que foi Sorinha? Não gostou das flores, eu sabia que devia ter ligado para imouto, amanhã eu tento de novo ta. Promete Taichi beijando Sora.
— Seu baka! Não são as flores! Elas são… Muitas ,e lindas, eu não sei. Sora fica receosa e cheira as flores enquanto ajeita no vaso.
— Sorinha, às vezes vocês humanos ficam diferentes, mas ficam lindos e vão mudando como um digimon em evolução. Alega Biyomon.
— Então é o cabelo? Sora-Chan, eu também não me reconheci no espelho. Taichi passa as mãos nos cabelos.
— Ficou… Diferente, mas como diz a Biyomon, é uma evolução, parece que sumiu uma parte sua.
— Discordo ruiva, ainda sou eu mesmo, só com um visual novo e sem tanto cabelo. Explicou Taichi.
—Podia ter me ligado, sei lá, mandado um antes e depois, e… O jantar ta na mesa, o Agumon já jantou.
— É sempre faminto, tem coisa que não muda, Taichi ri. —Tipo meu amor por uma ruiva linda, que eu amo desde criança. Declara o castanho beijando Sora.
Fale com o autor